Beretta apresenta torre antidrones de oito canos para enfrentar FPVs e UAVs de baixa altitude

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Beretta apresenta torre antidrones

A fabricante italiana Beretta Defense Technologies deverá apresentar uma nova estação de armas remotamente controlada voltada ao combate a drones FPV e a veículos aéreos não tripulados de baixa altitude. O sistema, chamado LIVET Remote Controlled Weapon Station, será exibido na feira Eurosatory 2026, em Paris, e foi desenvolvido para oferecer uma solução cinética de defesa de curto alcance contra ameaças aéreas pequenas, rápidas e de difícil detecção.

A torre reúne oito sistemas Benelli Drone Guardian em uma única plataforma automatizada, com capacidade de rastreamento e de engajamento remotos. A proposta é permitir que o operador neutralize drones sem precisar mirar fisicamente a arma, reduzindo o tempo de reação diante de ameaças como quadricópteros armados, drones FPV e UAVs empregados para reconhecimento ou ataque.

Desenvolvida em colaboração com a empresa italiana DUALEE, a estação LIVET representa a industrialização de um conceito baseado em espingardas para defesa antidrones. A Benelli, marca integrante do grupo Beretta, já vinha trabalhando no sistema Drone Guardian, e a nova torre amplia essa abordagem ao concentrar múltiplos canos em uma configuração automatizada e operada remotamente.

A solução é voltada principalmente à proteção de instalações fixas, bases avançadas, infraestruturas críticas, comboios, postos de comando e áreas sensíveis. Em vez de empregar mísseis ou munições de maior custo, o sistema aposta em uma resposta de curto alcance, rápida e de menor custo relativo, adequada para alvos pequenos que se aproximam em baixa altitude.

O surgimento da torre reflete uma tendência observada em diversos países: a busca por sistemas antidrones mais baratos, rápidos e escaláveis. A guerra na Ucrânia demonstrou que drones FPV podem destruir veículos blindados, atacar posições defensivas e atingir alvos de alto valor com baixo custo, obrigando as forças armadas a desenvolver camadas adicionais de proteção contra ameaças aéreas muito próximas.

A Beretta entra, assim, em um segmento em rápida expansão, no qual empresas europeias e norte-americanas vêm apresentando soluções que combinam sensores, inteligência artificial, estações remotas de armas e munições especializadas. Sistemas como o RAPIDFire, da KNDS, e a família Hystrix, da Leonardo, também foram apresentados nos últimos meses como respostas à proliferação de drones, munições vagantes e ameaças aéreas de baixa altitude.

A vantagem de uma torre multicães baseada em armas de alma lisa está na possibilidade de criar uma nuvem de fragmentos ou projéteis contra drones pequenos em aproximação terminal, especialmente a curta distância. Esse tipo de solução pode complementar sistemas de guerra eletrônica, radares, sensores eletro-ópticos e canhões de maior calibre, formando uma defesa em camadas.

Ainda não foram divulgados detalhes completos sobre o alcance efetivo, os tipos de munição, os sensores integrados ou a cadência de tiro da estação LIVET. A apresentação pública na Eurosatory deverá oferecer mais informações sobre o grau de automação do sistema, seus modos de operação e sua integração com redes de comando e controle.■


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Danieljr
Danieljr
15 dias atrás

Basicamente é um reparo quádruplo de espingardas cal. 12 com sistemas de pontaria, é isso mesmo?

Dependendo da munição pode ser que funcione, mas deve dar uma angústia ter que esperar o drone chegar ao alcance da munição para disparar, parece que vai atingir o alvo.

Comenteiro
Comenteiro
Responder para  Danieljr
15 dias atrás

Será que esse é o último recurso? Como o senhor disse, se esse errar, bum.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
15 dias atrás

Salve senhores camaradas do Forte e Trilogia!

Assim como no campo da moda e designer,… armas e conceitos da IIWW estão voltando para combater a ameaça drone.
O sistema da Beretta me fez recordar o
M45 Quadmount.
Nosso EB chegou operar algumas unidades deste moedor de carne.

Sgt Moreno

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Claudio Moreno
15 dias atrás

a tecnologia tá acanaçando tanto, que vai ser igual Duna, vamos lutar com facas e espadas.

Marcos Bishop
Marcos Bishop
15 dias atrás

08 canos… mas só 04 atiram…
Será se tem um sistema de carregamento automático ou vai usar só umas 08 a 12 cargas comuns nas espingardas?

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Marcos Bishop
15 dias atrás

Eu tenho a impressão que são 4 canos e 4 carregadores tubulares por sistema e não 8 canos.

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
15 dias atrás

Aí a conta fecha…custo de defesa similar ao custo da ameaça bem de acordo com que mencionei várias vezes aqui, não fazia sentido gastar um míssil que custa um absurdo para abater algo que custava 1/6 dele, talvez até mais.
O conceito de saturar o céu criando uma espécie de “parede de chumbo” relembra muito a segunda guerra que depois foi classificada como uma tecnologia defasada para caças de combate, mas para vetores aéreos lentos e apoiado com computadores balísticos e sensores de detecção avançados deve funcionar muito bem.
E digo ainda mais….bem que eu gostaria de uma benelli equipando os GC para proteção da equipe contra essas ameaças.

Heinz
Heinz
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
15 dias atrás

Se tem uma arma que o E.B tem em grande quantidade são espingardas calibre 12…

Welington
Welington
Responder para  Heinz
15 dias atrás

Aquelas velhas de dois canos!

Comenteiro
Comenteiro
Responder para  Heinz
15 dias atrás

Tem vídeos de soldados e aviadores derrubando drones no ar com escopetas. Parece uma volta aos tempos da Primeira Grande Guerra.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
15 dias atrás

Ameaça maior do que Governos que gastam (mal) mais recursos do que arrecadam somado a formações de Congressos que atua praticamente com gafanhotos (não agregam nada a sociedade – existem apenas para consumir) não existe.

Como disse o grande filósofo estoico Sêneca:

Nenhum inimigo externo é tão perigoso quanto o inimigo interno.

Carlos Campos
Carlos Campos
15 dias atrás

Eu já ví video de Soldado com Calibre 12 destruindo drones FPV, então acho que vai ser efeitvo, mas tem que ter bastante munição, e precisa ser bem leve.

André Luiz Corrêa
André Luiz Corrêa
15 dias atrás

Aquele sistema antisarp da Ares, com dois canos de 7,62 mm, alguém sabe se já está disponível no mercado?

Última edição 15 dias atrás por André Luiz Corrêa
carvalho2008
carvalho2008
14 dias atrás

Já havia cantado esta bola….

Se os drones de hoje tem o perfil de voo de aeromodelos ou aviões da WWI ou WWII, nada mais natural que resgatar as Quadmount….e as famosas calibre 12…

O alcance deve ser pequeno, mas a saturação grande considerando a cadencia de disparo….isto sem contar os projeteis de fragmentação…

Postei certo tempo atras, uma munição que começaram a produzir, em que o chumbo se divide em 4 segmentos, mas cada um deles ligado ao outro por um filamento de cabo de aço fino….ou seja, a munição a´pos disparada, cria uma especie de teia cortadora de chumbo disparada contra o drone…se combinarem esta munição com um reparo destes, não tem como o drone sobreviver…e a custo bem barato…

Art
Art
14 dias atrás

Metralhadora múltipla 2.0. O retorno

Abymael
Abymael
14 dias atrás

A criatividade é filha da necessidade.
Numa guerra, não importa se o artefato é antigo, feio ou barato, o que importa é que ele sirva para alguma coisa.
Esse aí parece ser uma solução boa e barata. Não resolve tudo, mas deve ajudar bastante.

Antunes 1980
Antunes 1980
13 dias atrás

Solução interessante demais!
Mas qual será o alcance efetivo, 50 ou 100 metros ?