Astros 2020 lança MTC-300

Brasília (DF) – O Exército Brasileiro (EB) reestruturou seu Portfólio de Programas Estratégicos por meio da Portaria nº 1.703, do Estado-Maior do Exército, publicada em 4 de março de 2026. Uma das diretrizes é a atualização do Programa ASTROS, que passa a denominar-se ASTROS – FOGOS. A nova estrutura unifica três iniciativas centrais: Artilharia de Campanha de Tubo; Mísseis e Foguetes; e Defesa Antiaérea, que passam a constituir subprogramas.

Tal medida evidencia as iniciativas da Força voltadas à racionalização das estruturas, à otimização do emprego de recursos públicos, à convergência entre planejamento, execução e controle. Busca, ainda, ao aperfeiçoamento da governança e gestão, com o objetivo maior de ampliar o poder de combate da Força Terrestre.

Esse é um dos programas gerenciados pelo Escritório de Projetos do Exército (EPEx), Organização Militar subordinada ao Estado-Maior do Exército (EME). O Chefe do EPEx, General de Divisão Everton Pacheco da Silva, ressalta que o aspecto motivador da reestruturação do Portfólio Estratégico foi o processo de transformação do Exército, a partir de consultas aos órgãos responsáveis por conduzir cada programa. “No caso do ASTROS-FOGOS, já era um anseio antigo do Exército reunir todos os subprogramas relacionados à Artilharia em uma só iniciativa. A oportunidade surgiu a partir dessa transformação e também da Lei Complementar 221, que proporcionou uma janela de recursos orçamentários voltados para esse intuito”, destacou.

Subprograma Artilharia de Campanha (SPrg SAC)

Entre outros projetos integrantes de modernização de materiais pertencentes ao Subprograma, destaca-se a implementação do Projeto Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha (SISDAC), que integra sensores, comunicações, navegação e direção de tiro em um ambiente unificado, reduzindo o tempo entre a identificação do alvo e a execução do disparo.

Desenvolvido com participação da Base Industrial de Defesa nacional, o sistema automatiza cálculos balísticos, coordena missões de tiro e permite o compartilhamento de dados em tempo quase real entre observadores, centros de comando e unidades de tiro, substituindo processos manuais por fluxos integrados de informação, o que amplia a precisão, a interoperabilidade e a capacidade de resposta das tropas.

Outro ponto de destaque da modernização da Artilharia de Campanha envolve as viaturas blindadas de combate obuseiros autopropulsados M 109. A versão A5+ BR foi completamente modernizada, sistema de pontaria automático, rádio digital e integração com o sistema de controle de fogo Gênesis, desenvolvido pela IMBEL. Já as versões A3 e A5 passaram por processo de revitalização, incluindo integração com o SISDAC. Os obuseiros M109 são dotados de canhões de 155 mm, com alcance de tiro em alvos localizados a distâncias superiores a 30 km.

Subprograma Sistema de Artilharia de Campanha de Mísseis e Foguetes (SPrg SAC-MF)

No segmento da Artilharia de Campanha de Mísseis e Foguetes, o foco permanece na obtenção de uma capacidade de apoio de fogo estratégico de longo alcance e elevada precisão, incluindo o emprego da família de foguetes ASTROS e de mísseis táticos de cruzeiro. Além disso, essa vertente contempla projetos integrantes de pesquisa e desenvolvimento, aquisição e modernização de viaturas e implantação de estruturas necessárias ao fortalecimento da capacidade dissuasória da Força Terrestre.

O Sistema ASTROS permite o lançamento de diferentes calibres de foguetes e mísseis a partir da mesma plataforma, com munições que saturam áreas entre 9 e 150 km de distância – encontra-se em fase de desenvolvimento o míssil tático de cruzeiro, com alcance de 300 km. Com autonomia de 600 km, as viaturas do Sistema ASTROS possuem cabines blindadas contra estilhaços e disparos de armas leves.

Uma bateria ASTROS é composta por diversas viaturas além da lançadora: viatura remuniciadora, veículo de direção e controle de tiro, unidade meteorológica e unidade de comando e controle. Com tecnologia nacional, o sistema constitui-se em importante elemento de dissuasão estratégica,  sendo o maior poder de fogo do Exército Brasileiro.

Subprograma Sistema de Artilharia Antiaérea (SPrg DAAe)

No tocante à Defesa Antiaérea, a iniciativa está orientada para a modernização dos materiais já existentes e para a obtenção de novas capacidades de defesa antiaérea de baixa, média e grande alturas, com a modernização das organizações militares da Força Terrestre. Também se destaca a valorização da Base Industrial de Defesa, com ênfase na incorporação de tecnologias críticas e na ampliação da autonomia nacional nesse setor.

Em síntese, a atualização do ASTROS-FOGOS consolida, em um único eixo estratégico, as principais iniciativas relacionadas à Artilharia do Exército Brasileiro, fortalecendo a integração entre capacidades, a racionalização da gestão e o alinhamento às diretrizes estabelecidas pelo Alto-Comando do Exército.■

FONTE:  Agência Verde-Oliva/CCOMSEx


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Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
15 dias atrás

Tive a impressão que os estudos Astros + Mansup iria reacender a doutrina de artilharia de costa no exercito, mas pelo visto eu estava enganado.
Já não fazia sentido o exercito ter uma escola de artilharia de costa mesmo, vão passar essas responsabilidades para os fuzileiros navais?

MMerlin
MMerlin
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
15 dias atrás

“… estudos Astros + Mansup … ”

A SIATT já está trabalhando nisso. Não dá pra ficar esperando a recuperação da empresa para continuar seguindo com o planejamento.
Ao menos a MB percebeu. Falta o EB, FAB e AEB acordarem também.

https://www.planobrazil.com/2026/05/22/siatt-desenvolve-sistema-sdcl-para-defesa-costeira-com-misseis-mansup/

Última edição 15 dias atrás por MMerlin
BVR
BVR
15 dias atrás

Espero que o míssil de cruzeiro tenha melhor sorte que míssil Max anti-carro, no sentido de ter o tempo da sua chegada efetiva ao setor operacional no EB abreviado; pois precisamos muito de uma arma com essa no nosso arsenal

Última edição 15 dias atrás por BVR
Felipe
Felipe
Responder para  BVR
15 dias atrás

Até me surpreendeu o lote entregue ao EB de 16 lançadores com 120 mísseis fabricados aqui , este detalhe é importante.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
15 dias atrás

A primeira vez que ouvi falar nesse bendito míssil de cruzeiro foi em uma edição da Tecnologia e Defesa em 2001 ou 2002. Desde então passaram-se cerca de 1/4 de Século e ele continua em desenvolvimento. Periga estar completamente obsoleto quando o EB receber os primeiros lotes.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Dagor Dagorath
15 dias atrás

Eu li uma reportagem do Roberto Godoy sobre o “Tomahawk brasileiro” no Estadão em 2001 ou 2002 também.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
Responder para  Rafael Oliveira
15 dias atrás

Recordo até que ele tinha um outro design, menos convencional que o atual.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Dagor Dagorath
15 dias atrás

Era parecido com um “Exocet”, né?

Acho que isso até mostra a precariedade do desenvolvimento do míssil naquela época. A Avibrás não tinha ideia do que estava fazendo e copiaram o míssil que tinham “acesso” e propagaram como se o míssil já estivesse pronto ou quase pronto.

Conforme realmente desenvolveram o míssil viram que ele tinha que ser de outra forma.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
Responder para  Rafael Oliveira
15 dias atrás

Esse parecido com o Exocet acho que foi uma segunda versão. A mais antiga, que saiu na reportagem da T&D foi essa abaixo.

13892
Emmanuel
Emmanuel
15 dias atrás

Em 2100 todos os programas estratégicos estarão concluídos.

GBento
GBento
Responder para  Emmanuel
15 dias atrás

Não dá pra garantir, não!

Emmanuel
Emmanuel
Responder para  GBento
15 dias atrás

Tem razão….kkkkk

Nilo
Nilo
15 dias atrás

É uma excelente notícia, a integração entre um lançador de míssil antiaéreo da Avibras e um lançador de míssil antinavio da SATT tem potencial, os dois atuando juntos na zona de litoral.

Luís Henrique
Luís Henrique
15 dias atrás

Depois que o Joesley Baptista, amigão do Lula e grande pagador de propina resolveu investir milhões na Avibras, estava na cara que algo assim sairia do papel no EB.

Nilo
Nilo
Responder para  Luís Henrique
15 dias atrás

De a solução para Avibras, acha quem invista 300 milhões, achei quem tem potencial para investimentos futuros, ache um empresário que tenha sucesso e capacidade de gestão de negócios.comprovados, ache um empresário que tenha capacidade de atender o tipo de negócio que os produtos da Avibras exige, negociação direta com governos e tenha nome no mercado internacional para ser recibo por qualquer presidente na Europa, America, Ásia. Não achou? Então senta que vem por aí mais boas notícias da Avibras.

Última edição 15 dias atrás por Nilo
Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  Nilo
14 dias atrás

Qualquer empresário Bilionário é bem recebido por muitos políticos.
A diferença é que existem empresários que ficaram bilionários pegando dinheiro emprestado no BNDES com juros baixíssimos e PAGANDO PROPINA para isso.

De 2007 a 2017 a JBS comprou 40 empresas rivais em vários países, muitas brasileiras, meio que acabando com a concorrência e garantindo um certo monopólio.

O faturamento deles saltou de R$ 4 bi para mais de R$ 170 BILHÕES em 10 anos.

Isso só foi possível com os BILHÕES que o governo Lula autorizou como empréstimo, usando o BNDES com juros BAIXÍSSIMOS.
Por isso, ele mesmo confessou que pagou centenas de milhões em propinas para o Lula, para a Dilma e para o PT.
Eles receberam 56% de todo o dinheiro que o BNDES usou para internacionalizar empresas brasileiras (Amigo do Rei).

Por isso é muito interessante quando agora no Lula 3, ele participe de viagens do Presidente, ou quando o Lula pede para ele falar com o Trump para não receber o Flávio Bolsonaro… ou quando ele “resolve” investir em uma empresa de Defesa, que obviamente VENDE PARA O GOVERNO FEDERAL e para outros países.

Última edição 14 dias atrás por Luís Henrique
Nilo
Nilo
Responder para  Luís Henrique
14 dias atrás

O dinheiro do BNDES sempre foi usado pelo meio empresarial, com subsídio para muito setores, pergunto:
Está pagando os empréstimos, é um negócio de interesse nacional? Está abrindo vagas de emprego? Está gerando riqueza ao país?
…”Qualquer empresário Bilionário é bem recebido por muitos políticos”.. Como os que tem como amigo o Vorcaro?
…”Lula pede para ele falar com o Trump para não receber o Flávio Bolsonaro”… Da mesma fonte, essa afirmação é tão autêntica quanto a foto e medalha (recebida em mãos), pelo Garçom do Trump.
Senta, se acalma, que vem boa notícias da Avibras.

Última edição 14 dias atrás por Nilo
Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Nilo
14 dias atrás

Roda roda roda, pelo menos admite que passa pano pra Bilionário Corrupto, pelo menos isso.

Nilo
Nilo
Responder para  Carlos Campos
14 dias atrás

Avibras tem só uma, açougueiro, corrupto tem de monte.
Sou Avibras. O resto é problema? Apresenta a solução.

Última edição 14 dias atrás por Nilo
Deadeye
Deadeye
Responder para  Carlos Campos
14 dias atrás

Falando o maior fã do Elon Musk

Eduardo Neves
Eduardo Neves
Responder para  Carlos Campos
8 dias atrás

Onde bilionários não são corruptos????? Fala pra gente aí???? Os caras são amigos dos políticos, isso é assim no mundo inteiro ou vc acredita que o Elon Musk é limpinho e cheiroso????

Última edição 8 dias atrás por Eduardo Neves
Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  Nilo
14 dias atrás

Sim, é um negócio de intere$$e na$$ional. Abrindo uma conta no exterior com U$ 150 MILHÕES DE DÓLARES para o Lula, pichuleco generoso, se torna um empréstimo de interesse nacional.
Para eles foi muito bom, aumentaram o faturamento em 43 X em 10 anos.
Ou seja, antes eles tinham 1 JBS, depois de 10 aninhos eles tinham 43 JBS.
Compraram a Friboi, compraram a Seara, compraram a Vigor, compraram até a Alpargatas, nos EUA eles compraram a Swift e muitas outras. Compraram 40 concorrentes com os empréstimos subsidiados.
AH, além dos empréstimos o BNDESpar virou sócio da JBS, injetando mais vários bilhões que foram usados nessas aquisições.

Mas para você está tudo certo, né?
Mesmo o próprio Joesley tendo CONFESSADO tudo, mesmo com o Palocci (ex-ministro da Fazenda e amigão pessoal do Lula com mais de 30 anos de amizade) também ter confessado tudo, isso não tem problema nenhum, o problema é o financiamento de um filme. Que aliás, pode sim ter compra de influência, mas por enquanto nada foi confirmado ou comprovado, apenas um patrocínio que não é crime.
Já do outro lado os crimes foram muitos e todos comprovados, provados e confessados.
Mas o pessoal acha bonito essa volta dos amigos do rei.

Lembra da Odebrecht quando resolveu abrir a Odebrecht Defesa??

O Lula prometeu que o Brasil seria uma “phutencia” militar
ai os pagadores de propina resolveram diversificar e sair um pouco do ramo da construção civil para fazer mais do que triplex e reformas em sítios, mas para produzir equipamentos militares que são comprados POR GOVERNOS.
Eles são especialistas em “vender” para o governo federal, já possuem os $contatos$.

Nilo
Nilo
Responder para  Luís Henrique
14 dias atrás

Rodrigo Janot, a Raquel Dodge e o Temer, lembra?, esse foi um bom governo, aí veio outro oportunidade, outro bom governo, Moro, família Bolsonaro, lembra? Vai lá tenta de novo com os Batista e Lula, senão chorem. Mas, o que interessa, Avibras. Terá boas notícias dela.

Última edição 14 dias atrás por Nilo
Eduardo Neves
Eduardo Neves
Responder para  Luís Henrique
8 dias atrás

As delações foram fajutas, por isso foram anuladas, isso já foi esclarecido.

Eduardo Neves
Eduardo Neves
Responder para  Luís Henrique
8 dias atrás

Seu comentário é muito enviesado

Salim
Salim
Responder para  Nilo
12 dias atrás

Se todo aporte BNDes resulte em empresas bilionários Brasileiras ao redor mundo e muito bom. Embraer, Weg, Jbs. … mais disto e menos empréstimo político com desvio mercado capitais não gerando riqueza ao Brasil

João Furlan
João Furlan
15 dias atrás

E a produção nacional sob licença do L119 Light Gun, houve alguma novidade a respeito? Está englobado nessa nova denominação do EB?

deadeye
deadeye
15 dias atrás

Basicamente: mudaram algumas coisas de lugar o nome, porque de concreto nada.

Walter Augusto Mascarenhas Goltz
Walter Augusto Mascarenhas Goltz
15 dias atrás

Como “requentar” um programa que se arrasta por décadas?? Basta renomeá-lo e voilà: novo programa estratégico do (des)governo Lul4 para eleitores sentirem um falso sabooor de soberania!!

Wilson França
Wilson França
Responder para  Walter Augusto Mascarenhas Goltz
15 dias atrás

O governo anterior não fez nada

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Responder para  Wilson França
14 dias atrás

Tivemos uma pandemia, não sei se vc lembra?

Jadson S. Cabral
Jadson S. Cabral
Responder para  Marcelo Andrade
12 dias atrás

Daqui a pouco vai dizer que ele pediu 123M do Vorcaro por causa da pandemia tbm, né? Tudo é desculpa pra vocês. Não cansa de passar pano não?

Carlos Campos
Carlos Campos
15 dias atrás

o Peru com Sistema PULS tá melhor que nós, temos que correr atrás

Helano
Helano
15 dias atrás

ja esta desatualizado agora e corrida contra o tempo….

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
15 dias atrás

Astros-Fogos, radar Saber e Sentir, foguete RATO…! Convenhamos que são uns nomes bem estranhos né ?

Nilo
Nilo
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
15 dias atrás

Olha!!! Se a FAB promover e fizer um foguete que lance um objeto no espaço de 1 tonelada, eu dou o direito de chamarem até de “Penico” e ainda vou achar bonito e pedir mais um “Penico II”.

Felipe
Felipe
15 dias atrás

Na prática temos só 6 RBS70 NG em vias de negociação, todos canhões AA desativados , 1 bateria do CAAM terra-ar em negociação de 3 planejadas. MTC já era pra estar sendo fabricado faz tempo. Aliás 38 lançadores ASTROS é pouco pro exército, e tudo concentrado numa única base . Um exército com pouco dinheiro aliás deveria comprar canhões AA modernos e usar junto com mísseis . Depender só de mísseis é temerário , são muito mais caros e possuem ciclos de validade .

Bueno
Bueno
14 dias atrás

O Programa ASTROS 2020 foi lançado há mais de uma década com a promessa de ampliar significativamente a capacidade de foguetes e mísseis do Exército Brasileiro. Entretanto, parte de seus objetivos ainda não foi plenamente alcançada e o programa acabou sendo reestruturado dentro do novo ASTROS – FOGOS.

Para quem acompanha o setor de defesa, fica a sensação de que as Forças Armadas estão constantemente lançando novos programas e reformulando projetos já existentes, enquanto a conclusão das metas originalmente anunciadas avança em ritmo mais lento. Mais importante do que criar novas siglas é garantir que os projetos em andamento sejam efetivamente entregues dentro de prazos e custos compatíveis com a realidade do país.

Lucas
10 dias atrás

Nenhuma palavra sobre o ATMOS, ridiculamente barrado pelo nosso presidente?