Nvidia vê perspectivas na China enfraquecerem enquanto Pequim reforça aposta em chips nacionais de IA
As expectativas da Nvidia de ampliar suas vendas de processadores de inteligência artificial para a China sofreram novo revés após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o líder chinês, Xi Jinping, permanece firmemente comprometido com o desenvolvimento de uma indústria doméstica de semicondutores para IA. A sinalização reduz as esperanças de que a fabricante americana consiga recuperar rapidamente sua posição no maior mercado emergente de inteligência artificial do mundo.
A questão dos chips avançados da Nvidia, especialmente o modelo H200, esteve no centro das discussões após o recente encontro entre Trump e Xi. Embora Washington tenha autorizado a venda desses aceleradores de IA para cerca de dez empresas chinesas, incluindo gigantes da tecnologia, as entregas continuam bloqueadas devido à falta de aprovação efetiva por parte de Pequim.
Segundo Trump, a liderança chinesa considera estratégica a redução da dependência de tecnologias estrangeiras e prefere fortalecer fabricantes locais, como a Huawei e outras empresas nacionais do setor de semicondutores. O presidente americano afirmou que a China optou por priorizar o desenvolvimento de seus próprios chips em vez de avançar com aquisições dos produtos da Nvidia, mesmo após a flexibilização de algumas restrições de exportação por parte dos EUA.

A postura chinesa reflete uma política industrial cada vez mais agressiva. Nos últimos dias, a gigante tecnológica Alibaba Group anunciou um novo processador de IA desenvolvido internamente, o Zhenwu M890, como parte de um amplo plano de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial e computação em nuvem. O movimento reforça a estratégia de Pequim de criar alternativas domésticas aos chips americanos.
A Nvidia, por sua vez, continua tentando preservar sua presença no mercado chinês. O diretor-presidente da companhia, Jensen Huang, declarou recentemente acreditar que o mercado chinês poderá voltar a se abrir para fornecedores americanos no futuro, embora tenha reconhecido que não houve avanços concretos durante sua visita ao país ao lado da delegação presidencial dos Estados Unidos.
Analistas observam que a situação representa um desafio significativo para a empresa. A China já respondeu por cerca de um quinto das receitas do segmento de data centers da Nvidia, mas restrições regulatórias, disputas geopolíticas e o fortalecimento dos concorrentes locais reduziram drasticamente a participação da fabricante americana no país.
Apesar das incertezas no mercado chinês, a Nvidia continua registrando resultados financeiros robustos impulsionados pela corrida global por infraestrutura de inteligência artificial. Ainda assim, a dificuldade de acesso à China evidencia como a disputa tecnológica entre Washington e Pequim se tornou um dos principais fatores estratégicos para o futuro da indústria mundial de semicondutores.■

Quanto mais a China investir no desenvolvimento de chips nacionais, mais perto o mundo fica de se livrar da Intel e AMD com o avanço da arquitetura RISC, então por favor Chineses, não parem.
Isso, boicotem o país com maior capacidade industrial e de P&D, vai dar muito certo… Os norte-americanos estão jogando de salto alto.
Bloquearam o acesso H200 para China, agora liberaram, mas China não quer mais, causando prejuízos bilionários para a Nvidia.
O titio do Norte classificou os chineses como uma ameaça a Segurança Nacional, agora pede para que comprem o H200. O mundo dá muitas voltas…
Não acredito muito nas notícias sobre avanços “espetaculares” da indústria chinesa. Tem muita fanfarra mas pouco resultado palpável. Se a China tivesse resolvido seu problema de atraso na área de semicondutores, não teria se dado o trabalho de negociar com o Trump sobre esta área.
O fomento chines para o uso de semi condutores nacionais poderia servir de exemplo para grandes países atrasados no desenvolvimento da tecnologia, como o nosso.
Em um primeiro momento, a China investiu dezenas de bilhões (US$) na expansão da produção nacional da tecnologia já existente.
Agora, investe mais de US$ 50 bilhões (que começou em 2024 e vai até o final de 2026), em desenvolvimento de modelos mais avançados, maquinário de litografia, materiais e software de design.
Bato na tecla de que o Estado deveria fomentar a indústria nacional de tecnologia.
Ele o faz, mas de modo bastante limitado.
E, além de todos esses bilhões em investimento, a China fomenta também a produção interna fortalecendo o comercial local.
Atualmente, órgãos governamentais, empresas estatais e setores militares obrigatoriamente devem utilizar semi-condutores nacionais.
Também oferece subsídio cruzado pra as empresas e indústrias que utilizam equipamento nacional.
Além de tudo isso, empresas deste setores recebem gratuitamente terrenos para suas fábricas, subsídio energético e impostos zerados por mais de década.
Resultado?
Produtos que precisam de processadores de tamanhos entre 28nm e 90nm já saem todos equipados com itens nacionais.
Os menores abaixo disso até 7nm também abastecem a produção interna, em sua maior parte consumidos por computadores a segmento mobile.
Isto pessoal, é planejamento, um verdadeiro fomento e o caminho tecnológico de um Plano de Estado.