Tropas do Exército do Brasileiro são avaliadas pela ONU para emprego em missões de paz
Cascavel (PR) – O profissionalismo do Exército Brasileiro está no radar da Organização das Nações Unidas (ONU) para as próximas missões internacionais de manutenção da paz. Na última semana, tropas da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada foram avaliadas por uma comitiva ligada ao Departamento de Operações de Manutenção de Paz da ONU com objetivo de serem incorporadas ao Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da organização. A equipe de avaliadores também verificou uma Companhia de Engenharia especializada em artefatos explosivos em duas unidades do Exército em São Gabriel (RS). No total, cerca de 1.260 militares participam das avaliações.
No Paraná, as visitas de avaliação e assessoramento foram realizadas no 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado (34º BI Mec), em Foz do Iguaçu, e no 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado (33º BI Mec), em Cascavel. Nas ocasiões, foram verificadas as capacidades de uma Companhia de Infantaria Mecanizada como potencial Subunidade de Pronta Resposta da ONU; e avaliado os recursos para emprego de um Batalhão de Força de Paz. Ambas as tropas são formadas por militares de diversas unidades da Brigada Guarani e do Comando Militar do Sul.
Nas duas cidades, a equipe da ONU analisou preparo operacional, comunicação em idiomas estrangeiros, estruturas de autossustento e equipamentos, o que incluiu viaturas militares como o blindado anfíbio Guarani, e materiais de emprego militar, como tecnologias de comunicação e de observação. A comitiva também conferiu o preparo individual e coletivo dos militares com a execução de problemas simulados comuns em missões de paz; e avaliou o efetivo militar feminino, critério obrigatório para as forças de paz que atuam nas missões da ONU.
O comandante da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, General de Brigada Machado, ressaltou que uma certificação da ONU gera repercussão internacional, uma vez que é uma chancela da Organização em relação à capacidade operacional e à prontidão das tropas do efetivo profissional do Exército. O General também destacou que a preparação específica para atividades de missão de paz resultou em um melhor adestramento da tropa da Brigada: conduzido com material de alta tecnologia, o treinamento proporcionou um preparo em alto nível para os militares.
O chefe de Missão de Paz, Aviação e Inspetor-Geral das Polícias Militares, General de Brigada Amorim, destacou o protagonismo que o Exército Brasileiro sempre exerceu em representar o país em missões internacionais. Segundo o general, a Força tem história dentro da ONU, pois já enviou mais de 55 mil militares para missões de paz e soma mais de 80% dos efetivos de tropa desdobrados. Para o General Amorim, esses processos de certificação dizem ao mundo que o Exército está pronto para defender a paz.
Pelotão de engajamento
Uma peculiaridade do Batalhão de Paz apresentado à comitiva da ONU foi a inserção de um Pelotão de Engajamento, fração especializada em negociação e aproximação com lideranças e populações locais no contexto de uma missão de paz. Comandante do Batalhão de Paz apresentado à comitiva da ONU, o Tenente-Coronel Ubiratan detalhou que a função do engajamento é facilitar a integração da tropa no país anfitrião, reunindo conhecimento das necessidades da população local e facilitando o mandato da ONU na região. De acordo com o comandante do Batalhão, a busca pelo entendimento com comunidades já faz parte do dia a dia de homens e mulheres que atuam no Exército.
Participação em missões de paz
Ao longo dos anos, o Brasil tem se destacado no cenário internacional como um país mediador de
conflitos armados, com grande parte do efetivo empregado nessas missões oriunda do Exército Brasileiro. Entre 1957 e 1967, cerca de 6,3 mil militares brasileiros reforçaram a Primeira Força de Emergência das Nações Unidas (UNEF I) entre a região do Sinai e a Faixa de Gaza. Em 1993, foi enviada para Moçambique uma companhia de infantaria com cerca de 170 militares.
Entre 1995 e 1997, com a intenção de auxiliar Angola a restaurar a paz e alcançar a reconciliação nacional, o Brasil enviou mais de 3,3 mil militares do Exército Brasileiro. E de 2004 a 2017, o país contribuiu com mais de 37 mil militares para as operações de paz no Haiti – MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti).■
FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx


“O profissionalismo do Exército Brasileiro está no radar da Organização das Nações Unidas (ONU) para as próximas missões internacionais de manutenção da paz.
Na última semana, tropas da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada foram avaliadas por uma comitiva ligada ao Departamento de Operações de Manutenção de Paz da ONU com objetivo de serem incorporadas ao Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da organização”.
Espero que só fique nisso mesmo! Apenas uma avaliação…
Não precisamos ter os militares de nosso país, enviados e usados como papel higiênico para limpar as cagadas deles lá na Europa.
Sem esquecer Líbano e Gaza.