Saab lança munição anticarro para o sistema Carl-Gustaf
Heat 758 é eficiente contra viaturas blindadas pesadas equipadas com Blindagem Reativa Explosiva; nova munição está em produção e já registra encomenda
A Saab lançou uma munição anticarro para o sistema de armas portátil multipropósito Carl-Gustaf. O lançamento ocorreu durante uma demonstração de tiro real para clientes realizada neste mês de maio na unidade da empresa em Karlskoga, na Suécia.
Chamada Heat 758, a munição é eficiente contra viaturas blindadas pesadas equipadas com Blindagem Reativa Explosiva (ERA, sigla em inglês para Explosive Reactive Armour). Os veículos protegidos por ERA são cada vez mais comuns em campos de batalha.
A Heat 758 possui uma ogiva em tandem, de carga dupla. Enquanto a carga inicial neutraliza a ERA instalada no exterior do veículo blindado, a carga principal penetra na blindagem estrutural, com uma eficácia contra até 700 mm de blindagem – o que é suficiente até mesmo contra viatura.
Um cliente não revelado do Carl-Gustaf já formalizou uma encomenda da Heat 758, cuja produção está em andamento.
“Esta munição é a nossa resposta aos desenvolvimentos no campo de batalha, onde a blindagem explosiva reativa tornou-se um grande desafio para munições convencionais utilizadas contra viaturas blindadas. A Heat 758 é um exemplo de como a Saab continua desenvolvendo soluções mais avançadas e eficazes, ao mesmo tempo em que diminui a ameaça representada por viatura blindada para o operador”, afirma Michael Höglund, chefe da unidade de negócios Ground Combat da Saab.
A Heat 758 utiliza a tecnologia Firebolt, da Saab. A solução permite a comunicação entre a munição, o sistema Carl-Gustaf M4 em que ela está carregada e o Dispositivo de Controle de Tiro 558 utilizado para a pontaria. Isso simplifica a carga de trabalho do operador e aumenta a probabilidade de acerto no primeiro disparo.
Sobre a Saab
A Saab é uma empresa líder em defesa e segurança com um propósito duradouro: ajudar as nações a manterem as pessoas e as sociedades seguras. Com o talento de seus 28.000 colaboradores, a Saab constantemente ultrapassa os limites da tecnologia para criar um mundo mais seguro e sustentável. A Saab projeta, fabrica e mantém sistemas avançados nas áreas de aeronáutica, armamentos, comando e controle, sensores e sistemas subaquáticos. A empresa tem sua sede na Suécia, com operações importantes em todo o mundo, sendo parte das capacidades de defesa de várias nações.
A Saab mantém uma parceria de longo prazo com o Brasil e fornece diversas soluções avançadas para o país, tanto civis quanto militares. Com o Programa Gripen Brasileiro, a empresa estabeleceu uma ampla transferência de tecnologia que está beneficiando a indústria de defesa nacional.■

Um devaneio que seria ótimo.
O Ministério da Defesa propõe aos suecos: Resolvemos a questão dos pagamentos dos 36 gripens e encomendamos mais 50.
Como contrapartida, recebemos a licença de produção do Carl Gustaf e suas munições, assim como do RBS 70 e seu míssil, com o devido pagamento de royaltes à SAAB.
Participamos, assim, da cadeia de fornecimento de vocês na América Latina e, quem sabe, África.
Outro devaneio: Firmamos um contrato com americanos de prioridade no fornecimento das terras raras (atrelado à demanda). Há diminuição da demanda ou ociosidade, se negocia com outros parceiros. Em troca, fábricas de manufaturas que envolvem as terras raras são construídas no Brasil e passamos a fazer parte da cadeia de suprimentos das empresas de tecnologia dos EUA. Ou seja, fornecemos parte do material bruto e parte da manufatura. Como contrapartida tecnológica, empresas brasileiras podem fabricar, sob licença, o motor do Gripen no Brasil.
Um devaneio maior ainda. Um pequeno percentual do combo superfluo (Maior parte das emendas parlamentares, fundo eleitoral e fundo partidário) são destinado para custear esses projetos e outros.
15% desses gastos supérfluos para projeto de tecnologia em defesa,15% para infraestrutura logística e 20% para outros projetos de Estado (mobilidade urbana, energia, educação/ciência, segurança pública etc). Teríamos avanços significativos em 10 a 20 anos.
Ainda sobraria 50% para os excelentíssimos se deleitarem.
Mas…devaneios…
Eles querem 100%…..
110%
“A tentação de quem tem muito é ter tudo”
Não por acaso o Carl Gustaf é o armamento antimaterial mais versátil do mundo.
A aquisição dessa munição permite que todas unidades do EB que já operam o Carl Gustaf passem a ter um sistema AC mais leve e capaz que o ATGM Max.
São armamentos de classes diferentes.
O MAX é um míssil AT guiado, com mais alcance – acima de dois mil metros. Há ali potencial de crescimento para muito mais, como uma ogiva HEAT-T ou termobárica, além de ampliar o alcance efetivo da munição. Pode se dizer que é uma arma para alvos de alto valor.
O Carl é um canhão sem recuo portátil, limitado em alcance efetivo contra alvos móveis (uns 400 metros). Pode eventualmente ser dotado de um sistema de mira termal, telêmetro laser, um computador balístico e chegar aos 2000 metros com munição assistida.
https://www.saab.com/newsroom/press-releases/2018/saab-and-raytheon-to-demonstrate-new-carl-gustaf-munition-for-the-u.s.-army
A munição guiada com 2 km de alcance está em desenvolvimento.
O resultado será um sistema portátil de 7 kg (M4) com alcance de ATGM de segunda geração (p. ex: Milan, Max e Fagot)
Mas os sistemas RPG 9 e 29 dos anos 80 já não ofereciam a opção de carga dupla para enfrentar veículos com blindagem reativa explosiva?
Por que demoraram tanto tempo pra lançar uma munição deste tipo?