Reza Talaei-Nik

Reza Talaei-Nik

O Irã afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos já não são mais capazes de “ditar” o que outros países devem fazer, enquanto Washington analisava uma nova proposta de Teerã para desbloquear o Estreito de Ormuz.

O Irã efetivamente bloqueou essa via marítima estratégica desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, provocando ondas de choque nos mercados globais de energia e colocando o estreito no centro das negociações para encerrar o conflito.

“Os Estados Unidos já não estão em posição de impor sua política a nações independentes”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Reza Talaei-Nik, segundo a TV estatal, acrescentando que Washington “aceitará que deve abandonar suas exigências ilegais e irracionais”.

Embora um cessar-fogo tenha interrompido os combates entre Irã, EUA e Israel, as negociações para alcançar uma solução permanente do conflito não têm produzido resultados.

A proposta em análise em Washington supostamente reabriria o Estreito de Ormuz — uma rota vital para o transporte global de petróleo e gás — enquanto as negociações mais amplas sobre a guerra prosseguem.

Talaei-Nik, falando antes de uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, afirmou também que o Irã está “pronto para compartilhar suas capacidades militares defensivas com países independentes, especialmente os Estados-membros” da SCO.■


Inscrever-se
Notificar de
guest

32 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
JuggerBR
JuggerBR
20 dias atrás

Não acho que falar verdades inconvenientes como essa vão ajudar a resolver o problema. Todos sabemos que Trump errou demais ao começar esse conflito e que não tem saída a não ser recuar ou ir para o tudo ou nada.
Mas jogar isso na cara dele só escala o problema. Se essa é a intenção do iranianos, boa sorte…

Sulamericano
Sulamericano
Responder para  JuggerBR
20 dias atrás

Os EUA querem sentar na mesa de negociações como se tivesse uma arma apontada para a cabeça do Irã. Isso não é negociação em parte alguma do mundo.

Penso que não faz parte das negociações querer que o Irã meça as suas palavras só porque está lidando com uma criança birrenta, vaidosa, demente e narcisista de quase 80 anos 

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Responder para  JuggerBR
20 dias atrás

Tambem acho. Ficar de bico fechado é melhor.

BraZil
BraZil
Responder para  JuggerBR
19 dias atrás

Concordo. O uso calculado e medido das palavras é muito importante no mundo da diplomacia. Sabemos que os EEUU podem derrubar o regime Iraniano se se empenhar e houver união entre governo e oposição. O problema é que os EEUU começaram a SUA “operação especial” de forma totalmente errada. Sem plano B e confiando cegamente em planos e previsões mal feitas e que a máquina de guerra americana foi mal dimensionada nos últimos 30 anos, se tornando inadequada para o tipo de guerra que o Iran propõe. Fato que aliás, deve estar sendo apreendido por outros de seus potenciais adversários mundo afora. O Iran deve focar no momento em duas coisas: garantir que na fase DOIS dessa guerra, que virá, tenha um desempenho tão bom, quanto na fase UM e ser diplomático e parecer mais com “vítima” e menos com “radical barbudo, que ameaça o status quo ocidental”. Será muito mais inteligente e enquanto isso, negociar bons termos, pois se os Yankes vierem com tropas em terra, derrubam esse regime em meses e depois? Só Allah sabe o que virá. Não deduzam por essas linhas que torço pelos Americanos, sou apenas realista. Na verdade, torço apenas pelo Vasco, nem pelo Brasil mais…

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  BraZil
19 dias atrás

“Uma nação inteira morrerá essa noite”.
Realmente, foram palavras muito bem calculadas, habilmente manejadas pela diplomacia.

BraZil
BraZil
Responder para  Comte. Nogueira
18 dias atrás

Concordo. Trump sempre sabe o que falar e a hora certa.

Sulamericano
Sulamericano
20 dias atrás

Realmente os EUA não sabem como vão sair desse imbróglio em que eles próprios criaram e arrastaram o mundo inteiro junto.
Recentemente, um jornal (não me lembro qual) listou quatro possíveis alternativas para os EUA: negociar, recuar, manter a guerra ou escalar o conflito.

O problema é que nenhuma dessas alternativas é boa, seja para a imagem dos EUA, seja para a do próprio Trump.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Sulamericano
20 dias atrás

A negociação emperra quando entra em cena o fator Israel.

Felipe M.
Felipe M.
20 dias atrás

Que tiro no pé, cara. No episódio anterior, do ano passado, os iranianos saíram acachapados. Questionava-se onde teriam ido parar a força aérea iraniana e sua defesa antiaérea. Onde estavam os milhares de mísseis.
Dessa vez, acharam o mapa da mina. Mesmo sem conseguir fazer frente às incursões aéreas, conseguiram desgastar politicamente de uma forma, que agora, ao que parece, são os americanos que estão fazendo de tudo pra negociar. E o pior, o caminho está consolidado até que existam alternativas: 1) Desgastar os aliados e os interesses na região; 2) Fechar o estreito de Ormuz.

Quanto ao primeiro ponto, difícil encontrar alternativa. Ao menos a nível regional, os mísseis iranianos podem mesmo causar dissuasão. Quanto ao segundo, há soluções na engenharia e tecnologia. Há dinheiro pra isso. Mas nada de curto/médio prazo.

Creio que muito por falta de informações, mas não vejo falar de danos substanciais na economia iraniana muito além do que já se tinha com as sanções e bloqueios. Evidentemente, sem considerar os custos de uma reconstrução do que foi destruído.

Por outro lado, o que não parecia difícil de se impor (restrições ao programa nuclear), seja pela imposição negocial ou bélica, agora parece, cada vez mais, aberto a negociação diplomática. Não vou me espantar se conseguirem sair disso aí com um programa nuclear civil oficialmente avalizado pelos EUA.

Que ação atabalhoada.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
20 dias atrás

País soberano e com uma resiliência excepcional.

Soberania não se negocia; essa é a diferença abissal para os povos que se submetem como colônias.

Diferença também abissal entre uma civilização milenar e um país que é governado desde sempre por uma oligarquia cleptocrática, imperialista e genocida.

Emmanuel
Emmanuel
Responder para  Bode Krasniy
20 dias atrás

O Irã é uma ditadura. Mata mulheres que não querem usar um véu. Não é uma questão de soberania mas de mostrar que regimes como esses não cabem mais no mundo em pleno século 21.

Alexandre Costa
Alexandre Costa
Responder para  Emmanuel
20 dias atrás

Mas nações genocidas como EUA e Israel não cabem mais no mundo em pleno século 21 também. A ação dos EUA foi desproporcional.

Aliás, o regime da Arábia Saudita é pior que do Irã. Quando começarão os ataques a este país?

Sério, se você ainda acredita que esta guerra é por causa do regime, eu sugiro você estudar um pouco mais sobre geopolítica.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Alexandre Costa
20 dias atrás

Isso sem falar de outros conflitos em outras partes do mundo, que ninguém fala nada, porque não há riquezas naturais a serem roubadas. O que estão fazendo em Ruanda, por exemplo, ou na Armênia…

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Alexandre Costa
20 dias atrás

Quem defende EUA e Israel não se importa com seus crimes de guerra e contra a humanidade em série; normalizaram a usurpação de territórios, limpeza étnica e genocídio; em pleno século XXI ambos tem práticas que lembram o regime alemão de 1933-1945.

Pelo menos deixam claro o que pensam.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Alexandre Costa
19 dias atrás

Mandou bem, Alexandre Costa!

Tem gente que só reproduz o que a mídia pró tio Sam fala. Não estudam.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Alexandre Costa
19 dias atrás

Ser aliado incondicional dos EUA, implica até em deixar passar batido o picadinho de jornalista que foi feito na embaixada da Arábia Saudita na Turquia…

BraZil
BraZil
Responder para  Alexandre Costa
18 dias atrás

“O regime da Arábia Saudita é pior que o do Irã”. Só mesmo quem houve o Robinson, espalha essa verdade a torto e à direito, sem parar para analisar. Só para ficar em um exemplo e não me alongar: Há uma diferença abissal entre o modo como um governo trata seu próprio povo (direito a voto, direito a dirigir, direito das mulheres etc. Melhor ou pior, essa sociedade é que deve buscar mudança) e o modo como esse governo se posiciona oficialmente em discursos e para a imprensa mundial, sobre uma outra nação soberana e democrática, dizendo que esta “não tem direito a existir”. Ora bolas, é mesmo? Nem os Nazistas disseram isso de outra nação. Gostem mais ou menos de Israel, esse é um dos maiores absurdos em termos de discurso OFICIAL político, que eu já vi e jamais deve ser relativizado. Alguém duvida que posições oficiais como essa contribuem para endurecer mais ainda as posições de Israel, que já é um peixe fora da água, com cultura única, religião única e idioma único, em sua região e vive preso entre potenciais inimigos por todos os lados?. É muito fácil para nós Brasileiros criticarmos posicionamentos firmes de outras nações que buscam SOBREVIVER, pois aqui, onde por sinal, somos os únicos a falar Português e termos uma “cultura não Andina”, se todas as nações sul americanas fossem nossas inimigas, ainda estaríamos melhor que Israel, pois aqui a maioria dos atacantes usariam estilingues e viriam montados em Lhamas contra nós. Por último, pergunto aos desinformados: se vocês fossem obrigados a escolher entre o Iran e a Arábia Saudita, para viver, escolheriam quem? Eu nem pensaria duas vezes.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Emmanuel
20 dias atrás

Tu não tem ideia como é a sociedade multiétnica e como funciona a estrutura de poder no Irã. Só está repetindo o que vê na mídia anglosionista.

O Irã é anos-luz mais democrático que os EUA e Israel; o primeiro governanado por uma oligarquia cleptocrática e o segundo um regime colonial, de segregação, usurpação e limpeza étnica.

Mas enfim, está claro para a maior parte do mundo quem é quem; cada vez mais EUA e Israel são Estados pária.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Bode Krasniy
19 dias atrás

Explica aí a democracia onde 40 por cento da população vota, em candidatos pre escolhidos pelo regime.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Carlos Campos
19 dias atrás

Fonte?

E o teu conceito é o da democracia liberal ocidental: voto, apenas.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Bode Krasniy
19 dias atrás

https://www.aljaze era.com/news/li veblog/2024/6/29/ iran-presidential-election-results-liv e-vote-count-under-way-a-tight-race
Taí, da Al Jazeera, agora me explica

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Carlos Campos
19 dias atrás

Mídia do Quatar,como referência sobre o Irã?

Sério?

Quem sabe tu posta da Arábia Saudita ou Emirados Árabes…

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Carlos Campos
19 dias atrás

É a descrição perfeita do sistema democrático perfeito:
sistema bipartidário, com fortes barreiras para o real exercício de outros partidos menores; voto indireto, ou seja, o eleitor vota num delegado do partido e este é que vota no candidato indicado pelo partido…
Ou seja, nem de longe passa pelo sistema de sufrágio universal.
Enfim, é bem mais complicado que isso, mas é o que cabe nessas poucas linhas.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Comte. Nogueira
19 dias atrás

Tenho minhas criticas ao sistema americano, mas dizer que o Irã é mais democrático é burrice, é como falar que não precisamos de foguetes para chegar na lua, um EMBRAER E2 pode fazer isso

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Carlos Campos
19 dias atrás

Tu não sabe nada sobre o Irã fora o que vê na mídia dos EUA ou sua satélite no Brasil.

Óbvio.

Os EUA é um dos países menos democráticos do mundo.

Tem uma bizarrice eleitoral onde quem ganha no voto pode perder a eleição.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Comte. Nogueira
19 dias atrás

Os EUA é uma oligarquia biapartidária, nada mais. O sistema esta de tal modo estruturado que JAMAIS um força independente das duas facções do regime chegará ao poder.

E aposto qualquer coisa que 99% de quem defende os EUA no Brasil não sabe explicar seu sistema “eleitoral” (que historicamente tem inúmeros casos de fraude que ficaram por isso mesmo).

Além disso a financiamento privado e corporativo é ILIMITADO nos EUA, ou seja, quem manda é o dinheiro, ponto.

O mais curioso é dizerem que num país que até os anos 1960 um negro poderia ser PRESO se sentasse em determinado lugar de um ônibus é uma “democracia”.

Felipe M.
Felipe M.
Responder para  Bode Krasniy
19 dias atrás

Que insanidade alguém escrever um besteirol disso. E o pior é não cair na regra de proselitismo ideológico/político do site.
As democracias de EUA e Israel possuem enormes falhas, que se evidenciam, ainda mais, com um governo patético como o dos EUA, que age com poucos limites das instituições democráticas. De fato, esse governo está escancarando, ao mundo, o quanto as instituições dos EUA não são sólidas como sempre se apregoou.

Mas aí dizer que “o regime iraniano é anos luz mais democrático”. Basicamente, se alguns repetem o que “a mídia anglosionista prega”, você não repete sequer o que a mídia oriental divulga, já que nem eles escrevem uma besteira dessas. Você é um mero repetidor de blogs questionáveis de revoltados ideológicos.

“o primeiro governanado por uma oligarquia cleptocrática”.

E o Irã é, ou era, governado por uma teocracia, sustentado por um braço militar. Ao que parece, essa ordem está se invertendo, com o braço militar passando a ser preponderante na sociedade.

“segundo um regime colonial, de segregação, usurpação e limpeza étnica.”

No Irã não há perseguição, prisão, assassinatos né? Muita cara de pau. Além dos dissidentes, os cursos e outras minorias são super bem tratados pelo regime, certo?

A diferença é que nós EUA e em Israel, há parlamentar se insurgindo contra. Há acionamento do judiciário. Há atividade correcional do agente público que extrapola suas funções. E inúmeros outros instrumentos de limitação do poder estatal. Há inúmeros erros nesse processo? Sim. E nunca esteve tão claro.

Mas isso está a um mundo de diferença do que acontece no Irã.

E isso sem nem entrar no mérito das questões de escolha política, alternância de poder e pluripartidarismo. Aliás, o atual presidente americano não é o mesmo que perdeu uma reeleição? Quantas eleições o Aitolá supremo disputou? Quantas perdeu? E os membros do topo da guarda revolucionária?

Sério, é inacreditável que isso que você escreve não caia em proselitismo ideológico. Se isso não é, precisamos alterar o significado da palavra proselitismo.

Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Felipe M.
19 dias atrás

Nem vale apena perder muito tempo; tu só repetiu as pérolas que vê na mídia anglosionista.

Ao tempo que legitima os regimes criminais dos EUA e Israel.

Tu não tem a mínima ideia de como funciona a estrutura de poder iraniana. E sim: é muito mais democrática que a dos EUA.

E Israel é uma teocracia oficial, por lei, desde 2018; além de ser o único país no mundo que tem cidadãos de segunda classe por lei também, ou seja, segrega a população, além do apartheid nos territórios que ocupa ilegalmente.

E o teu ódio ao Irã defender sua Soberania, país que nunca fez nada contra o Brasil, é unicamente por causa dos interesses da oligarquia dos EUA e do regime sionista genocida de Tel Aviv.

Os crimes contra a humanidade de ambos são bem conhecidos; logo, legitimá-los é opção consciente.

Última edição 19 dias atrás por Bode Krasniy
Felipe M.
Felipe M.
Responder para  Bode Krasniy
18 dias atrás

Proselitismo ideológico, nada mais que isso.
Puro esgoto repetido por blogs de inúteis revoltosos.
Para concluir, criticar um aspecto de x, não significa validar y. Aliás, sequer significa reprovar 100% de x. Isso de 8 e 80 é pra quem tem a mente limitada e tem o pensamento binário. A única binaridade correta é: O certo é o certo, o errado é o errado. E isso independente de você escolher ser um abanador de pompom pra país alheio.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Emmanuel
19 dias atrás

Noossa senhora, vai fazer os deveres de casa vai.

Marcelo
Marcelo
Responder para  Emmanuel
19 dias atrás

Quem é você para decidir o que é bom para outros povos ?
Respeite a cultura e a regras de outros povos.
Aqui no Brasil se mata mulher por qualquer coisa.

George A.
George A.
19 dias atrás

O Irã tem a seu favor as midterms chegando, por isso não vai aceitar qualquer acordo ou dar alguma vitória, mesmo que simbólica, pro Trump a troco de nada.