Índia: DRDO apresenta novas plataformas blindadas avançadas sobre lagartas e rodas
A Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa da Índia (DRDO) apresentou em 25 de abril, em Ahilyanagar, Maharashtra, suas novas Advanced Armoured Platforms nas versões sobre lagartas e sobre rodas.
A cerimônia foi conduzida por Dr. Samir V. Kamat, secretário do Departamento de Defesa (P&D) e presidente da DRDO, e marcou a apresentação oficial de veículos desenvolvidos pelo Vehicles Research & Development Establishment (VRDE) para atender às necessidades operacionais emergentes das Forças Armadas indianas.
Segundo o Ministério da Defesa da Índia, as duas plataformas foram projetadas para cumprir missões de veículos de combate de infantaria e de transporte blindado de pessoal. Ambas receberam uma torre não tripulada de 30 mm, de desenvolvimento nacional, com capacidade para lançamento de mísseis anticarro (ATGM).
Os veículos contam ainda com motor de alta potência, transmissão automática, alta relação potência-peso, maior capacidade de superar obstáculos e proteção STANAG nível 4 e 5, com blindagem modular contra ameaças balísticas e explosivas. A DRDO também destacou a capacidade anfíbia, obtida com o uso de hidrojatos, como um dos diferenciais voltados aos futuros campos de batalha.
O governo indiano informou que o projeto já nasce com 65% de conteúdo nacional, com meta de chegar a 90%, e que a fabricação dos protótipos foi realizada em parceria com a Tata Advanced Systems Limited (TASL) e a Bharat Forge Limited (BFL), com apoio de diversas pequenas e médias empresas. Para Nova Délhi, o programa reforça a estratégia de ampliar a base industrial de defesa do país ao mesmo tempo em que desenvolve uma nova geração de blindados mais adaptáveis, protegidos e adequados a operações em múltiplos cenários.■


Bom pra Índia que vai consolidando a estratégia “make in Índia”, e de quebra vai passando de consumidora à fornecedora.
Qual a dificuldade do Brasil fazer uma parceria com a Índia e iniciar um projeto de construção sob licença de um MBT?
Bom dia Caro Antunes, a Índia tem ótimos projetos em todos os segmentos e sinceramente eles não precisam de nós ….muitos aí vão pensar agora….mas Índia não tem isso….pois bem, a Índia é capaz de colocar um projeto em andamento para diminuir o GAP com muito mais recursos e pessoal qualificado que nós e até muitos outros países até de primeiro mundo…exemplo…
Supondo que o projeto de avião cargueiro seja estimado que fique pronto em 10 anos, a Índia é capaz de fazer isso em 3 anos….digo isso pois já trabalhei com indianos na parte de tecnologia e sim, é surreal…um outro exemplo disso é esse blindado da matéria, ele usa um motor Cummins por exemplo, mas ele já está operando e estão desenvolvendo um outro motor para esse blindado, eles não vão parar o projeto por esse impeditivo, o que é impeditivo para alguns para eles é só um desafio, eles vão avançar e vão entregar o projeto.
E isso vai além da percepção pela maioria do ocidente…por incrível que pareça até os americanos ficam surpresos quando falam do tema Índia x Defesa, “os indianos tem isso?”
Suponhamos que ambas nações estivessem trocando tecnologias, o problema que a Índia quer exatamente o que nós queremos, eles querem gerar empregos na Índia, o Brasil quer gerar empregos no Brasil….dessa forma não conseguimos entrar em um consenso.
na verdade nem parceria a gente precisava fazer, temos totais condições de desenvolver esses veículos aqui, já fizemos nos anos 70, 80 e 90, mas o que nos falta é interesse.
A parte de termos condições é um tanto questionável.
Se estiver falando da parte politica/finaceira, não é falta de interesse é que é um risco para o empreendedor/acionista, a demanda das FA é pequena para tal investimento e o governo atual não permite reabrir um mercado que a Engesa tinha.
Se for no quesito técnico um blindado dos anos 70/80 era um conceito trazido da época da segunda guerra com tudo mecanico e bem pouca eletrônica embarcada, os de hoje são incomparaveis na minha opinião.
Dá para contar nos dedos os paises que consegue fazer um blindado com tecnologia 100% nacional, a própria globalização exige que parcerias sejam feitas para contratar certos sistemas da viatura, aí você entrará como um concorrente do produto desses países e novos problemas irão surgir.
Não estou torcendo contra, só quero avisar que o buraco é mais embaixo do que era na época da Engesa.
Corrupção !!! Não tem outra explicação, se fizerem isso não sobra dinheiro para eles .
Qual a dificuldade do Brasil em não depender de ninguém para fazer qualquer coisa essencial à própria defesa??
Parece que nada funciona neste país sem depender do estrangeiro quando o assunto é defesa.
Nem para fazer tecnologia reversa se tem vontade…
Passamos anos com duas NAes e não aprendemos nada.
17 anos com um navio nas mãos e certamente não devem ter sequer pensado em um porta aviões nacional, baseado no projeto francês com melhoramentos…
Vemos a China que comprou um usadão soviético: reformou, botou para funcionar e criou uma embarcação baseada nele,o Shandong .
Aqui nem para ter competência para fabricar um similar de uma Metralhadora Browning .50 temos…
Não sei o por que da existência desses centros tecnológicos de Excelência do EB,MB e FAB…
projeto temos o problema é liberarem verba para isso, apenas vamos nos lembrar do PAEMB
Então se falta grana para grandes projetos, falemos de algo mais simples:
Metralhadora .50!
A metralhadora Browning(.50 cal):
O projeto original foi concebido perto do fim da Primeira Guerra Mundial (c. 1918) e testado em 1921.
A versão finalizada (M2HB – cano pesado) entrou em produção/serviço por volta de 1932-1933.
O design da metralhadora tem cerca de 93 a 95 anos.
O Exército Brasileiro utiliza as metralhadoras Browning de calibres .50 e .30 há muitas décadas, com a introdução mais expressiva ocorrendo durante a Segunda Guerra Mundial (1942-1945), quando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi equipada pelos Estados Unidos.
décadas usando uma arma e nunca tiveram a vontade, a pretensão de criar um produto próprio…
O Exército Brasileiro possui centros tecnológicos e de pesquisa focados no desenvolvimento e produção de armamentos e sistemas de defesa, sendo o principal deles o Centro Tecnológico do Exército (CTEx). Localizado no Rio de Janeiro e subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) e atua na pesquisa, desenvolvimento experimental e aplicação de novos materiais militares.
O Centro Tecnológico do Exército tem mais de 45 anos de existência,será que nunca pensaram em desenvolver tal arma?
A índia não é os EUA ou Europa.
A capacidade industrial militar indiana, é o resultado de qndo se entende que ToT não resolve todos os problemas e nem atende todas as necessidades.
A hora de por a mão na massa e criar a tecnologia necessária, sempre chega.
O que para o Brasil e sua BID, viciada em ToT, é algo intransponível.
Mais uma lição que a Índia ensina não fazemos por aqui! Até quando vamos depender das sobras de outros países para garantir nossa defesa?
Vc esquece de uma questão importante.
Para se ter BID, tem de se ter Base Industrial nacional…. o q não temos…
Como ter BI de Defesa, se não possuímos pro resto?
12 bi para socorrer o falido correios em 2025 e.mais 8 bi em 2026 dava para começar alguma coisa né
– 60 BILHÕES de emendas parlamentares, dinheiro que ninguém sabe direito para onde vai e como é gasto;
– Mais de 40 BILHÕES de rombo na previdência dos militares, sem nenhuma ação para sequer reduzir o prejuízo;
– Mais de 5 BILHÕES em penduricalhos doa supersalários do Judiciário.
Dá para fazer muita coisa.
Qual a alternativa para os correios para entregas de correspondência pelo interior do brasil, tem gente principalmente ídosos que ainda escrevem cartas, e recebem encomendas de parentes, e correspondência e não compras online!
Juro para vocês que acho que já vi esses blindados num desfile Russo a uns anos atrás, como a nova filia de blindados da Rússia, nela apareceu o T-14 e T-15 Armata, um blindado sobre rodas, Bumerangue e um blindado leve/médio sobre lagartas, Kurganets-25!
Esses são iguais a esses blindados indianos!