24 de maio – Dia da Arma de Infantaria
Tão antiga quanto os próprios conflitos armados, a Infantaria acompanha a evolução da guerra. Desde os primórdios, já se fazia presente nas formações militares organizadas, como as falanges gregas, alicerçadas na disciplina e coesão. A “Rainha das Armas” caracteriza-se pelo conjunto de tropas vocacionadas ao combate prioritariamente a pé, responsáveis por conquistar, manter e controlar o terreno. Em virtude disso, consolidou-se como elemento fundamental para o êxito das atividades militares de campanha.
Todos os anos, comemora-se, no dia 24 de maio, o Dia da Arma de Infantaria, data que assinala o nascimento de seu Patrono: o Brigadeiro Antônio de Sampaio. Mais do que uma referência cronológica, trata-se do reconhecimento a um líder militar, cuja trajetória personifica os valores da Infantaria. Consagrado na história como o “bravo dos bravos”, Sampaio permanece como paradigma de liderança, coragem física e firmeza moral. Nascido em 1810, no povoado de Tamboril, na então Província do Ceará, foi forjado no ambiente do sertão nordestino, onde desenvolveu resiliência, retidão de caráter e senso de responsabilidade.
Ingressou voluntariamente na carreira das armas no 22º Batalhão de Caçadores, em Fortaleza. Seu batismo de fogo ocorreu em 4 de abril de 1832, em combate na região de Icó, contra as forças que defendiam a restituição de D. Pedro I ao trono brasileiro. Destacou-se nas principais campanhas de consolidação da integridade nacional, participando da Cabanagem, Balaiada, Guerra dos Farrapos e Revolução Praieira. No sul do País, presenciou a assinatura da Paz de Ponche Verde e permaneceu com a missão de assegurar o cumprimento do acordo, evidenciando não apenas valor em combate, mas também capacidade de estabilização e manutenção da autoridade do Estado.
Sua projeção histórica consolidou-se durante a Guerra da Tríplice Aliança, quando assumiu o comando da 3ª Divisão do Exército Imperial, a célebre Divisão Encouraçada. Integravam-na os tradicionais Batalhões Vanguardeiro, Treme-Terra e Arranca-Toco, reconhecidos pela combatividade e resistência. Em 24 de maio de 1866, durante a Batalha de Tuiuti, a maior batalha campal da história da América do Sul, foi atingido três vezes, enquanto conduzia seus homens sob intenso fogo inimigo. Apenas após o terceiro ferimento^, deixou o campo de batalha, vindo a falecer semanas depois.
Seu exemplo consolidou-se como protótipo de comandante que compartilha riscos, inspira confiança e lidera pela presença. Em reconhecimento à sua trajetória exemplar, foi declarado Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro, tornando-se referência permanente para todas as gerações de infantes.
No século XX, fiel aos mesmos valores, o infante brasileiro consagrou sua bravura na atuação da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária no teatro de operações da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Nas vitórias em Monte Castelo, Castelnuovo e Montese, a Infantaria Brasileira demonstrou elevado preparo, disciplina e espírito ofensivo, projetando o nome do País no cenário internacional.
A Infantaria ocupa posição central no sistema operacional da Força Terrestre. Apresenta diversas especializações, dentre as quais se destacam: Motorizada, Mecanizada, Blindada, Paraquedista, Aeromóvel, de Selva, de Montanha, de Caatinga, de Pantanal e de Polícia do Exército. Essa diversidade assegura versatilidade e capacidade de emprego, firmando-se como a arma do fogo, do movimento e do combate aproximado, apta a atuar em qualquer terreno e sob quaisquer condições meteorológicas.
Atua de forma integrada com as demais Armas e Serviços, recebendo o apoio da Cavalaria, na manobra; da Artilharia, no poder de fogo; da Engenharia, na mobilidade, contramobilidade e proteção; das Comunicações, no comando e controle; e da Logística, na sustentação das operações. Tal sinergia reforça seu papel como elemento decisivo no combate.
Na atualidade, a Infantaria segue desempenhando função fundamental, tanto no “Braço Forte”, quanto na “Mão Amiga” do Exército Brasileiro. No âmbito interno, reafirma seu compromisso com a sociedade brasileira, ao participar em Operações de Estabilização, contribuindo para a segurança e o desenvolvimento nacional. No cenário externo, integra missões de paz sob a égide das Nações Unidas, ampliando a projeção internacional do Brasil e demonstrando elevado padrão de profissionalismo e disciplina.
Sempre em permanente evolução, a Infantaria brasileira acompanha as transformações do campo de batalha contemporâneo, por meio da incorporação de novos meios, sistemas e conceitos operacionais, no contexto das Operações no Multidomínio. Esse processo insere-se no esforço de transformação conduzido pelo Exército Brasileiro, orientado para enfrentar um ambiente operacional cada vez mais complexo e dinâmico.
Ao celebrar o 24 de maio, a Infantaria reverencia não apenas seu patrono, mas reafirma, a vitalidade de sua tradição e os valores que sustentam sua identidade institucional: coragem moral, disciplina, coesão, espírito de corpo e compromisso absoluto com o cumprimento da missão. Nobres Infantes, inspirados pelo exemplo do Brigadeiro Sampaio, sigam preservando esse legado, certos de que a “Rainha das Armas” continuará a representar, em qualquer tempo e circunstância, a expressão mais concreta da determinação, da bravura e do compromisso do soldado brasileiro com a Nação.
SALVE O BRIGADEIRO SAMPAIO!
SALVE A INFANTARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO!
FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

Cara Brigadeiro Sampaio, saudações!
.
O Senhor sabe como o Vosso Exército Brasileiro prepara os Soldados hoje em dia?
.
O coitado chega no Exército, recebe instrução teórica de como operar fuzis Imbel FAL 7,62×51 ou Imbel IA-2 5,56×45; Depois, cada soldado recebe apenas e tão somente 1 (uma) munição, dispara e pronto, está “treinado” e “praticado” no emprego desse armamento.
.
Depois, instrução com pistola semi-automática Beretta 92 ou Taurus PT-92; Instrução teórica e mais 1 (uma) ou 2 (duas) munições. Carrega, dispara, acaba e pronto, está “treinado” e “praticado” no emprego desse armamento.
.
Já fazem mais de 25 anos que pergunto para ex-soldados do Vosso saudoso Exército se essa situação é verdadeira, conversei com vários deles e todos responderam da mesma forma: “Sim”. Então, caro Brigadeiro Sampaio, o Exército Brasileiro é o único do mundo que possui Soldados que NÃO sabem atirar, porque cristão nenhum aprende a fazer isso com 1 ou 2 tirinhos durante toda a sua presença no EB.
.
Nossos soldados não sabem atirar, Sampaio. Na Vossa época era assim também? Aguardo uma Psicografia Vossa no Centro Espírita mais próximo.
————————————————————————————————————-
.
Há muito tempo atrás, no Orkut, estava eu conversando com ex-soldados quando surgiu essa história:
.
Em um Quartel do EB em São Paulo, durante algum tempo, os Soldados tiravam serviço de guarda com fuzis FAL completamente DESMUNICIADOS, porque nem para instrução eles tinham. Ficavam lá, em pé, com o FAL a tiracolo e com o carregador conectado, apenas servindo como efeito dissuassório, porque ninguém seria doido o bastante para testar se estava ou não municiado mas os soldados sabiam muito bem que não.
.
Verdade, mentira? Eu não sei, mas não duvido nada.
.
Deus tenha misericórdia de nosso povo e da nossa nação em caso de Guerra.
Se tu realmente acredita nisso, tá mais pra brincante do que pra mal intensionado….
Foram mais de 10 meu velho. + de 10 homens que não se conheciam repetindo a mesma história… Não tem como ser mentira. Soldado do EB não pratica, não atira nem com fuzil e nem com pistola.
.
Perdão se a verdade dói mas… É a verdade.
.
Ex-funcionários de supermercado, 2 porteiros de condomínio, vizinhos, 1 primo… Todos repetindo a mesma coisa, sem se conhecerem e são mentirosos?
Não, o que dói é a mentira.
Qual a função deles? Rancho? então atirou pouco…
Eram profissionais? Pq o EB prioriza profissionais.
Eu comandei Pelotão de Efetivo Profissional. Não era quartel de prioridade, e atirava muito. MUITO.
Hj então, com um priorização maior ainda pro EP….
Preparei também tropas pro RJ e Haiti. Atiravam pra cassete….
Então…. mentira, não…..
O próprio recruta realiza o Tiro de Instrução Básico, que não são 10 tiros… nos primeiros campos, o tiro de ação reflexa diurna e noturna… q também não são 10…. e se for Soldado Fuzileiro, o mais comum ,dotado de FAL ou IA2, realiza o de Instrução Avançado, para “clicar” seu fuzil e ter sua alça de combate.
E normalmente, o recruta ainda realiza alguns módulos de Combate Básico.
Então…. ou são mentirosos ou acharam legal enganar mané
Existem varios niveis de preparo do soldado no Exército. Um soldado da Bda Pqdt com certeza realiza muito mais disparos anuais que um soldado servindo em um hospital, por exemplo. Porém isso que vc escreveu eu nunca vi em 26 anos de serviço e ja tendo passado por quase 10 organizações militares em tres comandos de área diferentes. Essa era pra você ter escrito no dia da mentira.
Pistola pra soldado?
No meu tempo só os cabos e ainda assim que me recorde eles tinham aquele ” TAT” e só.
No restante tu estás correto.
Aprendiamos a limpeza de terceiro escalão no FAL e tá muito bom.
Estande de tiro foi só uma vez.
E foi tão impactante que até hoje, um velho podre acabado na vida, ainda sinto o cheiro da situação. A pólvora e o ambiente ao redor
Muitas vezes, durante aquele tempo do serviço, embora bobinho nos meus 18, 19 anos me questionava do que faria caso entrasse em combate.
E só piora.
Vc nunca entraria em combate com aquilo… simples assim…
O que não entendem é q se ensina o básico.
Depois, com a necessidade, se prepara realmente, como tanto ocorreu pro Haiti, GLO, etc
Pra pintar meio fio e paranoicamente combater o “inimigo interno” está mais do que bom. Melhor do que ter formação profissional e depois ir parar no tráfico de drogas (os veteranos da Ucrânia já estão empregados).
Boa tarde pessoal! Passei mais de 3 anos no EB como cabo e JAMAIS disparei uma pistola (Colt M911 ou PT92), JAMAIS atirei com um FAL M964, JAMAIS uma sub-metralhadora (INA ou M12 Beretta). Os únicos disparos que pratiquei em estande de tiro foram com velhos fuzis Mauser (7mm) e o Mosquetão-Fuzil (7,62mm), cerca de QUINZE tiros por ano! Aprendi tudo sobre estas armas – desmontar, limpar, montar, tirei serviço com elas municiadas mas jamais disparei um único tiro com elas.
Fui aprender a atirar fora do glorioso EB, onde também aprendi qual era o meu ôlho-diretor, coisa que jamais foi mencionada durante o meu tempo de serviço.
Acredite quem quiser mas a situação não deve ter mudado muito, desde então….
Uma lástima!
INA? Colt M911???????????
mais um caozeiro
Jamais atirou porque jamais esteve no EB! Próximo mentiroso…
Bom dia, Velame!
Com a tua experiência pessoal no assunto, já que você deve estar ligado à instituição que tanto defende, gostaria que expusesse aos leigos, ou não militares, qual é a frequência ao estande de tiro ou mesmo em exercícios de campanha e quantos disparos por ano faz um profissional do EB com armas leves, tipo pistolas, submetralhadoras fuzis e também lançamentos de granadas de mão (mesmo fumígenas). Sabe-se que nem todos são combatentes mas devem ter pelo menos um mínimo de noção e prática de uso de armamento básico, (pistola, fuzil,…).
Como relatei acima, não tive uma boa experiência no EB neste aspecto. Foi uma grande decepção para mim. Pensei que havia sido algo casual ou de momento. Mas com os relatos acima confirmando que esta parece ser uma situação “regular” na formação da tropa, meu grau de preocupação com a formação e o treinamento dos bravos defensores da pátria, só aumentou mais ainda.
Por favor nos esclareça então.
Tiro de Guerra? Certo!?
Bom dia, Francisco!
Não senhor, uma unidade regular e bem reconhecida dentro da estrutura do EB.
Pé de banha ou unidade médica, só pode. Eu, conscrito na PE fui 3 vezes a stand de tiro, FAL, Beretta 9mm e .45
Engano seu, meu camarada! Ainda está em tempo de voltar atrás no seu comentário, não perca esta oportunidade. Desprezar não ajuda em nada o seu argumento.