Exército Brasileiro padroniza sistema REMAX 4 para viaturas e reforça protagonismo da indústria nacional de defesa
Portaria da força terrestre consolida solução e coloca a ARES como referência em sistemas de armas remotamente controlados
O Exército Brasileiro oficializou a padronização do Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) REMAX 4, desenvolvido pela ARES, consolidando uma das principais soluções nacionais voltadas ao aumento da proteção e eficiência operacional das tropas terrestres. A decisão, formalizada por meio de portaria publicada em abril, reforça o papel estratégico da indústria brasileira no desenvolvimento de tecnologias críticas de defesa.
Com mais de 300 unidades já em operação, o REMAX 4 se estabelece como referência em sistemas remotamente controlados no país, resultado de um projeto iniciado em 2006 com o objetivo de criar o primeiro sistema desse tipo totalmente desenvolvido no Brasil. Em 2026, a solução completa duas décadas de evolução contínua, marcada por ganhos tecnológicos e operacionais relevantes.
Desenvolvido pela ARES em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), o sistema atende a requisitos operacionais rigorosos das Forças Armadas, combinando alta precisão, robustez e adaptabilidade a diferentes plataformas. O REMAX pode ser integrado a viaturas blindadas sobre rodas (4×4, 6×6 e 8×8), plataformas sobre lagartas, como o M113, e carros de combate, permitindo a operação remota de metralhadoras calibre 12,7 mm e 7,62 mm com total proteção ao operador.
Entre os principais diferenciais, o sistema conta com estabilização em dois eixos, garantindo alta precisão mesmo em movimento, além de um conjunto avançado de sensores e recursos optrônicos, como câmera diurna, termal e telêmetro laser. O operador atua a partir do interior da viatura, por meio de interface digital com monitor Full HD sensível ao toque, ampliando a consciência situacional e reduzindo a exposição ao risco.
O REMAX também incorpora funcionalidades de última geração, como acompanhamento automático de alvos (Auto Tracking), sistema de alerta laser (opcional) e múltiplos regimes de tiro, incluindo modos intermitente, rajada e contínuo. Com capacidade para até 600 munições e operação em condições ambientais extremas, o sistema atende às demandas contemporâneas de combate, em cenários cada vez mais complexos e dinâmicos.
“A padronização do REMAX 4 pelo Exército Brasileiro é o reconhecimento de uma trajetória de desenvolvimento tecnológico construída em parceria com as Forças Armadas e baseada em requisitos operacionais reais. Trata-se de uma solução madura, comprovada em campo, que combina proteção ao combatente, precisão e elevado grau de nacionalização”, afirma Frederico Medella.
A padronização pelo Exército Brasileiro representa um marco relevante na consolidação da Base Industrial de Defesa, ao reconhecer uma solução nacional desenvolvida a partir de cooperação direta entre indústria e Forças Armadas. O movimento também reforça a importância de políticas de longo prazo voltadas ao fortalecimento da autonomia tecnológica e à ampliação da capacidade produtiva no setor.
Ao longo de sua trajetória, a ARES tem atuado de forma integrada com as Forças Armadas, desde a concepção até a validação de sistemas, incorporando requisitos operacionais reais e contribuindo para o desenvolvimento de soluções aderentes às necessidades do campo de batalha moderno. Nesse contexto, o REMAX 4 se insere como um dos principais vetores de modernização das capacidades terrestres brasileiras.
Sobre a ARES
A ARES é uma empresa brasileira com mais de 50 anos de experiência no desenvolvimento, produção, fornecimento e suporte logístico de sistemas de defesa, atuando em estreita parceria com as Forças Armadas Brasileiras. A companhia é referência nacional em torres e estações de armas, simuladores, sistemas optrônicos e soluções de alta complexidade para aplicações militares.
Orientada pela inovação, a ARES investe continuamente em pesquisa, desenvolvimento e capacitação técnica, contribuindo para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança e para a autonomia tecnológica do país. Ao longo de sua trajetória, a empresa consolidou expertise na integração de sensores, softwares críticos e sistemas eletroeletrônicos, desenvolvendo soluções que ampliam as capacidades operacionais das forças terrestres e navais brasileiras.■


A grande questão é se as Remax 03 serão atualizadas… Foram fabricadas muitas torres desse modelo…lembro que na versão 4 houve aumento do cofre de munição e melhorias nos eletrônicos…
Exatamente o que pensei quando li sobre padronização na 4, faz crer que topas as anteriores serão atualizadas.
Acredito que serão mantidos enquanto estiver em vida útil e ainda com apoio logístico.
Mas a versão 3 poderá passar por atualizações de software e talvez até sensores optrônicos.
Mas, ser atualizado para ter uma versão ANTISARP com a REMAX 4 é bastante difícil.
Acho que deveriam ter versões com pelo menos um lançador de mísseis anti carro, pois assim poderiam dar um suporte mais amplo as tropas.
Protagonismo é um termo muito forte pra ser utilizado assim…
Enquanto isso, importamos .50 da Turquia.
🔺Taurus negocia a aquisição de empresa turca Mertsav Savunma Sistemleri
https://www.infodefensa.com/texto-diario/mostrar/5770819/taurus-participa-do-wds-2026-e-sinaliza-aquisico-estrategica-alavancar-seu-portfolio-militar
https://exame.com/invest/mercados/taurus-mira-mercado-de-us-74-bilhoes-com-possivel-aquisicao-na-turquia/#:~:text=A%20Taurus%20Armas%20informou%20ao,no%20segmento%20de%20defesa%20internacional.
🔺Portifólio : https://mertsav.com.tr/en/home/
Metralhadoras Pesadas, como a .50 BMG (como a M2)
Metralhadoras leves do tipo minimi, fuzis de assalto, e de precisão,
Lançadores de Granadas de 40mm, submetralhadoras, pistolas de sinalização (flare guns), fuzis de gás para controle de distúrbios etc..
O EB padronizou metralhadoras .50 de outras marcas, botando água no chope da Taurus.
Por competência, a Taurus não depende das compras do EB para sobreviver e talvez continue com os planos de comprar a empresa turca. Mas acho difícil ela passar a produzir as .50 no Brasil se o EB não reconsiderar essa decisão.
Para .50 da Taurus ser homologada pelo EB, vai ter de disponibiliza – la para o Exército realizar seus testes e após isto, se o EB considera – la apta, sim vai ser homologada .Sempre foi assim. Não vai ser diferente agora. O fato do EB padronizar algumas marcas de .50 não fecha as portas pra Taurus. É do interesse da força nacionalizar armamentos, como o obuseiro L118 light gun de 105mm, mas tem de haver um processo de homologação. É o que a Taurus tem de fazer.
Maior burrice do exército brasileiro ainda estar pensando nesses obuseiros 105mm após o advento dos drones no conflito ucraniano. Vão ter que se expor muito aos drones FPV para chegar ao alcance do obuseiro. Nem os de 155mm que os ucranianos usam saem impunes, imagine um de 105mm?
E de preferência algum 155/52.
Mais curto, já não serve pra nada, somente pra alvo de drone.
Ah, muito importante: Nada francês!!!!
É este que é o ideal!
Empresas brasileiras se expandindo e absorvendo outras, e não ao contrário, como ocorre por aqui.
Salvo engano o EB utiliza três modelos de “.50”, mas não tenho ideia da quantidade, será que chega a 500?
Claro que ideal é que essas metralhadoras fossem fabricadas no Brasil, contudo seria necessário um investimento alto para um baixo número de metralhadoras adquiridas, o que tornaria o preço unitário bastante elevado.
Como o EB tem uma infinidade de carências (fuzil, pistola, metralhadora leve, etc), não sei se seria valido esse investimento, nesse momento.
É interessante notar, que uma das .50 padronizadas pelo EB, é justamente da fábrica turca Mertsav, a mesma fábrica, que está em processo de aquisição pela Taurus. A Taurus obteve apoio do BNDES para concluir a aquisição.
A .50 turca que o EB padronizou é da Canik, empresa diferente da Mertsav.
Para a .50 sim, mas para a metralhadora do sd at de GC o problema ainda é maior e há uma grande demanda inclusive, o exercito está aposentando o FAP e padronizou a mtr minimi e sequer termos uma licença de produção dessa arma, dependendo de toda uma linha logistica internacional que poderia ser um calcanhar de aquiles para nós.
.50 e Mag sempre importamos, mas armamento de GC (ao meu ver) precisa ser nacional…eu prefiro ver o problema de baixo para cima e não seria grande investimento para fazer isso, talvez um IA2 Pesado para fazer base de fogos.
Excelente, Rafael.
Um dos grandes motivos de adotarmos Fuzil e Pistola nacionais é esse.
Falta a Minimi…
O GC deverá ter o IA 2 com o E2 e E4, e a Minimi 7,62 com o A1 e A2. Tendo 4 7,62 no GC. Os demais com IA 2 5,56.
Foi a solução adotada pra combinar as duas vantagens de calibre, e mitigar as desvantagens, em q pese a logística pro GC ter piorado.
No mínimo 1500. Mais de 1000 apenas para armar os blindados M113 e Guarani.
LMV, M109, Astros e todas as unidades de infantaria também empregam a metralhadora M2HB.
Já vi até caminhão 6×6 do EB armado com M2HB.
Obrigado pela informação.
Achei que fosse menos.
Verdade.
Só Leo (ou seu futuro substituto), Centauro e Cascavel já dá uns 500.
M-113 (ou seu futuro substituto), Guarani, LMV e Art AP… mais uma bordoada.
Mais que cada SU Fuz tem uma. Cada CCAP tem 4, e as outras Armas….
São aproximadamente 584 M113 armados com M2HB.
A família Guarani/LMV herdou as metralhadoras M2HB dos Urutus (mais de 200) e parte das metralhadoras MAG dos jipes de reconhecimento.
Desde 2018 o EB comprou mais de 300 M2HB (200 fabricadas pela Canik). Imagino que esse material foi destinado ao programa Guarani.
Lembrando que o M41 também empregava a M2HB. O EB chegou a operar 300 M41.
Acredito que foi no site Sociedade Militar que mostrou, já faz um tempo, que o EB tinha em posse 1.250 .50.
A matéria era sobre apreensões de armas com o crime organizado, como PCC e CV.
Órgãos de segurança estimavam (e aí não tem como ter certeza) de que ambos os grupos tinham em posse 250 destes armamentos.
Essas torres tem capacidade antidrone? É uma função essencial hoje em dia, e se não tiver que desenvolvam para ontem um upgrade para que venha a ter!
Bem que poderiam desenvolver um lançador, tipo aquela de granada Fumígena, mas com munição antidrone.
Uma munição baseada em esferas de metal ou múltiplos fragmentos para a defesa contra drones pequenos e rápidos.
Poderiam adquirir Marruás ou até mesmo pickups civis armados com armas antidrones.
Os seres humano são mestres na hora de desenvolver armas para matar outros humanos, duvido muito que não conseguiriam criar algo de baixa complexidade para destruir drones.
Eu acho que até um lançador de granada com munição de esferas poderia servir, dependendo do drone…
Eu acho q os GC deveriam levar uma 12 automática pra anti drone.
Aí, pra Pel pra cima, teriam várias soluções.
Um Lança Granada como vc diz, seria um “escopetão”. Teria q ver o alcance útil.
Vi que os EUA estão desenvolvendo uma Mun 5,56, com alcance útil de 100m anti drone. Não sei como ela é.
Estava lendo que o EB já usa um lançador de granada, ele é sul-africano,chama-se Milkor MGL:
O lança-granadas Milkor MGL (40 mm) possui um alcance efetivo de cerca de 400 metros contra alvos pontuais e área. Desenvolvido na África do Sul, este lançador revólver de 6 tiros é capaz de atingir alvos com alta cadência, sendo a munição de baixa velocidade a mais comum.
Alcance Eficaz: Aprox. 400 metros (alvos de área ou pontuais).
Alcance Máximo: Pode chegar a 375-400 metros com munição de baixa velocidade, e até 800 metros com munições de média velocidade.
Cadência de Tiro: 6 tiros em poucos segundos, com capacidade de disparar de 40 a 60 tiros por minuto em situações de combate.
Tipo de Munição: Utiliza granadas de 40 mm (40x46mm baixa velocidade), incluindo alto explosivo (HE), fragmentação e munições não letais.
O MGL é amplamente utilizado por forças especiais e infantaria (incluindo versões americanas como M32) para suporte de fogo rápido e eficaz
Sim.
Eu digo é para uma munição específica anti drone.
Por exemplo, o Carl Gustaf atua de 700 a 1300 m útil dependendo da munição.
Para a munição anti pessoal, “escopetao” de dardos é de 300 m.
Nesse sentido, qual seria o alcance útil de um “escopetao” anti drone de um lança granada? Seria efetivo?
Bem, essa arma que apresentei, sua capacidade é de 6 tiros, com alcance efetivo de até 800 metros com munição de média velocidade, com calibres de 37/38 mm.
Com um cartucho com esferas metálicas, acho que seis tiros daria para abater…
E quando falo em abater drone falo de um drone tipo Geran.
Como essa arma precisa ser recarregada manualmente depois de 6 tiros, essa cadência de 40 a 60/minuto está equivocada.
Você acha que dependendo do drone, seis tiros não poderia ser suficiente para derrubar?
Quando falo sobre tal possibilidade, seria um cenário onde o veículo estaria em movimento, sendo perseguido, não estático.
já criaram um rede para derrubar drones lançados de um lançador de granadas acoplados ao fuzil. E blindado anti aereo só vamos ter quando o sistema astros for modificado com esse proposito. Enquanto isso temos o Cascavel que foi modernizado com o lançador de mísseis MAX 1.2 AC anti tanque
“E blindado anti aereo só vamos ter quando o sistema astros for modificado com esse proposito.”
Então não teremos, pois o Astros é a depender da real capacidade industrial dessa Avibrás renascida, é um produto morto.
Quem sabe tenhamos melhor sorte, com o Guarani e os italianos.
não, porém na LAAD 2025, a ARES lançou uma REMAX antidrone..
https://tecnodefesa.com.br/laad-2025-ares-lanca-remax-antidrone/
Todos os Guarani e Guaicurus, salvo os com torre 30mm (que são poucos), serão equipados com esta torre? E por acaso ela pode ser utilizada com lançadores de granadas 40mm?
Apenas em torno de 20% a 30% utilizaram esta torre, nos demais serão utilizadas a PLATT MR550 / ARES REMAN.
Para a REMAX, por enquanto, estão homologados apenas as metralhadoras 7.62mm e 12.7mm.
Importante lembrar q nós Pel Fuz são 2 dos 4 carros com REMAX.
Nos Pel CMec, 1 dos 2.
Aí tem os Guaranis de apoios.
Por isso, menos de 50%.
Inicialmente.
Parabéns, o EB oficializou a reserva de mercado, mais uma, da Elbit, via Ares…
Qual seria a tua proposta alternativa?
A Remax foi desenvolvida em parceria como Centro Tecnológico do Exército (CTEx), logo outras empresas deveriam ser capacitadas nessas tecnologias, para por meio de concorrência poderem oferecer o produto às ffaa.
A ideia seria de que uma vez expostas a essas tecnologias, essas outras empresas poderiam modela-la de formas diferentes, como formas de melhorar o desempenho e/ou baratear o produto.
Claro que essas empresas uma vez tendo absorvido essas tecnologias, teriam que fornecer uma prova da capacitação obtida, apresentando a sua versão da Remax ao mercado.
Os caras quando governaram o país chegaram a proibir computador da IBM para proteger a indústria nacional, isso daí é o esperado.
Mas que não pode e menos ainda, não deve ser normalizado.
Excelente notícia!
Entretanto, falando do projeto VBTP-MR em si, uma crítica que podemos fazer é que ainda importamos da Argentina o motor e partes do subchassis. Isso faz sentido para os CEOs da Iveco, mas não faz sentido em termos de soberania nacional e BID, que são objetivos centrais de todo esse projeto.
Já foram mudadas para serem produzidas no Brasil
Off-Topic:
Comitiva do Corpo de Fuzileiros Navais visita instalações da IDV na Itália
Uma comitiva do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), da Marinha do Brasil (MB), liderada pelo comandante-geral, almirante de esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga, realizou em 15 de abril uma visita institucional às instalações da IDV, empresa do grupo Leonardo, em Bolzano, Itália.
A delegação foi recebida por representantes da empresa, incluindo o CEO da IDV LATAM, Humberto Spinetti, que apresentou o portfólio de produtos e as capacidades industriais da companhia.
Durante a visita, foram apresentadas as viaturas blindadas 8×8 Centauro II e SuperAV, além do Iveco MTV (Veículo Tático Médio), designação militar Manticore, classificado como veículo de mobilidade de infantaria.
O Iveco SuperAV serviu de base para o VBA (Veicolo Blindato Anfibio), empregado pela Marinha Militar Italiana, e para o Veículo de Combate Anfíbio (ACV), desenvolvido para o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC).
Espero chegar a hora de ver um Guarani com sistema de mísseis de defesa aérea.
Ou quem sabe o Irmãozinho dele,o SuperAV,que é 8X8
Só não podemos ficar parados, até os russos, com oque aprenderam na Ucrânia, estão investindo em sistemas de mísseis terra-ar de curto alcance para defesa aérea territorial.
O KRONA-E foi projetado para proteger unidades militares contra ataques aéreos em todos os tipos de situações de combate. O sistema, com capacidade para operar em quaisquer condições climáticas, é ideal para proteger as seguintes instalações contra ataques aéreos:
Instalações governamentais importantes Carga especial em áreas de armazenamento Estruturas de comunicação estratégicaLocais de preocupação primáriaInfraestrutura urbana.