Coreia do Sul revela detalhes do KAAV-II, novo veículo anfíbio que deverá se tornar a espinha dorsal dos Fuzileiros Navais
A indústria de defesa sul-coreana divulgou novos detalhes do KAAV-II (Korean Amphibious Assault Vehicle II), o futuro veículo anfíbio de combate destinado ao Corpo de Fuzileiros Navais da Coreia do Sul. Desenvolvido pela Hanwha Aerospace, o programa representa um salto significativo em mobilidade, poder de fogo e sobrevivência em comparação com o KAAV atual, empregado pelas forças anfíbias do país.
As informações foram reveladas após uma visita às instalações da Hanwha Aerospace, na qual foram apresentados protótipos e aspectos do desenvolvimento da nova viatura. Fotografias e vídeos divulgados posteriormente despertaram grande interesse entre especialistas e entusiastas de defesa, levando as autoridades sul-coreanas a autorizar a publicação de imagens adicionais após inspeções de segurança.
Mais velocidade e maior capacidade de combate
Um dos principais avanços do KAAV-II é seu desempenho anfíbio. O novo veículo foi projetado para atingir velocidade máxima de aproximadamente 20 km/h na água, o que representa um aumento expressivo em relação aos cerca de 13 km/h alcançados pelo KAAV atualmente em serviço.
A melhoria permite reduzir o tempo de deslocamento entre navios de assalto anfíbio e áreas de desembarque, aumentando a velocidade de projeção de forças em operações anfíbias e reduzindo a exposição das tropas a ameaças costeiras.
Em terra, o veículo poderá atingir velocidades superiores a 70 km/h graças à adoção de esteiras revestidas com borracha, solução que reduz vibrações, melhora a mobilidade e diminui o desgaste das superfícies pavimentadas.
Canhão CTA de 40 mm amplia poder de fogo
O KAAV-II também incorpora um incremento significativo de armamento. A nova torre será equipada com um canhão CTA (Cased Telescoped Armament) de 40 mm, considerado uma das armas automáticas mais modernas atualmente disponíveis para veículos blindados.
A munição telescopada empregada pelo sistema ocupa menos espaço interno que projéteis convencionais, permitindo transportar maior quantidade de munições sem comprometer o volume disponível para tropas e equipamentos.
Além da maior capacidade de penetração e alcance, o armamento amplia significativamente a capacidade do veículo para enfrentar blindados leves, posições fortificadas e ameaças assimétricas em operações litorâneas.
Preparado para o campo de batalha moderno
Outro destaque do projeto é a incorporação de sistemas voltados ao enfrentamento de ameaças emergentes no campo de batalha contemporâneo.
Entre os equipamentos previstos estão sistemas de guerra eletrônica e bloqueadores de sinal (jammers) destinados à neutralização de drones hostis, uma capacidade que se tornou prioridade para forças armadas ao redor do mundo após os conflitos recentes na Ucrânia e no Oriente Médio demonstrarem o impacto crescente dos veículos aéreos não tripulados no combate terrestre.
A expectativa é que o KAAV-II disponha ainda de sensores avançados, sistemas digitais de gerenciamento de combate e maior proteção balística em relação à geração anterior.
Interesse internacional cresce após cancelamento do EFV
O desenvolvimento do KAAV-II ocorre em um contexto de crescente demanda internacional por veículos anfíbios modernos.
Desde o cancelamento, pelos Estados Unidos, do programa Expeditionary Fighting Vehicle (EFV), diversos países passaram a buscar alternativas capazes de combinar elevada velocidade na água, mobilidade terrestre e forte poder de combate.
Segundo fontes ligadas ao setor de defesa sul-coreano, o novo veículo vem atraindo atenção de potenciais clientes internacionais, incluindo países do Sudeste Asiático, como as Filipinas e a Indonésia, além de nações do Oriente Médio interessadas em reforçar suas capacidades anfíbias.
Reforço para os Fuzileiros Navais e para as exportações
Para a Coreia do Sul, o KAAV-II deverá se tornar um dos principais elementos da modernização dos Fuzileiros Navais nas próximas décadas, ampliando a capacidade de resposta rápida em cenários de crise na Península Coreana e em operações expedicionárias.
Ao mesmo tempo, o programa reforça a estratégia de Seul de expandir sua presença no mercado global de defesa, impulsionada pelo sucesso recente de equipamentos como o carro de combate K2 Black Panther, o obuseiro autopropulsado K9 Thunder e o caça KF-21 Boramae.
Caso os cronogramas de desenvolvimento sejam mantidos, o KAAV-II poderá tornar-se uma das plataformas anfíbias mais avançadas atualmente disponíveis no mercado internacional, combinando velocidade, proteção, poder de fogo e integração com sistemas modernos de combate.■





EFV Reborn
Para que serve aquela espécie de aerofólio?
Não é um aerofólio. É um flap de popa, que é rebatido para dentro da água e atua no controle hidrodinâmico quando em altas velocidades.
.
Esse veículo é basicamente uma cópia do EFV:
https://www.youtube.com/watch?v=Jv9Eq1vopbc
Muito rápido, dá para ver que aquele mecanismo de “quebra-onda” dele é bem mais estendido e reforçado para garantir grande velocidade na agua…fascinante.
https://youtu.be/Jv9Eq1vopbc?t=41 (00:41)
Salve Bardini !
Quase um caso de gêmeos separados na maternidade e criados por famílias diferentes. Rsrsrsrsrsr…
Depois a galera cai de pau em cima da “Cháina” por se “inspirar” nos equipamentos ocidentais.
Mas uma coisa interessante que até os nossos Guaranis, Guaicurus e Centauros II poderiam adotar é essa capacidade de jammear sinais.
Quem aqui no país teria essa tecnologia à nível militar, a Akaer?
Interessante , e ja vem na versão ”Sport” e tudo ..e se o CFN busca um IFV anfíbio poderia ser uma boa opção, embora o sonho de consumo hoje da galera seja o ”
ACV/P” + MMBT
Que mal lhe pergunte, a CS ou o Brasil vão desembarcar FNs aonde? – pergunta sem sarcasmo.
Qualquer lugar do Brasil com acesso à água, não? Incluindo ilhas, litorais, margens de rios, etc. Ou seja, boa parte do Brasil.
“qualquer lugar do Brasil com acesso a água” se subentende o litoral… dá pra trazer blindados por terra não? Em que contexto de agressão ao nosso país esses meios anfíbios seriam utilizados, esse era o foco da pergunta, e serve pra CS também.
Caro João
Tropas de fuzileiros navais podem criar uma “cabeça de ponte anfíbia” com a finalidade de cercar o inimigo quebrando um equilíbrio no teatro de operações. Embora fuzileiros navais tenham se eternizado em operações como na normândia e também nas invasões das ilhas no pacifico, os fuzileiros também podem (e precisam) ter capacidade de combate regular sendo auto-suficiente para tal, ou seja, possuem meios de combate e apoio ao combate (artilharia, logística, infantaria, engenharia, comunicações, etc….)
…os blindados servem pelo mesmo motivo que o exercito os utiliza, ou seja, proteção, mobilidade e poder de fogo, lembrando que os fuzileiros são uma tropa leve e precisará sustentar o combate até que o objetivo seja alcançado….
Por sua característica bem especifica e uma cadeia logística limitada (vem do mar) arrisco me dizer (em tons de brincadeira) que os fuzileiros precisam mais de blindados que o próprio exercito…rs….ali não não pode existir erro e uma operação anfíbia precisa ser muito mais elaborada…mas quando elaborada de forma correta, traz o caos ao inimigo e a vitória certa….abraço.
Atualmente o CFN só tem doutrina e meios de fazer um desembarque anfíbio no exterior sob a tutela da ONU ou no próprio Brasil como uma manobra defensiva.
Essa manobra defensiva seria no estilo do Desembarque de Inchon na Guerra da Coreia. Quando a CN começou a invadir a CS passando do paralelo 38, as tropas Sul coreanas e americanas ficaram encurraladas na península, então fizeram um desembarque do lado da CN, atrás das linhas inimigas para cortar a linha de suprimentos e forçar um recuo da CN.
Olha , falando serio , voce esta questionando a existência do CFN em si .. mas em resumo , seja para papel expedicionário ou mera tarefas humanitárias e preciso meios capazes para tais tarefas , considere que tais veículos são especializados .. sao diferente do ”M-113” , ”Guarani” ou ate o ”Piranha” , embora sejam tb sejam considerados anfíbios , são aptos a rios , lagos e cursos calmos de agua ,sao limitados a peso a margens ou nível ”revolto” da agua ou correntes .. Veículos como KAAV , o ”ACVs” o os próprio ‘CLAnf’s’ sao veículos especializados ,aptos a Mar aberto e condições mais hostis de ambiente ”mar /rio” .. então , mesmo considerando apenas seu papel humanitário.. tai veículos sao fundamentas para acessar tais areas assim como os meios para leva-los ate la como futuro ”Oiapoque” ,levar meios via mar pode ser mais rápido e barato que estradas e como nao temos meios de transportes pesados como um ”C-17” tais navios são cruciais assim como esse veículos .. uma coisa liga a outra , importante e ter as capacidades ..do que a falta dela .. lembrar das enchentes do Sul onde nem aeroporto tinha
“Que mal lhe pergunte, a CS ou o Brasil vão desembarcar FNs aonde? – pergunta sem sarcasmo”.
Amigo, a Coréia do Sul ou o Brasil poderão desembarcar aonde eles quiserem…
O problema de alguns, eu não sei se é por desinformação ou por assistirem demais durante todas as suas vidas, filmes hollywoodianos que mostram fuzileiros navais americanos desembarcando em terras alheias, acharem que a única finalidade de tal organização militar é esta…
A função principal dos Fuzileiros Navais é a projeção do poder naval em terra, o que se concretiza através da realização de operações anfíbias de assalto para tomar e defender cabeças de praia.
Os fuzileiros também fazem a defesa de Pontos Sensíveis: Proteção de ilhas oceânicas, arquipélagos e margens de rios (operações ribeirinhas).
Eles não servem somente para projeção de poder,servem para defender nosso território do desembarque naval alheio.
Os fuzileiros navais não são um “canivete comum”, eles são um “canivete suiço”.
Achar que a única função deles é invadir e desembarcar em território estrangeiro é um grande equívoco.
A Rússia e Ucrânia utilizam os fuzileiros deles nas margens do Dnipro e em cenários comuns.
prefiro esse, do que o ACV, o fato de ele ser mais rápido, na minha opinião é um diferencial enorme, menos chance de o inimigo ter tempo para fundar eles.
Eu li sobre ele, o fato de usar ligas de titâneo chamou a atenção, bem mais seguro que o Zaha da Turquia, que eu saiba o AAV7 não está mais em produção logo, pra mim é melhor sobre lagartas, os EUA abandonaram o conceito sobre lgartas com medo de minas terretres e maior mobilidade em terra, eles querem que os Fuzileiros avancem dentro do território inimigo por vários quilômetros assim que desembarcarem.
É o fraco! O blindado ainda tem um aerofólio…

ainda vem com nitro, atinge 30km/h na agua
Versão Need for Speed velozes e furiosos, como a matéria fala é muita velocidade.
não esqueça de falar do Neon…
EFV dorama version
Fazendo uma comparação com o Guarani, tanto o KAAV-II, quanto o ACV dos Marines, aparentemente tem a distância do assoalho para o solo é bem menor, me chamou atenção não terem optado por um veículo mais “alto”, e menos vulnerável a minas. Apesar de a comparação ser meio injusta, porque o Guarani não foi feito para mar aberto.
que tiro no pe o EU deu nao avançando no projeto do EFV hoje precisam de tal capacidade de infiltração rapida em ilha e nao a possuem vao acabar tendo que comprar dos sul coreanos kkkkkk