SSNTFT 2026

Brasília (DF) – A modernização do Exército Brasileiro já inclui, entre seus fundamentos, uma das principais capacidades do combate moderno: o emprego militar de sistemas não tripulados. Ao longo desta semana, demonstrações, exposições e debates consolidaram o esforço da Instituição para ampliar conhecimento e empregar essas novas tecnologias.

As atividades fizeram parte do Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre (SSNTFT 2026), evento que reuniu autoridades militares, especialistas e integrantes da Base Industrial de Defesa. Com caráter técnico e institucional, a iniciativa buscou promover integração e sinergia entre o Exército, as indústrias e os setores de ciência, tecnologia e inovação.

A iniciativa também é reflexo do Projeto de Transformação do Exército (2024-2039), proposta que visa otimizar a organização da Força, incorporar novas capacidades e aprimorar a doutrina e a formação dos militares. Esse esforço tem como objetivo tornar a Instituição mais ágil, adaptável, integrada e tecnologicamente avançada para atuar em operações terrestres, aéreas, marítimas, espaciais e eletromagnético-cibernético-cognitivas. O desenvolvimento de mais capacidades tecnológicas também integra o Força 40, processo que visualiza um Exército cada vez mais preparado para as transformações geopolíticas, tecnológicas e climáticas no horizonte do ano 2040.

Demonstrações e debates

Em uma demonstração realizada no estande de tiro General Darcy Lázaro, em Brasília, integrantes do Alto-Comando do Exército conferiram o funcionamento de sistemas não tripulados de uso militar desenvolvidos por empresas da Base Industrial de Defesa (BID). As apresentações incluíram drones armados com fuzis e lançadores de granadas e fumígenos; sistemas não tripulados com sensores de detecção de ameaças nucleares e radiológicas; drones de inteligência e vigilância integrados a outros de ataque; sistemas não tripulados que podem ser operados a quase 300 km de distância; e diversos outros materiais.

Já no Quartel-General do Exército, diversas apresentações e discussões trataram de pesquisa, desenvolvimento, conjuntura tecnológica internacional, análise de tendências, propostas de diretrizes de atuação e formas de obtenção relacionadas aos sistemas não tripulados. O objetivo central das atividades foi nivelar o conhecimento estratégico sobre as tecnologias e gerar subsídios para decisões do Alto-Comando do Exército. O simpósio incluiu uma exposição de projetos do Instituto Militar de Engenharia e de tecnologias desenvolvidas por empresas da Base Industrial de Defesa.

O Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, destacou a rápida evolução da BID no desenvolvimento de sistemas não tripulados e frisou o uso militar de drones como uma maneira de reverter a equação do poder de combate. “A Base Industrial de Defesa tem capacidade de evoluir, de combinar soluções criativas, que é o que está mudando a equação de defesa no mundo. Temos visto que países com poder militar relativamente inferior ao das potências tradicionais estão conseguindo resultados de dissuasão ou manutenção do status quo com tecnologia de ponta e mais barata”.

O General Tomás salientou, ainda, que o Exército também está trabalhando para contribuir com esses avanços. “Temos o Instituto Militar de Engenharia, o Departamento de Ciência e Tecnologia, com um Centro de Avaliação, a Agência de Gestão e Inovação Tecnológica e outras instituições voltadas ao desenvolvimento científico e tecnológico para colaborar”.

De acordo com o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT), General de Exército Hertz Pires do Nascimento, as exibições realizadas esta semana são uma prévia de uma demonstração ainda maior que ocorrerá no Rio de Janeiro nos próximos meses. Na ocasião, 33 empresas levarão protótipos de sistemas não tripulados com ainda mais letalidade. Segundo o General, o objetivo das demonstrações é compor um portfólio de tecnologias para a concepção de um sistema capaz de atender às necessidades operacionais do Exército.

No cenário moderno, os sistemas não tripulados têm sido multiplicadores do poder de combate nos níveis tático, operacional e estratégico. Com um evento que reuniu demonstrações e debates sobre um tema atual e relevante, o Exército posiciona o Brasil na vanguarda das discussões.■

FONTE:  Agência Verde-Oliva/CCOMSEx


Inscrever-se
Notificar de
guest

21 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Roberto Santos
Roberto Santos
11 dias atrás

Não adianta, sempre estaremos atrasados por ter uma mentalidade curta e pobre, parece um bando de papagaios..
Se copiássemos as coisas boas, perfeito……..
Mas a hipocrisia dos Generais brasileiros chega as raias do absurdo, o que querem mesmo é mamar da viúva 40 anos e chauuuuuu, nada de se preocupar com a defesa nacional, o povo que se lixe.

João
João
Responder para  Roberto Santos
11 dias atrás

Qual a base que vc diz isso? É recalque de conseguir?

Esses projetos estão sendo incorporados à Força com rapidez.
E serão substitutos de outros meios muito mais caros, que poderão ter quantidade reduzida, potencializada pelos drones.

737-800RJ
737-800RJ
Responder para  Roberto Santos
11 dias atrás

Pior que tem muita gente excelente na parte técnica das Forças Armadas. Vi esses dias um amigo de infância que perdi contato numa foto de apresentação para estrangeiros dos Guaranis versão ambulância. Ele sempre foi, além de muito inteligente, estudioso pra caramba. Descobri que é um dos engenheiros responsáveis pelo projeto dessa versão do Guarani.
Um cara desse quilate muitas vezes desanima e vai pra inciativa privada, o que não é incomum. Nem tanto pelo salário, mas em muitos casos pela infraestrutura e investimento.
Imagine quanta ideia boa essa gente tem, mas por conta de processos engessados e falta de verba acabam ficam pelo meio do caminho… Deve ser frustrante!

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Roberto Santos
10 dias atrás

Esse pensamento que você exprime com tanta convição deve ser o que lhe define como pessoa. Tenho certeza que você seria capaz até de coisa pior, se tivesse oportunidade, claro…

Sandro Américo
Sandro Américo
11 dias atrás

Bom dia a todos do site cada dia uma ladainha não tem dinheiro para nada só pra política cortaram tudo da defesa kkkkkk ainda tem gente que acredita nisso kkkk

Raphael
Raphael
11 dias atrás

Na primeira foto, o que o drone esta lançando?

João
João
Responder para  Raphael
11 dias atrás

Granadas fumigenas. Podem ser de outro tipo.

Dependendo da composição do fumígeno, ele cobre não só das vistas, mas de visão termal.

naval762
naval762
11 dias atrás

Outro cabide pra parente de oficial, estamos décadas atrasados nessas tecnologias e o governo faz o mínimo pra nos colocar em pé de igualdade com o mundo.

João
João
Responder para  naval762
11 dias atrás

Parece que vc não viu as imagens….
Esses meios já existem…… se já existem, onde está o atraso?

O EB tem adquirido inúmeros drones, de várias categorias, pra substituir meios mais caros, q em números reduzidos, serão potencializados por esses drones.

Hamom
Hamom
11 dias atrás

“…integração e sinergia entre o Exército, as indústrias e os setores de ciência, tecnologia e inovação…”
Isto é cada vez importante.

O uso de especificamente ‘drones kamicases’, deve atender duas premissas básicas: Baixo custo e capacidade de produzi-los em massa dentro do país.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
11 dias atrás

Drone não se compra fora, ou vc fabrica ou é uma farsa, esta é a lição mais importante. A segunda: drone precisa ser apenas suficiente pra missão e o mais barato possível, capaz de ser fabricado aos milhares em tempo de conflito.

Nativo
Nativo
11 dias atrás

Okay! Mas, até esse simpósio, o exército já possui quantos e quais drones? Espero que alguma centena de vigilância e outros milhares de ataque kamikaze, pelo menos.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
10 dias atrás

Brinquedos adaptados, isso que são.
comment image

Brunox
Brunox
10 dias atrás

O pessoal comentando sem ler antes…

Gente, é um estudo e viabilidade do emprego ainda, não dá para sair comprando equipamentos militares, por mais simples que sejam, a esmo.

Igual um comentário que respondi sobre a compra de mais GRIPENS. Não é só comprar e é isso ai, tem que treinar toda uma equipe de mecânicos e pessoas, além dos próprios pilotos, ter pilotos e equipes preparadas para receber esses treinamentos,ver o orçamento e as reais necessidades do país e estabelecer contratos ainda, além de garantia de qualidade e toda a situação burocrática. Não é só comprar e usar. Se comprássemos esses drones, aonde seriam utilizados? qual regimento o faria? Se estiverem armados só irão jogar nas mãos de alguém ou criarão um novo departamento/regimento e doutrina? As peças de reposição? A empresa que fecharemos e o que fecharemos e para qual fim?

Se mesmo em empresas civis é indispensável ter essas perguntas respondidas antes de comprar 1 parafuso ( sou comprador analista e sei bem disto ), imagina quando envolve exército?

Atirador
Atirador
Responder para  Brunox
7 dias atrás

Estudo de viabilidade ? cara se o Gripem que teve contrato assinado em 2014 e só recebemos 11, imagina quando vão assinar esses contratos e quando iremos receber, lá pra 2200

Brunox
Brunox
Responder para  Atirador
7 dias atrás

Entendo, mas ai é uma questão de mentalidade e gestão. Pois, depois que os estudos são finalizados ( claro, tem de ser feitos com inteligência e coerência com a nossa doutrina militar ), não comprar e apenas ficar torrando com mais estudos e nunca concluírem nada, o problema passa a ser da própria forma com a qual o exército é organizado e a mentalidade do oficialato. Mas apenas comprar por comprar, sem uma análise, não dá.

Sandro Américo
Sandro Américo
9 dias atrás

Kkkk modernização em vassouras roçadeiras tinta kkkkkkk . Chega a ser cômico

fewoz
fewoz
9 dias atrás

Grupos de estudo, demonstrações, exposições, debates e agora simpósio. Agora vai!

Paulo
Paulo
9 dias atrás

O EB já incorporou o Nauru 1000C em seu portfólio. A MB já incorporou o Nauru 500 C em seu portfolio. O CFN testou em Marambaia de dia e de noite o revolucionário Nauru 100 D( o primeiro drone nacional à incorporar IA proprietário). A versão de ataque do Nauru 100D quer como ataque solo, quer em enxame não é munição vagante. Ele ataca e retorna ao contêiner de 20 pés de onde partiu. Este contêiner pode ser transportado por um caminhão, uma fragata ou pelo KC390, que em tese pode lança- los em vôo. Cada contêiner abriga 33 drones Nauru 100D , 30 armados com munição Heat e 3 como guia dos outros através de IA compartilhada. Não há operadores remotos deles. A IA compartilhada entre eles, localiza os alvos e escolhe a melhor, e a mais letal forma de destrui- los, em enxame, coordenadamente, como um enxame de abelhas africanas.
E só uma empresa os desenvolveu, a Xmobots.

Atirador
Atirador
Responder para  Paulo
7 dias atrás

A IA escolhe o melhor alvo sozinha ? sem ninguém pra apertar o gatilho ? Que medo

Jose Pereira
Jose Pereira
5 dias atrás

simpósios, reuniões, feiras… haja diária para pagar essa turma…
sinceramente….muita conversa e pouco trabalho.