Rússia quer construir usinas nucleares no Brasil e negocia novo acordo de cooperação no setor

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Rosatom

A Rússia demonstrou interesse em ampliar sua participação no setor nuclear brasileiro e discute com o Brasil um novo acordo de cooperação em energia atômica. A informação foi dada pelo embaixador russo em Brasília, Alexei Labetsky, durante reunião da Comissão Intergovernamental Brasileiro-Russa de Comércio, Cooperação Econômica, Científica e Técnica.

Segundo o diplomata, as negociações seguem em andamento e ainda envolvem “muitas questões técnicas”. Labetsky afirmou que a estatal russa Rosatom já atua no Brasil e tem “boas perspectivas” no mercado nacional, inclusive em projetos ligados à construção de novas unidades de geração nuclear.

A discussão ocorre em meio ao interesse de Moscou em ampliar a presença internacional da Rosatom, uma das maiores empresas nucleares do mundo. A estatal russa atua em diferentes etapas da cadeia nuclear, incluindo a construção de reatores, o fornecimento de combustível, o enriquecimento de urânio, a produção de radioisótopos, a operação de usinas e a gestão de resíduos.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maxim Reshetnikov, a Rosatom é capaz de atender às necessidades das usinas nucleares brasileiras e também fornecer radioisótopos utilizados em pesquisas científicas e na área da saúde. O ministro afirmou ainda que Moscou vê oportunidades na construção de unidades de energia adicionais projetadas pela Rússia, tanto de grande quanto de pequena capacidade.

O tema não é novo na relação bilateral. Em 2025, durante reunião com o presidente Vladimir Putin, em Moscou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil tinha interesse em discutir com a Rússia projetos na área energética, especialmente pequenos reatores nucleares. Na ocasião, Lula mencionou o interesse brasileiro em estabelecer cooperação para o desenvolvimento de pequenos reatores nucleares.

A cooperação nuclear entre os dois países é apresentada oficialmente como voltada a fins pacíficos. Em fevereiro, Brasil e Rússia assinaram uma declaração para intensificar a cooperação em setores considerados promissores, incluindo estudos nucleares, sem relação com transferência militar ou bélica.

O interesse russo ocorre em um momento em que o Brasil discute o futuro de seu programa nuclear, incluindo a conclusão de Angra 3, a ampliação da geração de base e o possível uso de pequenos reatores modulares em regiões isoladas ou em projetos industriais de alta demanda energética. O país já opera as usinas Angra 1 e Angra 2, no litoral do Rio de Janeiro.

A eventual entrada da Rosatom em novos projetos no Brasil, porém, teria implicações geopolíticas relevantes. A Rússia enfrenta sanções econômicas de países ocidentais em razão da guerra na Ucrânia, mas continua sendo uma das principais exportadoras globais de tecnologia nuclear, com projetos em países como a China, a Índia, o Egito e a Turquia.■


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Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
10 dias atrás

Alguém conta para ela que estamos construindo uma usina nuclear há 40 anos e não temos nem ideia se ficará pronta um dia.

Josè
Josè
Responder para  Rafael Oliveira
10 dias atrás

“A construção de Angra 3 foi inicialmente idealizada na década de 1980. O projeto teve seu marco inicial no acordo nuclear com a Alemanha em 1975, com os trabalhos começando de fato em 1984. Desde então, a obra sofreu diversas paralisações e retomadas ao longo das décadas”. Acordo de 1975 e mãos a obra em 84, perdeu a validade até para piada.

deadeye
deadeye
Responder para  Josè
10 dias atrás

E a Alemanha cumpriu a sua parte, a inexecução da obra veio do BRasil mesmo.

José Gregório
José Gregório
Responder para  deadeye
9 dias atrás

Roubaram tudo, como sempre, a corrupção desenfreada, como sempre, o Brasil tinha que ser passado a limpo, coisa que pessoalmente não acredito, aqui sempre pode piorar, as coisas vão passando, se normalizando, e o Brasil não decola nunca.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Rafael Oliveira
10 dias atrás

mais uma motivo para readequar a Usina para um Reator Russo

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Carlos Campos
10 dias atrás

De onde você tirou isso?

O interesse é pequenas usinas nucleares para levar energia limpa a lugares do Brasil onde existe dificuldade energética.
O foco é substituir as atuais termelétricas a diesel que abastecem comunidades isoladas e regiões remotas na Amazônia, reduzindo os altos custos operacionais e a emissão de carbono.

“O ministro afirmou ainda que Moscou vê oportunidades na construção de unidades de energia adicionais projetadas pela Rússia, tanto de grande quanto de pequena capacidade.
 O Brasil tem interesse em discutir com a Rússia projetos na área energética,especialmente pequenos reatores nucleares”.

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Uma usina nuclear flutuante com Pequenos Reatores Modulares (SMRs) pode suprir partes da Região Norte, substituindo termelétricas a diesel de alto custo.
Um único módulo típico de 50MW a 70MW pode abastecer de 150 mil a 300 mil residências, dependendo do consumo médio da região.

A estatal russa Rosatom,propôs ao governo brasileiro instalar módulos na Amazônia. 
Uma bateria de reatores somando 20MW, seria capaz de atender com folga cidades de pequeno a médio porte (cerca de 20mil habitantes).
Podendo operar por períodos de 10 a 30 anos sem precisar de reabastecimento de urânio enriquecido.

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  Adriano Madureira
9 dias atrás

Çei.
Essa conversa de pequenos reatores nucleares para atender cidades pequenas é tertúlia flácida para ninar bovinos.
Não é uma questão de inviabilidade técnica, é que simplesmente não tem sentido econômico. Quem vai pagar pela construção, operação e manutenção de usinas nucleares no interior da Amazônia? Já imaginaram os salários de técnicos qualificados para irem morar nos cafundós do Rio Negro.
Os militares brasileiros inventaram essa estória para arranjar argumentos que sensibilizassem a opinião públicas para a manutenção do programa nuclear, mas é só para isso.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  EduardoSP
9 dias atrás

“Quem vai pagar pela construção, operação e manutenção de usinas nucleares no interior da Amazônia? Já imaginaram os salários de técnicos qualificados para irem morar nos cafundós do Rio Negro”.

Certamente não haverá problemas para enviar mão de obra qualificada, assim como há russos lá onde Rasputin perdeu as botas,certamente enviar brasileiros não terá problema.

Essa usina nuclear flutuante da Rússia, a Akademik Lomonosov, fica ancorada em Pevek, na região de Chukotka, no extremo leste da Sibéria.
Ela está situada na costa russa do Oceano Ártico, próxima ao Estreito de Bering e a cerca de 2.000 km do Alasca.

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Ao menos aqui no Brasil, os trabalhadores não irão acordar com as bolas congeladas…
Esse daí deve ser um desses lugares na Rússia onde os carros tem que passar a noite com os motores ligados.
Ao menos aqui é mais fácil o retorno a civilização…

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  EduardoSP
9 dias atrás

“Quem vai pagar pela construção, operação e manutenção de usinas nucleares no interior da Amazônia?”

Simples, os orgãos responsáveis por administrarem o setor elétrico no Brasil.

O setor elétrico brasileiro é administrado e regulado principalmente pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e operado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
Com a supervisão do Ministério de Minas e Energia (MME),que formula e implementa as políticas públicas para todo o setor energético do país.
A ANEEL é a autarquia federal que regula e fiscaliza a geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia no Brasil.
Já o Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS, é o Órgão responsável por coordenar e controlar a operação de todas as usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN)

Mas como estamos falando de Usinas Nucleares, fica a cargo da Eletronuclear: Subsidiária controlada pela ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional vinculada ao MME).
É a empresa responsável por construir e operar as usinas nucleares (Angra 1, 2 e 3).

E por fim, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN),Autarquia federal responsável por regular, licenciar e fiscalizar a segurança das instalações nucleares no país.

Acho que não é tão simples assim…

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  EduardoSP
9 dias atrás

Para que reprova em matemática básica é uma ótima ideia.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Adriano Madureira
9 dias atrás

Na minha Opinião a Usina de Angra é de Grande Porte, termina ela, coloca o reator Russo e pronto, se eles se comprometerem a terminar tirando dinheiro do Bolso deles, podem usar a Usina por vários anos, seria bom para o Brasil, seria bom pra Rússia, nem sei a quantas anda a questão do reator Alemão no Brasil, se ainda existe interesse da Alemanha em dar ajuda na implantação do reator e quais os custos disso.

José Gregório
José Gregório
Responder para  Adriano Madureira
9 dias atrás

Uma excelente idéia, sou totalmente a favor, pena que aqui a corrupção não vai deixar, vão criar estatais com milhares de cargos para administrar essas usinas, e, o que é pior, colocar o Joesley, nosso herói nacional na jogada, a democracia pujante entrará em ação, no final virá um rombo bilionário para NÓS pagarmos, sempre assim.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Carlos Campos
9 dias atrás

É tudo uma questão de interesse. E essa aproximação da Russia tem como objetivos:

* Construção de SMRs, já que o Brasil demonstrou interesse na solução e os russos tem a tecnologia;

* Conclusão de Angra3 e construção de outras usinas nucleares;

* Aproximação política através de fornecimento de uma tecnologia essencial que é a geração energética.

E quais os interesses russos? Vastos e nos mesmos moldes da China e EUA:

* Monopólico no ciclo de combustível, garatindo os serviços de conversão e enriquecimento do urânio extraído em solo brasileiro;

* Fornecimento de alta tecnologia para produção de urânio;

* Fornecimento de radioisótopos para medicina nuclear;

* Fornecimento de tecnologia para construção de novas usinas nucleares.

Importante aqui a palavra: fornecimento.
Não estamos falando de transferência de tecnologia por amizade.
Não estamos falando de transferência de tecnologia por dinheiro.
Eles cedem a tecnologia e nós utilizamos.

Era gestor na SIEMENS e atuávamos também para a divisão KWU (além de outras), desenvolvendo sistemas de controle e transmissão de dados.
Tinha acesso a boa parte dos contratos, uma vez que existiam limitações de repasse de informações e dados.
Todos os contratos, inclusive com o Brasil e Irã (este referente a outros segmentos), tinham inúmeras restrições.
Faz parte do jogo.

Última edição 9 dias atrás por MMerlin
Bode Krasniy
Bode Krasniy
Responder para  Rafael Oliveira
9 dias atrás

EDITADO:
COMENTARISTA BLOQUEADO.

Abymael
Abymael
Responder para  Rafael Oliveira
9 dias atrás

Olha, do jeito que as coisas são no país, eu acho até bom que não tenham terminado esse projeto. É um risco muito grande para um retorno pequeno.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
10 dias atrás

Pequenos reatores nucleares. Acho que isso interessaria à MB.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Dagor Dagorath
10 dias atrás

Acho que não, pq a MB já tem o dela, ninguém ensina 100% a fazer um reator, o que todo mundo sabe é a teria básica, na hora H acontece tanta coisa que fica dificil fazer. Se eles aceitarem vender seria bom, afinal o Brasil mesmo ameaçado continua comprando Diesel e Gasolina da Rússia, financiando a Guerra, só vai ter uma pausa pq os Ucranianos dimuniram a capacidade de Refino com os ataques.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Dagor Dagorath
10 dias atrás

Se for para desenvolver nova tecnologia acho que reatores de quarta geração de Tório tem uma perspectiva muito maior, devido a sua perspectiva de simplicidade operacional, baixo risco de acidente e principalmente ao baixo custo da energia gerada, o que pode trazer uma vantagem competitiva enorme. A China está na frente nesses desenvolvimento.

Santamariense
Santamariense
10 dias atrás

Será que o Brasil não aprendeu nada com a novela interminável das usinas de Angra dos Reis???

deadeye
deadeye
Responder para  Santamariense
10 dias atrás

Qual novela? da incompetência Brasileira? Porque Angra 1 e 2 correspondem a 3% da capacidade de geração de energia do pais, a energia nuclear é insuperável.

Santamariense
Santamariense
Responder para  deadeye
10 dias atrás

Pois então? É óbvio que é a incompetência brasileira!! E o que faz alguém pensar que um acordo com os russos, ou qualquer outro país, vai resultar em algo diferente??

Carlos Campos
Carlos Campos
10 dias atrás

Sou totalmente a favor, esse negócio começou com o Bozo, continua com 9, e vai ser concretizado, tenho fé, usinas nucleares para um país grande e com grandes reservas de Uranio, necessitra disso, temos que fazer parceria em Fusão Nuclear também, seja China, EUA, India sei lá

Josè
Josè
Responder para  Carlos Campos
10 dias atrás

Necessitar é uma coisa, ter é outra bem diferente, não se esqueça estamos tratando dessa terra/políticos/interesses, só para relembrar, até hoje usamos balsas em dezenas de lugares que são relevantes economicamente para fazer travessias precárias, porque não construíram pontes ou túneis até hoje será?

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carlos Campos
9 dias atrás

Precisamos investir nos reatores de sais fundido. Isso vai produzir energia barata. O resto é mais pesquisa e desenvolvimento de solução inviável economicamente.

Iran
Iran
10 dias atrás

Façam um em Roraima

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Iran
10 dias atrás

Um único reator nuclear modular pequeno (SMR) poderia atender parcialmente ou por completo a demanda de 1 a 3 estados da Região Norte, dependendo do porte do reator.

Um reator de 50MW a 100MW consegue suprir inteiramente a demanda de energia de estados de menor consumo na federação, como Acre ou Roraima. 

Espero que tal tecnologia seja implementada na região, e não apareça nenhum chato de galocha como Marina Silva para continuar a atrasar a região.

Iran
Iran
Responder para  Adriano Madureira
9 dias atrás

É uma tecnologia realmente perfeita pro problema da região, torçamos pro desenvolvimento dela.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Iran
9 dias atrás

Para quem não faz conta é ótima.

Josè
Josè
Responder para  Adriano Madureira
9 dias atrás

Mas aí vai estragar o esquema dos irmãos açougueiros que entraram no setor de energia justamente nessa região, compraram empresa “falida” com divida bilionária, do dia para a noite a divida passou para o povo, compraram energia dos venezuelanos e venderam 10 vezes mais caro para nós, esses açougueiros são muito sortudos mesmo tudo da certo para eles.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Josè
9 dias atrás

coloca os açouguierosno Bolo, eles mandam no Brasil, e no P-T, fazer o que….. só lembro do Joesley: “A gente sabe que não vai ser preso”….. vorcaro tinha que aprender com ele, compraram até o Promotor que ia processar eles. Bananil

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Josè
9 dias atrás

Esses sabe fazer conta. Quem não sabe paga a conta

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Adriano Madureira
9 dias atrás

Podemos primeiro ter uma população com uma cultura de fazer contas e análise de viabilidade

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Iran
9 dias atrás

Solar com bateria saí muito mais barato. Primeiro o brasileiro precisa aprender a fazer contas

Adriano Madureira
Adriano Madureira
10 dias atrás

Claro,claro… É a mesma tecnologia, se bobear deve ser um Reator RBMK

A tecnologia avançou muito de 1986 para cá amigo!

Última edição 10 dias atrás por Adriano Madureira