Shield AI é selecionada para levar capacidade de enxameamento com IA ao programa de drones kamikaze LUCAS

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LUCAS drones

A Shield AI, empresa de tecnologia de defesa especializada em software de autonomia avançada e aeronaves não tripuladas, anunciou que o Escritório do Subsecretário de Guerra para Pesquisa e Engenharia (OUSW R&E) selecionou a companhia para integrar seu software de autonomia Hivemind ao programa Low-Cost Uncrewed Combat Attack System (LUCAS), uma nova classe de drones de ataque descartáveis e de baixo custo, frequentemente descritos como drones kamikaze, projetados para operar em grandes quantidades.

O programa LUCAS, desenvolvido pelo Escritório do Subsecretário Adjunto de Guerra para Prototipagem e Experimentação (ODASW(P&E)) sob a supervisão do OUSW R&E, tem como objetivo fornecer “massa acessível” às forças armadas — ou seja, grandes quantidades de sistemas de baixo custo capazes de serem empregados simultaneamente para saturar as defesas adversárias e ampliar a capacidade operacional dos combatentes em larga escala.

No âmbito do programa, o Hivemind atuará como o “piloto de IA” dos drones LUCAS, permitindo que grupos de aeronaves não tripuladas coordenem suas ações, manobrem e se adaptem conjuntamente a mudanças em tempo real nas condições do ambiente, com base nas orientações dos operadores militares. A integração incluirá uma demonstração operacional prevista para o segundo semestre deste ano, na qual um único operador comandará um enxame de sistemas autônomos que atuará de forma coordenada.

A iniciativa representa um passo importante para a operacionalização da chamada autonomia colaborativa, conceito no qual múltiplos sistemas autônomos trabalham em conjunto em ambientes dinâmicos e com limitações de comunicação, sob a supervisão de apenas um operador humano.

LUCAS – Low-Cost Uncrewed Combat Attack System

“LUCAS trata de fornecer massa acessível, mas massa sem coordenação tem valor limitado”, afirmou Brandon Tseng, presidente e cofundador da Shield AI. “O Hivemind é o piloto de IA que torna essa massa inteligente. É a camada de autonomia que permite que equipes de drones percebam o ambiente, tomem decisões e atuem em escala. Temos orgulho de trabalhar com o OUSW R&E para colocar essa capacidade nas mãos dos combatentes com a rapidez exigida pelo cenário atual.”

Segundo a empresa, o Hivemind simplifica a operação de sistemas não tripulados conectados em rede ao permitir que um único operador controle simultaneamente múltiplas plataformas em missões coordenadas complexas. As decisões relacionadas ao emprego de armamentos permanecem sob controle humano, enquanto a autonomia gerencia navegação, coordenação e execução das tarefas, reduzindo significativamente o tempo entre a detecção de uma ameaça e a ação correspondente ao longo da cadeia de ataque.

O sistema de IA também permite que as plataformas atuem de forma independente, sem intervenção humana constante. Diferentemente dos pilotos automáticos convencionais, que seguem rotas previamente programadas, o Hivemind é capaz de recalcular trajetórias dinamicamente, reagir a condições inesperadas, evitar obstáculos e executar missões complexas de maneira segura e eficiente.

A seleção para o programa LUCAS amplia o histórico de utilização do Hivemind em plataformas militares dos Estados Unidos e de países aliados. A tecnologia já foi empregada no programa Collaborative Combat Aircraft (CCA) da Força Aérea dos EUA a bordo do caça não tripulado YFQ-44A da Anduril, na aeronave de testes BQM-177 da Marinha dos EUA, no helicóptero Airbus UH-72A Lakota e na plataforma Hornet, da empresa Destinus.

Sobre a Shield AI

Fundada em 2015, a Shield AI é uma empresa de tecnologia de defesa financiada por capital de risco cuja missão é proteger militares e civis por meio de sistemas inteligentes. Seu portfólio inclui o software de autonomia Hivemind e as aeronaves não tripuladas V-BAT e X-BAT. Com escritórios e instalações nos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, a empresa afirma que suas tecnologias já apoiam operações em diversas regiões do mundo.■


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lucena
14 dias atrás

Esse drone é muito parecido com o modelo iraniano.
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Acredito que o USA tem condições de desenvolver drones com desenho diferente a esse, os seus engenheiros de desenvolvimento de projeto e de sistema industrial …. são muito criativos.
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Para mim…com esse desenho igual …. fica aquela ideia e a explicação de certos atentados que aconteceu em certos países do Oriente Médio atribuídos ao Irã e estes negar que foram eles….isso só corrobora com a narrativa iraniana.

cipinha
cipinha
Responder para  lucena
14 dias atrás

O que é bom a gente copia e *** o que pensam, potencias não podem ficar presos a opiniões alheias.

Falando em copiar, está na hora de termos a nossa versão tbm

Everton Gonçalves
Everton Gonçalves
Responder para  lucena
8 dias atrás

A Rússia tem o shared II graças a shared I onde ela comprou o direito de fabricar no seu próprio país. Esse modelo americano está exatamente igual ao shared II a diferença é que colocaram AI integrado. Mais todo mundo cópia de todo mundo a verdade é essa.

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
12 dias atrás

Uma li um cara dizer algo sobre a nomenclatura desses meios, achei legal compartilhar, dizia algo mais ou menos assim:
É errado chamar “drones kamikazes”…kamikazes tinham honra baseada no bushido, guerra de drones não tem honra alguma…ele está certo, acho que deveríamos esquecer essa nomenclatura.
No Exercito Brasileiro, por exemplo isso é respeitado, são chamados de SMRP (Sistema de Munições Remotamente Pilotadas).