Lockheed Martin recebe contrato de US$ 4,7 bilhões para acelerar produção de mísseis PAC-3 MSE
PAC-3 MSE
A Lockheed Martin foi selecionada pelo governo dos Estados Unidos para um contrato multibilionário destinado à ampliação acelerada da produção dos mísseis interceptadores PAC-3 MSE (Missile Segment Enhancement), um dos principais sistemas de defesa aérea do arsenal americano.
O acordo, avaliado em aproximadamente US$ 4,7 bilhões, permitirá à empresa aumentar significativamente o ritmo de fabricação e entregar volumes recordes do sistema ainda este ano, atendendo tanto às necessidades das forças armadas dos EUA quanto de aliados.
Reforço à defesa aérea e antimíssil
O PAC-3 MSE é considerado um dos mais avançados interceptadores de defesa aérea do mundo, sendo parte integrante do sistema Patriot. Projetado para neutralizar ameaças como mísseis balísticos, aeronaves e outros vetores de alta performance, o sistema já foi amplamente testado em operações reais, demonstrando elevada eficácia na proteção de tropas e infraestrutura crítica.
A ampliação da produção ocorre em um contexto de crescente demanda global por sistemas de defesa antimíssil, impulsionada por conflitos recentes e pela evolução das ameaças aéreas.
Estratégia de aceleração industrial
O contrato faz parte de uma estratégia mais ampla do governo americano para expandir a base industrial de defesa e aumentar a disponibilidade de munições críticas. A iniciativa prevê a aceleração da produção não apenas do PAC-3 MSE, mas também de outros sistemas, como os interceptadores THAAD e os mísseis de ataque de precisão PrSM.
Nos últimos anos, a Lockheed Martin investiu mais de US$ 7 bilhões na ampliação de suas capacidades industriais, incluindo cerca de US$ 2 bilhões voltados especificamente para a produção de munições. Entre os projetos recentes estão a construção do Munitions Acceleration Center e a criação do Rapid Fielding Center, voltados à produção e desenvolvimento de sistemas de próxima geração.
Impacto industrial e estratégico
Além de reforçar a prontidão operacional, o programa também terá impacto direto na economia americana, com a expansão da força de trabalho e a geração de empregos em setores como engenharia, manufatura e cadeia de suprimentos.
Segundo a empresa, os investimentos em infraestrutura, pessoal e fornecedores permitirão não apenas atender à demanda atual, mas também garantir capacidade de resposta rápida a futuras crises.■

Cadê os economistas liberais para falarem mal dos EUA? O país com a maior dívida interna e externa da história do planeta Terra, investindo, SIM, dinheiro do contribuinte americano para fortalecer a defesa dos interesses dos EUA e dos seus aliados (o que é mais exagerado ainda).
Se é o Brasil que faz algo assim, vem um monte de economista neoliberal falando que isso aumenta a dívida do país e que vai gerar mais burocracia, cabide de empregos etc.
Washington parece não seguir o consenso de washington.
O dinheiro desses imundos é infinito. Gastam horrores e mandam os subdesenvolvidos pagarem a conta.
É bem capaz de os liberais falarem que isso é certo, porque o dólar é quem manda no comércio internacional.
Deixa os caras… Estão fazendo do dever de casa deles…
Nós é que devíamos estar fazendo o nosso…
E não estamos…
é verdade
Não se pode deixar de salientar que promovem guerras e invadem países a fim de se apropriar de seus recursos. Objetivo que outrora era velado, agora é publicamente assumido.
Aí fica mais fácil gastar US$ trilhões no CIM a fim de manter o ciclo.
o mundo é assim , e sempre será.
Um economista liberal não se limitaria a olhar a dívida interna e externa, ele olharia como essa dívida afeta os outros índices do país, como juros nominais, inflação, crescimento economico, desemprego, e incluíria indices socias e burocraticos, como IDH, indice de percepção de corrupção, tempo para abrir uma empresa, tempo gasto para contabilizar impostos, etc.
Eles têm a maior dívida, mas têm a maior economia, são top20 melhores IDHs do mundo, top30 dos países menos corruptos do mundo, top 20 dos menos complexos para negocios…
Também por tudo isso que a maior parte das reservas chinesas estão aplicadas em títulos da dívida americana.
Ou você acha que entende mais de economia do que os decisores de onde a China aplica seu dinheiro?
Aumentar a produção de um míssil caro vai empurrar com a barriga o real problema. A saturação vai ser melhor combatida mas, os custos proibitivos da defesa AA vai continuar o mesmo se não aumentar a quantidade de sistemas do tipo Piranha e afins. Para encorpar a defesa AA tem que sair do papel muito projeto novo de míssil focado em custo-benefício, tanto no curto como médio alcance.