Four-ship formation on a defoliation spray run. (U.S. Air Force photo)

Formação de quatro aeronaves em operação de pulverização de desfolhamento. (Foto da Força Aérea dos EUA)

Quando os historiadores avaliam a Guerra do Vietnã, a narrativa dominante centra-se nas batalhas na selva, nos bombardeios contra Hanói, na resistência vietcongue e na derrota política dos Estados Unidos. O que com frequência escapa a essa narrativa — ou é mencionado de passagem — é que o maior conflito armado da segunda metade do século XX foi também a maior operação de guerra química da história moderna, conduzida de forma sistemática, deliberada e em escala industrial por uma das maiores democracias do mundo.

A decisão de envenenar a floresta

No início dos anos 1960, os estrategistas militares americanos se defrontavam com um problema para o qual não tinham resposta convencional: um inimigo que desaparecia na floresta. Os guerrilheiros vietcongues movimentavam-se por uma densa rede de trilhas cobertas por vegetação exuberante — a famosa Trilha Ho Chi Minh — e obtinham sustento de aldeias e plantações rurais que, do alto, eram indistinguíveis de qualquer outra comunidade agrícola da Ásia tropical. A estratégia convencional de localizar, fixar e destruir o inimigo simplesmente não funcionava quando o inimigo era a própria paisagem.

A resposta foi brutal na sua lógica: se a floresta protegia o inimigo, destruir a floresta. Se as plantações alimentavam os guerrilheiros, destruir as plantações. Nascia assim, com uma racionalidade fria e burocrática, a Operação Ranch Hand — o programa de desfolhamento químico que se tornaria um dos maiores crimes de guerra do século XX, embora jamais tenha sido julgado como tal.

O Agente Laranja e a dioxina: a arma invisível

O mais infame dos herbicidas utilizados foi o Agente Laranja, assim chamado por causa das listras coloridas nos tambores onde era armazenado. Tratava-se de uma mistura de dois herbicidas — o ácido 2,4-D e o ácido 2,4,5-T — contaminada por um subproduto de sua fabricação: a dioxina TCDD, uma das substâncias sintéticas mais tóxicas já produzidas pela química industrial.

Entre 1962 e 1971, os EUA despejaram entre 80 milhões e 88 milhões de litros de compostos químicos sobre o território vietnamita — uma quantidade que, se distribuída uniformemente, cobriria, com uma camada de veneno, cada centímetro quadrado de um país do tamanho de Portugal. Os aviões C-123 Provider da Força Aérea americana cruzavam o céu em formações regulares, liberando cortinas de névoa química sobre florestas, campos de arroz, manguezais e aldeias. Os pilotos recebiam bônus por cada missão. A operação era tratada com a normalidade administrativa de um programa de controle de pragas.

As consequências para a população vietnamita foram de uma magnitude que desafia a linguagem. As estimativas mais rigorosas apontam para mais de 400 mil mortes diretamente atribuídas à exposição aos produtos químicos, 500 mil crianças nascidas com deficiências físicas graves — deformações, membros ausentes, órgãos internos malformados — e mais de um milhão de pessoas afetadas a longo prazo por doenças como câncer, diabetes tipo 2, problemas neurológicos e comprometimento do sistema imunológico. A dioxina acumula-se nos tecidos adiposos e persiste no organismo por décadas. Ela também se incorporou ao solo e à água do Vietnã, onde continua contaminando a cadeia alimentar há mais de cinquenta anos após o fim da guerra.

Os fabricantes do Agente Laranja incluíam empresas que se tornariam nomes conhecidos da indústria química global: Dow Chemical e Monsanto figuravam entre os principais fornecedores. Décadas mais tarde, um acordo judicial de 180 milhões de dólares permitiu a essas empresas encerrar processos movidos por veteranos americanos expostos ao produto — mas nenhuma compensação foi paga às vítimas vietnamitas, cujo recurso judicial nos tribunais americanos foi sistematicamente negado.

O Napalm: o fogo que gruda na pele

Ao lado do Agente Laranja, o Napalm se tornou o segundo símbolo indelével da brutalidade química da guerra. Desenvolvido inicialmente durante a Segunda Guerra Mundial para ataques incendiários, o napalm é uma mistura gelatinosa de gasolina e um espessante que faz com que o combustível adira às superfícies — e à pele humana — enquanto queima a temperaturas superiores a 1.000 graus Celsius. A água não o apaga; ao contrário, o dispersa.

Os EUA utilizaram o Napalm em grande quantidade no Vietnã, tanto em bombas lançadas por aeronaves quanto em lança-chamas portáteis empregados por tropas terrestres. Vilarejos inteiros foram incendiados. A fotografia de Nick Ut, de 1972, retratando a menina de 9 anos Kim Phúc correndo pela estrada em chamas após um ataque de Napalm à sua aldeia — o rosto distorcido por uma dor que a imagem é incapaz de traduzir plenamente — tornou-se uma das imagens mais poderosas do século XX e contribuiu decisivamente para virar a opinião pública americana contra a guerra.

O que a fotografia de Ut captou foi a lógica operacional da guerra americana no Vietnã em seu estado mais nu: a incapacidade de distinguir entre combatentes e civis havia levado à decisão implícita de tratar toda a população rural como potencialmente inimiga. As “zonas de tiro livre” — áreas em que qualquer ser humano podia ser considerado um alvo legítimo — eram a expressão doutrinária dessa lógica. O Napalm era seu instrumento mais eficaz.

A expansão para o Laos e o Camboja: o Fósforo Branco

A partir de 1969, a guerra extrapolou as fronteiras do Vietnã. Sob a presidência de Richard Nixon, os EUA iniciaram uma campanha de bombardeios secretos no Camboja e, posteriormente, expandiram as operações militares encubertas no Laos — países oficialmente neutros, cujos governos não haviam declarado guerra a ninguém. O objetivo era destruir os santuários e as rotas de abastecimento utilizados pelo Vietnã do Norte ao longo de seu território.

Nessa fase, os EUA passaram a utilizar em larga escala o Fósforo Branco — uma substância que se inflama espontaneamente em contato com o ar e que, como o Napalm, adere à pele e continua queimando mesmo submersa em água. O Fósforo Branco tem usos militares legítimos como agente de fumaça para marcação de alvos e criação de cortinas de cobertura, mas seu emprego direto contra populações civis constitui uma violação do direito internacional humanitário. No Laos, o país proporcionalmente mais bombardeado da história — mais toneladas de bombas foram lançadas sobre seu território do que sobre toda a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial — o uso combinado de bombas de fragmentação, Napalm e Fósforo Branco produziu uma devastação que o governo laosiano ainda quantifica hoje, décadas depois, ao remover bombas não explodidas de seus campos.

O custo em vidas humanas

A tentativa de contabilizar os mortos da Guerra do Vietnã esbarra na escala do desastre e na ausência de registros completos. O governo do Vietnã reunificado estimou, no quadragésimo aniversário do fim da guerra, cerca de 3 milhões de mortos no lado norte-vietnamita e entre seus aliados, os vietcongues. Do lado sul-vietnamita, as estimativas apontam para cerca de 250 mil militares mortos, além de um número muito maior de civis. Os EUA perderam 58.220 soldados — um número doloroso que, paradoxalmente, tende a dominar a memória histórica americana do conflito, obscurecendo a escala assimétrica da destruição.

As mortes diretamente atribuídas à guerra química — os 400 mil mortos pelo Agente Laranja, as vítimas do Napalm, os afetados pelo Fósforo Branco — raramente entram nessa contagem. Elas pertencem a uma categoria diferente de morte: lenta, invisível, administrada à distância, produzida por substâncias que continuam matando muito depois que o último soldado voltou para casa.

O julgamento que nunca aconteceu

A Convenção de Genebra de 1925 proibiu o uso de armas químicas e biológicas em guerras. O Protocolo de Genebra, ratificado por dezenas de países, estabelecia os parâmetros do direito humanitário internacional aplicável aos conflitos armados. Os EUA argumentaram, durante décadas, que os herbicidas não eram armas químicas no sentido técnico da Convenção — um argumento que nenhum jurista independente tomou seriamente, mas que serviu ao propósito político de evitar qualquer responsabilização formal.

Nenhum oficial militar ou político americano foi julgado ou condenado por crimes de guerra no Vietnã. O Tribunal Russell — um tribunal internacional de opinião, sem poder coercitivo, convocado pelo filósofo Bertrand Russell em 1966 — declarou os EUA culpados de crimes de guerra, de genocídio e de uso ilegal de armas químicas. A declaração foi ignorada por Washington. A história oficial americana da guerra é a de uma derrota estratégica e política, não de uma sequência de crimes sistemáticos contra a humanidade.

O legado do Agente Laranja, do Napalm e do Fósforo Branco permanece gravado na geografia, na genética e na memória do Vietnã. Crianças nascem ainda hoje com deformações nas regiões mais afetadas. Os “pontos quentes” de dioxina — áreas de contaminação extremamente elevada, especialmente ao redor das antigas bases aéreas americanas — continuam sendo remediados, com financiamento parcial do governo americano, que aceitou contribuir para a descontaminação apenas décadas após o fim do conflito.

A Guerra do Vietnã foi muitas coisas ao mesmo tempo: uma guerra de independência, uma guerra civil, uma guerra de procuração na Guerra Fria, uma guerra de guerrilha impossível de vencer pelos métodos convencionais. Mas foi também, de forma inequívoca, uma guerra química, conduzida em escala industrial, contra uma população civil. Essa dimensão do conflito não foi acidente nem excesso: foi política deliberada, aprovada nos mais altos escalões do governo americano, executada com eficiência burocrática e enorme investimento tecnológico, e protegida por décadas de silêncio e impunidade.■


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Macgarem
Macgarem
7 dias atrás

Cenário de horror total.

Muita crueldade uso desses agentes quimicos.

Paulo
Paulo
Responder para  Macgarem
7 dias atrás

O Horror!O horror! repetia o coronel Kurtz, enquanto era morto por Villard à mando da CIA, no filme Apocalipse now.

Na verdade, um horror muito além da imaginação de qualquer um. O Vietnã,o.Laos e o Camboja, sofreram brutalidades, só comparáveis à brutalidade sofrida pelas populações do leste europeu durante a IIGM.
O que é extremamente perturbador, é que um país aliado, democrático, e que combateu a besta fera nazista, tenha se comportado depois, poucos anos depois, como eles.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Paulo
7 dias atrás

Não esqueça de Israel e Gaza (e Líbano), os descendentes das vítimas do nazismo, décadas depois fazem atrocidades bastante parecidas com o passado.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  JuggerBR
7 dias atrás

Não esqueça que os palestinos tb são massa de manobra e escudo do Hezbollah e Hamas

amarante
amarante
Responder para  Marcelo Andrade
7 dias atrás

Good goy.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Marcelo Andrade
7 dias atrás

Então eles podem ser massacrados impunemente?

Paulo
Paulo
Responder para  JuggerBR
7 dias atrás

Israel tem um aval não escrito do ocidente, EUA e UE, para fazer o que tem feito, em Gaza, na Cisjordânia ocupada, no Líbano, ou em qualquer país que lhe dê na telha. Estes paises, que lhes dão este aval e apoio, também são cúmplices desses crimes. O único país europeu que está revendo esta posição parece ser a Espanha. A mesma Espanha que negou disponibilizar bases americanas, em seu território, para bombardear o Irã, numa guerra que consideram ilegal.

Heli
Heli
Responder para  Paulo
6 dias atrás

A Espanha não tem um histórico do forte lobby sionista como as outras ex potências europeias da OTAN. Inglaterra hoje em dia chega a ser patética nesse sentido.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  JuggerBR
7 dias atrás

Não, só mostrei que estão no meio de uma guerra.

wilhelm
wilhelm
Responder para  Marcelo Andrade
7 dias atrás

Foi o calvo do Hasbará que te contou essa?

Heli
Heli
Responder para  wilhelm
6 dias atrás

Boa essa. Aquele cara é desprezível.

André Macedo
André Macedo
Responder para  Marcelo Andrade
7 dias atrás

Hamas usa como escudo, Israel usa como alvos kkkkkkk

Paulo
Paulo
Responder para  Marcelo Andrade
7 dias atrás

Imagine que uma gangue de assassinos e estupradores em fuga, invadam uma escola fundamental e mantenham crianças e professores como reféns, usando – as como escudos humanos. Qual a polícia ou força policial militar no mundo, que autorizaria bombardear a escola afim de pegar os bandidos? Nenhuma .
A razão ê que se você agir dessa forma, na prática, estará criminalizando as crianças e professores também.
Quando Israel bombardeia uma escola, um hospital, está na verdade afirmando que crianças, professores, médicos e enfermeiros também são terroristas, e merecem morrer.

Paulo
Paulo
Responder para  Paulo
7 dias atrás

Por isto muita gente, inclusive a ONU, organizações que defendem os direitos humanos, etc, consideram que Israel faz a guerra contra todos os palestinos, mães, crianças, velhos, etc, e não contra os terroristas. No caso do Libano é mais extremo ainda. É como a guerra fosse também contra todos os libaneses, que não são palestinos, e tem seu próprio país, que aliás possui governo democraticamente eleito, e não está em guerra com Israel, nem deseja sua eliminação.
Temos que encarar a verdade, por mais perturbadora que ela seja.

Paulo
Paulo
Responder para  JuggerBR
7 dias atrás

Os chefes nazistas foram julgados e condenados por crimes de guerra, e crimes contra a humanidade. Foram punidos pelo tribunal de Nuremberg..
No entanto, os crimes que foram cometidos após a IIGM, pelos antigos aliados que os condenaram, não foram. Generais que foram responsáveis pelo genocídio no sudeste asiatico, bem como seus comandantes supremos, como Johnson e Nixon, ficaram impunes. O general comandante das forças americanas no Vietnã, Le may, teve o mesmo discurso de Trump com o Irã : Bombardear Saigon, até faze- los voltar à idade da pedra.
Se tivesse havido condenação dos que permitiram ou autorizaram os crimes contra a humanidade no Vietnã, talvez não ouviriamos hoje, as barbaridades de Trump em relação ao Irã.

Heli
Heli
Responder para  Paulo
6 dias atrás

3 milhões de civis mortos entre Vietnam, Laos e Camboja, e 2 milhões no Iraque, somados o conflito de 1991 e a invasão de 2003.

Heli
Heli
Responder para  JuggerBR
6 dias atrás

Israel faz isso desde 1945. Porém, após virar uma potência militar sem igual na região, aí sim a coisa escalou exponencialmente. Já usavam fosforo branco no Líbano em 1982. Tudo sempre com as costas largas dos USA.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Heli
6 dias atrás

Fósforo Branco é usado desde a Primeira Guerra Mundial.

Também foram usadas pela Rússia na Chechênia e Síria, pela Turquia na Síria, pelos EUA no Iraque, Afeganistão, Síria, pela Inglaterra nas Falklands, Israel no Líbano, Gaza, etc.

Não é um armamento proibido internacionalmente.

André
André
Responder para  JuggerBR
6 dias atrás

Pois é…

amarante
amarante
Responder para  Paulo
7 dias atrás

Os EUA, Reino Unido e França não combateram a Alemanha pelo nazismo e sim porquê as intenções imperialistas da Alemanha iriam de encontro com as deles, acha que um país que até 1960 tinha leis de segregação racial se importava com nazismo? A primeira coisa que a França e Reino Unido fizeram no pós guerra foi voltar o chicote para as colônias.

André Macedo
André Macedo
Responder para  amarante
7 dias atrás

Hitler elogiou muito o sistema de segregação racial americano no Mein Kampf, mas isso por alguma razão (kkkkkkk) é abafado.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  André Macedo
7 dias atrás

Você leu o Mein Kampf?

Hamom
Hamom
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Não precisa ler, isto é amplamente conhecido. Citando:

“Adolf Hitler elogiou explicitamente o sistema de segregação racial e as leis de imigração dos Estados Unidos em Mein Kampf (1925), descrevendo a nação americana como um modelo de “concepção racial da cidadania”. 

 Ele admirava especificamente a Lei americana de Imigração de 1924, que impôs cotas por nacionalidade e restringiu a entrada de asiáticos, judeus e outros grupos.” 

Hitler viu nas leis americanas, como as de segregação no Sul e a Lei de Naturalização de 1790 (que restringia a cidadania a “estrangeiros brancos”), uma prova pragmática de como manter a pureza racial e limitar a imigração. 

 Juristas nazistas, influenciados por essas admirações, estudaram detalhadamente o direito consuetudinário dos EUA para fundamentar as Leis de Nuremberg de 1935, que criminalizavam casamentos mistos e negavam direitos civis aos judeus na Alemanha.” 

Inegavelmente, os EUA foram uma grande fonte de inspiração para os nazistas alemães.

Última edição 6 dias atrás por Hamom
Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Hamom
6 dias atrás

Não estou negando. Estou perguntando se ele leu.

É importante. Ao invés de procurar no ChatGPT por uma resposta engessada, seria interessante se ele citasse o que Hitler continuou dizendo sobre os EUA.

E antes que me perguntem, a minha cópia é uma edição de Janeiro de 1942 (antes de o Brasil cortar relações), sem cortes e publicado pela Editora Globo (sim, a própria!).

Paulo
Paulo
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Editora Globo era uma antiga editora de Porto Alegre. Nada haver com as organizações Globo de Roberto Marinho do RJ.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Paulo
5 dias atrás

Você está correto. Fui olhar agora e diz Porto Alegre. E ‘outra’ só foi fundada da década de 50.

José de Souza
José de Souza
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Não, essa Globo era de Porto Alegre, então não é “a própria”! É tão Globo quanto o biscoito e a água sanitária… Melhor não usar o ChatGPT.

Hamom
Hamom
Responder para  Hamom
6 dias atrás

Inclusive a eugenia norte-americana inspirou diretamente o nazismo alemão, servindo de base científica e legislativa para as políticas de higiene racial de Hitler. 

A teoria da Eugenia, criada no Reino Unido por Francis Galton, prosperou nos Estados Unidos no início do século XX, onde foi transformada em leis de esterilização forçada, restrições de casamento e barreiras migratórias que os nazistas copiaram e radicalizaram.”

Influência direta: Adolf Hitler e os ideólogos nazistas estudaram as leis eugenistas americanas, especialmente as de esterilização compulsória, e consideravam os EUA um modelo a ser seguido. 

Troca científica: Houve uma intensa colaboração entre eugenistas americanos e alemães; cientistas nazistas como Erwin Baur, Fritz Lenz e Eugen Fisher eram aliados de Charles Davenport, líder do movimento eugenista nos EUA.

Legislação copiada: O programa de esterilização forçada da Alemanha nazista foi explicitamente baseado nas leis aprovadas nos estados americanos a partir de 1907, como a lei da Virgínia e o caso Buck v. Bell da Suprema Corte dos EUA.”
… 
Nunca é tarde para aprender…

Última edição 6 dias atrás por Hamom
Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Hamom
6 dias atrás

Eugenia foi tentada com mais afinco na Europa. Principalmente na França imediatamente após a Primeira Guerra Mundial devido à quantidade horrível de perdas humanas que a França teve. Inglaterra também considerou isso com muito cuidado, mas não foi tão longe quanto a França.

Nos EUA, o buraco é beeeem mais embaixo. A participação política dos cidadãos era real. O NAACP foi criado na primeira década do século XX e fazia já bastante barulho. E com razão. Existem até hoje, por sinal.

Concordo que nunca é tarde para aprender. Isso vale para todos. É bom inclusive aprender contextos, etc. Ajuda.

Hamom
Hamom
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Bem, concordamos então.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  amarante
7 dias atrás

Por mais que o revisionismo ocidental tente a verdade inexorável é que a Alemanha Nazista foi derrotada pelo Exército Vermelho no solo (80% do Heer e da Waffen-SS foram destruídos na Frente Oriental).

E não adianta alguns virem com os bombardeios aéreos dos EUA/UK.

Bombardeios aéreos ajudam mas nunca venceram guerras.

Guerras se vencem com ocupação do terreno.

Tanto é verdade que os EUA foram corridos do Vietnã e do Afeganistão.

Assim como Israel que bombardeia civis punitivamente no Líbano já que sabe que terá pesadas baixas enfrentando o Hezbollah no solo, como já foi comprovado várias vezes, incluindo o conflito atual onde já sofreu a maior perda de carros de combates dos últimos 40 anos.

Última edição 7 dias atrás por Bode Krasniy
Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Bode Krasniy
7 dias atrás

Santa loucura, Batman!

Cassini
Cassini
Responder para  amarante
6 dias atrás

Fora que pesquisas e políticas eugênicas não eram exclusividade da Alemanha – teve nos EUA, França e até no Brasil.

Paulo
Paulo
Responder para  Cassini
6 dias atrás

Sim. No BR a eugenia tentou emplacar suas teses, e havia gente importante que apoiava. Mas por outro lado, o surgimento de uma intelectualidade afrodescentente desde o período colonial, e muito fortemente no seculo XIX e início do século XX, serviu como uma barreira intransponível contra ela.
Basta lembrar que o maior escritor do país, e hoje considerado um dos maiores escritores de todos os tempos no mundo, era afrodescendente. Fora que outros intelectuais, engenheiros militares, médicos, poetas, jornalistas, etc compunham no final do século XIX um mosaico de pensamento afrodescendente, que acabou enterrando as teses racistas, esperávamos ,para sempre. Infelizmente nada é para sempre, e a extrema direita está aí pra nos lembrar disso, nem aqui, nem lá fora.

Heli
Heli
Responder para  amarante
6 dias atrás

Holanda matou 300 mil civis na Indonésia em 1950 na tentativa de manter sua colônia. Chega a dar nos nervos ver os europeus com essa empafia de superioridade moral.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Paulo
7 dias atrás

Realmente, totalmente desnecessário o que fizeram no Vietnã. Primeiro que nem eles deveriam ter lutado nessa guerra. Esse seria um “problema” no máximo dos franceses, entraram em uma guerra limitada usando todos os meios disponíveis (exceto armas nucleares). Os americanos não iriam perder (e não perderam) a guerra fria por causa que o Vietnã virou comunista.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Paulo
7 dias atrás

Essa é a história dos EUA desde 1776.

No século XIX quase exterminaram a população nativa norte-americana.

Genocídio como Política de Estado oficial.

Cristiano GR
Cristiano GR
Responder para  Paulo
3 dias atrás

Não foi poucos anos depois não.
A IIGM terminou com eles massacrando 2 populosas cidades japonesas, sem sem nenhuma distinção entre civís e militares, matando, instantaneamente, milhares de pessoas.

LUIZ
LUIZ
Responder para  Macgarem
7 dias atrás

E teve um patriota brasileiro cristão metido a pastor falou que os EUA é um país abençoado por Deus. O verdadeiro inimigo deste planeta é o governo dos EUA que patrocina conflitos,golpes de estado,fome e guerras.

Macgarem
Macgarem
Responder para  LUIZ
7 dias atrás

O presidente que vc torce vai para igreja catolica fazer missa, essa de falar religião e ser de esquerda não funciona a menos que vc esteja sendo enganado, lamento.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  LUIZ
7 dias atrás

No mundo entre as potencias não ha bonzinhos em lado nenhum, somente negócios!

Sequim
Sequim
Responder para  LUIZ
7 dias atrás

Exato. Isso mostra toda a hipocrisia desses que se indignam com a Rússia no conflito com a Ucrânia, mas “esquecem” do que foi feito pelos EUA no Sudeste Asiático durante a guerra do Vietnã. Quando lembrados, assobiam, olham pra cima e desconversam.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Macgarem
7 dias atrás

Não é muito diferente se os americanos tivessem usado armas nucleares no Vietnã. Realmente uma barbaridade o que fizeram ali.

Se eu fosse o piloto de um desses bombardeios, iria parar na corte marcial por desobedecer ordens.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Macgarem
7 dias atrás

Os crimes de guerra e contra a humanidade em série dos EUA sempre vão ser atenuados e justificados por seus defensores, assim como são os de Israel.

E não adianta quererem vir com essa estória de isso “é o que as potências fazem” porque são práticas banais e idiossincráticas dos regimes de Washington e Tel Aviv.

Heli
Heli
Responder para  Macgarem
6 dias atrás

As próprias tripulações dos aviões americanos que pulverizavam o Agente Laranja tiveram altos índices de câncer, especialmente leucemia e linfoma. E durante o governo Reagan, e principalmente no governo Bush filho, o orçamento para os hospitais e centros de tratamento dos veteranos sofreram cortes severos.

Esteves
Esteves
7 dias atrás

Nada, absolutamente nada ou ninguém, impede ou impediria os norte-americanos de repetir esses atos na Colômbia, Venezuela, Brasil, com a desculpinha que utilizaram no Vietnã e utilizam no Irã:

– Proteger a população americana.

Tinha algo em Dresden…queima tudo. Tóquio? Queima. Esses políticos adoram o fogo.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Esteves
7 dias atrás

Aqui não corremos o risco, não faltam entreguistas para permitir a tomada pacífica das riquezas do país.

wilhelm
wilhelm
Responder para  JuggerBR
7 dias atrás

Na realidade, essa galera aí é só a parcela mais “comedida”, pois ao menos defendem a tomada pacífica. Dentre eles, porém, há gente que defende que o Brasil deveria ser efetivamente bombardeado.

Uma dessas pessoas, que se diz economista, ganhou uma medalha do exército algum tempo atrás, inclusive.

Última edição 7 dias atrás por wilhelm
Heli
Heli
Responder para  JuggerBR
6 dias atrás

No canal Hoje no mundo militar, 90% iriam lutar pelos USA.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Esteves
7 dias atrás

Calma, sair da internet meia hora kkkk

Me explica porque eles perderiam tempo de entrar em um país que nem estão em guerra ou tem razão para isso e ir jogar napalm(nem eles usam mais em guerras)

Heli
Heli
Responder para  Esteves
6 dias atrás

Perfeito. Hoje mesmo vi um acéfalo do MAGA, aquele típico obeso analfabeto americano com camisa do MAGA, falar ao repórter que o entrevistava que o Trump tinha tornado a América mais segura. Aí o repórter perguntou quem ameaçava invadir a América? E o animal, como era de se esperar, não sabia responder.

JuggerBR
JuggerBR
7 dias atrás

Dá pra dizer que Hiroshima e Nagazaki tiveram um impacto muito maior da história da humanidade, mas em termos de destruição e impacto nas vidas das vítimas, Vietnã foi ainda pior.

100canela
100canela
Responder para  JuggerBR
7 dias atrás

Foi e continua sendo. “Até quatro milhões de pessoas no Vietname foram expostas ao desfoliante. O governo do Vietname diz que até três milhões de pessoas sofreram doenças devido ao Agente Laranja, e a Cruz Vermelha do Vietname estima que até um milhão de pessoas são portadores de deficiências físicas ou têm problemas de saúde em resultado da contaminação pelo Agente Laranja”

Thiago Marques
Thiago Marques
7 dias atrás

EUA e seu passado manchado por sangue de diversas nações. Lembremos do genocídio na África.

LtRasczak
LtRasczak
7 dias atrás

Excelente Matéria

Mimetaster
Mimetaster
7 dias atrás

Será ainda necessária mais alguma evidência para entendermos que o direito internacional só se aplica ao terceiro mundo?

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Mimetaster
7 dias atrás

Não seria o contrário?

André Macedo
André Macedo
7 dias atrás

A definição de terrorismo atualmente é só uma: Se você mata civis sem a benção dos EUA é terrorismo, se não, não é.

Fernandão
Fernandão
7 dias atrás

Foi uma demonstração de que se os americanos quiserem, eles matam, tacam fogo, envenenam, despejam reagentes dos mais variados tipos, e a máquina de propaganda deles os colocará como os heróis ainda. Mesmo que tudo tenha sido feito por minerais, petróleo ou por não aceitar que outro país não abaixe a cabeça para eles.

Mas alguns ai vivem no Mundo de Nárnia e acham que na base da diplomacia, dá para resolver alguma coisa. Fora quem é fã e defensor deles, mas nem cito aqui, pois quem é amante dos E.U.A e do que aquele país representa, já deixou o campo da razão é vive em seita.

Leandro Costa
Leandro Costa
7 dias atrás

Nossa, de onde tiraram essa aberração de artigo?

Esteves
Esteves
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Da vida como ela é.

Wilson França
Wilson França
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Do oposto de onde vc tirou essa aberração de pergunta.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Wilson França
6 dias atrás

Então você precisa estudar mais sobre a Guerra do Vientã. A matéria contém erros crassos. Alguns parecem apenas falta de conhecimento, outros parecem ser propositais.

Heli
Heli
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Acho que seu lugar pode ser lá no Hoje no Mundo Militar ou no canal do “professor” NHOC

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Heli
6 dias atrás

Acho que seu lugar tinha que ser numa biblioteca.

Felipe M.
Felipe M.
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Pode apontar alguns erros do artigo, Leandro?

Faver
Faver
Responder para  Felipe M.
6 dias atrás

Acho que o viés de confirmação dele não vai permitir. Negar os fatos já amplamente descritos em livros, jornais e documentários do uso destes produtos naquela guerra vai provavelmente prejudicar a visão de mundo em que ele acredita.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Faver
5 dias atrás

Acho que você tem que parar de assistir propagandas e passar a ler História.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Felipe M.
5 dias atrás

Leia abaixo.

Cassini
Cassini
6 dias atrás

E qual as sanções, compensações e reprimendas os EUA sofreram por tamanha e irreversível destruição causada ao meio ambiente e às populações da região durante a guerra?

Ah, são os Estados Unidos, eles fazem o que querem mesmo.

Leandro Costa
Leandro Costa
6 dias atrás

Napalm não é considerado arma química. É armamento incendiário cujo uso não é proibido. A única coisa que existe é um protocolo assinado por inúmeros países tornando ilegal o uso de napalm contra alvos civis. Ou seja, é a mesma coisa que nada, porque o uso de qualquer tipo de munição, seja bomba, seja projétil, seja estalinho de festa junina, é proibido de ser usado contra alvos civis. Podem checar. 

A fotografia de Nick Ut, em 1972 retratando Kim Phúc correndo após sua vila ser bombardeada por napalm não contribuiu decisivamente para virar a opinião pública Americana que naquela altura do campeonato JÁ ERA totalmente contra a guerra do Vietnã. A imagem só serviu para reforçar o horror que é uma guerra. Já o bombardeio em si foi efetuado por aeronaves da República do Vietnã, sendo pilotadas por pilotos Vietnamitas que estavam agindo com coordenação de um controlador Vietnamita em terra, que confundiu a movimentação dos moradores da vila com soldados Norte-Vietnamitas que também estavam lá, mas acreditavam que a vila havia sido esvaziada de civis. Não havia qualquer Americano envolvido naquela ação. Ninguém gasta bombas em cima de civis à toa ou por esporte. “Terror bombing” não funciona e isso já foi provado vez após vez e eles estavam cansados de saber disso, como bem a USSBS já havia concluído e disseminado anos antes. A natureza dos combates no Vietnã tornava os danos colaterais (que eram evitados à níveis absurdos, principalmente sobre o Vietnã do Norte) mais prováveis durante missões CAS.

Diversas nações usam Napalm nos dias atuais. Inclusive um certo país Sul-Americano que fabrica e exporta não apenas dois tipos diferentes de bombas de napalm, mas também bombas cluster. E sim, esse país é o Brasil, que felizmente não assinou qualquer protocolo internacional restringindo o uso dessas armas.

O Fósforo Branco foi usado desde o início da guerra. Seja via bombas aéreas seja via projéteis de morteiro e até granadas (inclusive as de 40mm usadas nos M79). Eram excelentes para uso contra túneis e fundamentais em um país sob regime de monções. E não, bombardeio de Laos e Camboja não se deram após 1969 de forma secreta. Se deram à partir de 1964 (Laos) e 1965 (Camboja). Com o Laos, um acordo entre o governo do Laos e os EUA foi feito que autorizavam os EUA à bombardearem posições Norte-Vietnamitas dentro de território Laosiano, que não tinha forças suficientes para efetivamente expulsar os invasores e assegurar sua neutralidade. Era a Trilha Ho-Chi-Minh. O Laos, querendo manter a aparência de neutralidade e os EUA também desejando vender o caráter contido da Guerra para o público Americano concordaram em manter essas operações secretas.

Já o Camboja, começou à ser bombardeado em 1965, também em posições na trilha Ho-Chi-Minh. Porém o governo Cambojano do Príncipe Sihanouk flertava com os comunistas e fazia vista grossa quanto à presença dos Vietnamitas em seu território, que não era apenas usado como rota de suprimentos, mas também de área de treinamento. Em 1966 fez um acordo formal com o Vietnã do Norte e a China permitindo o uso do território, mas também mantendo esse acordo secreto para tentar não comprometer sua neutralidade. Deu na mesma, os EUA bombardearam assim mesmo e por volta de 1968, o governo Cambojano percebeu a cagada que fez (China apoiando o Khmer Vermelho) e passou à se aproximar mais dos EUA. Em 1969 Nixon autorizou bombardeios mais pesados no Camboja e em 1970 Nixon fez um pronunciamento público nos EUA falando da intervenção no Camboja e delineando seus objetivos de Vietnamização da Guerra e retirada das tropas Americanas.

E finalmente o Agente Laranja. É um herbicida. Não é uma arma. Não foi usado como arma. Agente Laranja era usado nas beiras das estradas nos EUA para prevenir crescimento de vegetação nas beiras das estradas e eventualmente fechar passagem. O problema é que a dose utilizada no Vietnã, motivado pela vegetação local ser absurdamente mais densa, mostrou-se extremamente tóxico e ele simplesmente não faziam ideia disso. Caso contrário eles simplesmente nem enviariam seus soldados aonde foi jogado esse herbicida. Acho que um pedido de desculpas e compensação financeira seria uma atitude de bom tom, mas não passa disso.

Isso tudo é amplamente documentado, tanto por Americanos quanto por Vietnamitas. Basta irem pesquisar e ter senso crítico. O artigo distorce totalmente o fato de que nenhum desses elementos (Agente Laranja, Napalm ou Fósforo Branco) é considerado arma química, sendo que um deles sequer é considerado armamento de acordo com leis internacionais. O artigo erra datas (mesmo quando acertar essas datas seria até benéfico à narrativa que o autor deseja forçar para os desavisados de plantão), deixa de contextualizar momentos importantes, como a ação que bombardeou a vila de Kim Phúc, dando a impressão de que bombardear vilas era prática comum dos Americanos. Não era.

Difícil é ler um artigo que fale dos crimes de guerra dos Americanos E dos Norte-Vietnamitas (que foram muitos, inclusive com limpeza étnica/genocídio da população Montagnard, os povos originários da região)

Isso não é um artigo. É um panfleto.

Esteves
Esteves
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Uma visão deteriorada. Trata vidas humanas como lixo.

Faver
Faver
Responder para  Leandro Costa
6 dias atrás

Leandro, você está sendo desonesto ou sua visão de mundo está deixando sua inteligência meio tímida. Panfleto? O agente laranja tem 2,4D e o 2,3,5-T e impurezas como a dioxina que é extremamente tóxica. O 2,3,5-T causa neutrofilia que é altamente inflamatória e causa problemas na pele de quem entrou em contato.
É arma química sim, mesmo que tentem desonestamente subnotificar como um herbicida….

Última edição 6 dias atrás por Faver
Esteves
Esteves
Responder para  Faver
6 dias atrás

Tudo em nome dos negócios.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Faver
5 dias atrás

Faver, desonesto é você. É herbicida. Herbicidas são tóxicos, ainda mais se forem usados em doses altíssimas. Se não fosse tóxico não seria herbicida, seria herbiamore ou fertilizante. Como o seu post.

Usamos DDT aqui durante décadas até que alguém percebeu que ‘fazia mal.’

Vamos então acusar o governo Brasileiro de fomentar um genocídio por arma química da própria população?

Faver
Faver
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

Uso em agricultura é diferente de uso para florestas cheias de gente inimiga. Em agricultura tem norma para uso em no máximo tempo mínimo de 16 a 20 dias antes de colheita para evitar problemas. Assim, o sol, temperatura, umidade “degradam” os produtos e “evitam” problemas maiores, ou seja dão certa segurança. Diferente do uso direto em pessoas. Você só confirmou o que falei.

Scudafax
Scudafax
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

O Leandro é aquele que defende genocida, pedófilo, Mickey, Minnie e o Epstein. Para ele os EUA não fazem nada de errado. Bomba atômica americana é “boa”, Napalm em crianças alheias é refresco.

Se tem prole, não tem coração, se tem religião, não pratica, se tem consciência, é um mistério.

Felizmente, há sempre pessoas boas para cada pessoa ruim…

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Scudafax
4 dias atrás

Scudafax, você é o cara que inventa narrativas sobre aqueles cujos posts você não concorda ou simplesmente finge que não são verdadeiros. Parabéns por contribuir para a polarização extrema em que estamos vivendo!

Me fala um post em que defendi genocídio, pedófilo, Epstein, desenhos da Disney (WTF? Eu gosto, mas nunca mencionei esses desenhos aqui. Ainda prefiro os da Warner. Todos, de preferência da década de 40 ou anteriores).

Vai lá. Aponta UM. Ao menos um em que eu defenda esse tipo de gente. Eu espero.

Mas aviso logo que não vai achar. E duvido que você tenha coragem de me falar uma merda dessas na minha cara. Vai ficar escondido atrás de uma telinha feito o imbecil que você é, até porque você não tem coragem moral e intelectual de abordar debates como esse. Você se esconde atrás de uma fachada de moralismo na qual você se auto-qualifica para ser o juíz de valor.

Lamento quebrar sua doce ilusão, mas isso não existe na Guerra. Acho melhor você ir chorar na sua caminha e deixe o debate de verdade com adultos. Você nunca foi capaz de refutar nenhum argumento meu de qualquer forma, aí fica com o rabinho ardendo de raiva e passa para ofensas pessoais.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
6 dias atrás

Acrescente-se ao texto o bombardeio nuclear contra o Japão.
E o perigo é o Irã!?
O extremo maior da hipocrisia, reside na narrativa criada para justificar tais atrocidades, tal qual acontece atualmente no sul do Líbano e em Gaza.
A Europa critica, mas não faz nada.

Última edição 6 dias atrás por Comte. Nogueira
Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Comte. Nogueira
5 dias atrás

Vai ler sobre o final da Segunda Guerra Mundial antes de falar uma besteira dessas.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Leandro Costa
3 dias atrás

Aqui é o ambiente adequado para proferirmos opiniões pessoais.
O local de tese de doutorado ou dissertação de mestrado é outro.
Não quero ter razão ou ganhar a discussão, só quero exercer meu direito de falar bobagem a vontade.
Quando houve alguma dúvida, vou me socorrer do seu vasto conhecimento.
Obrigado.

Esteves
Esteves
6 dias atrás

Em 1972, a opinião pública dos EUA já estava bastante desgastada com a guerra no Vietnã. Dizer que a foto “não contribuiu decisivamente” é falso. Soa como uma simplificação em uma análise reativa após décadas do fato.

A foto virou um símbolo global, reforçando a pressão política e moral contra o absurdo das guerras assimétricas onde civis (hospitais, escolas, fazendas, camponeses, vilas) é pulverizada como castigo por uma obsessão. Houve isso no Brasil também.

Os camponeses “acolhem” como em Alagoas e por todo o sertão sem esquecer o Vale do Paraíba. O que significa “acolher”? Durante a guerra conventos católicos foram incendiados porque dezenas deles acolheram refugiados?

Em história não existe uma visão. Ou não existiriam versões.

Existem documentários…muitos, sobre as regalias que os oficiais nazistas capturados recebiam na Inglaterra. A população?

A imagem não iniciou uma oposição, ela amplificou e acelerou o desgaste de uma sociedade doente e não importa, não importa mesmo, se o inimigo produz táticas hediondas. Isso somente escancara a ausência de valores nas sociedades. Nos anos 1960/70/80 o inimigo sempre foi o mesmo: a mudança.

O ataque com napalm foi realizado pela Força Aérea da República do Vietnã, porém os EUA estavam envolvidos no planejamento e na operação da guerra, nas doutrinas e nas ações táticas/estratégicas.

Doutrina, coordenação e suporte foram amplamente implementados e influenciados pelos norte-americanos.

Não foram pilotos americanos naquele ataque específico? Sim. Os norte-americanos pagaram pelo serviço sujo.

O Agente Laranja foi originalmente desenvolvido como herbicida/desfolhante, e seus componentes (principalmente 2,4-D e 2,4,5-T) tiveram uso civil nos EUA. Milhares de norte-americanos foram envenenados. Obviamente…se o produto mata civis norteamericanos, presta para matar em larga escala.

A fotografia de Nick Ut de 1972, reforça que não temos, quando necessário e sempre é necessário, nenhum sentimento humanitário. Fundamos ONGs pela África e até para salvar animais. Mas, é nas guerras que mostramos nossa pulsão pela morte. Naturalmente.

Viva a morte!

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Esteves
4 dias atrás

Esteves, o que você falou não faz sentido.

Leia a porcaria de um livro de História sobre a Guerra do Vietnã antes de escrever umas porcarias pseudo-poéticas dessas. A mesma doutrina, tática, que usaram no Vietnã para apoio aéreo aproximado, é usado por TODO mundo. No caso da foto, o Sul-Vietnamita que estava coordenando o CAS cometeu um erro. Estava sob fogo. Provavelmente estava em contato com o inimigo a semanas. O piloto, outro Sul-Vietnamita, não viu o erro do Rover e largou suas bombas. Trágico. Horrível.

Faz parte da Guerra. A fotografia não acelerou porra nenhuma, Esteves. Na verdade, naquele momento os bombardeios mais pesados da Guerra estavam acontecendo. Bombardeios piores ainda aconteceriam meses depois e teriam os resultados desejados. Naquele momento, o congresso poderia simplesmente acabar com tudo, mas não foi assim. Decidiram acabar com tudo apenas em Fevereiro do ano seguinte. A sociedade como um todo já estava cansada com a Guerra a muito tempo.

Foi inclusive promessa de campanha (cumprida, por sinal) de Nixon. Não haviam mais tropas de combate Americanas em qualquer número expressivo no Vietnã em 1972. Apenas cerca de 40 mil, sendo que até o final do ano haviam menos de 25 mil homens, quando no auge da Guerra haviam quase 600 mil. O que havia no ar (Vietnã do Sul), era uma coordenação central para que aeronaves não atacassem tropas amigas e não interferissem nas missões umas das outras.

A foto virou símbolo sim, mas do horror da guerra e de como isso afeta civis pegos no fogo cruzado. Não causou mais ou menos manifestações para o fim da guerra. Não causou impacto ou sensibilizou agentes dos governos em guerra para acabarem com a Guerra mais rapidamente (os planos para isso já estavam em andamento). É só uma fotografia horrível que entrou para a História. Um lembrete de como Guerra é horrível. E infelizmente as pessoas não sabem o contexto da foto. Não pesquisam porque acho que tem preguiça e preferem narrativas mastigadas.

É muito fácil julgar quando se está removido milhares de quilometros do local e 60 anos à frente ao invés de estar lá tomando fogo, ferrado na lama, vendo seus colegas mortos, seu país caindo e você sabendo que você vai ser executado pela galera que está avançando. E estou falando isso da perspectiva de um Sul-Vietnamita. Se coloca na bota do cara que fez a chamada de rádio para o avião jogar o napalm. Momentos antes você não vê nenhum civil na aldeia. O fogo vem de lá. O que você faz?

Vocês tem que colocar o elemento humano, dos dois lados nisso. O que gerou a foto não foi uma política de estado. Não foi doutrina. Não foi sequer proposital por aqueles que chamaram, apontaram e largaram as bombas. É difícil de entender isso? E o Americano mais próximo do loop estava a centenas de quilômetros em uma estação de controle de tráfego aéreo militar direcionando aeronaves para os locais que deveriam ir. E querem mesmo jogar isso nas costas dos caras.

Por que não jogam nas costas da URSS e da China que forneceram equipamento militar, treinamento, doutrina, suprimentos para o Vietnã do Norte invadir o Sul? Por que não enchem o saco dos Norte-Vietnamitas que usavam vilas justamente como escudo? Se usavam é porque funcionava na maioria dos casos. Porque não se bombardeia locais com civis se puder ser evitado. E sabe o que os próprios Vietnamitas vão responder? Vão dizer que faziam isso porque queriam vencer a Guerra. E restrições à bombardeios aconteceram longo de tooooooda a guerra. Em 1972 ele tinha saído, mas vá ler sobre o que o McNamara impunha sobre os bombardeios e quantos aviões e tripulações foram perdidos com isso. Vá ver o que Nixon falou até durante a Linebacker II. Está tudo registrado.

Guerra do Vietnã é tabu pelo que a mídia fez se tornar. Tanto lá nos EUA quanto aqui. Hollywood (vulgo: Coppola, Oliver Stone e Kubrick) fizeram com que parecesse uma louca matança desenfreada de civis à torto e à direita, mas não foi bem assim. A Guerra foi perdida pelos EUA e eles fizeram MUITA coisa errada sim, começando pela estratégia, e muita coisa amoral. Os dois lados fizeram isso, diga-se de passagem. Mas é necessário criticar o que realmente aconteceu ao invés de ficar enchendo lingüiça seguindo narrativas que se tornaram ‘lendas urbanas’ da Guerra moderna. Isso é ser o famoso papagaio de todo telejornal. Os caras acima ficam no ‘todo mundo sabe que…’ sem realmente saberem. Eles assistem os filmes de Hollywood e fica por isso mesmo. Fim do conhecimento. Abrir um livro que é bom? Nada.

Faver
Faver
Responder para  Leandro Costa
4 dias atrás

Tem farta literatura e documentação sobre os fatos demonstrados. Mas você acha que ninguém leu. Onde você anda se informando?
Te envio algumas:
Livros
Vietnã: Uma Tragédia Épica 1945–1975 – Max Hastings: foca no sofrimento humano, lembrando que para cada soldado americano morto, cerca de 40 vietnamitas morreram.
My Lai: Vietnam, 1968, and the Descent Into Darkness – Howard Jones: Investigação detalhada sobre o massacre de My Lai e as tentativas de encobrimento.
Reportagens
https://www.dw.com/pt-br/agente-laranja-o-legado-fat%C3%ADdico-dos-eua-no-vietn%C3%A3/a-18421288
Documentário
The Vietnam War de Ken Burns

Cristiano GR
Cristiano GR
3 dias atrás

Um piloto de avião tem que ser muito fdp para fazer isso com civís, sobretudo moradores indefesos, principalmente crianças. Estudaram muito, realizaram o sonho de se tornarem pilotos, usaram mal e garantiram um lugar com o coisa ruim.