Oreshnik

A Rússia realizou um dos maiores ataques aéreos contra a capital ucraniana desde o início da guerra, lançando uma combinação de centenas de drones de ataque e dezenas de mísseis contra Kiev e regiões vizinhas durante a madrugada deste domingo. A ofensiva provocou mortes, dezenas de feridos e danos significativos a edifícios residenciais, escolas, instalações públicas e estruturas governamentais.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, as forças russas empregaram cerca de 600 drones e 90 mísseis de diferentes tipos no ataque, tornando a operação uma das maiores registradas em 2026. Autoridades locais relataram impactos em praticamente todos os distritos da capital, com incêndios, destruição de edifícios e interrupções em serviços essenciais.

Entre as armas utilizadas estaria o míssil balístico Oreshnik, empregado pela Rússia pela terceira vez no conflito. O armamento, capaz de transportar ogivas convencionais ou nucleares e de atingir velocidades hipersônicas, teria atingido a região de Bila Tserkva, ao sul de Kiev. Especialistas consideram o sistema extremamente difícil de interceptar pelos atuais meios de defesa aérea ucranianos.

Oreshnik

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, condenou o bombardeio e afirmou que a ofensiva teve como alvo áreas civis e infraestrutura crítica, incluindo instalações de abastecimento de água, escolas e edifícios residenciais. O governo ucraniano voltou a solicitar aos aliados ocidentais o reforço dos sistemas de defesa aérea e o aumento da pressão diplomática sobre Moscou.

Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia declarou que os ataques foram conduzidos em resposta a recentes ações ucranianas contra alvos em território russo e que os objetivos da operação eram instalações militares e de inteligência. Kiev rejeita as acusações russas de ataques deliberados contra civis e afirma que suas operações têm como alvo exclusivamente infraestruturas militares.

A nova escalada ocorre em meio ao impasse das negociações para um cessar-fogo e após uma série de ataques de drones ucranianos em profundidade contra instalações militares e industriais russas.■


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Heinz
Heinz
22 dias atrás

Tem como se defender do Oreshnnik? Com certeza os ucranianos já estão estudando isso, porém é muito difícil, ele é muito rapido

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Responder para  Heinz
22 dias atrás

Agora uma coisa os russos estão usando esse míssil sem ogiva, só o impacto dele devido a alta velocidade já causa muitos estragos, esse míssil pode usar ogivas convencionais e nucleares, mas como ele só foi usado sem ogiva não se sabe como seria o comportamento dele com o peso extra das ogivas.

Bosco
Bosco
Responder para  Fabio Araujo
20 dias atrás

Vamos supor que a carga útil de um Oreshinik seja de 1,5 toneladas.
Vamos supor que cada veículo de reentrada (RV) pese 250 kg
Vamos supor que cada submunição liberada por cada RV (veículo de reentrada) pese 30 kg.
Vamos supor que cada submunição atinja o alvo a Mach 8 (2700 m/s):
A liberação da energia cinética equivale a explosão de 26 kg de TNT.
O poder destrutivo é o equivalente ao de um obus de 155 mm.
O problema do Oreshinik não é a capacidade destrutuiva e sim a falta de precisão.
Tudo indica , pelas imagens das trilhas de plasma, que os 6 veículos de reentrada seguem uma trajetória única de modo a maximizar sua capacidade de causar dano já que os veículos de reentrada não são manobráveis (MaRVs).
Para maximizar ainda mais os efeitos destrutivos cada RV se divide em 6 submunições que igualmente se espalham sobre o terreno abaixo proporcionalmente à altura em que são liberadas. Igualmente essas submunições não são guiadas.
Resumo da ópera: a efetividade militar desse míssil é irrisória e com um alta grau de desvantagem se comparado o custo x efeito.
A única razão do Putin estar enviando esse míssil completamente inútil é tentar mostrar à putinete americana instalada no Salão Oval que ainda tem “cartas” para jogar o jogo.

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
Responder para  Bosco
19 dias atrás

Um argumento técnico e geopolítico…deu uma aula e te negativaram mesmo assim hein Bosco!?, isso mostra o quanto a internet está doente e torce como se na copa do mundo estivessem.
O pessoal não quer aceitar os fatos, preferem aceitar o que convém….escolham seu lugar na arquibancada! isso é deprimente.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Heinz
20 dias atrás

tem, mas só com Arrow 3, caríssimo, e GBI-GMD, então não tem como

Bosco
Bosco
Responder para  Carlos Campos
20 dias atrás

Em tese os veículos de reentrada podem ser interceptados na fase endoatmosférica pelo Arrow 2 ou pelo THAAD, PAC-3 e SM-6.
Claro, antes de se dividirem em 6 submunições cada.
O mais indicado , claro, é o Oreshinik ser interceptado na fase de boost e antes de liberar os veículos de reentrada.
Isso em tese pode ser feito por mísseis como o SM-3, especificamente o SM-3 Block IIA.
E claro que o posicionamento desses hipotéticos SM-3 próximo da fronteira com a Rússia poderiam se tornar vulneráveis a um ataque preemptivo.
Então a defesa contra o Oreshinik, se fosse desejada, ficaria assim:
Defesa ativa:
1-Ataque preemptivo ao lançador no solo, antes do lançamento
2-Interceptação do míssil na fase pré-liberação dos RVs com míssil interceptador exoatmosférico (SM-3 Block IIA)
3-Interceptação dos RVs após liberação, com míssil interceptador exoatmosférico.(SM-3 Block I, IB, SM-3 Block IIA, Arrow 3, THAAD)
4-Interceptação dos RVs antes da liberação das submunições com interceptador endoamosférico (PAC-3, PAC-3MSE, SM-6, THAAD, Arrow 2, Samp-T, etc)

Defesa passiva:
Alerta de ataque com sirenes e mensagens via celular
Deslocamento da população para lugares seguros
Defesa civil de modo a limitar os danos

Bosco
Bosco
Responder para  Heinz
20 dias atrás

Tem como se defender do Oreshinik?
=
E precisa?
Toda arma precisa de uma contra-arma?
A quantidade de Oreshinik é e será tão diminuta em relação ao todo que não fará diferença se ele é interceptado ou não.
E nem vamos falar dos efeitos sobre os alvos, que é diminuta dado que o míssil libera suas ogivas de forma descontrolada e estas se subdividem em outras ogivas menores, mais descontroladas ainda.
Sendo absolutamente otimista em relação às capacidades dessa estrovenga russa podemos dizer que no máximo se consegue algo como o impacto de 36 projéteis de 155 mm sobre o território inimigo, com 90% dessas “ogivas” não atingindo absolutamente nada.
É como se colocassem 36 projéteis de 155 mm na ponta de um míssil com 5000 km de alcance , custando 50 milhões de dólares, e o enviasse para cobrir uma área de uns 80 km² (com 5 km de raio) .
*Se for armado nuclearmente aí a “defesa” é a possibilidade de escalar para a arena nuclear contra a OTAN e não qualquer modo de interceptação física do míssil.

Última edição 20 dias atrás por Bosco Jr
Sergio Machado
Sergio Machado
22 dias atrás

Creio que estes ataques russos não trazem efetivamente ganhos militares. Rodolfo Laterza já afirmou que não há mais alvos a serem atingidos depois de 4 anos de bombardeio maciço. São mais de cunho psicológico, até porque a logística da OTAN permanece incólume e pode dar continuidade aos ataques contra o território russo sem maiores problemas via Ucrânia, visto que é Kiev que paga o boleto. E virá.
Parece que foram 2 Oreshnik e há vídeos de vários impactos diretos.
Zelensky vai anunciar que abateu 99 % dos mísseis, inclusive os Oreshnik.

Eduardo Lima
Eduardo Lima
Responder para  Sergio Machado
22 dias atrás

Alvos há. Tem as fabricas de drones, as infraestruturas ( elétricas, industriais, ferroviárias, etc) O poder Ucrânia são os drones. Ganharam a guerra. Vide o Irã.

Undergound
Undergound
Responder para  Eduardo Lima
22 dias atrás

As fabricas de drones estão espalhadas aos milhares em pequenas unidades.
Ferrovias são fáceis de arrumar.
Ponto critico é a parte emergética.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Undergound
22 dias atrás

Muitos drones são fabricados na Polônia e na Romênia, longe dos russos.
Outros estão sendo montados por civis em apartamentos e casas particulares na Ucrânia. Uma solução inteligente.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Sergio Machado
21 dias atrás

Zelenski não é um alvo?

Antunes 1980
Antunes 1980
22 dias atrás

A Rússia está perdendo a guerra

• Quatro anos de conflito sem vitória decisiva.
• Apenas cerca de 17% do território ucraniano conquistado.
• Frente de batalha praticamente estagnada.
• Mais de 3.600 blindados russos destruídos.
• Dezenas de aeronaves abatidas, incluindo Su-35.
• Frota do Mar Negro praticamente neutralizada.
• Navios russos obrigados a recuar da Crimeia.
• Baixas russas estimadas em centenas de milhares.
• Desgaste humano e militar gigantesco.
• Economia russa pressionada por sanções e embargos.
• Guerra se tornou um enorme custo estratégico para Moscou.
• Ucrânia demonstrou resistência acima do esperado.
• Kiev ampliou sua capacidade ofensiva ao longo da guerra.
• Ataques ucranianos já alcançam Moscou.
• Putin enfrenta crescente pressão para encerrar o conflito.

João Carlos
João Carlos
Responder para  Antunes 1980
22 dias atrás

E pode continuar:

.Os aliados da russia estão a desaparecer a grande velocidade e a russia não faz nada.

.Os mercenarios russos em africa estão a ser corridos e o Putin não pode fazer nada.

. A economia russa está a ir pelo cano (inflação a subir, o petroleo a ser vendido a preço de saldo).

. Os chineses a aproveitar-se da russia (ou seja compram os produtos ao preço de saldo e vendem os produtos que os russos precisam ao preço do ouro).

. etc

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Antunes 1980
22 dias atrás

E estaria perdendo para quem, mais precisamente? OTAN?
Até onde se sabe, as perdas do adversários direto supera em muitas vezes as perdas russas. As trocas de corpos são na proporção de 30:1, 20:1…Fora todo equipamento, inteligência, alvos, etc… a Ucrãnia é totalmente bancada financeiramente pela OTAN, sequer possui dinheiro para pagar a folha salarial do funcionalismo, além de soldados, mercenários, etc…
Se a Rússia estaria perdendo o conflito para a OTAN, até seria discutível, mas para a Ucrâniia é no mínimo muito complicado afirmar algo do gênero frente a realidade.

Última edição 22 dias atrás por Sergio Machado
João Carlos
João Carlos
Responder para  Sergio Machado
22 dias atrás

Neste momento a Russia perdeu 200 km quadrados no Donbass é pouco mas foi metade do conquistado o ano passado pela Russia. Por isso a Russia está perdendo mesmo!!!!
O Vietname tambem foi apoiado pela Russia e pela China mas isso não diminui o vexame dos americanos.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  João Carlos
22 dias atrás

Bom, mas daí é uma opinião sua e muito particular, que se choca com a matemática. Os russos conquistaram somente este ano e até meados de abril 270 km2, com pouco menos de 20% do território ucraniano sob seu controle.Dados indicam que os ucranianos recuperaram em abril uns 120km2, o que pressupõe uma estagnação na frente com ligeira vantagem russa. Dizer que os russos estão a perder é negligenciar a desproporcional baixa entre os 2 lados. Apenas em fev/26, foram mais de 5.000 bombas planadoras lançadas. Se contabilizar X baixas por bomba, se tem uma noção do tamanho da destruição no lado ucraniano, que praticamente não usa aviação, com a ataques limitados por drones e combate direto.
Pode-se dizer que os russos nao estejam conquistando seus objetivos na velocidade que desejam ou que não conseguiram seu objetivo estratégico que é impedir a OTAN na Ucrânia , mas perdendo creio ser uma forçada de barra.

Emmanuel
Emmanuel
Responder para  Antunes 1980
22 dias atrás

Mude o nome para a Ucrânia e tudo isso caberá.

A guerra tem dois lados: o ucraniano que tem toda a estrutura da OTAN por trás. Do outro lado, o russo com chineses, norte coreanos e iranianos dando suporte.

É um empate em que ucranianos ainda saem perdendo. Não tem mais como repor suas tropas. Perdeu território e não terá como recuperar. Sua economia está totalmente comprometida. Os russo levam vantagem porque queima soldados de outros países e tem uma saída para a sua economia que o deixa na mãos de terceiros.

É um atoleiro. Mas não é a Rússia quem está perdendo a guerra.
Assim como os norte americanos, TAMBÉM, não perderam contra o recente conflito contra o Irã porque ali quem cede são os iranianos.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Emmanuel
19 dias atrás

É preciso analisar a proporção para avaliar o “perdendo a guerra”.

Levando para um contexto mais simples para facilitar o entendimento.

Pense na Ucrânia como um comércio de bairro.
Comercio esse que conhece cada pessoa no bairro e já está integrado a comunidade local.

Pense na Rússia como uma multinacional gigantesca que abre, no mesmo segmento comercial, uma enorme estrutura do outro lado da rua.
E os executivo desta multinacional, devido ao seus inúmeros recursos (não apenas financeiros) acredita que o concorrente muito menor irá a falência em pouco tempo (esqueça os três dias).

E qual o motivo da multinacional não conseguir fechar o estabelecimento pequeno e local?
Porque o comércio do bairro conhece os fornecedores locais e tem o apoio do bairro e região.
Vendo o risco com a chegada da multinacional, outros empresarios apoiam e até investem no pequeno comércio.

A Rússia achou que levaria em pouco tempo utilizando apenas a força bruta.
Alguns cálculos apontam gastos mensais na faixa de US$ 13 bilhões. É coisa.

A Ucrânia recebe apoio, tanto econômico quanto militar dos EUA, União Europeia, Reino Unido, Japão, Canadá e Coréia do Sul. Somados, o PIB conjunto desses países de apoio é de US$ 64 trilhões.

A Rússia, diferente da Ucrânia, recebe apoio comercial (equipamentos militares e produtos de duplo uso de países como China (que atua como mastro econômico), Coréia do Norte e Irá.
Somando o PIB desses país, o valor fica na faixa de US$ 20 trilhões.

Estima-se que 15% da estrutura ucraniana está destruída.
Mas o povo ucraniano tem se adaptado a “nova rotina” mas está longe de ser tratada como “normalidade”.
E, uma vez terminada a guerra, estima-se um custo perto de US$ 600 bilhões para reconstrução do país durante um período de, pelo menos 20 anos.

Importante observar que, após o término da WW2, os EUA custearam boa parte da reconstrução do Japão.
Num primeiro momento no setor de alimentos e farmacêutico. Também desmontou grandes indústrias japonesas para indenização dos países invadidos pelo Japão.
Num segundo momento, apoiou massivamente a reconstrução econômica daquela país. Principalmente motivado por questões políticas.
Independente, o auxílio ocorreu.
A Japão soube aproveitar se tornou uma das maiores economias do mundo.

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  Antunes 1980
21 dias atrás

Inclua nessa lista a entrada da Suécia e da Finlândia na OTAN.
Isso aí ampliou a fronteira da OTAN com a Rússia em mais de 1.000km.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Antunes 1980
20 dias atrás

Fake News!

BrunoFN
BrunoFN
22 dias atrás

Parece ser so mais um ataque que visa elevar a moral russa do que algo efetivo ou alvo valido … situação dos Russos é critica e ao se ver alguns videos e relatos do dia dia do soldado russo na linha de frente parece que a situação esta bem pior que lado do lado de la ,, os 2 lados então se moendo na linha de frente

Fabio Araujo
Fabio Araujo
22 dias atrás

Contra alvos civis!

Abymael
Abymael
Responder para  Fabio Araujo
22 dias atrás

Aí vale para os dois lados: as imagens dessa semana mostraram drones ucranianos atingindo alvos civis em Moscou.

Hcosta
Hcosta
Responder para  Abymael
21 dias atrás

enviar quase todos os dias drones, durante estes anos, e estes atingirem sistematicamente alvos civis comprova a intenção e a estratégia de ataques à população civil.
Ou são incompetentes ou faz parte da estratégia.

E a margem de erro de um míssil balístico é muito menor que um drone e muito mais difícil de ser intercetado, fazendo com que seja muito improvável que o míssil falhe o alvo.
Com os drones temos a possibilidade de mau planeamento, contra medidas eletrónicas, danos colaterais de um abate, etc. Com um míssil balístico isso não acontece.

Última edição 21 dias atrás por Hcosta
Abymael
Abymael
Responder para  Hcosta
21 dias atrás

ah sim, tipo tomahawk em creches…