Taiwan ativa primeira unidade com lançadores HIMARS (2)

Pacote de US$ 14 bilhões fica temporariamente em espera devido à necessidade de preservar estoques de munições, mas Washington afirma que a medida não altera sua política de apoio à defesa taiwanesa

Os Estados Unidos suspenderam temporariamente a aprovação de um pacote de venda de armamentos para Taiwan avaliado em cerca de US$ 14 bilhões, alegando a necessidade de garantir a disponibilidade de munições e interceptadores para as operações militares em curso contra o Irã. A decisão foi confirmada pelo secretário interino da Marinha norte-americana, Hung Cao, durante uma audiência no Senado dos EUA.

Segundo Cao, a pausa visa assegurar que as Forças Armadas norte-americanas mantenham níveis adequados de estoque para sustentar a operação militar conhecida como “Epic Fury”, lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro deste ano. Apesar disso, o secretário afirmou que o país continua dispondo de reservas “abundantes” de munições e que as vendas militares ao exterior serão retomadas quando a administração considerar apropriado.

A suspensão ocorre em um momento politicamente sensível. Dias antes, o presidente Donald Trump realizou uma visita oficial à China e manteve conversas com o presidente chinês, Xi Jinping, nas quais a questão de Taiwan teria ocupado posição central nas discussões bilaterais. Após o encontro, Trump declarou que ainda não havia tomado uma decisão definitiva sobre a aprovação do novo pacote de armamentos para Taipé.

A medida gerou preocupação entre parlamentares norte-americanos. Durante a audiência, o senador republicano Mitch McConnell questionou os impactos estratégicos da suspensão e manifestou apreensão quanto ao atraso no fornecimento de equipamentos destinados à defesa taiwanesa.

Entretanto, surgiram interpretações divergentes dentro do próprio governo norte-americano. Um dia após as declarações de Hung Cao, uma fonte familiarizada com o processo afirmou que as vendas de armas para Taiwan “não estão relacionadas” à guerra contra o Irã, ressaltando que contratos desse porte levam anos para serem processados e que os estoques militares dos Estados Unidos seriam suficientes para atender simultaneamente às operações no Oriente Médio e aos compromissos estratégicos no Indo-Pacífico.

Do lado taiwanês, o governo declarou não ter recebido qualquer notificação oficial indicando alterações ou atrasos nos programas de cooperação militar com Washington. Tanto o gabinete presidencial quanto o Ministério da Defesa de Taiwan informaram que continuam acompanhando a situação em estreita coordenação com as autoridades norte-americanas.

Os Estados Unidos mantêm desde 1979 a obrigação legal de fornecer a Taiwan meios para sua autodefesa por meio do chamado Taiwan Relations Act, embora Washington não reconheça formalmente a ilha como um Estado soberano. Pequim, por sua vez, considera Taiwan parte integrante do território chinês e se opõe sistematicamente a qualquer venda de armamentos norte-americanos ao governo taiwanês.

A suspensão temporária do pacote reforça os desafios enfrentados por Washington para equilibrar suas prioridades estratégicas em diferentes teatros de operação. Enquanto os EUA continuam envolvidos na crise do Oriente Médio, também buscam manter sua política de dissuasão no Indo-Pacífico diante do aumento das tensões entre China e Taiwan.■


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DOUGLAS HENRIQUE MENDES TARGINO
DOUGLAS HENRIQUE MENDES TARGINO
14 dias atrás

Reunião com a China deu muito certo para os chineses. Ou é apenas uma maneira de ganhar os chineses e fazer os mimimi de sempre como ele gosta. Negócio é essa ilha começar a se juntar com coreia do sul e japão no quesito armamentos.

Igor
Igor
Responder para  DOUGLAS HENRIQUE MENDES TARGINO
14 dias atrás

E vai adiantar de que? E uma ilha, bloqueia e nao passa nada, nem ave marítima.

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Igor
14 dias atrás

No bloqueio a Berlim Ocidental na Guerra Fria, passavam aviões levando combustível e mantimentos para as pessoas. Agora, se acaso houver um bloqueio naval, veremos se alguém peida primeiro igual em Cuba em 1962 ou será o fim do mundo como a conhecemos.

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Igor
13 dias atrás

Caso a China comece um bloqueio naval a Taiwan e os EUA comecem um conflito, vocês não acham que, com o Trump no poder, ele partiria para a guerra nuclear se visse que estaria perdendo no meio convencional? Ele, no mínimo, é narcisista porque ele quer estar em todas e quer que todos bajulem o ego dele.

Igor
Igor
Responder para  Skyhawk
13 dias atrás

Caro Skyhawk, não lembro aonde eu li, de que, a China teria como doutrina nuclear num enfrentamento direto com os EUA, ela acredita que venceria pelo fato da sua população ser numéricamente maior e estar localizada num território mais vasto que seria o continente asiático, creio eu em condições de destruição mútua, sua população poderia migrar para outras regiões.
Dito isto, não creio que Taiwan valeria a pena impor essa hecatombe para ambos.
Minha opinião sobre uma guerra entre potências nucleares é, o que eu tenho a perder e o que o adversário tem a perder.
Antes essa balança pendia a favor da China, hoje creio que mudou.
O mesmo vale para um confronto entre Irã e EUA, a balança pende para o Irã.
Espero ter sido entendido.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Igor
13 dias atrás

Cuba tem uma geografia parecida e faz mais de 60 anos que está sobrevivendo

Igor
Igor
Responder para  Palpiteiro
13 dias atrás

Cuba tem 110.000km2, Taiwan 35.000km2, o triplo!

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  DOUGLAS HENRIQUE MENDES TARGINO
14 dias atrás

Mais uma vez, os EUA se mostram um aliado não confiável. Curdos, exército nacional do Afeganistão e os vietnamitas do sul que o digam.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  DOUGLAS HENRIQUE MENDES TARGINO
13 dias atrás

Embora aliados, a população da ilha é chinesa e vê o Japão como possível invasor. Os partidos políticos que se alternam no poder na ilha 1 é a favor ao distanciamento da China e outro é a favor a aproximação e isso garante um equilíbrio. O fato é que a Ilha depende sua forte economia ao continente.

amarante
amarante
14 dias atrás

Well well well

deadeye
deadeye
14 dias atrás

“Pode ser perigoso ser inimigo dos EUA, mas ser amigo é fatal.” Henry Kissinger.

E tem gente que ainda acredita nos EUA como aliado “confiável”

Heinz
Heinz
14 dias atrás

Um verdadeiro cavalo de troia, que o Brasil abra os olhos, na hora do vamos ver será nós por nós mesmo.
Viram a Rússia X Ucrânia, de aliados inseparáveis, para dois países que se odeiam…

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Heinz
14 dias atrás

Aliados até virarem a esquina. Se você pegar a história da Ucrânia, antes da Rússia, era um país independente e foi dominado pelos russos, passando pela fome de Holodomor que os soviéticos impuseram aos ucranianos.

Iran
Iran
14 dias atrás

Os EUA se tornou um escravo, sendo pragmático o verdadeiro fronte que os americanos deveriam focar é o Pacífico, eles deveriam estar 99% focados lá, mas por estarem comprometidos com Israel (literalmente comprometidos por blackmail etc), os políticos americanos colocam a segurança de Israel acima dos interesses reais do próprio país.

lucena
14 dias atrás

Manda quem pode e obedece quem tem juízo…mesmo que seja um cara que nem o Trump

Carlos Campos
Carlos Campos
14 dias atrás

Vão ibrigar aos Taiwaneses a fazerem mais coisa no país, e eles tem capacidade, problema é o tempo

Emmanuel
Emmanuel
14 dias atrás

Ninguém solta a mão de ninguém.
Os Estados Unidos começando a soltar a mão de Taiwan.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
14 dias atrás

“EUA suspendem venda de armas a Taiwan e apontam guerra contra o Irã como motivo”…
Sei,sei…Me engana que eu gosto!

Jozueh Andrade
Jozueh Andrade
13 dias atrás

Rifou !!