Trump e Irã concordam com cessar-fogo de duas semanas; Paquistão media acordo e Estreito de Ormuz será reaberto
Washington/Teerã, 8 de abril de 2026 — A guerra EUA-Israel-Irã, em curso desde 28 de fevereiro, chegou a um ponto de inflexão dramático na noite de terça-feira. Horas antes de um prazo que o próprio presidente Donald Trump havia descrito como o momento em que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, os EUA e o Irã concordaram em um cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão — condicionado à reabertura imediata do Estreito de Ormuz. Mercados ao redor do mundo reagiram com alívio imediato.
O anúncio de Trump e a mediação paquistanesa
Trump publicou na rede Truth Social que havia revertido sua posição horas antes do ataque planejado. O presidente creditou ao Paquistão a mediação do acordo, mas avisou que ele vinha com condições — a reabertura imediata do Estreito de Ormuz pelo Irã.
“Com base em conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, e mediante a solicitação de que eu retivesse a força destrutiva enviada esta noite ao Irã, e condicionado ao acordo da República Islâmica do Irã para a reabertura COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump. “Isso será um CESSAR-FOGO de dois lados!”
O Irã aceita — mas com condições próprias
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, confirmou a aceitação de Teerã e disse que o Irã permitiria a “passagem segura” pelo Estreito de Ormuz durante as duas semanas “via coordenação com as Forças Armadas do Irã”. Horas depois da pausa na violência ser anunciada, mísseis ainda foram lançados pelo Irã contra Israel e contra vários países do Golfo.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o acordo de cessar-fogo e declarou vitória, afirmando que “quase todos os objetivos de guerra foram alcançados”. Em comunicado, o conselho apresentou os dez pontos de sua proposta, incluindo: passagem controlada pelo Estreito de Ormuz coordenada com as Forças Armadas iranianas; retirada das forças de combate americanas de todas as bases na região; e encerramento da guerra contra todos os componentes do chamado “eixo de resistência”.
A proposta de dez pontos iraniana e as negociações em Islamabad
Trump havia dito na segunda-feira que a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Irã “não era boa o suficiente”. Não ficou imediatamente claro o que, nas horas seguintes, o levou a aceitar a proposta iraniana como “uma base viável” para as negociações.
Os EUA e o Irã devem iniciar conversações de paz na sexta-feira, em Islamabad. O vice-presidente JD Vance provavelmente liderará a delegação americana. O primeiro-ministro paquistanês, Sharif, convidou as duas partes para sua capital para “negociar um acordo conclusivo que resolva todas as disputas”.
Pontos de tensão: Israel, Líbano e enriquecimento de urânio
O acordo não é isento de ambiguidades nem de pontos de conflito. Israel apoiou a decisão de Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu negou que qualquer cessar-fogo estivesse em vigor no Líbano, onde Israel continua a conduzir operações terrestres.
Trump afirmou que não permitirá que o Irã mantenha qualquer capacidade de enriquecimento de urânio. “Não haverá nenhum enriquecimento”, disse o presidente — em contradição direta com as repetidas afirmações de Teerã de que não abrirá mão dessa prerrogativa.
Trump também sugeriu um arranjo inusitado para o futuro do estreito, afirmando que os EUA estão considerando administrá-lo como uma “joint venture” com o Irã. “É uma maneira de protegê-lo — também de protegê-lo de muitas outras pessoas”, disse o presidente. “É uma coisa linda.”
Mercados e o dia seguinte
Mercados financeiros ao redor do mundo reagiram com alívio imediato ao anúncio. O índice Nikkei no Japão subiu mais de 2.600 pontos. Os futuros do S&P 500 subiram mais de 1%, enquanto os preços do petróleo caíram cerca de 6% — revertendo parte das altas acumuladas desde o fechamento do estreito no início da guerra.
Trump comemorou o anúncio nas redes sociais: “Um grande dia para a Paz Mundial! O Irã quer que isso aconteça; eles já tiveram o suficiente! O Estreito de Ormuz ficará muito movimentado em breve. Muito dinheiro será ganho. O Irã pode iniciar o processo de reconstrução.”■

TACO
Ainda bem. Imagina se ele cumpre a asneira que disse ontem.
O cessar fogo já foi rompido.
O Iran relatou: “Por volta das 10h… as instalações da Refinaria de Petróleo de Lavan, localizada na Ilha de Lavan, foram atacadas.”
E em seguida, o Iran retaliou atacando o oleoduto saudita Leste-Oeste, que transporta petróleo para o Mar Vermelho, contornando o Estreito de Ormuz.

“O cessar fogo já foi rompido”
O importante para o Laranjão e que depois de ontem conseguiu ganhar um “dinheirinho” no mercado financeiro.
Duas conclusões óbvias dessa guerra.
Israel não tem capacidade militar para enfrentar potências regionais como Irã e Turquia.
É muito pequeno e com pouquíssimos recursos.
Sem ajuda dos EUA, nem sai do lugar.
E se os EUA estão tendo dificuldades contra o Irã, imagine contra Rússia ou China.
Sem chances.
Verdade!
Quem sustenta financeiramente é o tio Sam, com armas tb.
Agora Israel tem que limpar sua imagem dentro dos EUA. As críticas sofridas por terem arrastado os americanos a esta guerra podem minar a influencia israelense dentro dos EUA. A saída do Joe Kent deixou isso muito explicito e olha que ele é maga e pró-Israel até a medula.
Israel tem poder aereo descomunal, por outro lado se a distancia aumenta esse poder de projeção parece dar uma diluída.
Minha dúvida é se os EUA tivesse boots on the ground se Israel juntaria forças.
Estamos na torcida para que seja um cessar fogo permanente, apesar que não estou sentindo muita firmeza nesse acordo.
EUA e Israel não cumpriram o acordo e atacaram o Irã e Israel continua atacando o Líbano.
Obrigado pela atualização. A torcida é isso mesmo, só torcida. Eu não acreditava muito nesse cessar fogo.
Que conflito bizarro. Parece que os EUA se meteram ai sem saber exatamente o que fazer, ou que esperar.
Israel me parece o único beneficiado desse conflito, apesar do Irã poder alegar que conseguiram resistir a uma agressão americana, tomaram muitas baixas.
Porque Israel se beneficiou? Nenhum objetivo da guerra foi cumprido, a não ser eliminar o senil Khamenei que era o entrave da bomba, Irã passará ser dominado pelo bloco de capital chinês. E quero ver Israel ou EUA peitar com sanções.
Alias EUA,que Israel sequer fãs cócegas ao capital chinês.
Pra mim Israel vai desrespeitar esse cessar fogo, porque não é do interesse deles que haja paz, ainda há muito a destruir, na visão deles, e terra arrasada é o objetivo.
Por enquanto vai concentrar suas atenções no Líbano pra disfarçar o frcasso no Irã e o Netanyahu obter seu triunfo eleitoral.
Enquanto o Irã não for destruido totalmente, Israel não vai parar. Se ainda eles levarem junto as monarquias sunitas da região, melhor ainda para o governo sionista que governa Israel.
Israel está tratorando Líbano.
Atacou Beirute sem aviso prévio e teve centenas de mortos e milhares de feridos. Beirute está sendo destruída. É um ato de brutalidade abjeta. Israel se tornou uma máquina de matar sem limites, uma anomalia. Destruir uma nação que não está em guerra com Israel. Uma nação que tem governo democrático e com um exército minúsculo e praticamente sem ativos de defesa anti aérea. Também é um ato de covardia sem limites. Atacar uma cidade pacífica e indefesa.
Sim. Mas segundo Satanyahu são todos terroristas. a meta é simples: explusar 1 milhão de libaneses e tomar a terra deles
Quem teve mais perdas?
Não conseguiu o seu maior objetivo mas enfraqueceu a capacidade militar do regime. E isso é algo que vem fazendo quase desde a sua origem.
Agora vamos ver se isso tem repercussões nos movimentos apoiados pelo Irão, espalhados pela região, o que pode servir de indicador da degradação das suas capacidades militares e financeiras.
No Líbano, por exemplo, as capacidades militares do Hezbollah serão maiores ou menores com o Irão neste estado?
Mais uma vez, Israel sempre fez isto, em escalas diferentes, mas sempre com o objetivo de enfraquecer os seus inimigos. E, no caso do Irão, isso também passa por enfraquecer a sua capacidade de apoiar estas forças.
Irão?
Ou foi mal traduzido ou é robô.
Ele é Português. Comenta aqui tem anos e o que ele falou está correto.
Você é…?
Onde você vive em Nárnia ou em qual outro universo paralelo?
Quem teve mais perdas?
A questão é simples, e se chama Profundidade Estratégica, vamos fazer um exercício simples, você vive em um território de cerca de 22000 Km2, atira em seu inimigo e ele atira em você, acontece que seu inimigo está em um território de 1,6 milhões de km2 com seus sistemas de defesa e ataque espalhados por toda essa enorme extensão, e a sua capacidade de atacar não consegue atingir a totalidade do território inimigo, e isso é fato, pois caso não saiba, a Coalizão Epstein tem um alcance limitado em seus ataques, atingindo especificamente o sul e um pouco da região central do território do Irã, a parte norte está praticamente intacta, pois os bombardeiros e caças dos EUA e principalmente os caças de Israel, tem alcance limitado, e evitam adentrar o território iraniano, pois ao contrário do que diz Trump, não há supremacia aérea sob o estado Persa, não é atoa que os estadunidenses utilizam seus aclamados mísseis de cruzeiro furtivos AGM-158 JASSM que possui alcance de pouco mais de 900 Km e há versões que podem superar os 1800km, já para Israel a situação é ainda mais complicada, pois seus misseis tem alcance bastante limitado, quando comparados aos que são utilizados pelos EUA, os israelenses utilizam o Popeye (versão do AGM-142 desenvolvida pela Rafael em parceria com a Lockheed) com alcance entre 200 e 300km, há também uma versão naval, lançada por submarinos que dizem ter alcance de cerca de 1500km e o Delilah com alcance de cerca de 300Km, e para desespero dos EUA, os estoques de mísseis JASSM estão a cada dia mais baixos, há vários relatórios, inclusive divulgados pela mídia mainstream informando esse problema, se os EUA esgotarem seus JASSM e forem forçados adentrar no território iraniano para lançar bombas planadoras tais como a a série JSOW, GBU-39, JDAM ou mesmo as GBU-57 lançadas pelos B-2, a situação irá se complicar ainda mais, teremos um número ainda maior de aeronaves abatidas, imagine o Irã abatendo um B-2, se acha que impossível é melhor rever seus conceitos, e a questão é simples, os EUA terão que expor ainda mais seus caças e bombardeiros a defesa aérea iraniana.
Já o Irã possui uma gama de misseis com os mais variados alcances, salvo engano, são 18 tipos diferentes, não expondo a vida de pilotos, muito mais baratos de se fabricar e operar, e o principal que vocês não se atentam, que é a já citada profundidade estratégica, dada a cegueira, e a idolatria que nutrem por EUA/Israel/Hollywood, Israel ao contrário do Irã, não possui profundidade estratégica, seu território é pouco maior do que o estado de Sergipe o menor estado da federação brasileira.
E há um outro detalhe importante que pesa contra os EUA por mais incrível que possa parecer, a retirada da humilhante na derrota para o Talibã no Afeganistão, está fazendo muita falta as forças armadas dos EUA, pois as bases que tinham por lá poderiam estar sendo utilizadas para abrir uma segunda frente pelo norte do Irã.
E o dia que uma guerra for decida pelo número de perdas ou de baixas podemos conversar novamente, que diga o Vietnã, o número de mortos foi infinitamente superior aos mortos dos EUA, mas em 30 de abril de 1975 com a queda de Saigon, o Vietnã foi reunificado sob controle total e irrestrito do regime socialista do Vietnã do Norte, o que decretou a vitória do regime comunista, então menos, até porque no Irã ao contrário da “democracia” de Israel, não há censura para que sejam filmados e informado o número de mortos e feridos, assim como os estragos causados pelos bombardeios.
Quanto ao Líbano, Israel disse que havia destruído do Hezbollah entre 2023 e 2024, mas ao que parece, o Hezbollah ressurgiu como uma fênix, ou seja, foi mais uma falácia ou falha da inteligência de Israel, está provando que na verdade nunca foi destruído e está causando bastante problemas ao exercito israelense, que sofre com perdas pesadas de soldados(não podemos esquecer que o estado sionista possui pouco mais de 9 milhões de habitantes) e equipamentos que o diga os poderosos Merkavas destruídos as dezenas nesse conflito e ontem dia 08/04, o exército israelense teve que recuar novamente no sul do Líbano, sofreu baixas significativas, no entanto, como a especialidade da força aérea israelense é atacar civis, bombardear escolas, hospitais, ambulâncias e bombardear a população como um todo, e é isso que a mídia hegemônica mostra, haverá uma destruição muito maior no Líbano e da a vocês uma sensação de vitória por parte de Israel, mas a realidade é bem diferente.
desculpe mas eu não discuto crenças religiosas ou fantasiosas…
Você está viajando bastante, onde falei sobre crenças religiosas?
Profundidade estratégica significa tamanho territorial, é um conceito militar e geopolítico que define a distância entre a linha de frente e os centros vitais (capitais, indústrias) de um país, permitindo absorver ataques, ganhar tempo e reorganizar forças.
O que isso tem haver com crenças religiosas?
“Porque Israel se beneficiou? Nenhum objetivo da guerra foi cumprido”
Mas a guerra ainda não acabou, e mesmo que tenha acabado tanto o Irã, quanto os outros países árabes da região saíram muito enfraquecidos desse conflito. Israel já se expandiu para o sul da Siria e agora está se expandindo para o sul do Libano. Não estou dizendo que isso e bom, mas a realidade que depois da Rússia, Israel foi o pais mais beneficiado dessa guerra.
Esta guerra dos EUA contra o Irã serviram de cortina de fumaça para que Israel expandisse suas fronteiras no Sul do Líbano.
Esperavam uma traição(como conseguiram na Venezuela) ou insurgência civil que derrubasse o regime, com apoio de países aliados na região para “saber exatamente o que fazer” depois.
Israel teve seu território brutalmente atacado e teve sua ‘aura de invencibilidade’ destruída
Inclusive seus sistemas anti-mísseis falharam repetidamente.
No Líbano está tendo dificuldades e muitas baixas na moderna guerra de drones, ao qual não está adaptado.
Perante o inquietante avanço do rei Ciro II, Creso enviou um mensageiro ao Oráculo de Delfos que lhe respondeu que se conduzisse um exército para este e cruzasse o rio Hális, destruiria um grande império. Tentado pelo que disse o Oráculo, Creso organizou uma aliança com Nabonido da Babilónia, Amósis II do Egito e a cidade grega de Esparta e partiu para a guerra, no entanto a guerra não correu como esperado, sem esforço foi vencido pelas forças de Ciro na Batalha do Hális, Timbra em 547 a.C. e feito prisioneiro em Sardes.
Desta forma se completou o vaticinado pelo oráculo, mas pela destruição do império lídio.
Cada lado dá uma versão diferente para o cessar fogo, até o Paquistão deu uma versão diferente, apesar do cessar fogo o Irã realizou ataques, resta saber se esses ataques ocorreram antes dos militares receberem ordens de parar ou se existe uma facção da IRGC que não concorda com o cessar fogo negociado pelos políticos e diplomatas!
A questão da forma como a estrutura de poder deles está montada, com uma cadeia descentralizada e muitas camadas de líderes, pode levar a ações isoladas sem ciência/anuência do comando central.
Irã segue cobrando pedágio…
Foram divulgados 10 supostos pontos exigidos pelo regime iraniano para o cessar fogo. Inclusive, o presidente americano citou supostos 10 pontos que seriam o ponto de partida para as discussões que se iniciarão.
Bom, se o Irã conseguir 50% desses 10 pontos, entendo que já será uma grande derrota política na ação americana.
Alguns deles:
1) regime iraniano poderá continuar enriquecendo urânio: Basicamente, tido como o ponto fundamental da ação americana. Bom, seria o estágio pré guerra, caso se refira apenas ao programa civil. Só que, agora, com o status “conquistado em conflito”. O regime iraniano poderia impor, com mais veemência, especialmente em âmbito interno e regional, as restrições ao monitoramento. E, assim, continuar o caminho até o desenvolvimento da bomba.
2) Derrubada das sanções primárias e secundárias: Caso se efetive, as sanções que vigoraram e foram ampliadas por décadas, seriam retiradas sem nenhuma contrapartida relevante por parte do regime iraniano. Aqui também entram o fim das sanções na ONU e a liberação de ativos bloqueados. Uma Put4 derrota dos americanos.
3) Custeio da reconstrução do Irã: o presidente americano disse que podem participar da reconstrução (evidentemente em busca de negócios para empresas americanas, assim como propõe em Gaza): O contribuinte americano vai amar ter custeado um curto mas caro período de conflito, ter suportado os aumentos de preços nos EUA e, ainda, ter que custear parte da reconstrução do “inimigo”.
4) Fim do conflito no Líbano: Como combinar com os russos. Aliás, israelenses? Já anunciaram que não vão interromper as operações. Até pq, isso sendo parte de um acordo firmado pelos EUA, como seria no futuro breve, quando o Hezbollah certamente voltar a atacar Israel? Israelenses ficariam limitados na reação? Americanos não ajudariam com o que fosse necessário? Caso aceitem esse ponto, vão desagradar, fortemente, os israelenses.
.Apesar de terem causados relevantes estragos em território iraniano, além dos pontos acima, a serem discutidos, há ainda os seguintes pontos de revés:
1) Apesar de terem perdido membros fundamentais, incluindo o cabeça do regime, me parece que esse sai, institucionalmente fortalecido, por ter mostrado a possibilidade de se manter funcional e sólido, com a rápida substituição de ocupantes de funções primordiais;
2) Outro ponto de fortalecimento do regime é a renovação de apoio de uma parcela muito significante da população, diante de uma agressão severa da maior potência militar do mundo;
3) Com esse fortalecimento do regime, se pode esperar um aumento substancial, no pós guerra, da opressão sobre os movimentos internos que pretendiam derrubar ou enfraquecer o regime;
4) O regime iraniano mostrou que possui o potencial real de desestabilizar toda a região e causar severos danos econômicos a nível global, especialmente pelo grande trunfo, que é o estreito de Ormuz;
5) O regime mostrou que sua estratégia de defesa, assim como seus equipamentos para essa estratégia, especialmente mísseis e drones, funcionam. Terão que repor seus estoques e atuar naquilo que se confirmou frágil, como as defesas antiaéreas e aviação de caçam
Até o momento, parece um grande erro de cálculo dos americanos. E a confirmação de que, sem uma invasão terrestre, ações no Irã podem se tornar um grande fracasso.
Foi divulgado de achismo….
Coisas q o Irã chorou antes…
Não é achismo… o ocidente coletivo vai levar várias décadas para substituir o suprimentos energéticos e de uréia que transita pelo estreito de Hormuz.
“Décadas”?
Meses.
Os EUA sentiram na economia. Não foi falta de bomba ou mísseis para as baterias AA, a coisa estava e está batendo forte dentro dos EUA, no bolso. Essas eleições de meio de mandato prometem ser as mais emocionantes da história, e com risco sério de golpe. Quanto ao Irã, não foi para a idade da pedra, mas podem ter certeza que regrediu uns 20 anos em termos de infraestrutura. O Irã não tem alternativa, vai ter que desenvolver a bomba. Os EUA não dão garantia de nada, traem até aliados. No mais, para Nós fica a lição iraniana de resiliência e união. Que tenhamos tempo para se equiparmos a ponto de poder negar a vitória para uma potência como EUA.
Você percebe que por lá são milênios de guerras contra os vizinhos e invasores e batalhas perto e longe de casa. Aqui são décadas de samba e cerveja. Não iremos nos preparar, não é do nosso feitio levar as coisas a sério.
Os Persas estão em guerra desde 500 AC!!!
Não estávamos preparados para Guerra da Cisplatina, Guerra do Prata, do Paraguai, WWI e WWII…
Acha mesmo que nessa bagunça instaurada, estaremos prontos para qualquer ameaça que sofrermos? Temos o incrível número de 2 KC390 e 10 Gripen voando…
Precisou da Venezuela nos mostrar o quanto aquela região estava (se ainda não está) indefesa! Depois da possível ameaça que resolveram levar Guaicurus, Guarani, acho que Cascavel, MAX 1.2 e levarão, se forem comprados, pagos e entregues, Centauro II
A sério aqui só justamente o não levar nada a sério! hahahahaha
A forma como o Trump tratou os ingleses, foi muito humilhante para os súditos do rei. Isso porque eram “aliados de primeira grandeza”.
Irã agora é comandado pela IRGC, muito mais agressiva que o antigo comando religioso. E creio que do ponto atual o Irã não recuará, Ormuz agora está sob seu controle e quem quiser mudar isso terá que ser pela via militar, que a maior potência do mundo e seu aliado Israel não conseguiram. Penso que é fato consumado.
Paralelamente, os iranianos mostraram que mesmo apanhando podem machucar e muito. Israel terá que conviver com o fato que mísseis iranianos atingirão pesadamente seu território a qualquer novo ataque israelense, inclusive Israel foi novamente atacado noite passada, depois do acordo mediado pelo Paquistão.
Além do próprio Irã, Rússia e China avançaram umas peças no tabuleiro. Talvez seja o início de um redesenho total no OM.
Tem que ver que papel será dado a Omã nisso, já que o Irã envolve eles em todos os comunicados sobre Ormuz, acho provável um racha maior do que o que já existe entre os países do Conselho de Cooperação do Golfo.
Aliás, o EAU e a Arábia Saudita saem dessa guerra bem enfraquecidos.
Ministro dos transportes de Omã já comunicou que o pais não irá impor taxas sobre passagens de navios no estreito.
Deve ser a saída pra acordos de passagem futuros para navios de nações do Ocidente, pois por agora o Irã vai usar isso pra financiar sua reconstrução.
Entendo que a coisa é bem mais complexa, com efeitos ainda a serem mensurados. As monarquias árabes compraram segurança dos EUA a preço de ouro, uma segurança que serviu para nada, foram atacados pesadamente, bases americanas abandonadas e militares entrincheirados em hotéis. Haverá um choque nessa relação. O cessar fogo atual implica que as forças americanas não estejam no entorno do Irã, o que muito provavelmente Washington não irá aceitar como permanente.
Quanto a Omã. passou praticamente incólume e entendo que não vai se indispor com Teerã. Lavará as mãos.
Quem certamente não aceitará a paz é Israel e Netanyahu, que precisa de conflito a fim de permanecer no poder. Arrisco que, como em Gaza, será o primeiro a romper o cessar fogo.
Trump levou os EUA a humilhação, que decadência. A coisa foi tão ridícula, que tiveram que meter o Paquistão(ou a China ameaçou através do seu aliado?) no meio para tentar sair de forma menos pior. Se o Irã conseguir metade dos 10 pontos da negociação, será a capitulação norte-americana.
Aprendemos duas coisas: os EUA saem menos respeitados. E a vontade de um povo e uma boa estratégia, são capazes de derrotar a maior potência militar do planeta.
E a aventura Trumpiana acaba em novembro, os orgulhosos americanos não vão engolir essa derrota humilhante, fora a inflação galopante, ele perde o legislativo, e o cargo logo em seguida. Isso se não tirarem ele antes, pela via da incapacidade mental.
O temerário não é o Trump ser um completo imbecil.
é que tem pelo menos uns 40 milhões de pessoas nos EUA dispostas a que ele faça até pior.
Se não for ele, vai ser os surtados do Vance ou ou atual secretário de defesa
O Paquistão é o intermediário publico, mas por de trás a China e provavelmente a Russia estejam tentando convencer o Irã que essa guerra precisa acabar enquanto tentam convencer os EUA que Irã não é Venezuela.
Se a guerra acabasse hoje, não podemos dizer que há um vencedor claro, ambos saíram humilhados e com objetivos parcialmente conquistados, porém os EUA como maior potência do planeta acaba levando uma cota de humilhação maior e tudo graças a Israel que raramente é mencionado como perdedor de alguma coisa.
Os atores políticos Netanyahu e os extremistas ganham porque estão afzendo a limpeza étnivca qu sempre quiseram. e satanyahu escapa dos processos penais de corrupção. Já a nação israel perdeu quase todo o capital moral que tinham dos horrores sofridos pelos seus avós e bisavós. e esta é uma perda que jamais se recuperarão.
Estão falando em pedágio de 2 milhões por navio, a ser cobrado pelo Irã.
Passam cerca de 100 navios por dia pelo estreito Hormuz.
Irã continua com seu regime e aumentou o controle no estreito.
Acho que temos um vencedor.
O tal pedágio criaria um custo muito alto para a logística na região e continuaria afetando os preços do mercado internacional, mesmo não sendo uma situação tão complicada quanto o fechamento total do estreito. Eu até não acho que os iranianos estão errados em tentar explorar essa fonte, sobretudo considerando todo o contexto dessa guerra inútil, mas pro resto do mundo é ruim. E o Irã precisa do resto do mundo também, especialmente agora.
Acho que o melhor dos cenários seria os EUA abrir mão das sanções em troca dos iranianos esquecerem esse pedágio. Indenização eu duvido que paguem, já que isso seria uma humilhação muito grande.
Porém, eu realmente não acho que essa guerra termina agora. O cessar fogo é muito frágil e Israel, pra variar, provavelmente vai tentar escalar novamente. Nós nem sequer sabemos se os EUA vão realmente aceitar os pontos do Irã.
Eu só acredito vendo.
O que vai acontecer é que ele vai passar a vender facilidades, vai cobrar mais barato quando tiver algum interesse envolvido. Coisa típica da burocracia brasileira, cria dificuldades pra em seguida vender facilidades.
Todos aqueles que se uniram a iniciativa dos EUA, ou apoiaram, ou ficaram em silêncio, vão pagar mais ou menos, não nescessariamente 2 milhões, isso será negociado. O Brasil, por exemplo, tá fora dessa lista.
entrar nsta baderna mesmo foi só EUA e Israel, e mais uns capachos tipo Argentina que nem conta
Sera que os combustíveis voltaram ao patamar pré guerra por aqui? Só quero ver…
Toda a cadeia de distribuição e vendas de combustíveis aqui no Brasil é privada controladas por pessoas apoiadores do governo anterior. Então duvido muito em ano eleitoral que essa gente irá baixar preços dos combustíveis.
hahahahahahaha
Agora conta a do papagaio!
Eu duvido!!!
O pessoal se esquece que o Estreito de Ormuz é dividido entre Irã e o Omã.
A parte mais profunda, onde estão os canais marítimos, está na parte omani do estreito……o Irã não possui direito algum de bloquear ou cobrar pedágio.
Pois é…mas a maioria não está usando muito de lógica, Franz.
A questão, Franz, é que se for falar em “direito”, teremos vários infratores de direitos envolvidos nessa questão.
Aliás, quando o conflito se inicia, vale o direito da força. E Omã não mostrou ter meios ou disposição pra forçar uma abertura do estrito ou impedir que ele seja bloqueado.
O que ficou nítido foi: não importa o que se diga, se não houver uma invasão terrestre, o Irã vai fechar o estreito, pq já viu que é algo efetivo.
Acho que a única forma de contornar esse trunfo iraniano, é a construção de uma sólida rede de ferrovias e gasodutos, além de grandes portos, nos países da região, para que o transporte do produto seja feito sem a necessidade de passar pelo estreito. Algo que passasse pelos países produtores, cruzando a AS e desembocando em Omã, já para o mar arábico. Atenderia que as necessidades do Kuwait, Catar, EAU, AS, Omã e, quem sabe, Iraque. Resta esses países conseguirem se acertar. Grana para esse projeto não faltaria. E, dando certo, praticamente deixaria o estreito de Ormuz em segundo plano.
Aliás, complicaria até para o Irã atacar essas estruturas em caso de novo conflito, pois uma coisa é atacar as bases militares dos EUA nesses territórios, outra coisa é atacar instalações civis dos próprios países.
Sim, concordo plenamente!
Infelizmente há muito tempo rege a lei do mais forte (ou desde sempre).
Boa parte dos produtos petroquímicos da Arábia Saudita já são exportados pelo terminal de Yambu, no Mar Vermelho….através de um rede de oleodutos que vai de um lado do país ao outro.
Quanto a uma invasão terrestre no Irã, acho muito difícil de acontecer.
Parece que o Irã fechou o estreito novamente em represália ao ataques israelenses no sul do Líbano.
Tira casaco, coloca casaco…
Resumo de tudo o que aconteceu ontem: Mais um Trader multimilionário do Trump feito com sucesso.
esse tá faturando horrores
O tal acordo não durou nem três horas…não avisaram o Bibi que era para (ele também!) parar de despejar bombas em todos os seus vizinhos. E todo mundo sabe que o Bibi adora explodir coisas aqui e ali. O laranjão tirou a coleira do seu pitbull e agora não consegue colocar de volta.
No futuro, os livros de história tratarão, muito mais do que sobre a guerra em si, sobre como foi possível, em um país como os EUA, permitir que um psicopata infantiloide tomasse o poder e passasse a tomar decisões sem controle algum das demais instituições.
Como disse uma pessoa nas redes sociais dia desses, acerca das motivações dessa guerra e sobre a declaração de que uma civilização inteira seria destruída na terça-feira, “vamos usar bombas nucleares e destruir uma civilização inteira para que ela não consiga construir bombas nucleares e usá-las!”.