Robôs humanoides no estado da arte: componentes, tecnologias e desafios

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UBTECH Robotics

Robôs da UBTECH Robotics

Os robôs humanoides deixaram de ser apenas plataformas de demonstração para se tornarem sistemas integrados de engenharia, inteligência artificial, controle dinâmico, percepção, atuação e segurança. O objetivo não é simplesmente “fazer um robô com aparência humana”, mas criar uma máquina capaz de operar em ambientes construídos para pessoas: escadas, corredores, portas, ferramentas, prateleiras, caixas, máquinas, veículos e postos de trabalho.

A geração atual é representada por plataformas como Atlas, da Boston Dynamics; Digit, da Agility Robotics; Optimus, da Tesla; Figure, da Figure AI; Phoenix, da Sanctuary AI; e G1/H1, da Unitree. Cada uma segue uma filosofia diferente, mas todas combinam corpo antropomórfico, atuadores de alta densidade de potência, sensores multimodais, computação embarcada, controle em tempo real e modelos de IA cada vez mais generalistas. A literatura recente descreve esse campo como a convergência entre locomoção bípede, manipulação, percepção, aprendizado por imitação, modelos visão-linguagem-ação e simulação em larga escala.

1. Estrutura mecânica: o “esqueleto” do robô

O primeiro componente de um humanoide é a sua estrutura mecânica, equivalente ao esqueleto. Ela precisa ser leve, rígida, resistente a impacto e capaz de abrigar motores, redutores, cabos, baterias, sensores e computadores.

Os robôs modernos usam ligas de alumínio, aço, titânio em pontos críticos, polímeros técnicos, fibras compostas e peças usinadas ou fundidas de alta precisão. O desafio é equilibrar três requisitos conflitantes: peso baixo, rigidez estrutural e resistência a quedas. Um humanoide precisa suportar impactos repetidos nos pés, torques elevados nos joelhos e quadris, esforços nos ombros e, sobretudo, quedas ocasionais.

Agility Robotics Digit

A geometria corporal varia muito. O Digit, por exemplo, é otimizado para logística e movimentação de cargas em ambientes industriais, com braços que ajudam no equilíbrio e na manipulação de caixas; a Agility Robotics informa que o robô tem capacidade de carga de 35 libras e bateria de cerca de quatro horas. Já o Atlas elétrico da Boston Dynamics é apresentado como um humanoide industrial voltado a automação flexível e manipulação de materiais, com forte ênfase em mobilidade dinâmica.

2. Graus de liberdade: articulações e mobilidade

Um humanoide é definido pelo número e pela distribuição de seus graus de liberdade — isto é, quantos movimentos independentes ele pode realizar. As articulações principais ficam nos tornozelos, joelhos, quadris, cintura, ombros, cotovelos, punhos, pescoço e mãos.

Um robô simples pode ter pouco mais de 20 graus de liberdade; modelos mais sofisticados ultrapassam 40, especialmente quando incluem mãos hábeis. O Unitree G1, por exemplo, tem versões com 23 a 43 graus de liberdade, dependendo da configuração, com seis graus por perna e diferentes opções de braços, cintura e mãos.

Unitree G1

Essa arquitetura é crucial. Pernas com poucos graus de liberdade reduzem custo e complexidade, mas limitam equilíbrio, agachamento, recuperação de quedas e adaptação a terrenos irregulares. Braços com muitos graus de liberdade aumentam a capacidade de manipular objetos em ângulos variados. Mãos mais complexas permitem agarrar ferramentas, tecidos, peças pequenas e objetos deformáveis.

3. Atuadores: os “músculos” do humanoide

Os atuadores são talvez o subsistema mais crítico. Eles transformam energia elétrica em movimento e força. Em humanoides modernos, predominam motores elétricos brushless, normalmente combinados com redutores harmônicos, redutores planetários, transmissões cicloidais, correias, fusos, sensores de torque e controladores eletrônicos.

O estado da arte busca atuadores com:

  • alta densidade de torque;
  • baixo peso;
  • resposta rápida;
  • precisão;
  • resistência a impactos;
  • eficiência energética;
  • capacidade de medir ou estimar torque;
  • baixa folga mecânica;
  • manutenção reduzida.

Há uma tendência clara de uso de atuadores integrados, nos quais motor, redutor, encoder, driver, sensores térmicos e eletrônica de controle ficam compactados em um único módulo. Isso facilita manutenção e produção em escala.

A diferença entre um humanoide “de laboratório” e um humanoide industrial está muito nos atuadores. Para caminhar, levantar carga, equilibrar-se e não quebrar ao cair, o robô precisa de articulações capazes de absorver choque e reagir em milissegundos.

4. Mãos robóticas: o ponto mais difícil da manipulação

A mão é um dos maiores gargalos da robótica humanoide. Andar já é difícil; manipular objetos do mundo real é ainda mais. Uma mão humana combina ossos, tendões, músculos, pele, unhas, sensores táteis, força, maciez e coordenação fina. Reproduzir isso em máquina é extremamente complexo.

As mãos humanoides modernas variam de garras simples de dois ou três dedos até mãos antropomórficas com 16, 20 ou mais graus de liberdade. A Unitree descreve a mão Dex3-1 do G1 como uma mão de três dedos com graus de liberdade ativos no polegar, indicador e dedo médio, podendo receber sensores táteis. A Sanctuary AI também destacou a integração de sensores táteis em sua plataforma Phoenix, justamente para melhorar a capacidade de manipulação e teleoperação.

 

As tecnologias usadas incluem motores miniaturizados, tendões artificiais, sensores de pressão, sensores de força, elastômeros, câmeras próximas à mão e algoritmos de controle de preensão. O desafio não é apenas fechar os dedos, mas saber quanto apertar, onde apoiar, quando soltar e como ajustar a pegada se o objeto escorregar.

5. Sensores proprioceptivos: consciência do próprio corpo

Um humanoide precisa saber onde estão suas articulações, qual força está sendo aplicada, como seu corpo está inclinado e se seus pés estão tocando o solo. Isso é feito por sensores de propriocepção, equivalentes tecnológicos ao senso corporal humano.

Os principais são:

  • Encoders articulares: medem a posição angular de cada junta.
  • Sensores de torque ou corrente: estimam a força aplicada pelos motores.
  • IMUs — unidades inerciais: medem aceleração, rotação e orientação do corpo.
  • Sensores de força nos pés: detectam contato com o solo e distribuição de peso.
  • Sensores térmicos e elétricos: monitoram motores, baterias e controladores.

Sem propriocepção precisa, o robô cai, aplica força demais, quebra objetos ou perde sincronismo entre pernas e tronco. Em locomoção bípede, a fusão entre IMU, sensores dos pés e encoders é essencial para controlar o centro de massa e o equilíbrio dinâmico.

6. Percepção externa: visão, profundidade, som e tato

Para interagir com o mundo, o robô precisa perceber o ambiente. A configuração típica inclui câmeras RGB, câmeras de profundidade, câmeras estéreo, LiDAR em alguns casos, microfones, sensores táteis e sensores de proximidade.

Hoje há uma tendência de reduzir sensores especializados e usar mais visão ativa combinada com IA. Um estudo recente com o Unitree G1 comparou combinações de sensores em tarefas de manipulação e concluiu que uma configuração mínima com câmera estéreo ativa pode superar arranjos multissensoriais mais complexos em regimes com poucos dados, embora sensores táteis possam ganhar importância com bases de treinamento maiores.

Isso mostra uma mudança importante: nem sempre mais sensores significam melhor desempenho. O estado da arte busca o melhor equilíbrio entre robustez, custo, consumo energético, latência e qualidade dos dados.

7. Computação embarcada: o cérebro local

Um robô humanoide não pode depender inteiramente da nuvem. Ele precisa tomar decisões locais em tempo real, especialmente para equilíbrio, controle motor e segurança. Por isso, usa computadores embarcados com CPUs, GPUs, aceleradores de IA, microcontroladores e redes internas de comunicação em tempo real.

A arquitetura costuma ter camadas:

  • Controle de baixo nível: roda em microcontroladores próximos aos motores, com ciclos de milissegundos.
  • Controle de corpo inteiro: coordena postura, equilíbrio, marcha e manipulação.
  • Percepção: processa câmeras, profundidade, objetos, pessoas e obstáculos.
  • Planejamento: decide trajetórias e sequência de ações.
  • IA de alto nível: interpreta linguagem, objetivos, contexto e tarefas.

A Tesla descreve o Optimus como um robô humanoide autônomo voltado a tarefas inseguras, repetitivas ou entediantes, exigindo pilhas de software para equilíbrio, navegação, percepção e interação com o mundo físico. Essa descrição resume bem a arquitetura geral dos humanoides modernos.

8. Controle dinâmico e locomoção bípede

Locomoção bípede é um dos problemas clássicos da robótica. O robô precisa caminhar sem cair, adaptar-se a pequenas irregularidades, mudar de direção, parar, agachar, levantar, carregar objetos e recuperar o equilíbrio após empurrões.

Historicamente, o campo foi dominado por controle baseado em modelos: centro de massa, ponto de momento zero, modelos de pêndulo invertido, planejamento de passos e controle preditivo. Hoje, essas técnicas convivem com aprendizado por reforço, imitação de movimento humano, simulação massiva e políticas neurais treinadas em ambientes virtuais. Uma revisão de 2025 sobre locomoção e manipulação humanoide destaca justamente a transição de abordagens puramente model-based para sistemas híbridos que combinam planejamento, controle clássico e aprendizado.

Pesquisas recentes já demonstram controladores capazes de caminhar, correr e recuperar-se de quedas em plataformas como o Unitree G1, usando políticas treinadas em simulação e transferidas para hardware real.

9. Manipulação de corpo inteiro

Um humanoide não manipula apenas com as mãos. Ao levantar uma caixa, abrir uma porta ou alcançar uma prateleira, ele usa pernas, quadril, tronco, ombros, braços, punhos e mãos. Isso é chamado de whole-body manipulation.

O robô precisa manter equilíbrio enquanto aplica força. Se empurra uma porta pesada, o corpo inteiro reage. Se carrega uma caixa, o centro de massa muda. Se pega um objeto no chão, precisa coordenar agachamento, alcance, visão e preensão.

Essa é uma das áreas mais difíceis porque combina contato físico, dinâmica instável e percepção incerta. Por isso, muitos humanoides comerciais começam por tarefas mais simples e repetitivas: mover caixas, classificar pacotes, transportar peças, alimentar linhas de produção ou operar em células industriais controladas.

10. Modelos visão-linguagem-ação: a nova camada cognitiva

A grande mudança recente é a entrada dos modelos VLA — Vision-Language-Action. Eles conectam visão, linguagem e ação robótica. Em vez de programar cada tarefa manualmente, o objetivo é permitir que o robô interprete comandos como “pegue a caixa vermelha e coloque na prateleira de baixo” e converta isso em movimentos físicos.

A NVIDIA apresenta o Isaac GR00T como uma iniciativa e plataforma de desenvolvimento para modelos fundamentais de robôs e pipelines de dados voltados a acelerar a robótica humanoide. O repositório Isaac GR00T N1.7 descreve o modelo como um VLA aberto para habilidades generalizadas de humanoides, usando entrada multimodal, incluindo linguagem e imagens, para realizar tarefas de manipulação.

A Figure AI descreve o Helix como um sistema VLA generalista para humanoides, capaz de controlar percepção, movimento e raciocínio a bordo e em tempo real. Já pesquisas como Being-0 propõem arquiteturas hierárquicas em que modelos fundacionais fazem planejamento e raciocínio, enquanto bibliotecas de habilidades cuidam da locomoção e manipulação de baixo nível.

Essa separação é importante: grandes modelos podem entender a tarefa, mas não devem controlar diretamente cada motor em tempo real. O estado da arte caminha para arquiteturas híbridas: IA cognitiva no topo, controladores especializados embaixo.

11. Simulação, gêmeos digitais e transferência para o mundo real

A simulação é indispensável. Treinar um humanoide apenas no mundo real seria caro, lento e perigoso. Em simulação, é possível gerar milhões de quedas, passos, colisões, movimentos e tentativas de manipulação sem quebrar hardware.

Ferramentas como NVIDIA Isaac, MuJoCo, Gazebo, Drake e ambientes proprietários permitem treinar políticas de controle, testar sensores, gerar dados sintéticos e validar comportamentos antes da implantação física. A dificuldade está no chamado sim-to-real gap: a diferença entre o mundo simulado e o mundo real.

Pesquisas recentes em VLA e simulação tentam reduzir esse abismo com reconstrução 3D realista, 3D Gaussian Splatting, dados sintéticos, randomização de domínio e transferência zero-shot para robôs reais.

12. Teleoperação e aprendizado por demonstração

Boa parte dos humanoides atuais ainda depende de algum grau de teleoperação, especialmente para coleta de dados. Um operador humano usa controles, luvas, câmeras, realidade virtual ou sensores inerciais para demonstrar tarefas; o robô registra movimentos, imagens, forças e resultados; depois, esses dados alimentam modelos de aprendizado.

Isso é fundamental porque os robôs precisam aprender com exemplos reais. A teleoperação também funciona como modo de segurança: quando a autonomia falha, um humano pode assumir.

Estudos recentes mostram sistemas de teleoperação de corpo inteiro usando trajes com IMUs para mapear movimentos humanos em plataformas humanoides, validando fluxos sim-to-sim e sim-to-real.

13. Energia: baterias e autonomia

Robô trocando bateria

A bateria é outro gargalo crítico. Um humanoide precisa alimentar motores potentes, computadores, sensores, comunicações e sistemas de refrigeração. Ao contrário de um veículo com rodas, um bípede gasta energia apenas para manter postura e equilíbrio.

Os desafios são:

  • densidade energética limitada das baterias;
  • aquecimento dos motores;
  • alto consumo em marcha e manipulação;
  • necessidade de troca ou recarga rápida;
  • segurança contra incêndio;
  • impacto do peso da bateria na locomoção.

Robôs industriais atuais ainda trabalham com autonomias de poucas horas. O Digit, por exemplo, é anunciado com cerca de quatro horas de bateria e capacidade de trabalhar em turnos contínuos por meio de operação planejada e recarga/troca.

14. Segurança funcional

Humanoides vão operar perto de pessoas, máquinas, empilhadeiras, escadas e objetos pesados. Por isso, segurança não é opcional. O robô precisa detectar pessoas, limitar força, parar em emergência, evitar esmagamento, cair de forma menos perigosa e obedecer zonas de exclusão.

Segurança envolve:

  • Botões físicos de emergência.
  • Limites de torque e velocidade.
  • Detecção de colisão.
  • Monitoramento térmico e elétrico.
  • Redundância de sensores críticos.
  • Supervisão humana.
  • Logs de operação.
  • Atualizações seguras de software.

Na prática, a dificuldade é combinar segurança com produtividade. Um robô excessivamente conservador para o tempo todo; um robô agressivo demais vira risco operacional.

15. Comunicação e conectividade

Humanoides modernos podem operar isoladamente, mas o cenário industrial exige integração com sistemas externos: WMS de armazéns, ERP, sensores de fábrica, redes 5G, Wi-Fi 6/7, servidores de IA, sistemas de supervisão e frotas de robôs.

A conectividade serve para:

  • receber tarefas;
  • enviar telemetria;
  • atualizar software;
  • sincronizar mapas;
  • enviar vídeo para supervisão;
  • coordenar múltiplos robôs;
  • integrar-se a sistemas empresariais.

Mesmo assim, funções críticas de equilíbrio e segurança devem permanecer locais. Um atraso de rede não pode derrubar o robô.

16. Software de missão e autonomia

Acima do controle motor, o robô precisa de um sistema operacional de missão. Essa camada organiza tarefas, prioridades, mapas, regras, estados internos, falhas, permissões e interação com humanos.

Muitas plataformas usam middleware como ROS 2 ou arquiteturas proprietárias equivalentes. O software precisa coordenar sensores, atuadores, IA, diagnóstico, logs, controle de frota e interface homem-máquina.

O futuro provável é um modelo parecido com carros autônomos e drones: software embarcado certificado, atualizações remotas, módulos de percepção, planejamento, controle e supervisão, com forte ênfase em validação e rastreabilidade.

17. Interface humano-robô

Um humanoide precisa entender e ser entendido. A interface pode incluir voz, tela, LEDs, gestos, aplicativo, comandos por linguagem natural e painéis industriais.

Modelos de linguagem tornam essa interação mais natural. Em vez de comandos rígidos, o operador pode dizer: “leve estas caixas para a esteira 3”, “pare e espere”, “repita a tarefa anterior” ou “mostre o que você viu”. Mas a linguagem natural também cria riscos: ambiguidade, comandos inseguros e necessidade de confirmação.

Por isso, robôs industriais tendem a combinar linguagem com fluxos controlados: o humano dá a intenção, mas o sistema valida se a ação é permitida, segura e compatível com o ambiente.

18. Materiais, vedação e robustez industrial

Para sair do laboratório, o robô precisa resistir a poeira, vibração, umidade, variação de temperatura, impacto, transporte e manutenção frequente. Isso exige:

  • cabos protegidos;
  • conectores industriais;
  • carenagens modulares;
  • acesso rápido a componentes;
  • vedação contra poeira;
  • dissipação térmica;
  • peças substituíveis;
  • diagnóstico embarcado.

Esse aspecto é menos glamouroso que a IA, mas decisivo para comercialização. Um robô que impressiona em vídeo, mas exige horas de manutenção diária, não escala industrialmente.

19. O que diferencia os humanoides atuais dos antigos

Robôs humanoides existem há décadas, mas a geração atual difere por cinco razões principais.

Primeiro, os atuadores elétricos ficaram mais compactos e potentes. Segundo, a computação embarcada permite visão e IA em tempo real. Terceiro, a simulação permite treinar milhões de experiências antes do teste físico. Quarto, os modelos fundacionais permitem generalizar tarefas por linguagem e visão. Quinto, há um forte impulso comercial em logística, manufatura e serviços.

A novidade não está em uma única peça, mas na integração: corpo mecânico, controle, sensores, IA, dados, simulação e produção industrial.

20. Principais gargalos técnicos

Apesar do avanço, os humanoides ainda enfrentam limitações severas.

  • Autonomia energética: poucas horas de operação útil ainda são insuficientes para muitas aplicações.
  • Manipulação fina: mãos robóticas ainda estão longe da destreza humana.
  • Custo: atuadores, sensores e manutenção continuam caros.
  • Robustez: operar todos os dias em ambiente industrial é diferente de fazer uma demonstração.
  • Generalização: robôs ainda falham quando objetos, iluminação, layout ou tarefas mudam muito.
  • Segurança: trabalhar ao lado de humanos exige certificação, redundância e previsibilidade.
  • Dados: modelos VLA precisam de enormes quantidades de demonstrações reais e simuladas.

Quadro técnico: arquitetura típica de um humanoide moderno

Subsistema Função Tecnologias principais
Estrutura mecânica Suportar cargas, impactos e articulações Alumínio, aço, titânio, compostos, peças usinadas
Atuadores Gerar movimento e força Motores brushless, redutores harmônicos/planetários, sensores de torque
Pernas Locomoção bípede Controle dinâmico, IMU, sensores nos pés, aprendizado por reforço
Braços Alcance e manipulação Ombros multieixo, cotovelos, punhos, controle de força
Mãos Preensão e destreza Dedos robóticos, tendões, sensores táteis, controle de pegada
Sensores internos Consciência corporal Encoders, IMU, torque, corrente, temperatura
Sensores externos Percepção do ambiente Câmeras RGB, estéreo, profundidade, LiDAR, microfones
Computação Processamento local CPUs, GPUs, aceleradores de IA, microcontroladores
IA cognitiva Entender comandos e planejar VLMs, VLAs, LLMs, modelos fundacionais
Controle motor Equilíbrio e movimento MPC, controle de corpo inteiro, políticas neurais
Energia Alimentação Baterias de íons de lítio, BMS, troca rápida
Segurança Operação perto de humanos E-stop, limites de torque, detecção de colisão, redundância
Conectividade Integração externa Wi-Fi, 5G, Ethernet, sistemas de frota, APIs
Simulação Treinamento e validação Isaac, MuJoCo, gêmeos digitais, sim-to-real

Conclusão

Da esquerda para a direita: G1 da Unitree, Atlas da Boston Dynamics, Figure 02 da Figure AI, Apollo da Apptronik e o robô Optimus da Tesla. | Fonte: Unitree, Boston Dynamics, Figure, Apptronik e Tesla

Um robô humanoide de ponta é uma síntese de várias fronteiras tecnológicas. Ele exige corpo mecânico leve e resistente, atuadores potentes, mãos hábeis, sensores precisos, computação embarcada, controle dinâmico, baterias eficientes, segurança funcional e modelos de IA capazes de transformar linguagem e visão em ação física.

O estado da arte não está apenas em fazer o robô andar ou conversar. Está em fazê-lo trabalhar com confiabilidade, por horas, em ambientes humanos reais, lidando com variação, incerteza, contato físico e risco. A corrida atual dos humanoides será vencida não por quem fizer a demonstração mais impressionante, mas por quem conseguir combinar destreza, autonomia, segurança, custo viável e manutenção industrial em uma plataforma que produza valor todos os dias.■


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Lucena
26 dias atrás

No futuro de médio a longo prazo …as guerras como vemos hoje …se verá muitos drones,robôs e …. mercenários .
.
As guerras motivadas por interesses nacionais, de estado …. serão coisas do passado…serão motivadas por interesses coorporativos de transnacionais ….. que poderão ser travadas em qualquer local…colocando em risco a humanidade do local .
.
Crime contra a humanidade e de guerra …. será o que se vai mais vê …o grande capital não tem coração e o seu amor é ao seu deus mercado.

lucena
Responder para  Lucena
24 dias atrás

Mercenários …. esse tema no Brasil será de grande importância em médio prazo para a segurança nacional ….aliás…uma excelente linha de pesquisa para este blog.
.
Aposto minhas fichas que o crime organizado no Brasil …CV por exemplo …quer entrar nesse “negócio” …já está levando “estagiários” para Ucrânia…. e estes vem de lá especializado…. e não é só em drone … é para …”pau para toda obra”.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  lucena
21 dias atrás

Não tem novidade, a criminalidade no Brasil é bem mais inteligente que as autoridades policiais…

Basta ver a recente notícia de que a Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu uma fazenda de mineração de criptomoedas operada pelo Comando Vermelho agora em maio desse ano.
A estrutura contava com cerca de 30 computadores de alto desempenho roubando energia e era utilizada para lavar dinheiro do tráfico.

A polícia investiga se a captação de Bitcoins e outras moedas digitais se tornou mais uma forma de lavar o dinheiro do tráfico. 
A mineração é uma atividade legal e não constitui crime.
Não havia ninguém tomando conta da “fazenda”, a rede podia ser monitorada remotamente.

“monitorada remotamente”…

Bobear o CV e o PCC já devem atuar na bolsa de valores…

O tempo de roubar banco e carro forte acabou! Isso é coisa de amador…

Pelo que li um tempo atrás, o comando vermelho tinha R$70 milhões aplicados em BitCoins.

Mas levaram um tombo gigantesco,pois a plataforma financeira Bybot, que gerenciava uma vasta quantidade de criptoativos pertencentes a centenas de investidores espalhados pelo Brasil, Estados Unidos e Europa, simplesmente desapareceram. Isso resultou em inúmeras denúncias policiais em São Paulo, mas as vítimas se espalham por diversos estados.

Após os prejuízos financeiros, muitos investidores que sofreram perdas se mobilizaram para tentar localizar o principal executivo da empresa, Gustavo de Macedo Diniz, conhecido como Engomadinho do Bitcoin. Além dele, dois membros da equipe estavam sendo procurados pelo grupo criminoso carioca,que teria investido na compra de moedas virtuais com o objetivo de lavar dinheiro… 

Na época,o Comando Vermelho ofereceu uma recompensa de R$ 15 mil por qualquer informação que levasse à localização dos membros da Bybot. 
Em uma das mensagens, o grupo criminoso enfatizou que não desejava a morte dos funcionários da empresa. “Não causem mortes.”

Tem que ser muito estúpido de tubarão! Como aquela influencer Deolane Bezerra, associada ao PCC…

Iran
Iran
26 dias atrás

Se eles forem como aquela primeira geração de robôs do filme Eu Robô tá ótimo, apenas um autômato que cumpre tarefas comuns, e espero que jamais passe disso.

Hamom
Hamom
Responder para  Iran
25 dias atrás

Meu medo é que, pra grande maioria da humanidade, façam uma geração robótica estilo ‘Eu Roubo’… (teu emprego, tua privacidade e tua liberdade…)

Última edição 25 dias atrás por Hamom
Dr. Mundico
Dr. Mundico
26 dias atrás

Ainda teremos robôs desempenhando atividades de segurança, vigilância, transporte, manutenção, combate e até mesmo cuidados médicos intensivos.
Dentro de uma escala industrial eficiente, serão ótimos “escravos” e pouparão muito trabalho e preocupação para seus proprietários.
Arrisco dizer que teremos um robô em cada domicílio, tal qual uma geladeira ou televisão. A necessidade cria o uso.

luciano
luciano
26 dias atrás

Skynet

sergio 02
sergio 02
Responder para  luciano
25 dias atrás

O Exercito tas maquinas ja esta tomando forma.

zehpedro
zehpedro
26 dias atrás

Tamo lascado

Adriano Madureira
Adriano Madureira
25 dias atrás

Se eles forem habilidosos e ágeis como esses, já é um bom começo…

https://www.youtube.com/watch?v=mUmlv814aJo

comenteiro
comenteiro
Responder para  Adriano Madureira
25 dias atrás

Mas se for como esse, estamos tranquilos. Parece aquele estereótipo do tiozão bebado de churrasco.

https://www.youtube.com/shorts/9TIk9n_ka_I

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  comenteiro
21 dias atrás

Mas eu acho que para esses robôs, passarem de civis para militares, falta somente um dedinho…

Para equipá-los com uma armadura peitoral mais forte, assim como as partes dos corpos, um estudo aprofundado poderia ser feito,tranquilamente…

Essa daqui é uma versão militar de um robô chinês…

comment image?w=1024

O robô foi apresentado na 12ª Semana Internacional de Cadetes do Exército, realizada de 3 a 9 de novembro na Universidade de Engenharia do Exército do PLA em Nanjing, no leste da China.
O evento reuniu cadetes de oito academias do PLA e mais de 30 cadetes de instituições militares de 13 países, segundo o South China Morning Post (SCMP).

Além do robô de combate controlado por movimento, o SCMP informou que os cadetes também foram apresentados a outros sistemas não tripulados projetados para tarefas de alto risco . Entre eles, um robô de desminagem que combina reconhecimento visual baseado em IA com detectores de metal para localizar explosivos enterrados em campos minados simulados. 

Francisco
Francisco
25 dias atrás

Vendo os avanços tecnológicos ocorrendo nos ultimos anos (IA, robótica, drone) vejo que infelizmente o Brasil parou no tempo e estamos ficando cada vez mais para trás em relação aos países desenvolvidos

Alexandre Galante
Responder para  Francisco
25 dias atrás

O propósito foi esse mesmo: mostrar que estamos atrasados demais nesse campo.

Manus Ferrum
Manus Ferrum
25 dias atrás

Imaginem quando começarem a fabricar os robos viáveis de formas não humanoides como da lacraia ou do caranguejo, da aranha.

comenteiro
comenteiro
Responder para  Manus Ferrum
25 dias atrás

Mas esses já existem há anos. Tem drones em formatos de inseto e tudo o mais.

YUFERFLLO
YUFERFLLO
Responder para  Manus Ferrum
25 dias atrás

Os mais fáceis são os não humanoides

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
25 dias atrás

Exercito de Humanoides?

Não, isso não é um BYD que você vai colocar na tomada, se querem algo operacional esqueça civilização nessas circunstâncias

Em uma zona de combate a primeira infraestrura afetada será da energia elétrica, no primeiro estrondo de uma bomba a energia fornecida pela companhia se vai, agora a única energia disponível na região será fornecida para os esforços de guerra com geradores, aí você lê algo assim do sistema apresentado.
“densidade energética limitada das baterias;” mesmo depois de superar todos os desafios de hardware e software, esse ainda permanece como sendo o grande calcanhar de aquiles dos drones e também será dos humanoides, o drone tem a vantagem da autonomia por ser leve, um humanoide para combate não será leve, logo sua autonomia vai cair.
Uma maquina pode obter bons resultados nas missões de ataque rompendo linhas defensivas, mas manter a área conquistada é algo limitado a sua autonomia e logo precisará ser substituida por tropas (humanas) para garantir a soberania do terreno.
Nos intervalos das missões tem o desafio logistico de toda uma nova classe de suprimentos e conhecimentos avançados de manutenção para manter algo tão complexo operacional em um ambiente desfavorável de campo que só uma zona de combate oferece.
Manter a operacionalidade de algo 24/7/365 com berços de baterias competindo energia com um monte de outras instalações de campanha tudo isso pendurado a poucos geradores e uma parafernalha de fios seria algo muito desafiador até para as grandes potencias, exemplo comparável foram o surgimento dos motores eletricos…todos sabem que não são novidade, são silenciosos, tem bom torque, porque não colocaram na propulsão das viaturas militares? reflitam.
No meu ponto de vista, o drone já pega essa fatia de mercado junto com a infantaria com um sincronismo excelente e humanoides ainda tem muitas incertezas quanto ao emprego, um demonstrador de técnologias incapaz de fornecer resultados dissuasivos, e que ainda precisa convercer muita gente para se consolidar.
Em outras palavras, acredito que não vão existir exercitos de humanoides alá filme “Eu, Robô”, pelo menos não agora….o que alguns talvez vivenciem nas próximas décadas será no máximo propaganda de soldados humanoides fazendo função de esclarecedor ou enfermeiro.

Obs – adoro tecnologia, mas temos que ter o pé no chão…abraço

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
25 dias atrás

Já existem estudos e projetos-piloto com o uso de “pastilhas” nucleares em máquinas de uso intensivo, remoto e autônomo, ou seja…robôs!

ln(0)
ln(0)
Responder para  Dr. Mundico
25 dias atrás

Em vez de pastilhas nucleares, seriam as os reatores RTG (Radioisotope Thermoeletric Generator) usado nos robôs de exploração espacial. Funcionam pelo decaimento radioativo, que gera calor e esse calor é transformado em energia elétrica.

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
Responder para  Dr. Mundico
25 dias atrás

Interessante caro Mundico, mas como ficaria para descartar pastilhas nucleares?…dizem que os reatores tem um custo descarte similar ao custo de produção, senão maior…sem falar que a manipulação disso exige mão de obra qualificadissima a um custo proibitivo e bem perigoso.

Carlos I
Carlos I
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
24 dias atrás

É possível que com a viabilidade da starship vão querer mandar para o espaço, isso depois de confirmada baixíssima taxa de acidentes e com um bom invólucro para proteger dos accidentes.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Dr. Mundico
22 dias atrás

Estudos sim, como ir para outras galáxias. Pilotos ainda não

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
22 dias atrás

O combate na Ucrânia hoje é centrado em robôs. Não necessariamente o humanoide é a melhor solução. O que determina a configuração é o uso. Não é necessário mãos se não tem uso para elas. Os endeffectors que executam as funções. São necessários plataformas de movimentação e end effectors para as funções

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
25 dias atrás

Um humanoide chegar no corpo de tropa do EB seria algo inusitado…rs

O subtenente iria ficar com medo de soltar ele para instrução e quebrar.
O armeiro iria jogar a responsábilidade de manutenção para sgt de comunicações e o sgt de comunicações iria devolver para o armeiro (capaz de aparecer até na seção de transportes).
O sargento vai querer dar parte do humanoide para o capitão.
O soldado vai querer empurrar faxina e guarda para o humanoide se autopromovendo cabo, sem ter graduação.

seria um caos, rindo demais.

comenteiro
comenteiro
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
25 dias atrás

E o risco dele subir na carreira e virar oficial…

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  comenteiro
25 dias atrás

pelo menos não vai ter nem viuva e nem filha para para o estado pagar pensão caso ele quebre, kkkkk

MMerlin
MMerlin
25 dias atrás

Como comentei em outro post, estudos apontam que, em 50 anos, mais de 90% das pessoas serão substuidas em seus cargo trabalho pelo conjunto robôs humanoides + IA. Estes dependerão exclusivamente da RBU.

O setor de TI, que em teoria (lá no começo) seria o último afetado, está sendo um dos primeiros e custo humano já está sendo alto. O novo lote de demissão anunciado ontem pela Meta confirma o cenário.

E quem ainda acredita nesse papo de que os humanos virarão “gestores” e os sistemas computacionais os “executores”, lembrem-se, gestão é diferente de gerenciamento.
Gestão é visão estratégica.
Gestão é nivel executivo.
E não se enganem. Setores de pesquisa, desenvolvimento e criação tendem também a migrar para ferramentas inteligentes e automatizadas.

Trabalho com tecnologias a décadas.
E, como opinião pessoal, todo esse avanço é espetacular, sem dúvida.
Mas é a primeira vez que vejo a humanidade desenvolver tecnologias que vão afetar negativamente, como um todo e de forma ampla, nossa sociedade.

Do mais, o artigo ficou ótimo. Bem completo pessoal.

Última edição 25 dias atrás por MMerlin
Francisco
Francisco
Responder para  MMerlin
25 dias atrás

Mais a galera estão preocupadas em diminuição de jornada de trabalho, futebol, idolatra seu politico de intimação…etc.

Vou dá um exemplo pratico, meu tio tem uma padaria em Goiânia que tem 3 caixas, um dia tava lá e duas estavam comemorando a diminuição da jornada de trabalho. Mais uma coisa que elas não sabem que o dono da padaria (meu tio) já encomendou 3 caixas automatizado com IA (a nova geração de caixa automatizado terá um rosto na tela e vai interagir com você) e vai manter somente um funcionário para monitora a operação.

Mais isso deve ser muito caro?

Não….cada caixa vai custa 32 mil reais e uma mensalidade de 230,00 reais mensais de manutenção. custo bem mais barato que um funcionário CLT.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Francisco
25 dias atrás

Sim.
Basta ver o crescente lançamento de mercados express automatizados.
Apenas um funcionário para dar suporte e organizar o local.
E cada vez mais aderindo a este tipo de serviço, devido ao menor custo.

E como o Galante e o Franciso bem comentaram sobre a situação industrial nacional.

Onde estamos agora?

Se lá atrás, quando o conceito de Industria 3.0 comecou a surgir por aqui (ja estava bastante avancada na Europa e EUA), o Governo demonizou o modelo associando ao desemprego, sacrificando o setor no médio prazo, tornando a produção nacional cara e de menor qualidade, qual será o comportamento nesse modelo ainda mais automatizado?

Já estamos saindo da Quarta Revolução Industrial e entrando na Quinta.
E alguém vê algum partido, gestor político ou parlamentar falando do assunto?
Zero.

Última edição 25 dias atrás por MMerlin
Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  MMerlin
25 dias atrás

“E alguém vê algum partido, gestor político ou parlamentar falando do assunto”

Pelo contrario, querem tornar inviável produzir qualquer coisa aqui no Brasil, com altos encargos e jornadas de trabalho cada vez mais reduzidas.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Francisco
25 dias atrás

No BR essas coisas não vão funcionar direito sem um ser humano de olho em cada transação… QQ deslize da maquina o ser humano vai aproveitar pra deixar de pagar o consumo.

comenteiro
comenteiro
Responder para  JuggerBR
25 dias atrás

Me lembrei das promessas de gente como o Musk. No fim das contas a autonomia desses sistemas depende de um multidão de gente em call centers na Ásia monitorando tudo.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  comenteiro
24 dias atrás

tu sabe que já tem IA para callcenter né, e elas ainda são bem básicas, mas vão evoluir, elas em breve estarão dentro de um servidor da AMAZON

comenteiro
comenteiro
Responder para  Carlos Campos
24 dias atrás

Mas muita coisa precisa e muito de supervisão humana. Eu odeio muito esses call centers com robozinhos. Parecem que são feitos para atrapalhar o consumidor.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Francisco
25 dias atrás

Seu tio está certo, já que boa parte do brasileiro só quer saber de receber beneficio do governo e não quer mais saber de trabalhar.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Francisco
24 dias atrás

eu tento explicar isso para minha família e tem gente que acha que eu sou doido, a vida de CLT e até dos não CLT é dura eu sinto na pele, mas a questão é que, IA e Robôs vão empurrar nós para RBU, e quem vai mandar na p0rr4 do governo vai ser as BigTechs, aqui no Brasil vai ser a família que controla Itau, Bradesco, Grupo Marinho, PagBank Uol, herdeiros do BTG, Herdeiros da XP, da WEG, e etc, se já não somos um plutocracia, seremos e o mundo será, vai ser uma democracia de faz de conta, essas famílias superpoderosas que controlarao a maior parte das ações vão brigar pelo poder, e nós meros mortais, seremos meros brinquedos que não terão nada, mas serão felizes.

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  Francisco
24 dias atrás

No sistema econômico vigente, os produtos são vendidos a pessoas. Essas pessoas ganham dinheiro vendendo sua força de trabalho. Se elas não conseguem vender seu trabalho, não terão como consumir e a dinâmica econômica entra em colapso.
Esse é um dos dilemas da automação e do expressivo aumento de produtividade que ela proporciona.

Esse processo já ocorreu inúmeras vezes desde o início da revolução industrial no século XVIII, mas agora não apenas a inovacao é muito mais rápida, como há menos espaço para a incorporação de novos grupos consumidores ao sistema econômico.
Antes não apenas havia uma população crescente como houve a ampliação dos mercados pela inclusão de novas áreas e populações (expansão colonial do século XIX e início do XX).

Agora a população da maioria dos países está estagnado e, em breve, começará a decair. E não há mais territórios a serem incorporados ao sistema econômico.
Assim os efeitos da atual onda de automação poderão ser muito mais danosos do que os derivados das ondas anteriores.

Francisco
Francisco
Responder para  EduardoSP
24 dias atrás

concordo com seu ponto de vista….e infelizmente temos cada vez mais governos populistas que vende a narrativa da população prospera trabalhando menos, isso não existe…

André Sávio Craveiro Bueno
André Sávio Craveiro Bueno
25 dias atrás

Não li todo o texto. Esses robôs mencionados são autônomos ou precisam de alguma interação com humanos para desempenhar uma atividade?

Wagner Figueiredo
Wagner Figueiredo
25 dias atrás

Meu cachorro mandou perguntar quando irão lançar a ” número 16″?!?!

comenteiro
comenteiro
Responder para  Wagner Figueiredo
25 dias atrás

Caapz de lançãr a Cylon #6

Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
25 dias atrás

Humanoide eu não sei,as robôs se combate na forma de veículos blindados dobre rodas e esteiras, em missões de reconhecimento ou combate direto de alto-risco como um MBT, pode ser!

A C
A C
25 dias atrás

Se esse post fosse colocado há 3 ou 4 anos, seria por certo no dia 1º de abril. A realidade mudou. E muito.

Para ter um pouco mais de clareza do que já está fora dos laboratórios e centros de pesquisa, procure no YouTube por “CES 2026”.

Na semana passada fui servido por um robô em um restaurante.Em alguns anos estarão popularizados em nossas casas, serviços públicos e militares. Tudo isso contra a minha e a sua vontade. Se as FFAA não se moverem, é rápido; lutarão com “pedras e paus”.

Carlos Campos
Carlos Campos
24 dias atrás

Calma CLT, a jornada 0/7 tá vindo e bem rápido, bem vindo a renda básica universal.

Última edição 24 dias atrás por Carlos Campos
comenteiro
comenteiro
Responder para  Carlos Campos
23 dias atrás

Bah, sempre vai dar pra trabalhar em troca de Soylent Green.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  comenteiro
23 dias atrás

kkkkkkk é isso que esses desgraç@dos bilionários querem, sejam eles chineses ou americanos

comenteiro
comenteiro
Responder para  Carlos Campos
22 dias atrás

No fim das contas somos todos Soylent Green.

Carlos Campos
Carlos Campos
24 dias atrás

Imagina um exército desses robôs lutando no Irã para conseguir os recursos naturais necessários da região, os drones já mudaram o campode batalha, imagina agora robôs enviando dados em tempo real para uma IA, que a cada segundo ia refazer ajustes da estratégia de batalha para garantir que vitória seja conseguida, o inimigo no caso a China na mesma pegada. a guerra será no campo cibernético e fisico, a mesmo tempo e com IA e computadores quanticos.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
24 dias atrás

Todo mundo se mexendo, e o Brasil como sempre deitado em berço esplendido!

MMerlin
MMerlin
Responder para  Adriano Madureira
24 dias atrás

Nosso país supera qualquer previsão ou bom senso.
Onde deveríamos aproveitar a abundância, em todos os sentidos, de nosso território, nos contentamos com a exploração.

Mas vamos no ater a uma ferida profunda (e relativamente nova) que tem se expandido e já está trazendo resultados econômicos negativos.

Nosso país é amplamente conhecidos por utilizar programas sociais dos mais diversos para fomentar a saída da pobreza de parte da população.
Nem vou entrar nos pontos pra lá de polêmicos e bem conhecidos.

O novo é que, infelizmente, o que deveria ser utilizado como ponte ou escada para dedicação a estudo (desenvolvimento pessoal e profissional) e outros segmentos, tem sido usado como modelo de sustentabilidade.

Atualmente, dos 20% mais pobres do país, 50% (sim, cinquenta porcento), da faixa entre 18 e 29 anos, se encaixam na condição “nem-nem” (nem estudam, nem trabalham).
Veja que não estamos falando do grupo conhecido com “herdeiros”. São pessoas que deveriam ser obstinadas em melhoras suas condições de vida com uma base verdadeiramente sólida, que é o conhecimento adquirido via Educação.
O que vemos infelizmente é o contrário.

Peguemos como exemplo um dos programas desenvolvidos pela China (que, por sinal, investe mais que o Brasil no Bolsa Família, mas que tem uma economia muito mais forte e sustentável).
Uma deles é o Dibao. O Dibao é um complemento da renda. Ele não é A RENDA da família.
Teve também o TPA. Um modelo avançadíssimo adotado que aplicava soluções personalizadas para cada família.
Mas, o principal: acompanhamento. Na China. a família precisa obedecer diversos pré-requisitos. Aqui, os requisitos ficam apenas no papel e, quando são necessários, são contornáveis e sem punição.

Não a toa, cada vez mais os fogem jovens de areas como as ciências exatas e ciências aplicadas.

Cada vez mais formamos menos engenheiros e desenvolvemos mais influenciadores digitais…

É preciso ajustar e fiscalizar de forma efetiva dos programas sociais e blindar o orçamento contra medidas populistas pré-eleitorais.
Também é preciso rever o modelo assistencialista educaional brasileiro. As estatísticas comprovam sua ineficiência perante o Estado.

Última edição 24 dias atrás por MMerlin