EUA aprovam possível venda de mísseis AIM-9X Sidewinder Block II para a Lituânia em pacote de US$ 214 milhões
NASAMS
O governo dos Estados Unidos aprovou uma possível venda militar estrangeira à Lituânia envolvendo mísseis AIM-9X Sidewinder Block II e equipamentos associados, em um pacote estimado em US$ 214 milhões. A decisão foi tomada pelo Departamento de Estado e formalizada por meio de notificação ao Congresso norte-americano, dentro do processo de Foreign Military Sales (FMS).
Segundo a notificação, a Lituânia solicitou 152 mísseis táticos AIM-9X Block II adicionais, além de oito unidades táticas de guiagem, seis mísseis cativos de treinamento, serviços de engenharia, apoio técnico e logístico e outros elementos de suporte ao programa. Esse novo lote será somado a uma compra anterior, abaixo do limite de notificação ao Congresso, avaliada em US$ 19,5 milhões. Combinadas, as duas aquisições totalizam 168 mísseis táticos AIM-9X Block II, 10 unidades táticas de guiagem e seis mísseis de treinamento.
Washington afirmou que a proposta busca reforçar a segurança de um aliado da OTAN considerado importante para a paz e a estabilidade na Europa. Na avaliação oficial dos EUA, a venda ajudará a melhorar a segurança da Lituânia, contribuirá para a estabilidade política e o equilíbrio militar regional e não alterará o balanço militar básico na região. O principal contratado previsto para o fornecimento é a RTX Corporation, sediada em Arlington, Virgínia.
Do lado lituano, o Ministério da Defesa destacou que os mísseis são compatíveis com o sistema de defesa aérea NASAMS e deverão reforçar a arquitetura de defesa antiaérea em camadas do país. Segundo o governo lituano, a aquisição também amplia a capacidade do país e da própria OTAN de enfrentar ameaças aéreas no flanco leste da aliança.
A nova aprovação insere-se em um movimento mais amplo de reforço das defesas aéreas dos países bálticos, diante do ambiente de segurança cada vez mais tenso no leste europeu. Para a Lituânia, o negócio representa mais um passo na ampliação de seus estoques de interceptadores e no fortalecimento de um sistema de defesa aérea que vem ganhando peso crescente desde o início da guerra na Ucrânia.■
