BAE Systems fornecerá sistema de proteção ativa soft-kill para veículos de combate do Exército dos EUA

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BAe Systems ROOK

A BAE Systems foi selecionada pelo Exército dos Estados Unidos para fornecer o programa oficial de Sistema de Proteção Ativa Soft Kill — ou Soft Kill Active Protection System — destinado a ampliar a sobrevivência de veículos de combate terrestres diante de ameaças modernas, como drones, mísseis anticarro guiados e outros sistemas de ataque de precisão.

O programa utilizará o sistema ROOK — Rapid Optical Observation and Kill — desenvolvido pela BAE Systems para detectar, acompanhar, confundir e neutralizar ameaças antes que elas atinjam o veículo. A tecnologia emprega contramedidas eletrônicas para interferir nos sistemas de guiagem ou orientação de armas inimigas, tornando-as ineficazes sem a necessidade de uma interceptação cinética.

Diferentemente dos sistemas hard-kill, que destroem fisicamente a ameaça por meio de munições interceptadoras, os sistemas soft-kill buscam impedir o acerto por meio de guerra eletrônica, ofuscamento, interferência, engano ou degradação dos sensores e enlaces de controle do armamento adversário. Essa abordagem reduz o risco de danos colaterais e preserva o estoque limitado de contramedidas cinéticas embarcadas.

Segundo a BAE Systems, o ROOK melhora a consciência situacional da tripulação e oferece resposta rápida em condições complexas de campo de batalha. O sistema foi concebido para atuar contra ameaças como sistemas aéreos não tripulados (UAS) e mísseis guiados anticarro (ATGM), que se tornaram cada vez mais relevantes em conflitos recentes.

Dave Gillespie, diretor de Soluções Ópticas e Contramedidas da BAE Systems, afirmou que a guerra terrestre moderna exige uma defesa em camadas, na qual tecnologias soft-kill desempenham papel complementar essencial. Segundo ele, o ROOK oferece uma defesa sustentável e de custo efetivo, com “profundidade de carregador infinita”, por ser capaz de perturbar continuamente sistemas inimigos sem depender exclusivamente de munições físicas.

A expressão “carregador infinito” reflete uma das vantagens dos sistemas soft-kill: enquanto interceptadores hard-kill são consumidos a cada engajamento, contramedidas eletrônicas podem ser empregadas repetidamente, desde que haja energia, sensores e capacidade de processamento disponíveis. Isso é especialmente relevante em cenários de saturação, nos quais veículos podem enfrentar múltiplos drones, mísseis ou munições guiadas em rápida sequência.

O novo programa se apoia em iniciativas anteriores de pesquisa e desenvolvimento e faz parte do esforço do Exército dos EUA para acelerar a implantação de sistemas de proteção ativa robustos, adaptáveis e escaláveis. Além do ROOK, o contrato também dará suporte ao desenvolvimento dos sistemas Stormcrow e TERRA RAVEN, ambos voltados a contramedidas e integração em plataformas terrestres.

A BAE Systems afirma que os protótipos serão entregues para integração e testes em veículos, etapa essencial para validar desempenho, compatibilidade elétrica, integração com sensores, ergonomia da tripulação, efeitos eletromagnéticos e eficácia contra ameaças representativas.

A seleção ocorre em um momento de rápida transformação da guerra terrestre. A proliferação de drones comerciais modificados, munições vagantes, mísseis anticarro de terceira geração e sensores baratos tem aumentado a vulnerabilidade de blindados, veículos de combate de infantaria, viaturas de transporte e plataformas logísticas próximas à linha de frente.

Conflitos recentes demonstraram que a proteção passiva tradicional — blindagem, placas reativas e desenho estrutural — já não é suficiente por si só. Veículos modernos precisam combinar sensores, guerra eletrônica, camuflagem multiespectral, proteção ativa hard-kill e soft-kill, além de integração em redes de comando e controle.

A BAE Systems descreve suas soluções de proteção veicular como parte da abordagem Intrepid Shield, voltada à defesa em camadas de plataformas militares. A empresa tem longa experiência em tecnologias de guerra eletromagnética e equipamentos de sobrevivência em combate fornecidos ao Departamento de Defesa dos EUA e a aliados.

Os sistemas de proteção de veículos da BAE Systems são desenvolvidos e fabricados na unidade da empresa em Austin, no Texas, com apoio de pesquisa e desenvolvimento em Merrimack, New Hampshire.■


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Henrique de Freitas
Henrique de Freitas
14 dias atrás

UAV no campo de batalha, atacam hoje via “hardline”, fibra ótica, totalmente imune a interferência eletrônica convencionais. Existem packs de fibras com 800Km de comprimento a disposição. A coisa vai ficar muito complicada na defesa de qualquer ponto.

Guacamole
Guacamole
Responder para  Henrique de Freitas
14 dias atrás

Mano, fibra óptica pra drone de 800km?
Acho que você quiz dizer 80km, certo?

Henrique de Freitas
Henrique de Freitas
Responder para  Guacamole
13 dias atrás

Nao, 800Km é isso mesmo. Não está errado. Abrs

737-800RJ
737-800RJ
Responder para  Guacamole
13 dias atrás

Vi um vídeo esses dias de uma demonstração e é isso mesmo: 800 km de fibra óptica! O casulo onde a fibra fica armazenada e é levada pelo drone é bem grande. Bizarro!

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
Responder para  Henrique de Freitas
14 dias atrás

Só queria lembra-los que fechamos a única fabrica de fibra optica, assunto esse que foi noticiado aqui no forte.

Demora do governo leva única fábrica de fibras ópticas a fechar as portas – Forças Terrestres

Um dia eu defendi muito isso…quando o pessoal entra na neura de debater assuntos econômicos vs assuntos estratégicos vemos uma discrepância enorme em nosso país…nem todo assunto estratégico de fato dão lucro, mas por ser estratégico não deve entrar na pauta de corte de gastos…outro exemplo disso está na campanha em quererem fechar/vender a fabrica de munições da Marinha.

Pensem nisso, hoje poderíamos estar vendendo fibra óptica e não ficar refém da china…demanda existe.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
14 dias atrás

A fábrica da Prismyan não fechou.

De qualquer modo, a exportação de fibra ótica é praticamente impossível diante da concorrência chinesa. Ela continua vendendo apenas para empresas do Brasil em razão das medidas governamentais adotadas para equilibrar a concorrência com as chinesas no país.

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
Responder para  Rafael Oliveira
14 dias atrás

Impossível não é se existe um plano de frear o avanço chines em andamento, a China hoje está ganhando dinheiro vendendo para ambos os lados…nisso o Trump tem razão.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Rafael Gustavo de Oliveira
13 dias atrás

A China vende pela metade do preço.
O preço da energia elétrica no Brasil teria que despencar para o patamar chinês para a indústria brasileira ser competitiva.
Só que o modelo brasileiro de produção, transmissão e distribuição de energia não permite isso, pois tem os custos para obter as concessões e os tributos incidentes. Além disso, no Brasil há muito furto de energia, desde as favelas até os bairros mais nobres, e isso também impacta no preço da energia para quem paga a conta.
Repare que eu disse que o Brasil não vai conseguir exportar fibra ótica. Vender pro mercado interno ele vende, pois o governo sobretaxou a fibra chinesa para o preço ficar próximo da fibra nacional.

Cerberosph
Cerberosph
Responder para  Henrique de Freitas
14 dias atrás

Esse povo parece que não está acompanhando a guerra da Ucrânia.

Carlos
Carlos
14 dias atrás

Os drones FPV mandaram lembranças.

João do Caminhão
João do Caminhão
13 dias atrás

OFF

Russia indiscriminadamente ataca civis por pressão pelo fim da guerra que não são capazes de conquistar no campo de batalha.
Os russófilos não se manifestam.. silêncio absoluto