Europa prepara ‘Plano B’ para a OTAN diante de incertezas sobre compromisso dos EUA
Autoridades europeias estão desenvolvendo discretamente planos de contingência para garantir a defesa do continente caso os Estados Unidos reduzam significativamente seu papel na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A iniciativa, descrita por analistas como um “Plano B” para a aliança, reflete preocupações crescentes em várias capitais europeias quanto à confiabilidade do compromisso americano com a segurança coletiva do continente.
Segundo informações divulgadas por veículos especializados e por autoridades ligadas aos debates estratégicos europeus, o objetivo não é criar uma organização paralela à OTAN, mas adaptar as atuais estruturas de comando, planejamento e operações da aliança para que funcionem mesmo com uma participação reduzida dos Estados Unidos. O conceito tem sido informalmente denominado de “OTAN Europeia” (“European NATO”).
O debate ganhou força após sucessivas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou o nível de envolvimento americano na defesa europeia e pressionou os aliados a ampliar substancialmente seus gastos militares. Em resposta, governos europeus passaram a considerar cenários antes considerados improváveis, incluindo a necessidade de enfrentar uma crise de segurança sem o apoio militar direto de Washington.
De acordo com os estudos em andamento, uma das prioridades seria ampliar a presença de oficiais europeus em posições-chave de comando e controle da OTAN, além de substituir gradualmente capacidades atualmente fornecidas pelos Estados Unidos, como inteligência estratégica, vigilância por satélite, transporte aéreo de longo alcance, reabastecimento em voo, defesa antimíssil e logística global.
Especialistas destacam que o desafio não se limita ao financiamento. Um relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) estima que substituir integralmente as contribuições militares americanas exigiria investimentos de cerca de US$ 1 trilhão em capacidades militares, infraestrutura e indústria de defesa ao longo dos próximos anos.
Outro aspecto relevante do plano diz respeito à interpretação dos mecanismos de defesa coletiva da própria OTAN. Analistas argumentam que, mesmo diante de dificuldades políticas para uma decisão unânime da aliança, diversos países europeus provavelmente reagiriam imediatamente a uma agressão contra membros da linha de frente, especialmente no flanco oriental, por meio de acordos bilaterais e forças multinacionais já existentes.
Países como o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Polônia e os Estados nórdicos vêm assumindo um papel central nessas discussões. Relatos indicam que essas nações estudam uma transição gradual de cinco a dez anos para aumentar a autonomia estratégica europeia e reduzir dependências críticas dos Estados Unidos sem romper a estrutura institucional da OTAN.
Apesar das discussões, líderes europeus enfatizam que a preferência continua sendo a manutenção da aliança transatlântica. O “Plano B” é apresentado como uma medida de prudência estratégica diante da possibilidade de mudanças futuras na política externa dos EUA. Para muitos formuladores de políticas em Bruxelas, Berlim, Paris e Londres, preparar-se para um cenário de apoio limitado dos Estados Unidos tornou-se uma necessidade de planejamento, e não uma escolha ideológica.
A iniciativa evidencia uma transformação histórica no pensamento estratégico europeu. Durante mais de sete décadas, a segurança do continente esteve ancorada na liderança militar americana. Agora, pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria, governos europeus discutem abertamente como garantir sua própria defesa caso Washington decida reduzir significativamente seu envolvimento na segurança do continente.■

Realmente depois do fim da guerra fria, não faz muito sentido a Europa continuar dependendo da proteção americana e nem os EUA em continuar garantindo a proteção do continente Europeu.
Os americanos tem que focar seu poderio militar no Pacifico e não na Europa e no Oriente Médio. Alia que realmente existe o principal desafio contra sua atual hegemonia global. A Europa (pelo menos no papel) deveria ser capaz de lidar sozinha contra a Russia. Eles tem um PIB e uma população maiores que os russos se unirem seus esforços.
Agora o que realmente não faz sentido algum e os americanos continuarem focando suas forças no Oriente Médio. Eles não precisam mais do mercado enérgico da região, já que já são auto suficientes (principalmente agora que possuem acesso irrestrito ao petroleo Venezuelano). Essa aventura de Trump no Irã não faz sentido nenhum em termos da grande estratégia americana.
A forma de realizar que é difícil, mas tem sentido, sim. Está claro que ele quer dificultar o acesso da China à energia, petróleo. Tem uma lógica. Se vai ter sucesso, é outra coisa.
A curto prazo a operação pode ter prejudicado os chineses (e o resto do mundo, inclusive o contribuinte americano que tem que pagar cada vez mais caro para abastecer os seus veículos), mas a médio e longo prazo o custo geopolítico para os EUA foi um desastre. Ficou claro para os países arabes no Golfo que não podem confiar nos EUA e consequentemente podem acabar irem parar para na zona de influencia chinesa (o que já estava acontecendo antes da Operação Fúria Épica). O próprio Irã agora ficará mais dependente dos chineses. Para o resto do mundo a alternativa chinesa passa a ser mais atraente que a influencia americana devido a atual imprevisibilidade da politica externa dos EUA. A propria procura pelo dolar tem diminuindo desde o Trump voltou para a Casa Branca
E mesmo que a operação tenha dado certo e os americanos tivessem controlado o mercado energético do Irã, os chineses ainda poderiam comprar gás e petróleo russo. Eles ainda podem contornar o embargo no futuro com o desenvolvimento da Nova rota da Seda. Vale lembrar que os chineses estão investindo cada vez mais em fontes de energia mais diversificadas, a tendência e que eles dependam cada vez menos de combustíveis fosseis.
Os EUA permitiram a passagem de vários petroleiros para a China durante o curto bloqueio
Meu pai sempre dizia: “Quando um não quer, dois não brigam.”
Eu sinto vontade rir, primeiro mandato de Trump ele disse que Europa sugava os EUA, que gastavam pouco com a Defes,a que isso enfraquecia o continente, veio uma chuva de criticas, e os Europeus quiseram fazer uma aliança só deles, com Euro-exército, bla bla bla, veio o Biden e parece que acalmou, veio o Trump de novo botando pressão por gastos militares, a verdade é essa, a Rússia virou problema dos Europeus, o Problema dos EUA é a China, a não ser que a China ataque os EUA primeiro, nenhum país Europeu vai enviar equipamento e vidas pra se perder na Asia……… o Plano B para OTAN é o melhor que se pode fazer, e tem que ser pensado o quanto antes e virar algo concreto.
Por qual.motivo a China iria “atacar os EUA primeiro”?
Não acho que os chineses atacarão primeiro, mas se isso ocorrer, talvez seja pelo mesmo motivo dos japoneses em 1942, tentar causar um ataque cirúrgico que degrade invariavelmente as capacidades de reação e projeção de poder americana no Pacífico caso eles achem que os americanos estão prestes a atacar.
1942? 2?
1941! 1!
O contexto é bastante diferente.
Atualmente, os EUA são o maior cliente da China, consumindo anualmente mais de US$ 400 bilhões (apenas como comparação, o Brasil tem um volume de importação do mesmo país na faixa de US$ 70 bilhões).
Em valores atualizados, a exportação do Japão para os EUA era irrisória se comparado com o país chines. O valor atualizados ficaria na faixa de US$ 2 bilhões anuais.
O Japão sofreu um embargo total de petróleo o que colapsaria sua economia em pouco tempo, sendo o principal motivo para a iniciativa nipônica.
Diferente da China, que tem uma diversidade enorme de fontes de energia e fornecedor de petróleo bruto..
Se a mesma medida ainda acontecesse, a própria economia americana seria afetada com a falta de insumos e o aumento da inflação.
Também não sei, só sei o que vai acontcer se isso acontecer.
Os europeus deveriam focar em melhorar a tríade nuclear (algo que a França já falou que vai fazer), o que incluí nuclearizar a Alemanha…
Devem também investir mais em IA e na capacidade de lançamento de satélites, buscar um foguete com booster reutilizável, o Ariane 6 simplesmente não compete. Além disso devem buscar logo uma solução europeia pra caças de sexta geração. De resto já estão bem, mas nesses pontos que mencionei eles estão atrás da China, e MUITO atrás dos EUA.