BAE Systems garante contrato de US$ 180 milhões para sistema antiaéreo TRIDON Mk2 da Suécia
A BAE Systems anunciou a assinatura de um contrato no valor de US$ 180 milhões com a Swedish Defence Materiel Administration (FMV), agência responsável pela aquisição de equipamentos militares da Suécia, para o fornecimento do sistema antiaéreo TRIDON Mk2.
Sistema móvel e versátil
O TRIDON Mk2 é um sistema de defesa aérea montado sobre caminhão, equipado com um canhão de 40 mm, projetado para preencher lacunas identificadas nas capacidades atuais de defesa antiaérea de curto alcance.
Segundo a empresa, o sistema possui capacidade de engajar múltiplos alvos simultaneamente, incluindo drones, mísseis de cruzeiro e aeronaves, além de atuar contra ameaças terrestres, como veículos blindados.
A proposta do TRIDON Mk2 é oferecer proteção tanto às forças militares quanto às infraestruturas críticas civis, num cenário em que ameaças aéreas de baixo custo e alta mobilidade — como drones — se tornaram cada vez mais comuns.
Foco em guerra moderna
De acordo com Lena Gillström, presidente da divisão Bofors da BAE Systems, o sistema foi desenvolvido com base nas exigências dos conflitos atuais.
“O TRIDON Mk2 foi projetado para a guerra moderna e continuaremos a fornecer soluções de ponta para garantir que nossos clientes estejam preparados para os desafios futuros”, afirmou a executiva.
Apoio à Ucrânia
O sistema já integra iniciativas de apoio internacional à Ucrânia. Em fevereiro, a FMV adquiriu unidades do TRIDON Mk2 em nome da Suécia e da Dinamarca para doação ao país, com o objetivo de reforçar suas capacidades de defesa aérea no contexto do conflito em curso.
Solução modular e de baixo custo
Entre os principais atributos destacados pela fabricante estão a alta precisão, o custo relativamente reduzido e a facilidade de operação e manutenção. O sistema também possui arquitetura modular, permitindo adaptações e atualizações conforme novas tecnologias e necessidades operacionais surgem.
A aquisição reforça o esforço europeu para fortalecer suas capacidades de defesa aérea de curto alcance, consideradas críticas diante da proliferação de ameaças aéreas modernas e assimétricas.■

Todo mundo aproveitando seus projetos e conceitos em uma guerra real de alta intensidade que está formando um novo paradigma.
E a BID sem ToT, segue incapaz de fazer um sistema semelhante.
Esse sistema faz total sentido pra FAB. Pode defender bases aéreas de ameaças tradicionais, como bombas guiadas e mísseis de cruzeiro, de ameaças assimétricas, como pequenos drones improvisados com explosivos, e pode servir ainda como arma de fogo direto contra unidades de operações especiais. O alcance é menor, mas o espectro de ameaças combatidas é superior a qualquer sistema baseado em mísseis. Fora isso, também é bem mais fácil transportar.
A munição programável (3P) já é fabricada aqui também pela Emgrepron, inclusive a MB deve ter um bom estoque delas. Segundo a BAE Systems, uma carga interna completa de um sistema como esse (100 munições) permite interceptar entre 40 a 50 pequenos drones ou entre 12 a 15 misseis de cruzeiro antes de precisar recarregar.
É um custo-benefício muito difícil de bater.
Sobre custos, a matéria não cita o número adquirido para fazer uma conta de padaria, mas em 2015 a MB adquiriu cinco canhões Bofors Mk4, a versão naval do Tridon Mk2, por 117 milhões de coroas suecas, o que, na cotação atual, corresponderia a cerca de 13 milhões de dólares, ou menos de 3 milhões de dólares por canhão, sem considerar a inflação do período.
Uns 30 sistemas deste pra distribuir entre as três forças até seria interessante. Montados sobre o chassis Tatra usado pelo Astros ou alguma versão da IDV/Iveco seria muito bem vindo e não teria um custo exorbitante como o de sistemas baseados em mísseis.
O EB tem milhares de chassis VW e Mercedes. Não vejo razão para “padronizar” com os poucos chassis Tatra só por causa do Astros.
Isso é um canhão naval, tem sido demonstrado em chassis 6×6 e 8×8…faz sentido? se sim….vamos além, vamos colocar em um 5t man worker ou um mb 1726/1727 ambos 4×4 que deve ter uns 200 cavalos de potencia?…tem a questão do peso (canhão e munição), recuo da arma, estabilização no solo (exige patolas?)…não é só por causa do Astros
O EB tem o Volkswagen Constellation 31.320 6×6 com capacidade para transportar o canhão Bofors de 40mm e sua munição, além do “tranco” não ser tudo isso, dado o tamanho da munição.
“O caminhão é equipado com motor tradicional do mercado, o Cummins ISC 315, de 6 cilindros em linha que possui sistema de injeção common rail. Sua potência é de 315 cv a 2 000 rpm de rotação e o torque de 131 mkgf a 1 300 rpm. A transmissão é outro atributo do veículo, uma ZF 16S 1650, manual de 16 velocidades que trabalha em conjunto com a caixa de transferência Marmon-Herrington, com relação alta de 1,00:1 e baixa de 2,47:1. Sua distância entre-eixos é de 3 740 mm. O chassi é do tipo escada com longarinas duplas, com reforço em C, o que permite ao caminhão suportar impactos mais fortes.”
O constellation não foi adquido aos milhares ….existem poucos em algumas OM de artilharia e de engenharia….foi um pedido bem pequeno para uma demanda bem específica para substituir os engesa/mb 1519 mamute (quem tem está usando)….nem sei se essa versão 6×6 tem disponível ainda para comercialização para falar a verdade.
Sim, com certeza não tem milhares dele. Quando falei milhares pensei na linha VW como um todo.
A maioria das notícias diz que foram adquiridos 120.
Ainda assim, seria melhor padronizar com ele do que com o Tatra, pois é fabricado aqui.
A VW fabrica caminhões especiais sob encomenda. Como o Constellation continua em produção, mesmo o 6×6 não estando no catálogo, ela deve fazer a depender da encomenda.
Essa infeliz quantidade de 120 mostra o descaso brasileiro com a defesa. Encomendou o pedido para desenvolver o caminhão e depois comprou apenas 120 pra um país deste tamanho. Ao menos basta encomendar mais e já se tem como fazer. Me esqueci deste caminhão o qual tbm é 6×6 e é quem carrega o radar da Embraer Saber m200;

Exatamente muchacho !!!
Ele tem um considerável alcance operacional, de 12km e teto de 5km
Os russos tem a algum tempo voado drones Shahed/Geran a altitudes maiores, fora do envelope de engajamento, principalmente do Gepard.
O que tem obrigado os ucranianos a comprometer mais interceptores de drones dos tipos Sting; Bullet; P-1 Sun; Octopus 100 e Odin Win_Hit e economizar no uso de manpads e mísseis de defesa de ponto.
Caro Maurício…é já tem drone voando sem carga bélica (só motor e a casca e talvez alguma orientação) obrigando a Ucrânia gastar munição antiaerea a toa….guerra também é fazer enfraquecer a economia do adversário.
Uma modernização dos 34 Guepards do EB, considerando o upgrade de radar (AESA), Sensores Optronicos (EOS), Kit AHEAD, Computador de Tiro Digital, ou seja, modernização da torre.
Por unidade o custo aproximado seria de U$3.000.000,00 (três milhões de dólares)
O gasto pesado mesmo seria com a munição 35mm AHEAD. O preço de um projétil AHEAD giro em torno de $1.000 ( mil dólares). Com uma dotação mínima de combate por blindado, 320 tiros de 35mm, o custo total por munição por veículo seria de $320.000,00
Manutenção e Logística, suporte por uns 10 anos no mínimo
Manutenção Preventiva, corretiva anual U$250.000 por veículo
Logística de 10 anos $2.500.000,00
Custo por Guepards modernizados
U$5.820.000,00
Custo total dos 34 Guepards modernizados
U$197.880.000,00
Parece ser um custo alto para modernizar mas esses $197.880.000,00 de dólares, aproximadamente 1 bilhão de reais, não compraria nem 6 sistemas novos do Skyranger ou Pantsir
Quem diria hein, defesa antiaérea de tubo voltou com tudo.
E pensar que alguns anos atras aqui mesmo no fórum fui crucificado por defender o EB ainda utilizar canhões antiaéreos, treinar de .50, etc….”estamos na era dos mísseis e blá blá blá….” ai veio uma guerra para comprovar minha tese que todo sistema antiáereo é válido …e precisou de relatos comprovados como o que ocorreu com Gepard que surpreendeu até os alemães…o grande fato do combate é que a tropa se defenderá como pode e quanto mais opções melhor, é sempre melhor ter e não precisar do que não ter…o seguro morreu de velho.
Faltou a matéria citar que temos a fabricação dessa munição e que querem vender a fabrica de munição da marinha….
lt_40mml70.pdf
Demanda existe, o que não existe é força de vontade, alfineto mesmo!.
Quais as características desse sistema e seus valores ?. A detecção de alvos é feita por radar ou por outros meios como optrônicos ou infra vermelho ?