Xi Jinping diz que relação entre China e Coreia do Norte está em ‘novo ponto de partida histórico’

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Xi Kim

O presidente chinês Xi Jinping afirmou nesta segunda-feira que as relações entre a China e a Coreia do Norte estão em um “novo ponto de partida histórico”, em meio a uma rara visita a Pyongyang e a um esforço de Pequim para reforçar seus laços estratégicos com o regime de Kim Jong Un.

Xi, que também é secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China, declarou que Pequim continuará valorizando a “amizade tradicional” com a República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte, independentemente das mudanças no cenário internacional.

Segundo a Reuters, a visita de Xi a Pyongyang é a primeira em sete anos e ocorre em um contexto de crescente aproximação entre China, Coreia do Norte e Rússia, além de maior tensão com os Estados Unidos e seus aliados na Ásia. O líder chinês afirmou que Pequim não mudará seu apoio à liderança de Kim Jong Un nem sua determinação de proteger interesses comuns e um ambiente estratégico favorável.

Durante os encontros, Xi defendeu o fortalecimento dos vínculos estratégicos entre os dois países e pediu a ampliação da cooperação em áreas como diplomacia, segurança, comércio, agricultura, tecnologia, construção e intercâmbios entre pessoas. De acordo com a imprensa estatal chinesa citada pela Reuters, os dois lados teriam alcançado um “importante consenso” nas conversas realizadas em Pyongyang.

A recepção ao líder chinês teve forte simbolismo político. Xi foi recebido por Kim Jong Un e pela primeira-dama norte-coreana Ri Sol Ju, com guarda de honra, flores, saudações oficiais e cerimônias públicas na capital norte-coreana. A visita reforça a mensagem de unidade entre os dois regimes em um momento de recomposição do cenário geopolítico no Nordeste Asiático.

A Coreia do Norte tem buscado ampliar sua margem de manobra internacional após anos de isolamento agravado pela pandemia. Pyongyang reabriu gradualmente os contatos fronteiriços com a China e aprofundou sua cooperação militar e política com a Rússia, enquanto continua a rejeitar as pressões dos Estados Unidos e da Coreia do Sul para retomar as negociações de desnuclearização.

Para Pequim, a Coreia do Norte continua sendo um ativo estratégico. O país serve como zona-tampão na Península Coreana e como instrumento de pressão indireta sobre Washington, Seul e Tóquio. Ao mesmo tempo, a China procura evitar instabilidade em sua fronteira e manter influência sobre Kim Jong Un, em um momento em que Pyongyang estreitou laços com Moscou.

Xi também declarou que a China e a Coreia do Norte devem se opor ao “hegemonismo” e a tentativas de reviver o militarismo que possam ameaçar a segurança regional. A mensagem foi interpretada como uma crítica indireta aos Estados Unidos, ao Japão e à ampliação da cooperação militar entre Washington, Seul e Tóquio.

A visita ocorre em um contexto de crescente militarização na região. Pouco antes da chegada de Xi, a Coreia do Norte voltou a destacar suas ambições militares, incluindo planos para novos meios navais de grande porte e a reafirmação de sua condição de Estado nuclear. Segundo estimativas recentes citadas pela Reuters, Pyongyang pode possuir cerca de 60 ogivas nucleares e estaria ampliando a produção de material físsil.

O encontro entre Xi e Kim sinaliza que Pequim pretende manter a Coreia do Norte próxima em um momento de rivalidade estratégica com os Estados Unidos. Ao falar em um “novo ponto de partida histórico”, o líder chinês busca apresentar a relação bilateral não apenas como herança da Guerra Fria, mas como parte de uma arquitetura política e de segurança adaptada à disputa entre grandes potências.■


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Hamom
Hamom
1 mês atrás

No extremo oriente asiático, de um lado estão EUA (como força militar), Japão e Coreia do sul, do outro lado, China, Rússia e Coreia do Norte.

Há um certo equilíbrio de forças e isto é bom porque induz estabilidade, coibindo “aventuras militares” de ambas os lados.

Más apesar disto, Taiwan continue sendo o “nó gordio” daquela região…

JHF
JHF
Responder para  Hamom
1 mês atrás

Taiwan é empurrado como problema pela parte americana, que quer atrair a China para um pseudo-conflito com ela mesma para colocar monte de sanção econômica e freira o trem bala que virou a economia chinesa em desenvolvimento e crescimento neste século. Mas me diz ahi, por que a China iria querer invadir o Taiwan se pode resolver isso pelos meios diplomáticos e politicos ?

Hamom
Hamom
Responder para  JHF
1 mês atrás

Por isto mesmo é tenso, a China declara Taiwan como parte inalienável da nação chinesa, os EUA aceitam da boca pra fora e ao mesmo tempo trabalham/conspiram pela separação…

Junte-se o Japão, que não parece, mas também tem infiltrados e olho gordo em cima de Taiwan, saudosistas do tempo em que os japoneses ocuparam a ilha.

A China não quer a opção militar para Taiwan, mas estas forças externas podem eventualmente obrigar a isto.

Última edição 1 mês atrás por Hamom
A6MZero
A6MZero
Responder para  Hamom
1 mês atrás

Não sei se os americanos estão tão interessados nisso a grande defesa de Taiwan é o escudo de silício e ultimamente os EUA estão fazendo de tudo para tirar isso de Taiwan…

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Hamom
1 mês atrás

De um lado são 3 potências nucleares e uma potência econômica e do outro são 3 potências econômicas e uma nuclear.

Igor
Igor
Responder para  Palpiteiro
1 mês atrás

De um lado três paises soberanos com laços em respeito mútuo entre eles, do outro lado dois paises ocupados, subalternos ao seu dono.

Iran
Iran
Responder para  Igor
1 mês atrás

Respeito mútuo? A Coréia do Norte foi por décadas um protetorado e Estado cliente da Rússia e China, aliás, erro meu, a Coréia foi um LITERAL protetorado chinês na vdd por séculos, milênios… Isso só acabou de fato quando o Japão venceu a primeira guerra sino-japonesa de 1895 e a coleira chinesa no pescoço coreano afrouxou, então veio a Rússia tentar colonizar a Coréia, mas tomaram um coro pro Japão em Tsushima em 1905 e a coleira passou oficialmente pra mão de Tóquio, até a Península ser totalmente anexada em 1910… Fora que a Dinastia Qing, e provavelmente muitas outras anteriores sempre tiveram a Coréia como colônia.

E falando em “imperial”, a própria guerra russo-japonesa de 1904-05 ocorreu porque o Império Russo queria colonizar Port Arthur e a Coréia, e o Japão via a Coréia como sua zona vital de proteção como o primeiro-ministro japonês (Arigata Yamatomo) da época dizia “A Coréia é um punhal apontado para o Japão”.

Já a relação entre Rússia e China nem preciso dizer nada, quase se mataram nos anos 60, a China literalmente “traiu” a Rússia e passou pro lado dos EUA graças ao Kissinger. E essa tensão existe até hoje embora velada, inclusive as brigadas blindadas de elite do exército chinês estão justamente posicionadas na fronteira com a Rússia.

Claro, não muda o fato que Japão e Coreia do Sul são também submissas aos EUA, especialmente o Japão, mas isso não torna a relação entres Coréia do Norte, China e Rússia esse mar de rosas idealizado não.

comenteiro
comenteiro
Responder para  Iran
1 mês atrás

Os Coreanos não ficaram nada satisfeitos com a gerência japonesa no país…

Juca
Juca
Responder para  Iran
1 mês atrás

“Já a relação entre Rússia e China nem preciso dizer nada, quase se mataram nos anos 60”

Nesse caso temos que aplaudir a China que era o lado mais fraco se comparado com a União Soviética, assim como hoje Japão, Coreia do sul são o lado mais fraco comparado aos EUA mas nenhum deles jamais terá a coragem de desafiar os EUA como China desafiou a União Soviética.

O casamento perfeito entre EUA e aliados é pura fantasia, um casamento nunca é perfeito, se não tem brigas, discussões e conflitos não é casamento, então nesse sentido a relação China-Russia é de mais alto nível.

“a China literalmente “traiu” a Rússia e passou pro lado dos EUA graças ao Kissinger.”

Divergências entre China e União soviética pós morte de Stalin causaram a aproximação oficial entre China e EUA, porém esse não era o objetivo principal da China de Mao e União Soviética de Stalin, logo usar o termo “traição” me parece muito forte, talvez “oportunismo” seja melhor até porque Khrushchev também tinha uma política mais conciliatória com os EUA.

E não vamos esquecer também que o império russo já tinha invadido uma região da China no passado.

A cadeia de eventos de que nos leva a China de hoje é coisa de cinema pois a China teve os melhores lideres justamente no momento certo para lidar com esses eventos, padrão esse que se mantêm até hoje com Xi Jinping.

Eu vejo muita gente falar ”Enéas melhor presidente que o Brasil nunca teve”, um Enéas jamais passaria batido na China pelo PCCh.

Demogracinha
Demogracinha
1 mês atrás

Parceiros estratégicos do anão diplomático

Palpiteiro
Palpiteiro
1 mês atrás

O comércio da Coreia do Sul com a China é 100 vezes maior que o comércio com a Coreia do Norte, enquanto o comércio com o Sul é centrado em tecnologia, com o norte é centrada em minérios e cabelo para fazer perucas.

João do Caminhão
João do Caminhão
1 mês atrás

sobre o corte orçamentário:

Fontes que acompanhavam a operação relataram à CNN que dos R$ 4,3 bilhões previstos, cerca de R$ 1,5 bilhão eram destinados especificamente ao Exército, que vinha desenvolvendo operações na fronteira
 o
https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/caio-junqueira/politica/governo-corta-verba-e-exercito-suspende-acao-na-fronteira-contra-crime/

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  João do Caminhão
1 mês atrás

Acho que nos últimos 50 anos no primeiro semestre o governo arrecada menos na média e contingência recursos, até porque a lei exige. E isso deve acontecer nos próximos 50 anos.

Macgarem
Macgarem
1 mês atrás

Gordinho é esperto, armamento nuclear para não encherem o saco, alianças importantes para garantir a sobrevivencia e amizade com o presidente laranja.

comenteiro
comenteiro
Responder para  Macgarem
1 mês atrás

O Trump chamando o Netanyahu de louco e cheio de admiração por ditadores e ditaduras.

Plínio Jr
Plínio Jr
1 mês atrás

Nenhuma novidade , a existência da Coreia do Norte como conhecemos tem total apoio da China….

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Plínio Jr
1 mês atrás

Eu não diria “apoio”, talvez uma tolerância.
A Coréia do Norte faz o papel de sub-potência de aluguel da China.