Babcock apresenta proposta para substituir os veteranos Land Rover do Exército Britânico
A Babcock anunciou que reuniu cerca de 30 fornecedores britânicos em um evento de engajamento realizado no Defence BattleLab, em Dorset, como parte de sua proposta para substituir a atual frota de Land Rover do Exército britânico por uma nova geração de veículos militares off-road. A iniciativa foi apresentada no contexto do futuro programa Light Mobility Vehicle, lançado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido para substituir o veterano utilitário após cerca de 70 anos de serviço.
Para disputar o programa, a empresa desenvolveu, em colaboração estratégica com a Toyota, a família de veículos General Logistics Vehicle (GLV), baseada nas plataformas Land Cruiser e Hilux. Segundo a Babcock, os veículos passarão por modificações militares específicas em suas instalações nas West Midlands, com o objetivo de adequá-los às exigências do serviço operacional.
De acordo com a empresa, a rede de pequenas e médias empresas britânicas terá papel central no fornecimento de componentes especializados para a família GLV, dentro de uma proposta apresentada como uma solução soberana e com forte conteúdo industrial local. O encontro em Dorset também serviu para detalhar requisitos futuros do programa e reforçar a recém-lançada SME Engagement Charter da Babcock, voltada a ampliar o acesso de fornecedores menores ao ecossistema de defesa.
A movimentação ocorre depois de o Ministério da Defesa britânico anunciar, em março, o início da retirada gradual da frota de Land Rover do Exército, com a promessa de substituí-la por milhares de veículos modernos no âmbito do programa Light Mobility Vehicle. A transição marca o fim de uma era para um dos utilitários militares mais associados às forças terrestres britânicas desde o pós-guerra e abre uma disputa industrial que deverá definir o próximo veículo leve de mobilidade do Exército.■

Esse veículo tem como base a plataforma do Toyota Land Cruiser Série 70.
Essa série do Land Cruiser (que já uma lenda para quem pratica overland) é considerada o topo para quem curte um overland pesado (que faz bastante uso de offroad raiz).
As modificações principais feitas estão nos sistemas elétricos, suspensão para uso de mais carga e equipamentos de comunicação.
Esse veículo (Toyota Land Cruiser Série 70) no Brasil, custo acima de R$ 500 mil.
Um Marrua AM 250 fica na mesma faixa.
Infelizmente (para a Agrale e para nós brasileiros), os veículos são incomparáveis. Principalmente no principal requisito para uso em offroad: confiabilidade.
O Marruá, tanto o 250 quanto o 200, são veículos bons. Mas o valor que a Agrale cobra é inviável, no setor privado. Existem opções melhores, mais confortáveis, mais eficientes, com mais tecnologia, com uma rede de reparo mais ampla, e ainda mais baratos que o veículo nacional.
Caramba, que facada o Marua. Pensei que fosse no máximo a metade disto.
depende do modelo, e claro as forças armadas pagam um preço bem menor por comprar nas centenas(já tendo mais de 5 mil veículos Marruá no exército)
Para mim o Marruá poderia ser uma boa opção como viatura ISR para ser equipada com o MAX 1.2 e servir o
Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil.
Ao invés de gastar de US$330.00 a US$370.000 dólares em uma viatura GM Defense Infantry Squad Vehicle (ISV).
Você tem certeza que as Forças Armadas pagam menos?
“Esse veículo tem como base a plataforma do Toyota Land Cruiser Série 70.
Essa série do Land Cruiser (que já uma lenda para quem pratica overland) é considerada o topo para quem curte um overland pesado (que faz bastante uso de offroad raiz)”.
Um veículo usado de forças de segurança a grupos terroristas”renomados”,presente em vários conflitos.
Certamente sua fama o precede!
Mais um registro da decadência de um império, quem diria! O país que já foi dono das mais icônicas marcas, hoje está recorrendo aos carros japoneses para não ficar na mão dos indianos (donos da Land Rover). O Brasil, se não fosse um anão diplomático, poderia tentar oferecer os Marruás nesta, seria uma baita propaganda à AGRALE, caso os ingleses decidissem pelo porco tupiniquim!!
Realmente, a venda da Jaguar Land Hover para a Tata Motors foi uma facada no coração do orgulho inglês.
Mas a fabricante já havia perdido a mão, do ponto de vista pessoal, há tempos.
Até os anos 80, seu foco era veículos agrícolas e militares, como os Land Rover séries 1, 2 e 3. Também já tinha um veículo para uso mais “urbano” com o range hover.
Mas foi a partir dos anos 90 que a marca se consolidou com os lançamentos dos Defender 90 e 110 junto com o Discovery.
Esses veículos ficaram eternizados na Camel Trophy.
Posteriormente e infelizmente, a marca acabou optando por oferecer veículos de luxo com tecnologia de ponta.
E porque perdeu a mão?
Porque veículos de luxo exigem conforto, não só de movimento quanto acabamento interno. Os usuários que buscam isso não fazem questão de colocar seus veículos na lama.
E porque se voltaram para novas tecnologias que estavam modernizando o mercado, principalmente do lado japonês. Ocorre que a fábrica britânica nunca foi reconhecida pela confiabilidade eletrônica de seus veículos.
Não há toa, seus veículos costumam ter um prazo de validade porque, uma vez que a parte eletrônica da problema, os custos de reparo são absurdos.
A nova Defender (L663) até vendeu bem mas, seu objetivo que era resgatar o público offroad, não ocorreu.
O motivo?
Muito conforto, excesso de eletrônica e baixa altura.
Pra piorar, sua estrutura é apenas de monobloco que visa o conforto mas que recebe deformação dependente do terreno
Poderia ter optado por uso de chassi como a grande maioria do mercado.
Ou terem entrado na seara do monobloco como chassi, que teve grande eficiência com veículos 4×4 como TR4, Grand Vitara (GV3) e Bronco (Brasileiro).
Uma pena.
Interessante a análise, muito boa.
A Jaguar e a Land Rover pertenciam à Ford há muitos anos antes da venda para os indianos.
Sim.
E, antes disso, foi vendida para BMW. E foi com esta mudança que se iniciou a migração para um mercado mais refinado.
Mas foi a partir da venda para a Ford que a empresa começou a deixar de atender seu principal público e se voltou diretamente para a classe alta emergente.
Atender que digo foi a evolução contínua de modelos e lançamentos para o público do Defender.
Boa parte disso o culpado foi a grande interferência na gestão original da LR.
Rapaz, se eu tivesse bolso e tivesse que escolher um 4X4, eu escolheria o GWM H9,que recentemente,tornou-se o líder mensal no segmento de SUVs grandes (4×4, 7 lugares), superando o tradicional líder Toyota SW4
Já vi várias matérias sobre ele, e até comparativo com o líder do mercado, o SW4.
Eu acho que no caso do Defender,seria a mesma coisa…
Trambolho horroroso de feio. Lembra um Lada, bombado. Alguma beleza ainda é importante para mim.
Questão de gosto amigo, ele não pode ter o motor da SW4,mas a mecânica e robusta.
E se o H9,não faz feio,a linha Tank deixa alguns SUV passando vergonha.
https://www.youtube.com/watch?v=qnyH_rsgGc8
https://www.youtube.com/watch?v=8HuwE_Qqz8Y
https://www.youtube.com/watch?v=069-9m7sEEk
https://www.youtube.com/watch?v=kbDWt3eI0EA
Já andei com ele em ambiente offroa decente e digo que tem que evoluir muito para chegar numa Hilux, Frontier, Ranger ou Pagero em termos de performanc nesse tipo de terreno.
Existe dois pontos ai.
1. Tem excesso de eletrônica. Se for fazer alguma travessia de rio, é preciso cuidar não apenas com profundidade mas também com.velocidade do fluxo.O maior inimigo dos componentes eletrônicos é a água.
2. O ponto principal de quem realmente compra um veículo 4×4 e que vai utiliza-lo para o que foi feito: confiabilidade. A toyota fabrica veículos 4×4 robustos há decadas e e tem concessionárias diversas na AL além de uma vasta rede de tecnicos que conhece sua mecânica. Tem muito chão pro H9 ganhar confiança desse meio.
Mas se for pra andar na cidade e de vez em quando ir num restaurante rural e não se preocupar se chover, é um ótimo carro sim.
Outra coisa importante Adriano.
Sem tirar o mérito dos carros chineses que sim, são muito bons.
A evolução desses carros em 10 anos superou até o dos japoneses nos anos 80 e 90.
Mas se tem um segmento que perdeu a credibilidade, boa parte influenciada pelo investimento massivo das fabricantes chineses em influenciadores digitais brasileiros, foi o de canais especialistas no setor automotivo.
Literalmente, é possível contar nos dedos os que realmente você pode confiar.
Mas reforço, são ótimos carros pelo que oferecem: alta tecnologia x custo.
Nenhuma outra fabricante conseguiu nem chegar perto disso.
Reflexo de um país que tem uma formação anual absurda de engenheiros (importante: de alto nível) somado ao bilionário fomento (subsídios + investimentos + crédito com juros baixos) do Estado neste setor.
“Nenhuma outra fabricante conseguiu nem chegar perto disso.
Reflexo de um país que tem uma formação anual absurda de engenheiros (importante: de alto nível) somado ao bilionário fomento (subsídios + investimentos + crédito com juros baixos) do Estado neste setor”.
E os chineses estão investindo,já apareceu até uma versão”fardada” do Haval H9.
Se não bastasse seu esforço para abocanhar o mercado civil, estão de olho na fatia estatal…
Um problema para esses veículos para o mundo offroad e overlander é a confiabilidade e facilidade de reparo.
Se você quebrar uma pajero, SW4, defender em qualquer ponto da América do Sul, vai ter alguém que sabe o que fazer, vai ter alguma peça que se adapte. Coisa que não acontece nesse veículo.
Os modelos Land Cruiser do final dos anos 90 e início dos anos 2000 tinham alguns parafusos iguais em algumas partes do veículo, mesmo sem precisar. Ocorre que, se um parafuso de um tensor de alternador ou polia se perder ou quebrar, era possível tirar outro igual de algum lugar irrelevante para o funcionamento do carro, colocar lá e sair andando. Tinham várias dessas preocupações no projeto.
A hilux sempre teve furações para prender guincho elétrico na parte frontal do chassis. Quase todos esses carros tem alguma preparação de fábrica, esses chineses eu não sei se tem.
Como é uma chegada recente, eles contam somente com 150 pontos de revenda/assistencia no país…
muito pouco ainda.
Só porque a Land Rover não é mais de capital britânico… Vamos de japonês disfarçado de inglês…
Land Rover já era da Ford em 2000 e poucos. O fusion tinha cara de aston martin, que usavam velas de ignição do ford focus, por exemplo. A defender da época usava o motor utilizado nas vans Ford (em algumas ranger também).
Land Cruiser e Hilux são os “technicals” mais cobiçados do mercado, não importa se você é um soldado conscrito ou profissional, operador de forças especiais, ou um jihadista islâmico.
A Babcock está apenas sendo realista.
e talvez seja made in Portugal…
Pelo visto, o Land Rover Defender foi preterido por veículos japoneses…