O Brasil precisa pensar alto: por que criamos o Instituto de Altos Estudos em Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC)
Por Marco Antonio de Freitas Coutinho
Vice-Presidente do Instituto GSEC
O Brasil vive um momento decisivo. O ambiente internacional tornou-se mais instável, competitivo e perigoso do que em qualquer outro período desde o fim da Guerra Fria. Conflitos de alta intensidade, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, a escalada permanente no Oriente Médio e as tensões no Indo-Pacífico, mostram que o uso da força voltou a ser um instrumento central da política internacional. Esses conflitos são claros sinais de que a paz não é um dado permanente, mas uma construção que exige preparo, capacidade dissuasória e visão estratégica.
Foi diante desse cenário que nasceu o Instituto de Altos Estudos em Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC). O GSEC está vinculado administrativamente à ADEPOL-Brasil, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, que oferece suporte institucional sem interferir na autonomia científica da instituição.
A ideia de estruturar um instituto voltado a unificar doutrinas, pensamentos e estudos nas áreas de geopolítica, segurança e conflitos surgiu inicialmente no seio da ADEPOL, por iniciativa de seu presidente, Doutor Rodolfo Queiroz Laterza, grande estudioso desses temas, com diversos livros e artigos publicados. A iniciativa logo encontrou ressonância no seio dos principais canais de mídias alternativas brasileiras que se dedicam aos temas estratégicos, dentre eles o Arte da Guerra, o Velho General, o Plano Brasil, e o GRU Geopolítica em Ação, dentre outros.
O Instituto tem a missão de produzir análises independentes e técnicas, de alta qualidade, sobre as áreas temáticas de geopolítica, segurança pública, segurança internacional, defesa e política externa. Atuando neste sentido, propõe-se a contribuir para a formulação de uma grande estratégia nacional brasileira.
O Brasil precisa de pensamento estratégico para enfrentar ameaças reais
O país ocupa uma posição geográfica privilegiada, mas também vulnerável. A Amazônia, o Atlântico Sul, o pré-sal, a Margem Equatorial e as fronteiras terrestres extensas colocam o Brasil diante de riscos que não podem ser ignorados. A Margem Equatorial, em particular, representa uma das áreas mais promissoras do mundo em termos de potencial energético, mas também uma das mais sensíveis do ponto de vista geopolítico. A disputa global por recursos estratégicos e a crescente pressão internacional sobre temas ambientais tornam essa região um ativo que precisa ser protegido com inteligência, tecnologia e presença do Estado.
No campo da defesa, o Brasil enfrenta desafios que vão desde a necessidade de modernização tecnológica até a proteção de suas fronteiras marítimas e terrestres. Ameaças híbridas, ciberataques, espionagem tecnológica, pressões ambientais externas e disputas por recursos energéticos exigem preparo e coordenação. Os conflitos em curso no mundo mostram que Estados que não investem em defesa, inteligência e autonomia tecnológica tornam-se dependentes de outros Estados e perdem capacidade de decisão.
Mas a segurança do Brasil não se limita ao campo militar. A segurança pública é hoje um dos maiores desafios nacionais e está profundamente conectada ao ambiente internacional. O crime organizado brasileiro opera em redes transnacionais, controla rotas internacionais de drogas e armas, infiltra-se em portos estratégicos e disputa territórios urbanos com violência crescente. Facções nacionais mantêm conexões com cartéis estrangeiros, grupos armados e organizações criminosas que atuam em diversos continentes.
A defesa e a segurança pública, portanto, não são esferas isoladas. São dimensões complementares de um mesmo problema: a proteção do Estado e da sociedade brasileiros.
Política externa e política de defesa são indissociáveis
Nenhum país relevante separa sua política externa de sua política de defesa. Ambas são expressões de um mesmo objetivo: proteger interesses nacionais e ampliar a capacidade de ação do Estado no mundo. Para que cumpram esse papel, precisam ser tratadas como políticas de Estado, e não como políticas de governo.
Mudanças de orientação a cada ciclo eleitoral fragilizam a credibilidade internacional do país e dificultam a construção de uma estratégia de longo prazo. O Brasil precisa de continuidade, coerência e visão estratégica. O GSEC nasce para contribuir para essa construção, oferecendo análises técnicas, independentes e orientadas ao interesse público.
Uma escola brasileira de pensamento estratégico
O Instituto busca consolidar uma escola brasileira de pensamento estratégico, capaz de dialogar com centros internacionais relevantes, sem abrir mão da perspectiva nacional. O objetivo é produzir conhecimento que sirva ao Estado brasileiro, e não a agendas externas nem a disputas partidárias.
O documento fundador do GSEC estabelece que o Instituto deve articular a política externa, a política de defesa e a política de segurança pública, em uma grande estratégia nacional. Isso significa integrar dimensões militares, diplomáticas, econômicas, tecnológicas, informacionais e de segurança pública em uma visão coerente de futuro.
Estrutura moderna, plural e independente
O GSEC foi concebido com uma governança sólida. Seu Regimento Interno garante autonomia científica e independência intelectual. A estrutura inclui o Conselho Diretor, a Diretoria Executiva, o Conselho de Pesquisa e grupos temáticos que abrangem geopolítica, estratégia territorial, terrorismo, crime organizado, tecnologias críticas, inteligência e segurança internacional.
Cada grupo deve reunir acadêmicos, profissionais de campo e jovens pesquisadores. Essa composição híbrida garante equilíbrio entre rigor científico, experiência prática e inovação.
O Brasil precisa voltar a pensar estrategicamente
O mundo vive uma profunda reconfiguração. A disputa sino-americana, a militarização do espaço e do ciberespaço, a reorganização das cadeias produtivas e a ascensão de atores não estatais violentos mostram que a segurança internacional está em transformação acelerada.
O Brasil enfrenta desafios internos que se conectam diretamente a esse ambiente global. Crime organizado transnacional, vulnerabilidades cibernéticas, dependência tecnológica e pressões geopolíticas sobre recursos naturais exigem um planejamento de longo prazo.
Sem pensamento estratégico, o país reage. Com um pensamento estratégico, o país antecipa.
O papel do GSEC na construção da grande estratégia nacional
O Instituto nasce para contribuir para o Estado brasileiro na formulação de políticas públicas, na formação de quadros, na produção de análises e na construção de pontes entre setores que raramente dialogam. Militares, diplomatas, acadêmicos, jornalistas, especialistas em tecnologia, operadores da segurança pública e profissionais de inteligência precisam estar na mesma mesa.
Nosso compromisso é com a soberania, com o interesse público e com o rigor científico. Esses valores orientam cada uma das nossas ações.
O Brasil precisa pensar alto. Precisa pensar grande. Precisa pensar estrategicamente e com políticas de Estado, não de governo.
O GSEC está pronto para ajudar a cumprir essa missão.
Marco Antonio de Freitas Coutinho é coronel da reserva do Exército Brasileiro. Bacharel em Ciências Militares pela AMAN, mestre em Operações Militares pela EsAO e em Ciências Militares pela ECEME. Possui especialização em Relações Internacionais e é Mestre em Ciência Política Internacional pela Universidade Europeia do Atlântico, em Espanha. É o criador e editor do canal GRU! Geopolítica em Ação. Pode ser contatado pelos e-mails: adepol.brasil@adepoldobrasil.com e institutogsec@gmail.com, ou pelos telefones: (61) 3226-1356/3323-5211.

Muito boa a iniciativa, parabéns coronel e toda comunidade! Realmente precisamos de defesa pra quando iniciar a revolução socialista brasileira…
Vida longa a revolução brasileira !
Volta e lê de novo…que porra de revolução socialista affg
kkkkkkk…
Eita demência.
Voçê estava indo muito bem,até a parte”…pra quando iniciar a revolução socialista brasileira…”, daí em diante, estragou tudo.
Corretíssimo, camarada Rafael!
Você é mais um chapeu de aluminio contaminando o lugar, cadê o gongo?
Parabéns Força Brasil
Excelente iniciativa com pessoal especializado! Altamente necessário que tenhamos um thinktank com especialistas brasileiros de diversas áreas que podem contribuir para o aprimoramento do pensamento de defesa nacional.
Temos potencial e recursos devemoos deixar a polarizacaoo priorizar a educacao trabalhos tem muito do que deve ser umq nqcao livre e soberana.
O GSEC chega num momento oportuno: é necessário um Instituto gerador de pensamento estratégico e geopolítico para defender os interesses estratégicos do Brasil na área de Defesa e Segurança Interna que estão conectados entre sim. É importante o engajamento nas questões políticas de estratégia e nas relações exteriores do Brasil. Parabéns ao Dr. Laterza pela iniciativa e parabéns pelo artigo coronel Coutinho!
Saudações. Extremamente oportuna e importante a iniciativa. Parabéns ao Coronel Marco Antônio Coutinho pelo elucidativo texto de apresentação do GSEC.
A matéria traz um conteúdo incrível, que nos permite estar bem informados em tempos de desinformações e fake news.
Veio na hora certa!!!!
Parabéns pela iniciativa. Li a postagem po indicação do canal Arte da Guerra. Integração e inteligência são fundamentais para nossa segurança.
Eu considero essa empreitada muito significativa para o nosso País, porem se não for concebido e arquitetado nos moldes atuais que vemos em nossa curta história recente podemos ficar obsoletos.
Não temos satélites, não temos infraestrutura tecnológica , etc etc. Mas isso não importa pois são estruturas que levam tempo para serem construídas.
Felizmente temos capacidade intelectual, criatividade, resiliencia que são os aspéctos mais importantes.
Essa exposição visa opinar que é importantíssimo encarar essa estrutura cm visão multidisciplinar ou talvez “Multidominio”, não deve ficar restrito apenas no âmbito militar mas a sociedade civil deve participar, no aspecto que nem todos engenheiros , fisicos, matematiocs, sociologos, filosofos, etc são provenientes do meio militar. Deve envolver as universidades públicas com projetos de iniciação cientificas abrangendo as necessidades estrategicas do momento.
Não quero alongar muito para não ficar cansativo. A ideia básica é: a sociedade civil precisa estar envolvida.
Abraços e parabéns pela empreitada
Helton, Campinas- SP
Estudante de jornalismo.
Finalmente o Brasil tem um instituto sério para debater temas importantes para o nosso desenvolvimento e soberania.
Vou fazer o máximo para contribuir para o GSEC crescer dentro do Brasil e ganhar cada vez mais apoiadores.
Se não é capaz de dominar o inimigo na planície, torne-se invisível… a vantagem soberana está na cultura de manter os segredos militares. não na publicação de manuais. Selva, vide cultura militar chinesa nas fronteiras um milênio atrás.
Parabéns! Tema importantissimo. Viva Brasil.
Perfeito
Artigo maravilhoso e lúcido mostrando existir a necessidade de um comunidade de especialistas que estudem, opinem e orientem as análises de defesa interna e externa de nosso país. Parabéns ao autor do artigo Marcos Antônio de Freitas Coutinho e a todos aqueles que estudam e preocupam-se com a defesa nacional de nosso país.
Defesa é fundamental pra um país soberano
Com a ajuda de vocês, o Brasil está abrindo os olhos para a importância de uma estratégia militar bem definida e de forças armadas capazes de proteger nosso país de ameaças externas.
Artigo e iniciativa muito relevantes. Imperativos! O Brasil precisa seguir em busca de sua soberania urgente!
Já era hora. Excelente iniciativa. Parabéns aos envolvidos.
Exelente iniciativa !!…O Brasil precisa ter visão estratégica do propio ponto de vista, não é possivel continuar adotando doutrinas ultrapassadas, exportadas de outras nações.
Perfeito Coronel.
Precisamos muito de pessoas que pensem no bem do nosso país. É essencial investir em fortalecimento, infraestrutura, desenvolvimento e pensamento estratégico. O Brasil é grande, e unidos e fortalecidos chegaremos longe.
Excelente a análise feita, escancara a necessidade do país de retomar um caminho mais consistente e de paz a longo prazo, e com isso manter uma nação ainda mais forte e unida, para o BRASIL assumir uma posição mais atuante e benéfica para esse planeta.
Diante desses desafios dos tempos atuais nossa nação deve continuar lutando para se fortalecer internamente, independente de doutrinas políticas somos BRASIL e nossa pátria gentil tem que caminhar para frente.
Com esses objetivos conquistados ganharemos mais autonomia nacional, nosso direito de escolha preservado e respeitado, a nação tem pessoas incríveis e capacitadas para tal, eis me aqui mais um brasileiro que acredita e sempre vou acreditar.
Excelente iniciativa, pessoal altamente qualificado para as análises e realmente capazes de ajudar o País, principalmente nesse contexto tão turbulento da história. Gratidão!!
Excelente a análise feita, escancara a necessidade do país de retomar um caminho mais consistente e de paz a longo prazo, e com isso manter uma nação ainda mais forte e unida, para o BRASIL assumir uma posição mais atuante e benéfica para esse planeta.
Diante desses desafios dos tempos atuais nossa nação deve continuar lutando para se fortalecer internamente, independente de doutrinas políticas somos BRASIL e nossa pátria gentil tem que caminhar para frente.
Com esses objetivos conquistados ganharemos mais autonomia nacional, nosso direito de escolha preservado e respeitado, a nação tem pessoas incríveis e capacitadas para tal, eis me aqui mais um brasileiro que acredita e sempre vou acreditar.
Isso é muito importante! O Brasil precisa de pensamento estratégico para enfrentar ameaças reais, isso ta cada dia mais claro
Precisamos realmente ter uma visão estratégica do que funciona para defender o Brasil e estar na vanguarda da defesa dos seus interesses. Temos terras raras, metalurgia, corpo de engenharia e demais recursos. Passou da hora de ter uma politica de estado e não de governo tanto para nossa estratégia, quanto para nossa defesa, ainda mais com o cenário que se desenha atualmente, onde, que a resposta militar redesenhou os recursos necessários para uma resposta rápida, vide os misseis que conseguem dissuadir uma frota de porta-aviões.
Excelente atitude! Eu aprovo a criação do Instituto de Altos Estudos em Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC)., o interesse e a centralidade da questão nacional é essencial! Vim do Arte da Guerra! Fé e amor ao Brasil!
Em outro comentário, parabenizei pela iniciativa, achei excelente!!! porém, gostaria de dar uma sugestão. Como estão falando em pensamento estratégico, acredito que muitos Brasileiros, em diferentes setores de nossa economia, poderiam contribuir com diferentes pontos de vista e sugestões. Talvez pudessem desenvolver um modelo de documento, algo padronizado, para receber essas diferentes visões de Brasil. Particularmente, tenho muitas opiniões e ideias ligadas ao desenvolvimento da indústria que seriam de grande valia para reduzir o tempo e custos no desenvolvimento de protótipos. Vou deixar claro que não me refiro a compra de equipamentos estrangeiros para este fim e sim desenvolvimento totalmente nacional.
Parabéns pelo texto e pela iniciativa!
Defesa e Soberania não deveriam ser tratados como plano de governo mas sim de Estado! Já passou e muito da hora de acordarmos do berço esplêndido para nos tornarmos o gigante pela própria natureza! Que me perdoem pelo uso de trechos de nosso belo hino!
A Turquia hoje colhe os frutos plantados há 40 anos, na mesma época ou até pouco depois da chance que tivemos com Engesa e seus bons veículos, Embraer e projeto AMX, as Niterói e os IKL209 da MB, etc…projetamos e construímos ótimos equipamentos mas não houve continuidade e, praticamente tudo o que foi aprendido foi desperdiçado! Fora os que nem tiveram chance como o Tamoyo da Bernardini, Jararaca e Sucuri da Engesa ou a metralhadora Uirapuru por exemplo…
Devemos aprender com o que está acontecendo na Ucrânia e no Irã, não temos mais 40/50 anos para esperar!!!
O Brasil precisa ter uma defesa forte para seus interesses internacionais e nacionais, tem que ter uma agencia de inteligencia forte. uma departamento para pensar a estrategia nacional de defesa. Exelente iniciativa
Parabéns pele excelente iniciativa Cel. Marco Antonio de Freitas Coutinho.
O Brasil tem de pensar grande e ser grande tbm… Nada de privadizar nossa defesa para outras potências
Precisamos do desenvolvimento ultra secreto de Bomba atômica, concomitante a tecnologia de satélites e lançadores de foguete.
Parabéns coronel, precisamos de defesa urgente para garantir nossa soberania! viva os brasileiros e ao Brasil!
Instituto criado para cargos, e militar reformado fica mamando…ja respondi
Bizoinho….
Não é remunerado…..
Pensar, mas nunca atuar.
Eis o Brasil.
Sem Plano Estratégico o Brasil é uma nau sem rumo! Parabéns pelo artigo e pela proposta do GSEC Corinel Coutinho.
Excelente iniciativa. Nosso pais há muito tempo anda carente de think thank focado em defesa nacional.
Excelente iniciativa. Nosso país precisa disto.
É necessário pensar o Brasil a longo prazo. Precisamos parar de criar projetos de 4 em 4 anos. Nosso merece um projeto de nação digno da sua grandeza. Esse instituto é um grande passo para tornar o Brasil próspero e com justiça social.
Parabéns pela iniciativa!
Um planejamento estratégico, que não pare ou mude dependendo do governo, é fundamental para o desenvolvimento do nosso Brasil.
Temos que ter um norte a seguir para podemos unificar a nação em um objetivo comum, criar um pensamento nacional e fortalecer as Instituições como Abin, Forças Armadas para termos um meio de garantir e projetar o futuro.
Como poderia fazer para participar?
Já temos think tanks demais, não precisamos de mais gente pra falar obviedades.
Excelente iniciativa !
Excelente iniciativa, sem diálogo e sem projeto vamos ficar rodando em círculos.
Excelente iniciativa!!!! Um grupo de experts de altíssimo nível para demonstrar p autoridades e a população em geral as reais demandas brasileiras para a garantia de nossa soberania.Sem torcidas, mimimi ou ideologias, raríssimo atualmente. Parabéns!!!
Pra isso dar certo, tem que haver moderação pra evitar a contaminação ideológica que empesta o pais e causa divisão.
Excelente iniciativa.