Coreia do Norte testa sistema leve multipropósito de lançamento de mísseis
A Coreia do Norte realizou, no dia 26 de maio, uma série de testes com novos sistemas de armas destinados à modernização de suas forças de artilharia e de mísseis. Segundo a agência estatal KCNA, os ensaios foram conduzidos pelo Departamento Geral de Mísseis e pela Academia de Ciências de Defesa, sob supervisão direta do líder norte-coreano Kim Jong Un.
Os testes envolveram um novo sistema leve multipropósito de lançamento de mísseis e um sistema de lançamento múltiplo de mísseis táticos de cruzeiro. De acordo com a mídia estatal norte-coreana, a campanha avaliou a potência de uma ogiva de “missão especial” para um míssil balístico tático, a confiabilidade de foguetes guiados de 240 mm com navegação autônoma de alta precisão e a precisão de impacto de um míssil de cruzeiro tático com guiagem terminal auxiliada por inteligência artificial.
Entre os armamentos testados estariam um míssil balístico tático operacional Hwasong-11Ra, também identificado por analistas como Hwasong-11D, além de um foguete guiado de 240 mm e um novo míssil de cruzeiro tático leve. Segundo a KCNA, o míssil de cruzeiro combina navegação autônoma de alta precisão, sistema de navegação por comparação de terreno — conhecido como TERCOM — e função de guiagem terminal baseada em IA.
A arma teria capacidade de atingir alvos a até 100 km de distância, utilizando um perfil de voo misto que combina planeio e propulsão. A imprensa sul-coreana informou que Kim Jong Un expressou “grande satisfação” com os resultados e classificou os testes como um sinal claro de avanço tecnológico e crescimento da capacidade de combate do país.
De acordo com a KCNA, o novo míssil de cruzeiro tático deverá ser desdobrado em unidades de artilharia de longo alcance próximas à fronteira com a Coreia do Sul. O alcance declarado de 100 km seria suficiente para ameaçar alvos na área metropolitana de Seul a partir de posições próximas à Zona Desmilitarizada, aumentando a pressão militar sobre o Sul.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que detectou múltiplos projéteis disparados pela Coreia do Norte a partir da região de Jongju, na província de Pyongan do Norte, em direção ao Mar Amarelo. Entre os lançamentos detectados estariam pelo menos um míssil balístico de curto alcance e foguetes de artilharia.
O novo lançador norte-coreano chamou a atenção por sua configuração modular. Segundo análises de imagens divulgadas pela mídia estatal, o veículo parece combinar diferentes tipos de módulos de lançamento, incluindo foguetes guiados de 240 mm e mísseis balísticos táticos de curto alcance, em uma arquitetura semelhante à de sistemas como o HIMARS norte-americano, embora com características próprias.
A referência ao uso de inteligência artificial na fase terminal de guiagem também constitui um elemento relevante. Embora ainda não esteja claro o grau real de sofisticação do sistema, analistas observam que Pyongyang pode estar incorporando recursos de reconhecimento automático de alvos, correção de trajetória e processamento de dados em tempo real para aumentar a precisão de seus armamentos táticos.
Os testes fazem parte do plano quinquenal de desenvolvimento de defesa anunciado por Kim Jong Un, que inclui a expansão das capacidades nucleares, mísseis balísticos, satélites de reconhecimento, drones e sistemas táticos de precisão. Nos últimos anos, a Coreia do Norte tem buscado modernizar não apenas seus armamentos estratégicos, mas também sua artilharia convencional, considerada essencial em um eventual conflito na Península Coreana.
A demonstração ocorre em meio ao agravamento das tensões regionais e ao fortalecimento dos laços militares entre Pyongyang e Moscou. Especialistas avaliam que a guerra na Ucrânia pode ter fornecido à Coreia do Norte importantes lições sobre o emprego de mísseis táticos, drones, artilharia guiada e sistemas de ataque de precisão em conflitos modernos.■




Salve senhores camaradas do Forte e Trilogia, mais uma fez!
E o nosso ASTROS 2020 que não decola!
Sgt Moreno
Aqui quem nos boicota no desenvolvimento militar é o nosso próprio Governo/Congresso, que é mil vezes pior dq ser boicotado por governos estrangeiros!
Governo estrangeiro nem precisa boicotar nada, pessoal aqui vota nos canhotos, isso já é garantia de desastre, tudo que eles colocam a mão acaba em corrupção, depois culpam os estrangeiros…
Aqui está o texto corrigido, mantendo o sentido original:
Já pode enterrar o Astros. Como pode? Estavamos 20 anos à frente, todo mundo copiou e já existem produtos melhores que podem operar sozinhos (sem serem em bateria) e com mísseis guiados ou balísticos.
Nem sei pra que a Avibras vai voltar, pois na prática hoje ela tem 4 clientes de Astros. Vai ser uma empresa de fachada só para fabricar munição, pois com tanta opção no mercado, se já não vendia antes por falta de financiamento, hoje mesmo é que não vai vender mais.
O gordinho ta em todas… Se a Coréia do Norte tem bons equipamentos, talvez nunca saibamos, mas que ele investe nisso tudo o que pode, é bem claro.
O gordinho colocou a Korea numa grande tendência ascendente.
Astros 2020 tão decrépito quanto aquele míssil anti tanques, que levou 40 anos pra ficar pronto.
Interessante que ficou decrépito não em 40 anos, mas em 1/4 desse tempo.