Cerimônias na Itália celebram os 81 Anos da Campanha da Força Expedicionária Brasileira
Itália – No período de 23 a 26 de abril de 2026, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi homenageada no contexto dos 81 anos de sua campanha, durante a Segunda Guerra Mundial. As atividades foram conduzidas pelos municípios das regiões da Toscana e Emília Romana, onde a FEB operou, em coordenação com a Aditância de Defesa e do Exército Brasileiro na Itália (AdiDefEx Itália).
No dia 23 de abril, foi realizada uma cerimônia no Monumento Votivo Militar Brasileiro (MVMB), em Pistóia, em homenagem aos heróis brasileiros que tombaram durante a Segunda Guerra Mundial. Na oportunidade, foi realizada a entrega da Medalha Tributo à FEB a personalidades italianas que têm contribuído para a preservação e divulgação da Força Expedicionária.
No mesmo dia, na região conhecida como “Marginetta”, local onde a FEB instalou o Depósito de Pessoal e um campo de treinamento, foi realizada uma homenagem aos cidadãos italianos que ajudaram na recuperação da Capela dedicada à Nossa Senhora Aparecida, construída pelos “pracinhas”. Durante a cerimônia foi realizada a bênção da imagem da Nossa Senhora Aparecida, doada pela família Uguccioni, de Montese.
Na manhã do dia 24 de abril, foi realizada, em Porreta Terme, uma homenagem ao Marechal Mascarenhas de Moraes, Comandante da FEB. O Posto de Comando da FEB operou, de 2 de novembro de 1944 a 11 de março de 1945, na histórica estrutura do Hotel Roma.
Ainda na manhã do 24 de abril, foi realizada uma atividade conjunta entre a Escola Augusto Righi de Montese e a AdiDefEx Itália. Os alunos entoaram a Canção do Expedicionário e, na sequência, participaram de uma atividade interativa sobre fatos e curiosidades relacionados à participação da FEB na campanha da Itália.
Na tarde do mesmo dia, em Gaggio Montano, junto ao Monumento Liberazzione, foi realizada uma homenagem aos 96 bravos soldados que caíram durante os ataques ao Monte Castelo até a sua conquista, em 21 de fevereiro de 1945.
Encerrando as atividades do dia 24 de abril, no município de Lizzano in Belvedere, foi realizada a inauguração de uma placa em homenagem ao Destacamento Olivier, que operou na região no período de 27 de fevereiro a 28 de março de 1945.
O dia 25 de abril, dia que é celebrada a liberação da Itália, foi dedicado às atividades em Montese. Além das tradicionais cerimônias em homenagem ao Aspirante Mega, ao Tenente Ari Rauen e ao Sargento Max Wolff Filho, junto aos seus monumentos, do desfile cívico pela cidade e cerimônia no Largo Brasil, foi realizada a inauguração de uma placa em homenagem ao Tenente Iporan e ao Sargento Nestor, heróis da Batalha de Montese, e de um mural dedicado à FEB.
No dia 26 de abril, foram realizadas solenidades no município de Sassuolo, liberada pela FEB em 23 de abril de 1945; na cidade de Albinea, onde o 1º Esquadrão de Reconhecimento entrou em 24 de abril de 1945; na região de Pontescodogna (Collecchio), local onde ocorreu a rendição incondicional da 148º Divisão de Infantaria alemã, no dia 28 de abril de 1945; na região de Neviano di Rossi (Fornovo de Taro), junto à Igreja da Purificação, paróquia do Padre Alessandro Cavalli, que auxiliou nas negociações para a rendição dos alemães; e Felegara (Medesano), um dos pontos de recolhimento de pessoal e material capturados.
Destaca-se que, em Albinea, a prefeitura realizou a inauguração de um painel que faz referência à chegada do 1º Esquadrão de Reconhecimento, em 24 de abril de 1945.■
FONTE: Aditância de Defesa do Brasil na Itália



Muito ! Parabéns aos envolvidos.
Homenagem (mais que merecida) aos heróis brasileiros que tombaram durante a Segunda Guerra Mundial.
Infelizmente, devido a forma como História é abordada nas escolas brasileiras, a atuação da Força Expedicionária Brasileira é tratada de maneira superficial ou nem é abordada. Grande parte da população brasileira desconhece completamente esse acontecimento.
Além disso, diferente do que acontece nos EUA, Rússia, China, etc, no Brasil não existe valorização da “memória militar” e dos heróis que combateram na Itália.
Tinha que ser feriado aqui, um dia da vitória, só assim pra despertar a curiosidade do brasileiro para saber disso, já que se cria tanto feriado, que se cria esse.
Em algumas cidades, como em Mogi das Cruzes (onde nasci) eu sei que existem propostas de ser. Quem também visitar Curitiba, eu recomendo o museu do Expedicionário.
Nem Vargas que decidiu mandar eles pra lá valorizou imagina se alguém agora vai valorizar.
É muito belo ver as crianças italianas cantando o Hino da FEB em gratidão pelo que nossos pracinhas fizeram no passado.
Enquanto ingleses e americanos seguiam suas regras de não alimentarem os cidadãos famintos, os brasileiros foram humanos apesar do horror da guerra.
Fake news, Adriano. Essa regra só valia para a Alemanha. A idéia era providenciar recursos, inclusive comida, com a população apenas após a rendição final Alemã. Na Itália compartilhava-se comida desde que não faltasse para as tropas em combate, do mesmo jeito que a FEB fazia. A maioria dos soldados aliados compartilhava o que excedia normalmente.
A diferença entre a FEB e os outros exércitos aliados, é que a iniciativa normalmente não partia de indivíduos ou grupos de soldados, mas sim de unidades inteiras, que se organizavam para alimentar a população. Isso ocorreu em outros exércitos sim, mas de forma menos frequente. Todos os exércitos aliados que libertaram cidades na Itália e outros países, também são homenageados.
mas eu vi o documentário e um vídeo dos pracinhas, aqui no youtube falando sobre isso.
https://www.youtube.com/watch?v=8uwasGmCFUQ
ITALIANO: Os Brasileiros nos protegiam, davam comida e traziam alegria ao nosso povo.
https://www.youtube.com/watch?v=hrxSCoQr0gE
Eu assisti um minidocumentário chamado “Grazie Soldato”.
https://www.youtube.com/playlist?list=PLnkYkTv4HbMZHYLuJsLWhQt1VGQN-Hu5h
Força Expedicionária Brasileira – Heróis Sempre Lembrados
https://www.youtube.com/watch?v=s7RWE-C_IbY&list=PLnkYkTv4HbMYVumO7KDRl2c7lNXPn3_qj
Já assisti a alguns documentários e filmes sobre essa relação intrínseca entre os soldados da FEB e os italianos. E enquanto aqui esqueceram de quase todos… Lá, quem sobreviveu, jamais esqueceu! Quem sofre calamidades e tem uma mão amiga para ajudá-los, jamais esquece. Daqui a 119 anos, quando tudo completar 200 anos do fim da WWII, as gerações seguintes continuarão a se lembrar dos pracinhas que tombaram e daqueles que deixaram saudades por lá. Aqui? Se não cuidarmos pela memória do que ocorreu, ninguém saberá…
A Cobra fumou!!! Parabéns a FEB!!!
A gente precisa sempre lembrar nossos feitos na Itália
O tempo de lembrar já foi desperdiçado,dados atualizados do Censo Permanente da FEB em março de 2026, apenas 27 veteranos brasileiros da Segunda Guerra Mundial (pracinhas) ainda estão vivos. Dos 25.300 homens que lutaram na Itália pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), os últimos sobreviventes têm idades superiores a 100 anos.
E muito da história se perde ou fica confusa devido a idade dos veteranos, pois a memória já não é mais a mesma,não tão afiada e precisa como antes.
Em algumas regiões italianas, sobretudo aquelas diretamente afetadas pelos combates, a memória da participação brasileira permanece viva. Há manifestações de reconhecimento e gratidão por parte de comunidades locais, com monumentos e cerimônias que lembram a contribuição do Brasil para a libertação do país do domínio nazifascista.
Em certos contextos específicos, esse tema pode até receber mais atenção local do que em muitas escolas brasileiras, o que causa uma percepção curiosa: a de que, em alguns lugares da Itália, a atuação do Brasil na guerra é mais lembrada do que no próprio Brasil. Ainda assim, é importante destacar que isso não é uma regra geral nem representa todo o sistema educacional italiano.
Esse contraste levanta uma reflexão importante: por que um capítulo tão significativo da história brasileira ainda é pouco explorado em sala de aula? Valorizar a participação do Brasil na guerra não apenas fortalece o conhecimento histórico dos estudantes, mas também contribui para a construção de uma identidade nacional mais consciente de seu papel no cenário global.
Mas, em parte, isso é justificável.
Os italianos foram “salvos” pelos brasileiros, então existe uma gratidão muito maior do que por parte dos brasileiros que não sentiram na pele os horrores da guerra.
Se a Alemanha tivesse invadido algum lugar no Brasil e esse local tivesse sido libertado por soldados brasileiros, certamente eles seriam mais homenageados nessa localidade do que em outras do país.
A bem da verdade, a participação do Brasil na 2ª GM e os ataques sofridos no nosso litoral foram minúsculos perto da devastação que ocorreu na Europa e em parte da Ásia, então nesses locais a valorização dos combatentes é muito maior do que aqui.
Exatamente, o Brasil não sofreu nada e o povo e o governo viraram a página.
A esquerda – com raras e honrosas exceções – dona da ” opinião publicada” sempre fez questão de desmerecer nossos pracinhas.
No entanto, o atual momento, em que o lado direito do espectro político também juntou-se a turma do ódio aos militares, fará, infelizmente que aqui dentro esse belo feito seja cada vez mais condenado ao esquecimento.
Já ouvi e não foi de pouca gente, que os mortos brasileiros em combate na Itália foram insignificantes perto até de guerras internas aqui no Brasil. O que, numericamente é até verdade.
Nossos generais fariam um gol de placa se investissem na divulgação aos nossos jovens e crianças.
Começaram a dar valor quando viram cenas do Maduro sendo levado de helicoptero kkkkk
Mal sabiam eles que o papel de defender a nação de agressão estrangeira é das FAs.
Depois disso você voltou pra Terra.
A “esquerda” não comandava nem o EB nem o Brasil em 1945, nem depois. A FEB foi desmobilizada e esquecida pelo EM e pelos governos sucessivos desde 1945. Eles desmereceram nossos pracinhas.
Vai se cuidar, rapaz, essa fixação com a “esquerda” é tratável!
Getúlio Vargas era de esquerda.
Dito isso, os pracinhas foram jogados no limbo por todos os governos e pelo próprio EB.
Falar que o Getúlio Vargas era de esquerda, é desconhecer a história pelo fato de que o mesmo persegiu comunistas, integralistas e diversos grupos conservadores igualmente.
Rafael,
Getúlio Vargas era um político tão habilidoso que conseguia fazer leituras precisas sobre a sociedade e o campo politico nacional, o que lhe deu 15 anos de poder ininterruptos e mais 2 anos adicionais.
Ele ora aplicava medidas consideradas de esquerda – mas que no mundo já estavam estabelecidas como direitos – e ora estabelecia medidas consideradas de direita – mas que no mundo já eram mecanismos necessários dentro do sistema econômico que vigorava no Brasil.
Então no mesmo modo que foi chamado de “pai dos pobres” por estabelecer direitos à população também era conhecido como “mãe dos ricos por conta dos incentivos ao setor industrial, agrário e de serviços.
Portanto, o rótulo de comunista, socialista ou progressista não seria adequado; da mesma forma taxá-lo de conservador ou direitista.
Vargas iniciou o que mais tarde as políticas de JK consagrou como nacional-desenvolvimentismo.
Vargas era tudo e nada. Era um ditador, você pode argumentar; mas a sua afirmação era de que ele era de esquerda. Ditadores existem nos dois lados do espectro político nacional (e mundial).
Pra mim, Vargas foi um mal necessário e um bem providencial. As forças, a conjuntura e estrutura foram responsáveis, desde agosto de 1954, pelos caminhos que a nação trilhou porque optou por tais caminhos.
Sobre a FEB e a memória dos moradores onde os pracinhas atuaram, gera orgulho em qualquer brasileiro com o mínimo de bom senso – independente da posição política.
Também acho uma pena que essa memória não seja tão festejado por aqui.
“Getúlio Vargas era de esquerda.” Aí já é doença..
Vargas flertava abertamente com Nazi- fascismo na Europa; havia troca de correspondência com Mussolini e Hitler. Agora, ele foi uma ‘raposa política’ e soube como ninguém manipular os dois lados. A Usina de Volta Redonda no RJ, é um troféu!
O Gen. Dutra e outros generais eram simpatizantes. E o Plínio Salgado cm o Integralismo, uma cópia ridícula do nazifascismo foi bode expiatório, assim como os comunistas nas mãos de Vargas para implantar o Estado Novo.
É tem um ataque a uma cidadezinha de Caldeirão no interior do Ceará, que foi bombardeada pela aviação do Exército por suspeitas de conter elementos comunistas na cidadezinha.
Outra mancha, além do massacre em Canudos!
Eu sei dessa história. Getúlio e os barrigudos que aqui ficaram colocaram a turma pra fora . Havia o temor dos generais de que a convivência, na Itália, com exércitos modernos provocasse agitação aqui dentro em defesa de mudanças nas forças.
Saiba que nossos maiores heróis na guerra, incluindo o único condecorado com a mais alta honraria americana, foram Tenentes R2.
E não tenho fixação com a esquerda.
É fato concreto após 64.
Agora acrescido do ” reforço ” dos direitistas.
blá blá blá Os pracinhas da FEB não foram devidamente valorizados ao retornar ao Brasil em 1945 e, durante a ditadura militar de 1964–1985, muitos foram até perseguidos por defender valores democráticos. O Exército dissolveu a FEB logo após a guerra e evitou homenagens formais, temendo o impacto político desses veteranos. Mas foi a esquerda, treco cansativo.
Se você quer saber até gente no EB na época e posteriormente quis apagar a influência e memória da FEB.
Nossos heróis de verdade, que combateram o nazismo e o fascismo , reconhecidos internacionalmente enquanto que aqui estão indo para o esquecimento pela sociedade brasileira devido a caprichos, egoísmos e posturas ideológicas .
Bravo! Parabéns!
Homenagem mais que justa ! se aqui não são lembrados a altura de seus feitos, lá o são. A cobra Fumou !!!
Enquanto aqui o povo gostar de idolatra político, principalmente os populista e corruptos
Os políticos surgem exatamente do que chamamos “povo”.
Os comunas não gostam muito de mostrar os feitos das forças armadas do Brasil.
Esta é uma visão um pouco estreita do assunto, a começar de que as FAs não são monoliticas. Há correntes com ideologias opostas historicamente, dentro das forças armadas. Deve – se lembrar que Luís Carlos Prestes, fundador do PCB, foi tenente do EB. O chamado ” tenentismo” , foi mola propulsora do fim da republica velha e contribuiu para que Vargas tomasse o poder em 1930. O maior herói da FAB na IIGM, o brigadeiro Nero Moura, era fiel aliado de Getúlio, desde o levante da elite paulista em 1932. No golpe de 1964, oficiais da FAB, ex – combatentes do 1° grupo de caça na IIGM, foram perseguidos e torturados pelas FAs da época, tão somente por serem legalistas, e contra o golpe. Centenas de oficiais das 3 armas foram expulsos e perseguidos pela ditadura.
Deve- se lembrar que o PCB à época, foi entusiasta, e promoveu manifestações públicas à favor do envio da FEB à Italia. Membros ilustres do “velho partidão” se voluntariaram como combatentes para servir na Italia. Foi o caso de Jacob Gorender, intelectual do PCB e pracinha. Havia motivos para isto. A guerra contra o nazi fascismo, maior inimigo da URSS, fazia todo sentido para os comunistas.
Já em plena ditadura, o capitão do EB, Carlos Lamarca, exímio atirador, e participante de missões do EB junto à ONU, acabou saindo da corporação, e se juntou à luta armada, liderando a guerrilha contra o regime militar. Certamente não era o único oficial à discordar dos rumos da FAs na ditadura.
Então, as coisas não são tão simples assim. É complexo e matizado.
Nenhum militar da FAB foi torturado por discordar… falácia!!!
Lamarca não era exímio atirador. É uma inverdade colocada pela esquerda, pra dizer que um bom oficial traiu o exército. Ele era uma tirador normal, e era instrutor de tiro, como são todos os oficiais formados na AMAN.
Após a guerra, foi oferecido pelas nações aliadas ao governo brasileiro a ocupação de algumas regiões da Itália e Áustria para manutenção da ordem e recuperação econômica de áreas devastadas pela guerra.
Seria uma excelente oportunidade para uma eventual “entrada” do Brasil na economia italiana através de produtos, serviços e obras necessárias para a reconstrução da Itália.
Mas como o Brasil não dispunha de empresas nem de vontade nenhuma de participar de nada na Europa, a coisa ficou pelo meio do caminho.
Na verdade faltou iniciativa estatal e alcance geopolítico para assumir esse desafio.
Mais uma vez o espírito da parvidade venceu…
Sinceramente espero que algum pesquisador traga à tona o assunto porque acho que tem mais fatores nesse assunto.
Não digo que fazer a ocupação seria um “espólio de guerra” ou coisa parecida, mas que é perfeitamente compreensível que um país que tenha participado efetivamente do esforço de guerra (com homens, suprimentos, navios, aviões e bases) busque “compensações”, e fazer a ocupação – ainda que fosse por menos de 4 anos do pós-guerra – faria sentido.
As coisas andaram muito rápido na desmobilização.
A nossa Diplomacia não era tão nova assim e já havia conquistado espaço. Alguma coisa sobre esse assunto deve estar arquivada e pode esclarecer se foi provincialismo do Estado brasileiro ou se foi escanteamento diplomático – ou ambos; ou ainda, ambos e um terceiro ou quarto fator e/ou conjuntura.
O exército do EUA passou por uma desmobilização muito rápida no fim da guerra de modo que não havia tropa suficiente para a ocupação; certamente o desejo de a FEB continuar na Itália era genuíno mas o envio dela foi uma manobra oportunista de Vargas e por isso logo quando não era mais necessária foi desmobilizada.
O envio da FEB foi um cálculo político até mesquinho do Vargas. Ele queria trocar o sangue de brasileiros por vantagens nas negociações do pós-guerra e continuar sendo o tiranete da nação.
🫡🫡🫡