Lockheed Martin demonstra míssil JAGM a partir do lançador conteinerizado GRIZZLY contra drone de ataque
A Lockheed Martin realizou com sucesso a primeira demonstração de interceptação de um drone de ataque do Grupo 3 utilizando um míssil Joint Air-to-Ground Missile (JAGM) lançado a partir do sistema conteinerizado GRIZZLY™, em uma configuração integrada ao sistema de gerenciamento de batalha Sanctum™ C-UAS.
O teste foi conduzido no Yuma Proving Grounds, no Arizona, e envolveu a detecção, rastreamento e engajamento de um alvo aéreo não tripulado. A cadeia de combate empregou o software de gerenciamento de missão Sanctum, radares Fortem R-40 e o lançador conteinerizado GRIZZLY, que disparou o míssil JAGM para neutralizar o alvo.
Segundo a empresa, a integração entre o sistema Sanctum C-UAS, o lançador GRIZZLY e o míssil JAGM foi entregue em menos de 45 dias, incluindo testes com hardware-in-the-loop e disparo real. Para a Lockheed Martin, o resultado demonstra sua capacidade de fornecer rapidamente uma solução completa, modular e acessível para enfrentar a crescente ameaça representada por drones de ataque de uso único.
Na demonstração, os sensores do Sanctum detectaram e acompanharam o UAV hostil. Em seguida, o software de gerenciamento de missão processou o engajamento e acionou o lançador GRIZZLY, que disparou o JAGM contra o alvo. O teste validou uma arquitetura ponta a ponta de defesa contra drones, integrando sensores, gerenciamento de batalha, lançador e efetor em uma única cadeia de neutralização.
O sistema GRIZZLY foi desenvolvido com base em uma arquitetura de protótipo já existente e permite empregar o sistema Sanctum C-UAS pronto para disparo sem exigir grande infraestrutura fixa ou complexa cadeia logística. Por ser conteinerizado, o lançador pode ser instalado em posições terrestres ou plataformas marítimas, ampliando sua flexibilidade para operações distribuídas.
A Lockheed Martin afirma que a solução oferece uma combinação de detecção escalável, conectividade distribuída, letalidade acessível e capacidade multimissão. A arquitetura permite empregar sensores comerciais de baixo custo, comunicação sem fio entre radares, gerenciador de batalha e lançador, além de recarga sem ferramentas e capacidade para oito mísseis.

O uso do JAGM como efetor também amplia a camada de defesa contra drones. O míssil possui buscador de modo duplo, combinando guiagem laser semiactiva (SAL) e radar de ondas milimétricas (MMW). Essa configuração permite engajamentos em diferentes condições operacionais e pode ser adaptada para defesa em camadas contra ameaças aéreas não tripuladas.
De acordo com a empresa, o sistema integrado por meio do Sanctum C-UAS Battle Management pode atuar contra ameaças UAV dos Grupos 1 a 4, protegendo bases avançadas, ativos críticos e plataformas marítimas. A solução pode operar de forma autônoma ou ser integrada a sistemas de comando e controle de escalões superiores por meio da rede em malha do Sanctum.
Randy Crites, vice-presidente e gerente-geral de Programas Avançados da Lockheed Martin, afirmou que a integração do GRIZZLY com o gerenciador de batalha Sanctum em prazo acelerado demonstra como a empresa está aplicando inovação de campo de batalha e colaboração entre programas para entregar rapidamente capacidades de defesa em camadas ao combatente.
Segundo Crites, o teste demonstrou uma solução modular, acessível e escalável de defesa de ponto, capaz de ser implantada em múltiplos domínios para combater ameaças em evolução.
Paul Lemmo, vice-presidente e gerente-geral de Sensores, Efetores e Sistemas de Missão da Lockheed Martin, destacou que a demonstração confirmou uma solução de defesa de ponto de baixo custo e rápida implantação, apta a operar em plataformas terrestres ou marítimas em questão de dias.
A demonstração ocorre em um momento de forte crescimento da ameaça representada por drones de ataque unidirecional, munições vagantes e UAVs de médio porte. Conflitos recentes mostraram que drones relativamente baratos podem saturar defesas, atingir instalações críticas e ameaçar tropas, navios e infraestrutura estratégica.
Nesse cenário, forças armadas buscam soluções capazes de combinar sensores distribuídos, gerenciamento automatizado de batalha e efetores de diferentes custos e alcances. A proposta da Lockheed Martin é oferecer uma arquitetura modular que possa ser rapidamente transportada, instalada e integrada a redes de defesa existentes.■

Isso aparenta ser muito caro contra drones, no momento ainda não existe solução contra enxames, e um porco-espinho armado com milhôes deles vai continuar na vantagem. Ou surge uma solução definitiva contra drones ou jamais a guerra será como antes. isso se aplica a todos: o que vale para o Irã vale pra Ucrânia.
A resposta é a volta aos canhões
Não existe solução definitiva contra submarino, avião, míssil, soldado, navio, tanque… e não haverá solução definitiva contra drones (tipos I, II e III).
A solução é o que já existe. Uma combinação de armas e métodos de modo a mitigar o ataque, como tudo nesse mundo. Na defesa contra um ataque de drones muitos passarão e atingirão seus alvos do mesmo modo que num ataque de soldados muitos passam. Assim como ocorre num ataque de aviões ou navios.
Ainda não existem os tais escudos defletores que não deixam passar nada. rsss
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A combinação de métodos contra drones inclui:
Interferência ativa
Ataque cibernético
Armas de energia dirigida (laser e PEM)
Armas cinéticas (canhão, metralhadora, míssil , drone anti drone, foguetes guiados, etc).
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Um drone contra uma IADS pode cobrar um preço desvantajoso para o defensor mas se o atacante inventar de jogar centenas de drones (os tais enxames) a conta já passa a ser menos vantajosa para o atacante.
Drones muito baratos são mais fáceis de serem interceptados . Para aumentar a possibilidade de sobrevivência do drone ele precisa ficar mais caro , se aproximando mais dos mísseis de cruzeiro.
O enxame típico que todo mundo considera que tem baixo custo é o formado por drones elétricos de curto alcance , do tipo I ou II, vendidos na esquina do bairro e com uma ogiva de RPG colada com fita adesiva.
Um drone com alcance de centenas de quilômetros e com possibilidades reais de chegar inteiro após algumas horas de voo (em alguns casos mais de 10 horas) e de atingir algo útil para o esforço de guerra não tem custo baixo igual pão com mortadela como alguns entusiasmos com a revolta dos oprimidos contra os opressores imagina . rsss
A conta já não está fechado para a outrora temida e poderosa Rússia que vê seus recursos irem para o ralo com ataques de centenas de drones com resultados pífios e sem reais possibilidades de colocar a opressora Ucrânia de joelhos .
A maior vantagem do emprego de drones e mísseis balísticos baratos pelos oprimidos pobres contra os opressores ricos, na sua luta contra o imperialismo , o fascismo e o capitalismo, é que aqueles , parece , deixaram de usar ou reduziram muito o emprego de homens, crianças e mulheres bombas.
Estes sim tinha uma imensa vantagem relativa ao custo x benefício para o atacante (que no caso não era o agressor mas só estava cobrando a dívida histórica por ser uma vítima social do sistema e explodia homens e mulheres para tomar uma cevejinha).