IDV inaugura nova linha de produção no Brasil para fabricar o veículo multitarefa LMV-BR 2
A IDV, empresa do grupo Leonardo, inaugurou sua nova linha de produção dedicada ao veículo multitarefa 4×4 LMV-BR 2 em sua unidade de Sete Lagoas, Minas Gerais.
As primeiras unidades produzidas nessa linha atenderão ao contrato firmado com o Exército Brasileiro para a entrega de 420 veículos LMV-BR 2. Baseado na comprovada plataforma LMV da IDV, o LMV-BR 2 foi desenvolvido para aumentar a mobilidade, a proteção e a versatilidade das tropas empregadas em diferentes tipos de missão, melhorando a eficiência operacional em cenários desafiadores. A inauguração contou com a presença de generais do Alto Comando do Exército Brasileiro, que conheceram a nova instalação e as capacidades industriais da empresa.
A nova linha de produção representa um avanço importante na capacidade produtiva e tecnológica da IDV no Brasil, reforçando o compromisso da empresa com o fortalecimento da base industrial de defesa do país, ao mesmo tempo em que atende às demandas operacionais das forças militares.
Atualmente, o Exército Brasileiro já opera 32 veículos LMV-BR 4×4, todos com manutenção e suporte contínuos fornecidos pela IDV. Os elevados índices de confiabilidade e disponibilidade da frota destacam o compromisso da empresa em apoiar a prontidão e a capacidade operacional das forças militares em todo o mundo.
Além de atender ao mercado interno, a nova linha de produção também permitirá à IDV expandir suas operações globais, mirando futuras oportunidades de exportação. Com a ampliação de sua estrutura industrial, a empresa consolida sua posição estratégica no mercado de defesa e fortalece o papel do Brasil como polo de produção e fornecimento de veículos de defesa para países internacionais.
A plataforma LMV da IDV é o principal produto da empresa no segmento de veículos leves multitarefa, com mais de 4.000 unidades em serviço em todo o mundo, disponíveis em diferentes níveis de proteção, configurações de cabine e variantes específicas para missão.■

Guaicurus serão muito úteis. Uma notícia que li e que achei pertinente foi a visita de uma delegação do EB, pela segunda vez, a sede da Otokar. Também achei interessante a presença de uma equipe de técnicos da Leonardo, dando apoio, já que os Tulpar serão equipados com a torre hitfact 2 (há um Tulpar 120 mm em teste em Roma). Seria interessante ver uma parceria do gênero aqui.
Espero que haja vida inteligente nessa delegação de notáveis…
Essa foi muito boa, já valeu a abordagem do tema. Parabéns pelo comentário.
A possibilidade de vitória da família Tulpar é enorme pelo todo que oferece para além dos veículos em si e faço torcida pra isso se concretizar.
Com a venda da divisão civil da Iveco para os indianos e da divisão militar para a Leonardo eu estou curioso para saber como farão a divisão da fábrica da Iveco do Brasil e se a parte que couber a Leonardo será capaz de produzir Guaranis, Gaicurus, Centauros, torres de armamento e, quem sabe, o Tulpar, já que a Leonardo está colaborando bastante com a Otokar no desenvolvimento da versão com canhão 120mm e pode ser que, em caso de compra pelo EB, ele venha a ser fabricado no Brasil e, mais especificamente, na fábrica da Leonardo em vez dos turcos terem que construir ou comprar uma fábrica aqui.
🔺Uma das propostas da OTOKAR é justamente fabricá-lo no Brasil, com soluções antiembargo, transferência de propriedade intelectual das versões brasileiras ao Exército, além de oferecer uma família completa de veículos.
https://tecnodefesa.com.br/tulpar-o-cavalo-alado-turco-que-pode-ser-a-solucao-para-o-brasil/
🔺Destaque para o trecho:
“A ideia da empresa é não apenas produzir os veículos no Brasil, com total transferência de tecnologia e utilização de componentes nacionais, mas também repassar a propriedade intelectual das versões brasileiras ao EB. Somado ao fato de ser ‘ITAR free’ e ‘BAFA free’ (referindo-se ao Escritório Governamental de Controle de Exportação alemão, que recentemente causou problemas ao embargar componentes das VBTP Guarani exportadas para as Filipinas e do primeiro exemplar da VBC Cav Centauro II BR), isso garantiria total independência logística da Força Terrestre, algo que não ocorre com os concorrentes ofertados por países da OTAN.”
🔺Com todas essas vantagens, o Tulpar destaca-se como um dos candidatos mais fortes ao programa da Nova Família de Blindados brasileira.
🔺https://tecnodefesa.com.br/comandante-do-exercito-ve-apresentacao-do-tulpar-na-turquia/
🔺https://tecnodefesa.com.br/nova-delegacao-do-exercito-visita-a-turquia-para-ver-as-capacidades-do-tulpar/
Eu acho que essa suposta transferência de propriedade intelectual deve estar condicionada a uma encomenda substancial e certamente não será total.
Não faz sentido uma empresa gastar milhões de dólares nem pesquisa e desenvolvimento e repassar “de graça” para um exército estrangeiro.
Veja que texto foi específico quando diz “propriedade intelectual das versões brasileiras”.
PmTemos algo similar como o Guarani 6×6, nossa versão do Scorpene e as fragatas Tamandaré.
Fora os produtos nacionais que as FA também direito de recebimento de royalties como o MANSUP, KC-390.
Mas a venda desses produtos específicos quem precisa intermediar são órgãos e escritórios nacionais da empresa.
Sim. Eu li isso. Mas mesmo das versões brasileiras a PI não deve ser total.
Tenho sinceras dúvidas sobre se receberemos royalties pelo Scorpene e Tamandaré.
No caso do Scorpene, pagamos royalties ao Chile, inclusive.
Fora o fato de ser muito improvável vendermos Scorpenes BR e Tamandarés.
Sem dúvida o PI não é total.
Deve ser em relação as especificações e customizações relacionadas aos projetos. As características desses repasses ficam em contrato e o modelo varia de acordo com negociação.
Podem ser valores monetários, expansão de ToT, etc.
Referente às vendas, bastante improvável a dedicação das empresas matriz venderem os produtos customzados ou utilizarem as estruturas brasileiras para produção de um contrato externo.
Peguemos como exemplo a estrutura do ICN aqui no Brasil.
Salvo engano, a Novonor detém 51% da estrutura.
A Naval Group 49%.
A estrutura ja está com elevada ociosidade.
E a Naval Group está fomentando a linha de produção?
Não.
Mesmo tendo diversas outras encomendas no exterior, nenhuma foi repassada para a produção brasileira.
Caso a Argentina opte futuramente por esses submarinos, dificilmente sejam produzidos aqui.
Exato.
Vão querer vender a versão turca.
Pior que o caso do ICN é o da Helibrás, pois helicóptero vende muito mais que submarino e o “Caracal brasileiro ” tem zero vendas além daquelas para nossas Forças Armadas.
É isso realmente é um fato. Depois de anos de pesquisas e gastos, passar tudo free, sem um pedido que seja pelo menos de quantidade que valha a pena ganhar, acho difícil de ser free.
Não se preocupe é transferência de tecnologia da matriz para a filial brasileira. Modelo Helibras fazendo história.
“Eu acho que essa suposta transferência de propriedade intelectual deve estar condicionada a uma encomenda substancial e certamente não será total.
Não faz sentido uma empresa gastar milhões de dólares nem pesquisa e desenvolvimento e repassar “de graça” para um exército estrangeiro..
Amigo, uma filial turca da Otokar aqui no Brasil seria como uma vitrine.
O Brasil adquirindo tais veículos para a defesa, poderia abrir oportunidades para os turcos.
Quem sabe países como a Colômbia, Paraguai, Peru ou Chile poderiam se tornar potenciais clientes.
Veja o caso da Colômbia, que se tudo ocorrer bem, poderá em breve ser proprietário de aeronaves C390 e Gripen-E.
O termo “encomenda substancial” é algo muito relativo.
Por exemplo:
O Exército brasileiro anunciou que assinou o contrato para comprar 420 viaturas blindadas Guaicurus da fabricante IDV
O dinheiro para o contrato, orçado em R$ 1,4 bilhão, vai sair do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Você acha uma quantidade suficiente para ser dividido entre os batalhões de cavalaria mecanizada existente no Brasil? Cada um com suas divisões e Subdivisões?
Pode parecer um número grande, mas não é.
Você acredita que isso pode ocorrer? ninguém sabe, pois no passado alardearam a Intenção Inicial de Longo Prazo, que foi concebido inicialmente para adquirir 2.044 unidades ao longo de 20 anos, visando a substituição da frota antiga de blindados Urutu e Cascavel.
Desses 2.944 blindados, caiu para 1.580 Unidades: Conforme informações de 2021.
Depois reduziram mais, visando priorizar outras aquisições, como os blindados 4×4 Guaicurus.
Digamos que o EB adquira 200-300 unidades do Otokar Cobra 2, oque acho difícil, pois o custo unitário estimado do Guaicuru (LMV) é em geral, inferior ao do Otokar Cobra II, principalmente devido à produção local brasileira.
Iveco Guaicuru (LMV-BR2): Aprox. R$ 3 milhões a R$ 3,3 milhões por unidade.
O contrato recente de 420 unidades pelo Exército Brasileiro totalizou R$ 1,4 bilhão, o que projeta um custo por unidade nessa faixa, variando conforme a configuração e suporte.
Otokar Cobra II: Aprox. USD 800 mil a USD 900 mil (mais de R$ 4 milhões) por unidade, dependendo do contrato e da configuração (como o contrato de ~€857 milhões para 1.059 unidades na Romênia, que reflete alta tecnologia e produção local na Europa).
420 unidades para um país 35 a 36 vezes maior que a Romênia(Aproximadamente 238.391 a 238.398 km²) em extensão territorial, não é um número substancial para o Brasil.
A título de comparação:
O território romeno é muito semelhante em tamanho e formato ao estado do Paraná, sendo a Romênia apenas cerca de 16% maior que o estado brasileiro.
Certamente teria que ser um lote maior, mas nesse caso, indiferente de lotes grandes ou não, o foco é a América do Sul e até mesmo África, mercado que os turcos estão de olho.
O esse desgoverno deveria fazer é formentar a indústria de forja no Brasil, pois a indústria de defesa é extremamente nescessacontrolar os processos, e assim controlar o fluxo de minério, e priorizar a industrialização, para garantir defesa.
Vão go$tar de re$erva de mercado, lá longe!!!!
Claro, é melhor selecionar uma empresa que não tenha nenhuma estrutura no Brasil e pagar por uma estrutura nova né?
É cada crítica fútil