Noruega inaugura linha de produção do Leopard 2A8 NO e recebe os primeiros carros de combate

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Nova instalação da KNDS e da RITEK em Levanger terá capacidade para produzir até 36 blindados por ano e reforça a base industrial de defesa norueguesa

A KNDS Deutschland e a empresa norueguesa RITEK inauguraram uma nova infraestrutura de produção e testes para o carro de combate Leopard 2A8 NO em Levanger, na Noruega. A unidade deverá iniciar a produção no outono europeu de 2026 e será responsável pela fabricação da maior parte dos novos blindados destinados ao Exército Norueguês.

A cerimônia marca uma etapa importante no programa de modernização da força blindada norueguesa, que prevê a aquisição de 54 carros de combate Leopard 2A8 NO. Desse total, 37 unidades serão produzidas em Levanger, enquanto as demais serão fabricadas pela própria KNDS. Os dois primeiros veículos foram entregues ao Exército Norueguês em 30 de abril de 2026, como parte da fase inicial do programa.

Segundo Florian Hohenwarter, CEO da KNDS Deutschland, a nova linha foi construída sem atrasos em parceria com a RITEK e terá importância estratégica não apenas para cumprir o contrato com a Noruega, mas também para ampliar a capacidade produtiva do grupo europeu no segmento de carros de combate.

A infraestrutura foi criada em apenas 18 meses e integra capacidades de produção, validação e ensaio em um mesmo local. A unidade inclui pistas e instalações especializadas, como trilha laser, rampas íngremes e piscina de imersão para testes dos veículos. A capacidade planejada é de até 36 carros de combate por ano. O complexo também utiliza energia geotérmica, reforçando a proposta de operação sustentável da instalação.

O Leopard 2A8 NO é uma configuração específica para a Noruega da mais recente geração do Leopard 2. Os primeiros blindados entregues ao país são equipados de série com o sistema de proteção ativa Trophy, solução desenvolvida para detectar, classificar e neutralizar ameaças anticarro antes do impacto. A adoção do Trophy coloca a Noruega entre os países da OTAN que passam a operar carros de combate com proteção ativa integrada já na configuração básica.

Além da proteção aprimorada, o Leopard 2A8 NO incorpora arquitetura digital de comando e controle, permitindo compartilhamento de dados em tempo real com outros meios da Brigada Nord, principal formação combinada do Exército Norueguês. A entrega dos primeiros carros será usada inicialmente para treinamento de instrutores e preparação doutrinária, com a previsão de que o primeiro esquadrão equipado com o novo blindado esteja operacional a partir do outono de 2027.

A produção local também tem relevância estratégica para Oslo. Ao transferir parte substancial da montagem para a RITEK, em Trøndelag, o programa amplia a participação da indústria norueguesa e fortalece a capacidade nacional de manutenção, reparo e sustentação dos blindados em cenários de crise ou guerra.

O programa Leopard 2A8 NO é considerado uma das maiores aquisições terrestres recentes da Noruega. A imprensa norueguesa informou que o pacote total, incluindo carros de combate, apoio logístico, material de treinamento e sistemas associados, supera 23 bilhões de coroas norueguesas.■


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Henrique de Freitas
Henrique de Freitas
30 dias atrás

Ja estou esperando o comentário que nossas pontes não aguentam 60 toneladas…

Deadeye
Deadeye
Responder para  Henrique de Freitas
30 dias atrás

E depois vão chegar com o argumento “Os eixos dos caminhões distribuem melhor a pressão”.

Mesmo não considerando algo chamado de intensidade de tráfego…

rui mendes
rui mendes
Responder para  Henrique de Freitas
29 dias atrás

Neste caso, quase 70 toneladas.

bruno
bruno
Responder para  Henrique de Freitas
18 dias atrás

De tudo que sai aqui, essa é a maior babaquice de todas.

JORGE KNOLL
30 dias atrás

Enquanto o EB estiver comprometimento do seu orçamento com 90% com a Folha de Pagamento, e sem dinheiro de Fundo de Re-aparelhamento das FFAA, viverá essa penúria, sem poder realizar os sonhos de um Exército Forte e bem armado.

Fabio Felix
Fabio Felix
Responder para  JORGE KNOLL
30 dias atrás

O problema não é a folha de pagamento. O problema é o orçamento para defesa que é defasado. Defesa custa caro, assim como Saúde e Educação. Os EUA gastam cerca de 25% do orçamento com folha de pagamento e eles destinam 3,5% do PIB para defesa. O Brasil, quem tem dimensões continentais e ator geopolítico relevante, destina cerca de 1% do PIB para defesa. Em suma, a comparação com os EUA evidencia que a questão brasileira não é o custo de pessoal (valorização dos recursos humanos), mas sim a subcapitalização dos investimentos. Enquanto a defesa for tratada com apenas 1% do PIB, incompatível com os desafios contemporâneos e com a dimensão do país, o orçamento continuará defasado, comprometendo a modernização e a prontidão operacional.

joao
joao
Responder para  Fabio Felix
30 dias atrás

Além disso, o departamento de veteranos, que é quem recebe $$ para inativos e pensionistas não é abarcado no orçamento de defesa….

Renato de Mello Machado
Renato de Mello Machado
Responder para  Fabio Felix
29 dias atrás

E também nos EUA eles encaram a produção e compra de armamento não como um fardo.E sim geração de muitos empregos.

oioi
oioi
Responder para  Fabio Felix
29 dias atrás

EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.

Robson
Robson
Responder para  Fabio Felix
29 dias atrás

Meu caro 1% ta ótimo para a gente. Como disseram acima, enquanto as forças armadas gastarem mais que a metade de seu orçamento com folha de pagamento especialmente para o oficialato e não acabar com as regalias e se fazer uma reforma administrativa nas forças, nada adianta ter 1% ou 5% do PIB destinado a elas.
Infelizmente nossas forças armadas ainda tem uma mentalidade colonial, quase hereditária.

YUFERFLLO
YUFERFLLO
Responder para  Robson
27 dias atrás

A sim porque dão muitos motivos, sendo que sempre que perdem benefícios também perdem orçamento, vão querer mudar sendo que muitos cargos públicos mais fáceis tem mais benefícios e salários mais altos, e nas outras forças armadas os benefícios são os mesmos as diferenças é que as contas dos benefícios como aposentadoria e salário de inativos são separadas do orçamento da defesa

Hilton
Hilton
30 dias atrás

Bem eficientes na produção anual. Trinta e seis unidades ao ano.Uma vez que a reforma dos nossos Leo1 será na escala de 2 unidades por ano… Creio que reformar seja mais complicado do que começar uma montagem do zero.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Hilton
30 dias atrás

Não é. O Brasil é que é mais complicado que a Noruega.

Luís
Luís
30 dias atrás

Enquanto isso aqui no Brasil o atraso é gigantesco. Estamos com carroças movidas a carvão. E soldados especialistas em pintura de meio fio e dançarinos de funk. MEU DEUS!

Walter Augusto Mascarenhas Goltz
Walter Augusto Mascarenhas Goltz
30 dias atrás

EB pode falar com o Peleleca, para pegar um financiamento destes tanques junto ao Banco MASTER, e, em troca, deixar a tropa amarrada nuns consignados da vida! E viva a SOBERANIA nacional e a democracia pujantel! Em tempo: viva a PILILI!!

João
João
29 dias atrás

Eles adotaram esse blindado muito rápido a pouco tempo ele estava em fase de testes para a aquisição norueguesa.

Heinz
Heinz
29 dias atrás

Supra sumo dos Mbts

Gilson
Gilson
26 dias atrás

Lembrando que a reportagem diz que: a meta é produzir 36, destes blindados por ano e não apenas só 36. E, enquanto por aqui o nosso EB, tem a meta de modernizar 46 Leopard em 10 anos.

Joao Pedro
Joao Pedro
24 dias atrás

O preço unitário estimado do carro de combate Leopard 2A8 NO (NOR) é de aproximadamente € 37 milhões (cerca de US$ 40 milhões ou R$ 200 milhões).
Alguém se habilita.