Engenharia da BAE Systems desenvolve sistema para combater ameaças de drones
Brasil, 23 de março de 2026 – Uma equipe de engenheiros no Reino Unido está desenvolvendo uma nova solução para neutralizar drones hostis, em resposta ao aumento das ameaças contra infraestruturas civis e militares. O projeto é liderado pela BAE Systems, que aposta em sua expertise em software para entregar, em poucos meses, um sistema mais econômico e adaptável ao cenário atual.
Denominado BAE Systems Anti Threat System (BATS), o sistema foi projetado para reduzir a dependência de mísseis de alto custo, combinando software inteligente, guerra eletrônica e meios cinéticos para enfrentar incursões de drones em fronteiras, instalações militares, aeroportos e centros urbanos.
O desenvolvimento do BATS teve início em outubro de 2025 e deve avançar rapidamente para a fase de testes, prevista para o próximo mês, com ensaios com emprego real programados para o início do verão no hemisfério norte – junho de 2026. O cronograma reflete a urgência em disponibilizar novas capacidades diante da evolução acelerada das ameaças.
“Incursões de drones representam um desafio imediato, com impactos diretos sobre civis, militares e infraestruturas críticas. A tecnologia evolui em um ritmo superior ao dos sistemas de defesa tradicionais, com novos comportamentos, cargas úteis e táticas surgindo quase diariamente. Por isso, estamos acelerando o desenvolvimento de uma nova solução para apoiar nossos clientes”, afirmou Andrea Thompson, diretora-geral de Digital Intelligence da BAE Systems.
O BATS é um sistema escalável, baseado em software, com capacidades de comando e controle e apoio à decisão, projetado para detectar, identificar e neutralizar ameaças não tripuladas, incluindo drones, com rapidez e precisão. A solução contará com arquitetura aberta, permitindo a integração de sensores e efetores de diferentes domínios, atuais e futuros, em um único sistema adaptável a múltiplos cenários operacionais.
Uma vez em operação, o sistema será capaz de identificar atividades hostis de forma antecipada, por meio da fusão de dados de sensores multicamadas, classificando o nível de ameaça em tempo real. A partir disso, suas ferramentas de apoio à decisão aplicam lógica de resposta rápida para auxiliar os operadores na escolha da ação mais adequada.
O desenvolvimento do BATS envolve especialistas de diversas áreas da BAE Systems, abrangendo os domínios aéreo, terrestre e marítimo.
Para mais informações:
https://www.baesystems.com/en/product/counter-uxs
Sobre a BAE Systems
Na BAE Systems, fornecemos algumas das soluções mais avançadas em defesa, aeroespacial e segurança do mundo. Contamos com uma força de trabalho qualificada de cerca de 110 mil pessoas em mais de 40 países. Em parceria com clientes e parceiros locais, desenvolvemos, projetamos, fabricamos e apoiamos produtos e sistemas que oferecem capacidade militar, protegem a segurança nacional e garantem a proteção de informações e infraestruturas críticas.■

Estava aqui matutanto.
A melhor ferramentar para abater drones hostis são drones de defesa, na mesma proporção ou até em enxames mais densos.
Não acredito que dê para depositar a carta em uma única solução, primeiro precisamos pensar o que estamos defendendo? é tropa? é prédio? é viatura? penso que para blindagens de viaturas contra drones kamikazes, acredito muito no conceito da mina claymore que explode balins por uma área muito grande.
Obs – importante citar que não vou colocar claymore no carro, mas sim o conceito, como a tendencia dos balins seriam dispensar quanto mais longe são jogados, os drones são em sua maioria frágeis quando acertados, podendo ser balins relativamente pequenos, mas em grande quantidade, esse tipo de solução seria utilizado como um último recurso caso uma solução de longo alcance falhe e o impacto seria inevitável, como sistema principal ainda preferindo algo do conceito de um sistema Trophy adaptado para defesa C-UAS.
A forma mais econômica acredito que ainda seja a neutralização eletrônica, seja com uso de jamming (mais fácil), spoofing (mais difícil) e armas de energia direcionadas (mais cara).
Um drone nunca vai conseguir superar em termos de energia uma estação fixa.
Mas precisa de linha de vista.
Existe jamming de área, mas ele precisa de uma energia muito maior uma vez que age 360 graus. Também não diferencia amigo de inimigo.
Esses drones que você falou já são utilizados como interceptadores. São chamados de kamikazes.
Vocês viram o novo Coyote 3 , dusamericanumalvadus?
https://www.youtube.com/shorts/xFbdV3HwfD8
Interessante.
Ele emite um PEM de curte alcance para otimizar o custo energético. Máxima de 300m.
Os drones usados na Guerra da Ucrânia evoluíram para comando via cabo de fibra ótica. Então estes modelos são imunes à interferência eletrônica.
Se esse projeto da BAE não utilizar uma forma de contato direto com o drone de forma a derruba-lo, já vai nascer obsoleto.
Bobagem , contra um ataque de saturação só força bruta mesmo , basta observar o que o Lucas fez com a formidável AA iraniana nas primeiras horas do conflito , neutralizou ou deixou vulnerável toda equipagem para grande e médias distâncias, mais difíceis de serem deslocados ou camuflados por causa do porte . Este sistema em desenvolvimento detecta e engaja os drones , ótimo, mas com o que vão derruba-los ? Impulsos magnéticos? ( Como já foi dito por um participante : ” O ônus para quem vai se defender de mísseis e drones é muito maior.” Portanto é bom se concentrar na capacidade de garantir destruição mútua, sai mais barato do que inventar modus de interceptar drones , deixe isto para segundo plano ! O Brasil , terra de oz, deveria copiar o exemplo do Irã, mas primeiro tem que combinar com os sindicalistas, entreguistas e outros istas que parasitam este cabaré !
Contra drones usa-se interceptadores de drone, que é como de faz na Ucrânia:
(https://www.hisutton.com/Ukrainian-Interceptor-Drones.html)