Exército aprova plano definitivo de desativação dos carros de combate Leopard 1A1
Leopard 1A1BE
Documento estabelece destinação de 128 viaturas, incluindo desmontagem, venda como sucata e preservação histórica
O Exército Brasileiro aprovou oficialmente o plano de desativação dos carros de combate Leopard 1A1, consolidando o processo de retirada definitiva dessas viaturas do inventário da Força Terrestre. A medida foi formalizada por meio da Portaria COLOG/C Ex nº 278, de 7 de abril de 2026, que institui o Plano de Desativação (EB40-P-20.007) .
Destinação da Frota
O plano prevê a destinação de 128 viaturas Leopard 1A1, adquiridas originalmente pelo Brasil na década de 1990, após sua produção inicial na Alemanha a partir de 1965 .
Segundo o documento, o processo envolve diferentes etapas já realizadas e ainda em execução, incluindo:
- Desmontagem de 74 viaturas, com aproveitamento de peças para manutenção de outros blindados
- Recuperação de 41 unidades, utilizadas como meios auxiliares de instrução
- Alienação de material como sucata, incluindo carcaças e componentes inservíveis
- Doação de uma unidade para uso institucional
- Preservação de 12 viaturas como acervo histórico em organizações militares
Nova fase prevê desmontagem adicional
Na etapa atual do plano, o Exército determinou a desmontagem de mais 41 viaturas, cujos componentes serão utilizados principalmente no suporte logístico e modernização dos carros de combate Leopard 1A5 BR, ainda em operação .
Os materiais remanescentes sem utilidade operacional serão alienados por venda como sucata, seguindo normas ambientais e administrativas vigentes.
Histórico e obsolescência
O Leopard 1A1 foi introduzido no Exército Brasileiro em 1997, com um total de 128 unidades provenientes da Bélgica. Apesar de ter representado um avanço à época, o sistema passou a enfrentar limitações tecnológicas e logísticas ao longo dos anos, levando à sua desativação formal ainda em 2009 .
Desde então, parte da frota vinha sendo mantida para fins de instrução e suporte, até a decisão recente de retirada completa do serviço ativo.
Logística e execução
A execução do plano está concentrada principalmente no Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar (Pq R Mnt/3), em Santa Maria (RS), responsável pela desmontagem, controle patrimonial e destinação final das viaturas .
Diversos órgãos do Exército participam do processo, incluindo comandos regionais, batalhões logísticos e regimentos de cavalaria blindada, que realizam o recolhimento e transporte dos veículos.
Destino final
De acordo com o quadro consolidado do plano, a maior parte da frota — 115 viaturas — será destinada à alienação por venda ou inutilização, enquanto uma pequena parcela será preservada para fins históricos ou institucionais .
Transição de capacidades
A retirada definitiva dos Leopard 1A1 marca o encerramento de um ciclo na força blindada brasileira e reforça a transição para meios mais modernos, como o Leopard 1A5 BR, além de futuros projetos de modernização e renovação da cavalaria mecanizada.■


Ohhh Glória!!!!
Agora não sei se fico feliz ou triste!!! Rsrsts
Pode ficar triste,se compra um blindado novo sera milagre.
Caso compre algum blindado será recebido 2 unidades por ano por causa da restrição orçamentária.
É isso mesmo, comentário corretíssimo no nosso caso, só diminuímos o pouco que temos. Vide o caso do Centauro II, quantos recebemos até hoje, apenas dois e nem sei se o contrato foi realmente assinado, e se foi será entregue como descrito no comentário acima, 2 unidades por ano para uma extensão territorial enorme.
Correto, mas qual blindado devemos comprar e a quê custo, como deverá ser tal blindado em tempos de drones de mil dólares destruindo blindados de milhões?
Vale a pena gastamos milhões de reais em um leopard 2 para perder ele para um drone barato ou míssil anti-tanque?
Compra T90M, custam menos que os Leopards 1A5 velhos que temos…
“Na etapa atual do plano, o Exército determinou a desmontagem de mais 41 viaturas, cujos componentes serão utilizados principalmente no suporte logístico e modernização dos carros de combate Leopard 1A5 BR, ainda em operação .”
Essas 41 viaturas são as que ainda estão alocadas aos 3 RCB’s aqui do RS e que agora serão desativadas. As 74 que aparecem mais acima no texto como sendo destinadas para desmontagem, já passaram por isso há vários e vários anos, tendo as carcaças (já sem nenhum componente ou peças) permanecido por um bom tempo no pátio do PqRMnt/3 e hoje nenhum mais está lá, já tendo sido leiloados/alienados. Ou seja, hoje só tem tem os 41 que serão desativados agora, os 12 que estão preservados como monumento (aqui em SM tem pelo menos 2 – um no Pátio dos Blindados no 1⁰ RCC e um em um pedestal, no canteiro central da BR-158) e o que foi doado para uso institucional (conforme o texto).
Esses dias fui em Porto Alegre no Partenon e percebi que tem um Leopard como monumento. Faz tempo que eu não passava ali mas não tinha reparado nele.
Boa noite, aqui em Santa Maria RS, também temos um Leo de monumento,na entrada da cidade.
Em uma das entradas da cidade. SM tem várias entradas e saídas. A que você se refere é na BR-158, que liga a cidade com a BR-290.
Isso, exato. Obrigado pelo complemento.
Só um pequeno complemento: É Br 287 não 290.
Não. A BR-158 sai do viaduto sob a BR-287 (no final da avenida Hélvio Basso) e se estende por aproximadamente 120 km até encontrar com a BR-290, próximo a Rosário do Sul. Então, o monumento com o Leopard 1BE situa-se na BR-158 na saída para a BR-290 (ou entrada, para quem vem da BR-290). A BR-287 é a que passa em frente ao shopping Praça Nova.
Passei tantas e tantas vezes por esse leo 1. Fica no alto
A História deste Leopard é triste…
Estava instalado no trevo da Av Ipiranga…mas sucessivos vandalismos e protestos de políticos da esquerda fizeram o EB realocar o blindado no pátio interno do 3º RCG.
Ele ainda tem a caixa sobre o mantelete, do sistema IR para tiro noturno.
“protestos de políticos da esquerda”
A culpa é do petê!
Mas, os protestos contra os militares normalmente se originam da esquerda.
Sim, ok.
Tem ainda outros exemplares:
Isso mesmo.
A retirada de 1A1 marca o fim de um ciclo e reforça a transição para meios mais modernos como o 1A5 BR , além de ” futuros projetos ” de modernização e renovação da cavalaria mecanizada .
Conclusão, os meios mais modernos são os 1A5 que serão renovados utilizando peças recondicionadas dos mais antigos .
Então tá então .
Depois de tanto tempo entendi …m
Triste é saber que os ‘meios mais modernos’ são os jurássicos 1A5…
Pois é, atraso preocupante…
.
Estamos num momento de transição, será sábio comprar um MBT novo agora, correndo o risco como a marinha no passado, quando comprou um novíssimo encouraçado quando os porta-aviões chegaram!
Torço para que novas aquisições sejam realizadas. De preferência viaturas novas e quem sabe de um projeto mais nacionalizado.
Capacidade temos. Tanto os ex-engenheiros da ENGESA que fundaram uma empresa ( a que presta serviços de revitalização nos Cascavel ), quanto algumas outras empresas brasileiras, conseguiriam desenvolver algo. O problema seria o motor, as esteiras/lagartas e os computadores e sistemas internos, que seriam as tecnologias que precisaríamos desenvolver do zero, pois não sabemos, apesar de que há empresas que fazem motores no Brasil como a MWM ou até a Agrale que, com o investimento certo e uma quantidade significativa de aquisições programadas do EB, poderiam desenvolver algo para tanques.
Não sei se chegaríamos no nível de um 2A8 ou T-90MS, mas com certeza melhor que os 1A5 conseguiríamos desenvolver em até uns 15~20 anos ou menos. Ares, ALLTEC ou AEL para o lado dos computadores de bordo ( e até algo equivalente ao Trophy israelense, pois, pesquisando a respeito das mesmas, vi um potencial nelas para algo deste tipo ), blindagem e até as esteiras, a FRAS-LE já realizou trabalhos nas lagartas do 1A5, podendo ser um potencial para a criação das mesmas em um projeto nacional, fora a SIATT, Mac Jee e a própria Avibrás que poderiam ser integradas ao projeto.
O desenvolvimento seria custoso. Jogando por baixo daria uns 20 bi, fora o custo médio de aquisição que giraria entorno de uns 18~25 mi, sendo que precisaríamos comprar para a nossa atual realidade ( locais adequados para uso, quantidade de regimentos de cavalaria, mecânicos que poderiam ser capacitados para a manutenção e tals ). Uns 500 no máximo. Então, tendo em vista os custos, complexidade e tempo, talvez o EB acabe optando por comprar de fora, pois perdemos o bonde disto quando praticamente abrimos mão da ENGESA e da Bernardini.
Temos capacidade? Sim, não há duvidas, mas talvez não tenhamos demanda. Deveríamos ter pensado em algo assim lá na compra dos Guarani, que poderia trazer uma demanda e investimentos que realmente mobilizassem a nossa indústria de defesa. Aqueles 1500 que o EB ainda mantêm em encomenda, poderiam ajudar diretamente na revitalização das nossas indústrias de defesa, e ainda, de quebra, suprir outras demandas como o 8×8 com canhão 120mm e até uma possível atualização da nossa cavalaria sob lagartas. Vi uns projetos de revitalização/modernização dos CLAnf com torres de 30/40mm que me deixaram boquiaberto de tão bons e teríamos plenas capacidades de fazer também.
Talvez possamos debater isso novamente no futuro, em uma possível substituição dos Guaranis e Centauros, só que atualmente, acho difícil isto, já que não basta apenas comprar. Imagina adquirir uns 2 mil MBTs e deixar de 60% a 80% parados sem uso, apenas gerando gastos, igual os americanos fazem com seus tanques e caças? Não daria certo!
Torcer acho que todos os foristas participantes estão torcendo, agora a realidade é outra, dinheiro agora tem outros destinos em véspera de eleição, e aqui nas FA, entre analisar e pesquisar visitar os fabricantes, criar lista de participantes e finalistas e chegarmos ao final a aquisição e respectiva entrega isso leva décadas.
Aqui as coisas em muitas áreas é surreal…
Espera-se o uso até o osso, já desprovidos de real utilização e emprego, e só depois dos mesmos virarem pó é que algo pode…vejam bem…pode ser que….quem sabe….sejam substituídos…..e a lacuna se estabelece. Não existe um projeto ou programa de aquisição em curso real….só murmurinhos…até quando isto hein!?
verdade. e Tem que ter um plano para desativar a sucata kkk
É por isso que a gente não tem reserva de equipamento. Quando um meio é desativado ele já está sem vida útil enquanto que por exemplo os americanos tem o “boneyard” (AMARG) no deserto cheio de aviões com ainda muitas horas de voo disponíveis.
É isso mesmo, deveríamos ter uma reserva, até para que pudéssemos em caso de necessidade urgente, utilizar esse material já industrializado. Temos áreas onde poderiam ser armazenados como na região centro-oeste ou no interior da região nordeste onde o clima é seco, e não corre risco de deteriorar.
Só se substituirmos os equipamentos ainda com vida útil e não voando por 50 anos até cair aos pedaços.
Aqueles VBTP Guarani vão ficar em uso por uns 70/80 anos, pelo menos. E muitos, mesmo depois de todo esse tempo, não serão aposentados, com atualizações sem pé nem cabeça ocorrendo, tipo o que ainda acontece com o Cascavel.
Deveriam aposentar os 1a5 também e deixar na reserva
Se fizermos isso, os regimentos blindados de “blindados” só terão o nome mesmo.
É… Mas já está na hora de atualizarmos nossos blindados, países com muito menos “prata” o fazem….
Isso seria o certo, mas a nossa realidade é bem outra e para recompor o que já existe levaria décadas, no que se refere a quantidade.
Até seria o certo, mas o que poríamos no lugar deles ?
Há inumeras possibilidades, você pode ir a linha Premium, atrás de k2black panther, Leopard, Abrams Sepv3, panther.
Pode ir de segunda linha mas não fica muito atrás como o Altay (turco) Vt4 chinês, C2 Ariete.
Ou pode ir de MMbt, Tulpar, Cv90…
Ou ainda pode ir atrás de uns abrams estocados do Us army…
Apenas por curiosidade: existe alguma alternativa ou previsão de projeto nacional para reposição desse meio?
Não poderia ser o momento para uma eventual associação com empresas estrangeiras nos moldes Gripen/Embraer e estaleiro Thyssen-Krupp em Santa Catarina?
A Krauss-Maffei (atualmente KNDS Deutschland) possui uma oficina em Santa Maria.
Os Exércitos do Paraguai e Uruguai estão ansiosos pelas futuras doações
Foi a primeira coisa coisa em que pensei. Nossos 108 mm já foram. Se brincar, doaremos, não iremos repor e os donatários ficarão em situação melhor que a nossa por alguns anos…
Nenhum doado para PMERJ? Claro, sem o cano. Seria um aparato mais efetivo para transpor as narco barricadas.
Se o EB que mal usa o veículo não tem condições de manutenir como é que a PMERJ que usaria mais e em condições mais desafiadoras conseguiria?
Polícias usam veículos até o osso e por isso logo dão baixa nelas.
O EB é como aqueles colecionadores de carros que dão umas duas voltinhas por ano com suas “joias” e por isso mantém veículos de 40/50/60 anos no inventário.
Eles são apenas carcaças provavelmente já estavam encostados nessas OM sem uso.
Tai uma boa viatura para a PMERJ
O EB deveria aproveitar e desativar todos os Leos. Abriria espaço nas unidades e sobraria dinheiro para a compra de novos veículos. Os Leos A5 venderia para a Alemanha, traria dinheiro para o EB, e de quebra a Alemanha reenviaria esses Leo a5 para a Ucrânia. Todos ficariam felizes, ainda mais eu, como contribuinte.
Eu tenho a esperança q o aumento dos exércitos europeus jogue na mesa carros bons pra serem comprados por preço melhor, tanto usados, quanto novos, neste caso pela economia de escala.
Eles esgotaram as sobras da guerra fria e encolheram muito de tamanho então não há excedente para vender.
Aleluia! Deixem o imigrante alemão descansar…
E adquiram algo que esteja de acordo com nossas possibilidades financeiras!
Prefiro o sueco, apesar de dizerem ser mais caro.
São 1400 unidades produzidas, em 17 variantes, para 10 países; 7 deles da OTAN.
Mesmo um modelo desse que você exemplificou se fosse encomendado num pacote de células+ToT+treinamento+peças sobressalentes para completar todos os RCC e RCB custaria vários bilhões de reais, que não estão disponíveis.
Em 2070 provavelmente cheguem os Leopard 2A6 do inventário europeu.
Leo 2A7 e 2A8 somente em 2100.
O Leopard 2 não serve para o Brasil. Com um peso superior a 60 toneladas, ele excede a capacidade da maioria das pontes que temos pelo interior do país.
Precisamos nos manter na vanguarda
Maia dúzia de drones kamekaze baratos imobiliza essa carroça
Meia dúzia? Um só! Se nem tanques referência como o Merkava e o Leopard 2 aguentam drones, imagina isso daí.
Também saiu recentemente da desativação definitiva do canhão AA Oerlikon 35mm
Falando em AA, deveríamos já ter uma escola de treinamento para pelotões AA, operando exclusivamente MANPADS no campo. Seriam cruciais para forças defensivas. Os IGLA, por exemplo, já passaram da validade, para você ter ideia. Quer dizer, além de termos em quantidade baixa, poderão não estar em condições de uso em momentos de necessidade. Temos grupamentos, mas não um direcionamento específico para o campo de batalha, e pesquisando a respeito tudo parece ser feito de forma amadora.
Sem palavras
Uma dúvida senhores, o Centauro poderia substituir esse veículos?
Não poderíamos transformar estes regimentos com veículos sobre lagartas em veículos sobre rodas?
Óbvio que não!
Sai o Leo 1A1 e entra NADA.
Daqui uns anos algum presidente fará o que FHC fez, comprar, de forma emergencial, alguma meia dúzia de blindados que estiverem dando sopa por aí.
Talvez alguma sobra de Leo 1 mais “novinho” de algum lixão da Europa.
Certamente os Leo 1 enviados para a Ucrânia são os últimos ainda servíveis o resto é carcaça ou peça de museu.
Já deu pro Leo 1.
O triste é a desmontagem.
Tinha que colocar em uma reserva, e os 1A5BR em vez de usar peças sucateadas para manutenção, também deveriam ir para uma reserva.
Esses CC são dos anos 60. Não tem peça nem mais vida útil nas células; só servem para sucata.
Para você ter uma ideia os M1 quando foram estocados não tinham nem 20 anos de uso e ainda havia – e ainda há – uma linha de produção aberta para prover todo reparo e modernização necessários.
Os Leo 1 do EB já passaram do ponto há muito tempo; deveriam ter sido apenas um stop-gap para adquirir coisa mais moderna e não meios definitivos; o EB está muito mal.
Material antigo, importado, usado até a exaustão, manutenção caríssima (isso se tiver peça disponível). Para o EB não existe milagre: tem que seguir a mesma lógica do Guarani, Criar uma plataforma básica multiuso sobre lagartas com motorização, suspensão, freios, lagartas e o que mais fosse possível de origem nacional e depois ir montando as variantes (comunicações, porta morteiro, ambulância, ifv, etc) com armamento e eletrônica importada. Estimula a indústria nacional, mantém a frota rodando com custo baixo e alta disponibilidade e com armas e eletrônica atualizada (tudo o que não temos hoje…)
usamos o m60 e aposentamos o a1 kkkkkk vai entender
Qual a função dos blindados na atualidade, especificamente os MBT?
Será que o custo de aquisição, manutenção, operação e pessoal confrontado com a eficácia no campo de batalha, não os tornam inviáveis?
Se você fosse um administrador público, com orçamento limitado, especificamente considerando o cenário de guerra assimétrica, você investiria neles?
Culturalmente nós adoramos esses pesadões cheios de parafernálias, radares, blindagens reativas… Tecnologias que os encarecem a valores estratosféricos e teoricamente os protegem, mas na prática está bastante vulnerável e pode facilmente ser neutralizado por um Drone de 50 mil dólares, fala comigo.