União Europeia mira terras raras do Brasil para reduzir dependência da China

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Small,Pile,Of,Minerals,Extracted,In,A,Rare,Earth,Mine

A União Europeia está intensificando seus esforços para garantir acesso às reservas brasileiras de terras raras, em uma tentativa de diversificar cadeias de suprimento hoje fortemente dependentes da China e responder ao crescente interesse dos Estados Unidos pelo setor mineral sul-americano.

O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, visitará o Brasil entre 18 e 24 de junho para discutir projetos de investimento e possíveis acordos de fornecimento de minerais críticos. A agenda ocorre em um momento em que Bruxelas busca fortalecer sua segurança econômica e tecnológica diante da disputa global por insumos essenciais à transição energética, à indústria digital e ao setor de defesa.

Segundo o roteiro previsto, Síkela passará por Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, acompanhado por representantes do Banco Europeu de Investimento e da iniciativa Global Gateway, braço europeu de investimentos em infraestrutura e conectividade internacional.

Um dos pontos centrais da visita será o projeto Colossus, em Poços de Caldas, Minas Gerais, operado pela mineradora australiana Viridis Mining and Minerals. A visita ao empreendimento está prevista para 20 de junho e deve servir como demonstração do interesse europeu em apoiar projetos capazes de criar alternativas às cadeias de fornecimento controladas pela China.

O Brasil é considerado um dos países mais promissores nesse setor. Estimativas apontam que o país possui cerca de 21 milhões de toneladas em reservas de terras raras, o que equivale a aproximadamente 23% dos recursos globais conhecidos. Apesar desse potencial, a produção brasileira ainda é pequena em comparação à liderança chinesa na mineração, separação, refino e processamento desses elementos.

As terras raras são essenciais para a fabricação de ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas, sistemas eletrônicos, sensores, radares, mísseis, satélites e equipamentos de alta tecnologia. Por isso, o controle dessas cadeias de fornecimento passou a ser tratado como uma questão estratégica por governos e empresas.

A China domina grande parte do processamento mundial de terras raras, o que gera preocupação em Bruxelas, Washington e outras capitais ocidentais. Para a União Europeia, a dependência de fornecedores concentrados em poucos países representa risco econômico e geopolítico, especialmente em um cenário em que minerais críticos podem ser usados como instrumento de pressão.

Autoridades europeias afirmam que o bloco pode oferecer ao Brasil parcerias consideradas mais “confiáveis” e “estáveis”, combinando investimento, tecnologia, treinamento e previsibilidade regulatória. A intenção europeia é evitar que o Brasil se limite a exportar matéria-prima bruta, defendendo a instalação de parte da cadeia produtiva no próprio país.

Essa posição encontra eco em Brasília. Autoridades brasileiras têm indicado que qualquer acordo relevante no setor de minerais críticos deve incluir investimentos em processamento e refino no Brasil, de modo a agregar valor localmente, gerar empregos qualificados e reduzir a dependência de exportações primárias.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já havia afirmado que minerais críticos são fundamentais para as transições digital e limpa, bem como para a independência estratégica europeia em um mundo em que esses recursos tendem a se tornar instrumentos de coerção.

O avanço europeu sobre o setor brasileiro de terras raras também ocorre em paralelo à entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia e Mercosul, em 1º de maio, após 25 anos de negociações complexas. O acordo amplia o acesso de empresas europeias aos mercados e aos recursos sul-americanos, incluindo minerais estratégicos utilizados na manufatura avançada.

Para o Brasil, a nova corrida pelas terras raras abre oportunidades, mas também impõe desafios. O país terá de equilibrar a atração de capital estrangeiro, a proteção ambiental, o desenvolvimento tecnológico, as exigências de licenciamento e a criação de uma cadeia industrial que vá além da mera extração mineral.

O interesse simultâneo de europeus, norte-americanos e de empresas privadas mostra que o Brasil deixou de ser apenas um detentor potencial de reservas e passou a ocupar uma posição relevante na disputa global por minerais críticos. A forma como o país negociará esse interesse poderá definir seu papel nas cadeias de valor da transição energética e da indústria de defesa nas próximas décadas.■


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Brunox
Brunox
1 mês atrás

Vai virar o novo Oriente Médio isso aqui, mas o lado ruim. Até facções estão virando “terroristas” ( não duvido que cedo ou tarde os europeus tratem-os assim também ), daqui a pouco algum avião tomba lá e invadem aqui com o pretexto de garantir a “liberdade”.

Última edição 1 mês atrás por Brunox
João
João
Responder para  Brunox
1 mês atrás

Vai nada…
O q tem de bom aqui já foi garantido q não seria mexido, pois colocaram reservas ambientas e terras indígenas por cima.
Agora, será vendido com uma boa dose de “facilitações”.
Nada mudou… e não mudará …

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Brunox
1 mês atrás

Viajou. É um mercado tão pequeno e arriscado que não tem nenhuma mineradora grande porte interessada em entrar no negócio. Só irão viabilizar negócio quem apresentar contrato offtaker de longo prazo garantido preço mínimo. Os EUA já estão fazendo isso. A Europa quer mas não decidiu ainda em pagar a conta.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Brunox
1 mês atrás

Vão sim, brasil vendendo tudo na boa e até se oferecendo para negociar com todo mundo, mas vão preferir ter gasto militar bilionario em uma invasão ou mesmo uma guerra.
Galera vive no mundo mágico das redes sociais demais kkk

Brunox
Brunox
1 mês atrás

Precisamos de uma pessoa séria assumindo o comando desse país aqui urgente…

Essa negligência de quase 50 anos vai custar muito caro. Já passou da hora de parar de brincadeira e tratar economia, defesa e indústria à sério para ontem!

Última edição 1 mês atrás por Brunox
Brunox
Brunox
Responder para  Brunox
1 mês atrás

E nem falo com o objetivo de fica difundindo essas baboseiras militabobas de “soberania”, mas com o objetivo de sobrevivência mesmo!

Francisco
Francisco
Responder para  Brunox
1 mês atrás

Esquece…infelizmente o populismo tomou conta do país

Raphael
Raphael
Responder para  Francisco
1 mês atrás

Tanto de esquerda, quanto de direita….

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Raphael
1 mês atrás

Mas a direita ainda consegue ser mais doente, eu vi alguns conservadores na Marcha para Jesus, e alguns sofrem de diarreia mental e doses de amnésia…

Até toupeira tem mais visão que algumas pessoas no Brasil, mas em sua maioria, muitas pérolas vomitadas sai da cabecinha do Brasileiro médio, doutrinado por políticos e pastores oportunistas.

Infelizmente no Brasil há muita liberdade religiosa, e muita caridade e benevolência com essas empresas da fé, como por exemplo:

recentemente a Câmara aprovou uma PEC que ampliou a imunidade tributária para entidades religiosas.
 a chamada PEC das igrejas, que amplia a imunidade tributária para entidades religiosas. 

ampliando a imunidade tributária já prevista na Constituição para cobrir “a aquisição de bens e serviços necessários à formação do patrimônio, à geração de renda e à prestação de serviços” das igrejas.
podendo gerar uma renúncia fiscal de cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos
O texto pode impedir qualquer tributação sobre bens, serviços e consumo, incluindo a compra de helicópteros, veículos, alimentos, microfones ou serviços de limpeza. Até a construção de um templo, com a aquisição de materiais e a contratação de mão de obra, pode receber o benefício.
O nobre Marcelo Crivella (Republicanos-RJ),assecla de Edir Macedo, é um dos autores da PEC.

Esse país é uma piada!

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Olá Adriano,

Longe de rotular o senhor e tão pouco de discordar totalmente com o teu comentário, mas eu, novamente digo eu, notei (talvez esteja mais que equivocado) um “ranço” com o tema “religião” como um todo.

A Trilogia não é polca para esse tipo de observação jocosa.

Aliás a fé não é o mesmo que credulidade. O meu, o nosso Brasil está indo de mal à pior, especialmente porque se perdeu todos os valores morais que rege decentemente uma sociedade.

Voltando ao tema UE e as nossas Terras Raras, infelizmente o Brasil desde o tempo Colonial é um tradicional perdedor de oportunidades e um antro de oportunistas no poder.

Alguns bons brasileiros talvez teriam dado um melhor rumo ao nosso amado País, se tivessem a oportunidade. Em tempos contemporâneos eu diria que Enéias Carneiro tinha lá sua medida de digamos extrapolação, mas 80% ou mais do seu discurso era e ainda é válido.

Já mais lá atrás penso que se seguíssemos a linha da monarquia parlamentarista, também seríamos algo melhor do que somos hoje.

Perdemos totalmente o rumo em 1988, em grande parte por culpa de Ulysses e cia.

Sgtº Moreno

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Claudio Moreno
29 dias atrás

Longe de rotular o senhor e tão pouco de discordar totalmente com o teu comentário, mas eu, novamente digo eu, notei (talvez esteja mais que equivocado) um “ranço” com o tema “religião” como um todo”.

Mas infelizmente é verdade amigo, indiferente de ser Católico, evangélico, Neo-petencostal ou seja lá que vertente for, esses parlamentares estão excessivamente bondosos com eles.

imunidade tributária (proteção contra cobrança de impostos sobre patrimônio e renda),

isenções administrativas, benefícios sobre renda e patrimônio e serviços ligados à “finalidade essencial da religião”.

IPTU e IPVA: isenção sobre imóveis (mesmo alugados para terceiros, conforme entendimento do STF) e veículos da instituição.

Amortização Fiscal aprovada pela Câmara dos Deputados expandindo as isenções, zerando impostos na aquisição de bens e serviços essenciais para a “manutenção das igrejas”.

Agora recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou a “PEC das Igrejas” (PEC 5/2023), que amplia a imunidade tributária de entidades religiosas.
O texto proíbe a cobrança de impostos sobre bens e serviços necessários à formação de templos, o que abre margem para a isenção na compra de aeronaves, helicópteros e veículos de luxo.
O projeto segue agora para o Senado.

Não é pegação no pé de religião, mas ver que eles estão recebendo benefícios em excesso, coisa que muito brasileiro lascado sequer teria a seu alcance, agradável não é, ainda mais sabendo da idoneidade moral de muitos pastores do senhor.

Já mais lá atrás penso que se seguíssemos a linha da monarquia parlamentarista, também seríamos algo melhor do que somos hoje”.

Monarquia seria somente um gasto extra, poderia sair uns palhaços mas entraria uma família Real onde teríamos que bancar seu estilo de vida monárquico.

Certamente o presidente seria extinto mas ganharíamos um Premier, que seria trocar seis por meia dúzia.

Eu sou favorável a coisas como: um parlamento unicameral, extinção de Câmare de Vereadores em municípios nanicos no fim do mundo e até mesmo extinção de municípios anões,para que esses possam ser anexados a municípios de tamanho similar.

Vejo Cidades como Santa Cruz de Minas (MG),o menor município do Brasil em extensão territorial, com cerca de 3,56 km² e com uma população estimada em 8.339 habitantes,possui alta dependência de transferências federais, com o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) respondendo, em média, por 40% a 45% do total de suas receitas correntes.

Em número de habitantes, a menor cidade é Serra da Saudade (MG), que possui aproximadamente 831 moradores de acordo com o Censo Demográfico do IBGE
é considerada uma das cidades mais dependentes do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) no Brasil, com uma dependência que atinge 60,90% de sua Receita Corrente Líquida.

Serra da Saudade conta com 9 vereadores em sua Câmara Municipal.
O salário (subsídio) mensal atual de cada vereador na cidade gira em torno de R$ 1.580 a R$ 3.000, um valor base que varia de acordo com os reajustes anuais fixados pelas leis municipais

Atualmente, cerca de 15 países soberanos no mundo que possuíam parlamentos bicamerais aboliram suas câmaras altas para se tornarem sistemas unicamerais (com câmara única).
A transição para um sistema de câmara única é frequentemente adotada para diminuir custos governamentais e agilizar o processo legislativo.

Países como Nova Zelândia, Suécia, Peru, Croácia e. Senegal aboliram uma casa legislativa, se tornando Unicamerais. 

Mas nesse país nada é feito para aliviar,somente para onerar…

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  Adriano Madureira
29 dias atrás

Salve camarada, A-Madureira,

Faz um bom tempo que tenho dito que perdemos o rumo em 1988.
Em pacientes com PCR em APH o jeito de fazer o cara voltar é com DEA, massagear não tem efetifidade depois de 10 minutos.

O nosso adorado País precisa de uns 350J isso dói mas trás de volta!

O congreso, senado, judiciário, executivo…todos eles inclusive meu amado EB estão aparelhados desde os tempos de Sarney que em entrevista disse que o Brasil vendia uns canhõezinhos caramuru (falando da Engesa), o que esperar de um presidente que diz isso, de outro que beija a ba feira de outra nação, de outro que se alia a Teerã…

Para termos realmente domínio sobre nossas riquezas, tudo passa pela educação de ponta, reindustrialização, investimento pesado em infraestrutura energética e viária (Paraguai tá levando embora as empresa e empregos brasileiros por que tem energia barata, tributação simples e mão de obra qualificando-se).

Sgt Moreno

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Brunox
1 mês atrás

Quem? Diga o nome de um ser iluminado, de intelecto superior, reputação ilibada, imparcial, que não seja de uma sigla partidária de Bandidos…
Isso existe nesse país?

Essa terra não tem jeito filho,nem se trouxesse o político mais honesto da Dinamarca,Finlândia, Noruega ou Nova Zelândia,países que lideram o Índice de Percepção da Corrupção (IPC),que mede a integridade do setor público, não aconteceria nada

Se tal alma fosse importada de algum país,ele seria devorado por essas Hienas sanguessugas desse parlamento deplorável e desprezível…

Ou ele iria morrer ou iria se adequar ao meio onde iria viver…

Eles trabalham pelo quanto pior melhor e trabalham a favor de seus interesses, e o Brasileiro que se ferre!
Basta ver essas pautas bombas que aquele lixo amapaense do Alcolumbre está fazendo, tentando deixar um rombo superior a R$ 200 bilhões, 

O Senado aprovou um projeto de Lei (PL) 5122/23,que autoriza o uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal na renegociação de dívidas de grandes empresas do agronegócio.
A equipe econômica do governo calcula um impacto sobre as contas públicas da ordem de R$ 817 bilhões nos próximos 13 anos. 

Em úm país onde o congresso é cheio de ratos, cada um brigando por uma fatia generosa de queijo, a visão não é boa.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

Eu tinha esperança no PSDB, mas o partido dissolveu, Aécio e Dória o destruíram por dentro…

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  JuggerBR
1 mês atrás

Foi inesperado, uma hora o PSDB estava ativo e de repente derreteu como um Sonrisal…

Dirceu
Dirceu
1 mês atrás

Tem que jogar duro com essa União Europeia, impedir nossa carne, e nossa agricultura de entrar na Europa, eles fazem com a maior cara lavada, Mandem eles abrirem buracos e procurar terras raras em seus territorios…

Igor
Igor
Responder para  Dirceu
1 mês atrás

Eu ia comentar isso aqui, mas você disse antes.
Só um acrescento, cobrar os olhos da cara por esses minérios!

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Igor
1 mês atrás

Então, os custos chineses são muito menores. Para pagar os preços necessários para viabilizar os investimentos tá difícil.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Palpiteiro
1 mês atrás

Só no fato do nosso adversário ter menos acesso a terras raras já vale a pena, pois dificultamos a fabricação de suas armas mais sofisticadas, que possivelmente um dia serão usadas contra nós. Então simplesmente se eles não tirarem nada daqui já nos ajuda, mesmo que não lucremos com a sua exploração..

Última edição 1 mês atrás por José Joaquim da Silva Santos
Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
1 mês atrás

Quem são esses adversários? Você sabe que existem reservas em vários lugares? Então você acha que o negócio é não receber investimento, gerar empregos e impostos, não ter disponibilidade próprioa por conta dos seus inimigos imaginários?

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Dirceu
1 mês atrás

Não sejamos naives. É preciso pragmatismo, não vaidades ou orgulho.

Carlos
Carlos
Responder para  Dirceu
1 mês atrás

O Tribunal Europeu que irá analisar o Acordo com o Mercosul irá ter também em conta a equidade das leis em ambos os lados do oceano e se num dos lados é proibido a adição de hormonas de crescimento e adição de antibióticos e no outro lado isto não é proibido o que pensas que aconteceria com o Acordo? Claro que o acordo iria para o ralo apesar de terem sido 25 anos a negociar, o efeito Bruxelas é grande e envolve até empresas tão grandes como a Aple. De qualquer modo é e será sempre benéfico para o consumidor brasileiro já que quando tiver uma infeção e necessitar de um antibiótico, e ele não fazer o efeito desejado, e também já aconteceu comigo, comprar carne e ficar água ensanguentada e os pedaços bonitos de carne ficarem uns bocadinhos porque a água evaporou durante o cozinhar da carne.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
1 mês atrás

Querem mesmo?
Então vamos nos preparar para chantagem ambiental e onguismo charlatão promovido pela UE.
Aqueles ciganos são especialistas em criar passivos e alegar irregularidades para impor sua agenda de rapina a baixo custo.

amarante
amarante
1 mês atrás

A eterna colônia, todo mundo já sabe como termina essa história. Ainda há aqueles que acreditam piamente que o país que está literalmente deixando as siderúrgicas daqui falir para comprar aço chinês mais barato, vai realmente industrializar uma cadeia de produção que 1 ou 2 países dominam, também poderíamos falar do setor de combustível onde o país em questão é autossuficiente em petróleo mas tem que comprar diesel da Rússia.

Última edição 1 mês atrás por amarante
Raphael
Raphael
Responder para  amarante
1 mês atrás

Nossas refinariais não são suficientes e ou não estão capacitadas para refinar todo o petróleo que produzimos. O petróleo do Pré-sal não é adequado para as refinarias que temos, por exemplo.
Acabamos tendo que “permutar” petróleo por derivados ou por petróleo que nossas refinarias conseguem processar com eficiência.
No fim das contas, ainda somos dependentes de parceiros externos.

Última edição 1 mês atrás por Raphael
J L
J L
Responder para  Raphael
1 mês atrás

Exatamente, essa refinaria Abreu e Lima que já gastou muitas vezes o valor estipulado para ser construída e era projeto conjunto com a Venezuela e eles pularam fora. Enfim ela deveria ser preparada para refinar esse tipo de petróleo que extraímos nas nossas costas, e que enviamos para ser refinado no exterior e adquirimos de volta insumos já refinados. Enfim agente vende o fubá para depois comprar o bolo de fubá. Poderíamos estar nós mesmo fazendo esse refino, que para isso não tem verba mas o que agente ouve dos desvios bilionários que são desviados, é de dá dó.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  J L
1 mês atrás

Vale informar que hoje produzimos o Doblo do petróleo que precisamos para consumo. O maior problema aqui é o preço do gás natural da ordem de 5 vezes maior que nós EUA.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Raphael
1 mês atrás

É uma questão de racionalidade financeira. Se refinar retorna X e produzir o petróleo retorna 2x se o gestor não investir no que retorna mais tem que ser demitido. A estratégia econômica do país são estabelecida pelas políticas de incentivos, mas aqui tudo gera déficit e existe uma miopia estrategica

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  amarante
1 mês atrás

É isso. Se as siderúrgicas que são competitivas em custo sofrem com o dumping, imagina onde não temos tecnologia e custos competitivos, mas a narrativa é forte. Por outro lado fertilizantes que tem uma demanda enorme a fábrica de Araxá está sendo fechada por baixa competitividade. Se uma indústria que já existe, já investiu não sobrevive, imagina viabilizar o que não existe e já tem um mercado dominado e nossa demanda é baixa.

Undergound
Undergound
1 mês atrás

Pouco importa se venderemos para A, B ou C. O que importa é que a Poderosa República Socialista de Banânia do Sul vai exportar terras raras e importar o que foi feito com elas.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Undergound
1 mês atrás

Sim. E qual é a sua sugestão? Já viu as contas de viabilidade? Se nos EUA que tem demanda de mercado e imprime dólar o negócio é deficitário, imagina aqui. O que dá retorno aqui é mineração. Com o custo de capital 8% acima da infração o que viabiliza?

Sergio Machado
Sergio Machado
1 mês atrás

Chegaram atrasado. Ronaldo Caiado já vendeu as jazidas de Goiás aos EUA.
Kkkk

João
João
Responder para  Sergio Machado
1 mês atrás

Governador de Estado não tem essa possibilidade….

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Sergio Machado
1 mês atrás

A que desde a criação a 15 anos atrás já era de capital americano? Sabe quantas mineradoras no Brasil são de capital brasileiro? Qual empresa automobilística é de capital brasileiro? Essas também não deveriam operar aqui? A Vale foi privatizada a mais de 30 anos. Eu não entendi, você acha que as mineradoras deveriam ser estatais? Aqui não temos dinheiro, o custo de capital é altíssimo, o dinheiro vem de fora. Ex: Embraer, empresas aéreas, aeroportos, todos tem capital estrangeiro.

Heinz
Heinz
1 mês atrás

Podem vir, a porteira está aberta. O nine já cortou mais de 20 bilhões da pasta da defesa e o exército teve que suspender operações na fronteira. Obrigado papai, pelo menos nos tirou da pobreza! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nativo
Nativo
Responder para  Heinz
1 mês atrás

Cortaram 20 bilhões do exército???? Para com esse. Detergente .

Francisco
Francisco
1 mês atrás

Qual será a nova narrativa que irão usar com as terras raras? Quem lembram da época da descoberta do pré-sal?? O Brasil será rico, teremos uma educação de primeiro mundo…infelizmente já sabemos no que deu

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Francisco
1 mês atrás

O pré sal nós de segurança energética, empregos e arrecada muito imposto além da regra de partilha que arrecada muito. Certo que estaríamos muiito pior sem o pré sal. Que comece loya margem equatorial

MMerlin
MMerlin
1 mês atrás

Dos 17 elementos que compõem o grupo de Terras-Raras, os 17 existem em nosso território.
Principalmente os 4 mais críticos atualmente, utilizados em motores elétricos e turbinas heolicas, temos em abundância.

A importação e consumo desses elementos reflete exatamente o nível de produção tecnológica de um país.

E, infelizmente no cenário atual, o consumo interno nacional é pífio.
Exportamos 99,99% dos minerais brutos e/ou elementos que extraímos.

Lembro, algum tempo passado, quando a revista The Economist colocou em sua capa a chamada “O Brasil decola”.
prevendo um potencial futuro de desenvolvimento (devido a diversos fatores) mas que apontava os gargalo estruturais (logística, gasto público desenfreado e dependência tecnológica) que poderiam minar o chamado “despertar”.
O que de fato ocorre.

Em termos de gasto público desenfreado, somos imbatíveis. Nada supera nossa incompetência de gestão econômica.
Em termos de dependência tecnológica, Executivo e Legislativo nem pensam em pensar para mudar esse cenário.

Talvez seja difícil acordar quando o berço é esplêndido…

Última edição 1 mês atrás por MMerlin
Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  MMerlin
1 mês atrás

Hoje a produção de concentrado de terras raras aínda é pífia no Brasil, dificilmente o valor exportado no ano representará 1 dia do faturamento da Vale. As quantidades de terras raras de maior valor são baixos e junto com elementos radioativos que tornam o processamento muito mais complexo. Vale a pena estudar. Nossa maior dependência é econômica. Estratégia tecnológica sem dinheiro não se materializa.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Palpiteiro
1 mês atrás

Sim.

Nosso país não domina 100% a tecnologia de refino dos minerais para extração dos elementos.
Mas, mesmo sendo a 2a maior reserva mundial e com a extração sendo mínima, ainda assim pouco a utilizamos. O que reflete no que comentei.

Veja que a maior operadora comercial do país, que era a Serra Verde, foi adquirida por um grupo americano.
As outras duas maiores estão na mãos de outros grupos estrangeiros.

O desenvolvimento de um país e crescimento do PIB, devem ter como base a educação, que puxa a P&D que traz tecnologia.
Tendo vontade política e resiliência, se materializa.

Basta ver como fez e faz a China.
Ela, há 30 anos e com bem menos recurso do que temos hoje, começou seu processo.

Infelizmente, aqui os recursos são mal redirecionados pelo Governo ou quando são redirecionados para o lugar certo, são mal administrados.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  MMerlin
1 mês atrás

Prezado, ter reservas não quer dizer que são viaveis. Reservas em rochas, de elementos leves, ou com teores radioativos juntos tende a não ser viável. Os viaveis tende a ser os em argila com pesados e sem radioativos. Esse tipo de reserva tem poucas no mundo. Existem aqui. A serra verde sempre foi americana, só trocou de dono. A maioria das principais empresas de todos os setores no Brasil são estrangeiras. A tecnologia existe, a chinesa é mais barata. Tem vários projetos de concentração buscando investidores,. A questão é que hoje quem fábrica imã é somente a China. Não tem outro comprador, pois não tem quem processa. Sem comprador ninguém investe. O risco é muito alto, além de ser de capital intensivo e de longo retorno, não tem comprador. Quando seu projeto tiver operacional a China derruba o preço pela metade e te quebra, mas hoje eles não precisam fazer isso pois os custos deles são muito menores. O consumo de ácido para concentração e separação é enorme. Hoje importamos ácido. Pesquise aí sobre como está o mercado de enxofre e fabricação de ácido sulfúrico. Com o alto custo de capital, sem offtaker garantindo preço mínimo não saí projeto algum. Quando aparece uma empresa estrangeira querendo assumir o risco e investir em outra estrangeira para gerar empregos e tributos estão querendo cancelar. Existem dezenas de projetos para fazer a etapa que quiser, qualquer um pode pegar suas economias e investir.. Enquanto isso empresa de fosfato já pronta que temos uma absurda está sendo fechada e demitido milhares em Araxá. Agora 99% das pessoas escuta narrativa vira especialista no assunto e amplifica besteira. O que falta mesmo é estudar, entender e propor soluções viaveis.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Palpiteiro
1 mês atrás

Não…
O que falta mesmo é saber interpretar comentários alheios, principalmente porque, referente a este mercado, nenhum de nós somos especialistas.
Mas tem palpiteiro que se esforça para demonstrar ser.

Última edição 1 mês atrás por MMerlin
MMerlin
MMerlin
Responder para  MMerlin
1 mês atrás

Corrigindo mas também reforçando.

Nenhum de nós é especialista.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  MMerlin
1 mês atrás

E baseado em que acha isso? Bota na ia a minha resposta e procure inconsistência.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  MMerlin
1 mês atrás

Estou trabalhando com isso e você?

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  MMerlin
1 mês atrás

Seu texto é longo, traz consistências e inconsistências. A questão é que a viabilidade de deste novo setor é complexa. O que enriqueceria a conversa é você perguntar. Tá, então qual poderia ser o caminho para evoluirmos neste tema?

MMerlin
MMerlin
Responder para  Palpiteiro
1 mês atrás

Se você analisar o contexto, principalmente so primeiro comentário, vai perceber que o objetivo era apontar que o pouco consumo pela indústria nacional demonstra que nosso setor de desenvolvimento tecnológico está muito atrasado em relações a China, EUA e UE.

Este é o setor que minha empresa se encaixa e que posso opinar com certo conhecimento e experiência.

Em momento algum entrei em questões de dificuldade de refino e viabilidade econômica.
Mesmo porque, meu conhecimentos no processo é nulo.

Lembrando apenas que apontei certa relação entre seu uso (consumo – seja importando ou produzindo) X desenvolvimento tecnológico.

Esse grupo de elementos já ultrapassou em importância a dependência petroquímica, sendo a falta destes elementos o maior gargalo que impede o desenvolvimento tecnológico de um país.

A China, país que possui as maiores
reservas, consome 70% de todas sua produção interna.
Reflexo de seu alto nivel de desenvolvimento e produção tecnológica.

Guacamole
Guacamole
1 mês atrás

Bora vender minérios e re comprar produtos manufaturados a 1000x o preço que vendemos.
E segue o gigante Brasileiro…

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Guacamole
1 mês atrás

A questão aqui é o custo de capital elevado. A mineração tem uma margem muito maior que a fabricação de manufaturados, e mesmo a mineração tem dificuldade de atrair capital para esses projetos por falta de compradores. A matéria fala de interesse europeu. Se não garantirem contrato de longo prazo com preço mínimo irão continuar sem acesso a esses insumos. No Brasil mineração ou manufatura não é uma atribuição típica de estado, por isso a Vale foi privatizada. 85% da economia é movida pelo setor privado. Você investe o seu dinheiro em um fundo de investimento arriscado, com baixa perspectiva de retorno ou em renda fixa?

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
1 mês atrás

Qual empresa brasileira está apta a explorar esse valioso recurso?
Chega de empresas estrangeiras explorando aqui sem nenhuma contraprestação. Vide o que ocorre com o mercado automobilístico… Nenhuma marca brasileira.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Comte. Nogueira
1 mês atrás

Brasileiro não tem dinheiro, o custo do dinheiro é 8% acima da inflação. As maiores empresas aqui são bancos. Se a China precisa atrair capital externo imagina o Brasil. Acreditar que não precisamos de capital externo é uma falta de entendimento da realidade muito grande.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Palpiteiro
28 dias atrás

O problema é exatamente esse. Querer comparar o Brasil com China ou outros países, sem levar em consideração nossas particularidades e principalmente, nossas necessidades.
Entendimento da realidade pressupõe algo que vai além de palavras impactantes direcionadas para o grande público, coisa que somente o grande arquiteto do Universo é capaz de prover.
Dinheiro não é problema no Brasil. Basta observar o caso do banco Master, cujo controlador, antes mesmo da tal delação premiada, concordou em devolver 60 bilhões para recompor o FGC…
Mas, voltando ao assunto, vou usar do exemplo da nossa querida agricultura, para fazer uma analogia simplista, que até mesmo você será capaz de entender: ninguém discorda que a terra é brasileira, trabalhada por brasileiros, recolhendo impostos para o governo brasileiro. Porém, todo o resto não é brasileiro: a tecnologia da semente pertence à empresas estrangeiras, tais como Pioneer, Bayer, Monsoy, Nidera, Syngenta, etc (banco de germoplasma); os defensivos (inseticida, fungicida, herbicida) são produzidos por empresas estrangeiras, com tecnologia estrangeira (Bayer, Monsanto, Corteva, Basf, FMC, Syngenta); o maquinário (tratores, colheitadeiras, pulverizadores, etc), fornecidos pela John Deere, Case, New Holland, Massey Ferguson, Fendt, com raras exceções (Jacto, Stara), também são alienígenas; o transporte, feitos por caminhões de marcas também estrangeiras (Mercedes-Benz, Volvo, Scania, DAF). Mesmo que tudo isso que mencionei sejam produzidos no Brasil, o lucro (que é o que realmente importa, junto com as patentes), vai irrigar as matrizes localizadas em seus respectivos países. Por fim, a originação do grão é feita por empresas de fora, exportadas por elas (ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus) e com os seus preços fixados em Chicago (Cbot). Não temos nem a opção de agregar valor e exportar proteína e óleo de soja, por ex. Exportamos o grão in natura, sem quaisquer processamento.
Quer outro exemplo: minério de ferro. Ao invés de dizermos aos chineses: Qual a especificação do aço que vc quer, que eu produzo, dizemos: vendo minério de ferro e compro (importo) trilhos para estrada de ferro e até vergalhões…
E vc vem com essa historinha de que precisamos de palpite forasteiro?
O único exemplo de marca brasileira de sucesso é a Embraer. O resto é somente a capacidade única do brasileiro de falar mal do próprio país.

Última edição 28 dias atrás por Comte. Nogueira
Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Comte. Nogueira
1 mês atrás

Esse mercado é tão pequeno e arriscado que nenhuma mineradora grande está interessada. A Vale não vai perder tempo com isso.

Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Sou favorável, ainda deveríamos isentar a empresa de IR por uns anos, para uma mega fabrica de processamento, e obrigar os Chineses a comprarem terras raras processada, pelo menos em parte

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carlos Campos
1 mês atrás

Eles podem comprar de outros lugares e ainda proibir a exportação de imãs para o Brasil. Os benefícios para se montar esse beneficiamento em outro lugar é muito maior que esse IR. Nos EUA o governo está comprando toda futura produção local garantido um preço mínimo do doblo do preço de mercado atual por 10 anos, além de aporte de capital e benefícios fiscais. Na China o empilhamento de incentivos é enorme, além de ter uma demanda gigantesca. Dado isso, o que lhe parece um grande benefício reduzir IR não é nada. Sem comprador Premium sem etapa alguma.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Palpiteiro
1 mês atrás

Sem IR e os eua ainda seriam melhores? Duvido e duvido muito, os custos de produção lá seriam muito maiores, principalmente por salário, quanto a investimento isso poderia ser ajudado com agencia de fomento e linhas de crédito subsidiadas, com custos menores que a Selic. Poderíamos copiar só a parte da compra para manter o valor, Quanto a China, duvido que eles iam querer perder o acesso a matéria prima, querer entrar em uma guerra comercial com o Brasil devido a um pouco de terra processada parece improvável, é mais deve ter alguma coisa na produção que iríamos precisar deles, ou seja eles estariam ganhando. Lembra que o Salário chinês já é maior que o Brasileiro

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carlos Campos
29 dias atrás

Lá o governo está comprando toda a produção por 10 anos a um preço de 110 dólares o kg. É o dobro do preço de mercado. Isentar imposto de renda de uma empresa que não dá lucro é um incentivo de zero reais. O custo de insumos (muito ácido) é mais caro aqui, além do alto custo de licenciamento. Lá o governo também está entrando como investidor dos projetos e dando incentivos.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
1 mês atrás

Se os militares daqui tivessem vozes no congresso, deveriam lutar por uma lei semelhante a antiga Lei do Cobre Chilena, só que ao invés de se resumir a um único metal, poderia abranger vários minérios.

Durante muito tempo tratamos com descaso as forças armadas, e enquanto o mundo fica mais perigoso, vemos nossas ratazanas do parlamento com suas briguinhas político-ideológicas, brincando com bilhões e fazendo de tudo para ferrar o Brasil com suas pautas Bombas oportunistas e irresponsáveis.

A Lei do Cobre (formalmente chamada de Lei Reservada do Cobre, Lei nº 13.196) era uma legislação chilena originalmente criada em 1958.
Ela obrigava o Estado a destinar 10% das vendas totais da empresa estatal de mineração (Codelco) diretamente para as Forças Armadas

O objetivo da lei era financiar a compra de equipamentos bélicos e modernizar o aparato militar do país.
A norma foi ampliada e mantida sob sigilo (daí o termo “reservada”) durante a ditadura de Augusto Pinochet, garantindo aos militares um fluxo de caixa independente do orçamento do governo civil.

Isso sem esquecer royalties do petróleo da camada pré sal, que poderiam ser destinados a defesa.

Infelizmente,atualmente não existe um percentual fixo dos royalties do petróleo destinado diretamente à Defesa.
Os recursos são direcionados majoritariamente para a saúde e educação (por força da Lei nº 12.858/2013, que vincula 75% dos royalties do pré-sal à educação e 25% à saúde) e para compensações financeiras de estados e municípios produtores.

Enquanto isso, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 444/25, que propõe destinar 7% do total dos royalties do regime de partilha para o setor.
Desse percentual, 5% seriam voltados às Forças Armadas para atuar no combate ao crime transnacional.



Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Adriano Madureira
1 mês atrás

O Brasil não fabrica nenhum equipamento de defesa que consome esses elementos. Aqui nos montamos aviões e equipamentos. O mercado aqui não é para defesa é para transição energética. Aqui produzimos motores e geradores que consomem alguns desses elementos. Para isso temos uma demanda. Outro equívoco é achar que todos os elementos são iguais. Na tabela apresentada na matéria, para cada elemento existe uma demanda diferente, sua disponibilidade e custo chega a ser da ordem de 100x. Ninguém está preocupado os leves que são mais abundantes e baratos. O valor está nos pesados. Antes de qualquer coisa é necessário letrar as pessoas sobre o tema. Isso eu não vi na impressa, a qual está vendendo uma narrativa que não esclarece o problema ou orienta para as oportunidades.

Cassini
Cassini
29 dias atrás

Começarão as investidas para pilhar as terras raras brasileiras, como aconteceu com o Pré-Sal.

E qualquer presidente que se mostrar resistente e negar as determinações do capital e governos estrangeiros estará sujeito a ser deposto por golpe de Estado.