Patria conclui entrega de ambulâncias blindadas AMV XP 8×8 à Eslováquia
AMV XP 8x8 à Eslováquia
A Patria concluiu a entrega dos veículos blindados ambulância Patria AMV XP 8×8 à Eslováquia. O último lote foi entregue na semana passada em Lieskovec, encerrando uma etapa importante do programa eslovaco BOV 8×8, destinado à modernização das capacidades mecanizadas e de apoio das Forças Armadas do país.
Ao todo, foram entregues 10 veículos ambulância, que fazem parte de um acordo governamental firmado em 2022 entre os governos da Eslováquia e da Finlândia, com participação da Patria. O contrato prevê a aquisição de 76 veículos blindados de combate, distribuídos entre 60 viaturas de combate de infantaria, 10 ambulâncias blindadas e 6 veículos de posto de comando. Fontes abertas sobre o programa eslovaco confirmam a composição do pedido e indicam que os veículos devem ser entregues no período de 2023 a 2027.
Segundo Jussi Järvinen, vice-presidente executivo da área de Protected Mobility da Patria, a conclusão das entregas das versões ambulância representa um marco na cooperação com a Eslováquia, seus parceiros locais e o programa BOV 8×8. Ele destacou que o projeto apoia o desenvolvimento de capacidades modernas de mobilidade e defesa, ao mesmo tempo em que promove transferência de tecnologia, know-how industrial, segurança de suprimento e prontidão de longo prazo.
A transferência de tecnologia é um dos elementos centrais do modelo de negócios da Patria. A empresa afirma que sua estratégia busca repassar conhecimento de fabricação de veículos blindados a parceiros locais, fortalecendo a indústria nacional dos países clientes e aumentando a autonomia logística e de manutenção.
No caso da Eslováquia, o programa BOV 8×8 faz parte de um processo mais amplo de substituição de veículos herdados da era soviética. O Patria AMV XP foi selecionado para substituir plataformas antigas como os BVP-1, BVP-2 e OT-90, ainda em uso em unidades mecanizadas eslovacas.
O Patria AMV XP 8×8 é uma versão modernizada da família AMV, apresentada pela fabricante finlandesa como uma plataforma modular, robusta e adaptável a diferentes missões. A sigla XP está associada aos conceitos de maior carga útil, melhor desempenho e proteção aprimorada. A família AMV pode ser configurada em versões de transporte de tropas, combate de infantaria, comando e controle, reconhecimento, morteiro, apoio de fogo, ambulância e outras funções especializadas.
Na variante ambulância, o veículo é destinado ao transporte protegido de feridos e ao apoio médico em ambientes de combate, permitindo evacuação sob ameaça balística, fragmentos de artilharia, minas e artefatos explosivos improvisados. Esse tipo de capacidade é considerado essencial para forças mecanizadas modernas, especialmente em cenários de alta intensidade como os observados na guerra da Ucrânia.
A Patria ressalta que o AMV XP combina mobilidade tática, proteção e capacidade de adaptação a diferentes sistemas de missão. A plataforma tem sido adquirida por diversos países e é considerada uma das principais famílias de veículos blindados 8×8 do mercado internacional.
A conclusão das entregas das ambulâncias representa um avanço concreto no programa eslovaco e reforça a presença da indústria finlandesa de defesa na Europa Central. Para Bratislava, o projeto amplia a interoperabilidade com parceiros da OTAN e fortalece a capacidade de resposta médica em operações mecanizadas.
A Patria é uma empresa internacional de defesa e tecnologia com mais de 100 anos de experiência. A companhia atua nas áreas de mobilidade protegida, sistemas de defesa e armamentos, além de soluções de sustentação. Suas operações incluem Finlândia, Suécia, Noruega, Letônia, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Polônia, Eslováquia e Japão. A empresa é controlada pelo Estado finlandês, com 50,1% das ações, e pela norueguesa Kongsberg Defence & Aerospace, com 49,9%.■

Na última notícia que vi do Guarani Ambulância, que está sendo desenvolvido a passos de tartaruga, notei que há um “guincho” para elevar a maca para o interior do veículo.
Achei bem estranho. Uma maca é facilmente erguida e colocada rapidamente dentro da viatura por duas pessoas.
“Ah, mas e só se tiver uma pessoa na ambulância?” Aí já está ativado o modo desespero: tem que colocar o paciente rápido, sem maca, para dentro da viatura e fugir. Vai colocar na maca, prender no gancho, ligar o motor, subir, manobrar a maca, soltar do gancho, fixar a maca, etc. Todo mundo já morreu nessa longa operação.
PS: sei que teoricamente uma ambulância não deve ser atacada, mas se só tem uma pessoa para erguer a maca, é porque ela foi atacada.
O Pátria Ambulância da matéria não tem o ganho.
Fora que o tal Guarani Ambulância é basicamente um Guarani comum com uma cruz vermelha na lateral e macas no lugar dos assentos.
Coitado de quem precisar ser transportado nessas macas. O espaço interno é tão apertado que, se durante o deslocamento o paciente sofrer uma parada cardiorrespiratória, apresentar falta de ar ou precisar de qualquer procedimento para estabilização, será necessário parar o veículo e retirá-lo para realizar o atendimento.
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Literalmente, o espaço disponível ao redor das macas lembra mais um compartimento de transporte do que um ambiente adequado para atendimento médico durante o deslocamento. São basicamente gavetas mortuarias
Já que a gente tem uma restrição tão grande de verba não seria melhor comprar ambulâncias normais que pelo menos dão conta do recado, são mais baratas e funcionam melhor que essa gambiarra cara que nem tem previsão de entrega?