NGSRI - 3

Conceito do NGSRI da Lockheed Martin

O Exército dos Estados Unidos prepara uma grande renovação de seu arsenal de defesa aérea de curto alcance e pretende adquirir cerca de 11 mil mísseis de nova geração para substituir o veterano FIM-92 Stinger, em serviço desde os anos 1980.

A iniciativa foi revelada em um pedido de informações publicado no site de contratações do governo norte-americano. No documento, o Exército solicita contribuições da indústria de defesa para a produção do Next Generation Short Range Interceptor (NGSRI), um novo míssil superfície-ar destinado a modernizar a defesa contra ameaças aéreas de baixa altitude.

O planejamento preliminar prevê a aquisição de aproximadamente 11 mil mísseis e 2.200 conjuntos lançadores ao longo de dez anos. O Exército dos EUA iniciou, em 2023, o desenvolvimento do NGSRI com parceiros da indústria e espera começar a produção em cerca de cinco anos.

O novo interceptador deverá substituir gradualmente o Stinger, míssil portátil consagrado em combate, mas cuja concepção remonta à Guerra Fria. O sistema foi amplamente empregado em diferentes conflitos e voltou a ganhar destaque nos últimos anos, em razão da guerra na Ucrânia e da crescente demanda por sistemas de defesa aérea de curto alcance.

A necessidade de um sucessor do Stinger reflete mudanças profundas no ambiente operacional. Além de aeronaves de asa fixa e helicópteros, as forças terrestres passaram a enfrentar uma ameaça crescente representada por drones, munições vagantes e aeronaves não tripuladas de maior porte. Para o Exército norte-americano, o novo míssil deverá oferecer maior velocidade, alcance e capacidade de engajamento em relação ao sistema atual.

Segundo a imprensa especializada, o programa NGSRI faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização da defesa aérea de curto alcance do Exército, conhecida como Increment 3. Essa fase prevê a substituição do Stinger por um interceptador mais rápido e de maior alcance, preservando a compatibilidade com algumas plataformas existentes.

A Raytheon, divisão da RTX e atual fabricante do Stinger, afirma estar desenvolvendo uma solução NGSRI projetada para se adaptar ao lançador veicular Stinger Vehicle Universal Launch System e também ao sistema portátil. A empresa informou ter realizado demonstrações bem-sucedidas de subsistemas do novo interceptador.

A Lockheed Martin também participa da disputa pelo programa, apresentando sua proposta de interceptador de nova geração para substituir o Stinger. A competição entre as grandes empresas de defesa norte-americanas deverá definir qual solução será adotada pelo Exército para equipar suas unidades de defesa aérea de curto alcance nas próximas décadas.

A escala do planejamento — 11 mil mísseis e 2.200 lançadores — indica que o Exército pretende recompor e ampliar significativamente seus estoques. A reposição de munições antiaéreas tornou-se tema crítico para os Estados Unidos após anos de envios de armamentos a aliados e parceiros, além do aumento da demanda global por sistemas de defesa aérea.

O Stinger continuará relevante no curto prazo, mas o Exército sinaliza que não pretende depender indefinidamente de um projeto desenvolvido há mais de quatro décadas.■


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Manuel Flávio Vieira
Manuel Flávio Vieira
1 mês atrás

O desenvolvimento desse míssil começou em 2.023…

Hamom
Hamom
1 mês atrás

E o EB “sempre na vanguarda”, quer gastar uma fortuna de US$ 330 milhões por 100 unidades de um míssil com projeto defasado e que está saindo de linha?

*(Sei que vem um “pacote” junto, mas o resultado final é o custo de US$ 3,3 milhões por míssil disparado)

Última edição 1 mês atrás por Hamom
Silva
Silva
Responder para  Hamom
1 mês atrás

Ate onde eu li o congresso americano aprovou uma possível venda, única força que tem estudos aberto sobre MANPS e a FAB com aproximadamente 54 lançadores igla a ser substituído , em concorrência internacional

RDX
RDX
Responder para  Silva
1 mês atrás
Tomcat4.7
Tomcat4.7
Responder para  RDX
29 dias atrás

Muito interessante hein, podem vir boas notícias dai ,sem visibilidade e tudo correndo na boca miúda.

Hamom
Hamom
Responder para  Silva
1 mês atrás

Se for isto mesmo, está ok.

João
João
Responder para  Hamom
1 mês atrás

Defasado onde????

Se estivesse defasada, já teria sido substituído.

Ainda vai…

Hamom
Hamom
Responder para  João
1 mês atrás

O comentário do RDX responde tua pergunta ↓
A Itália está substituindo o Stinger pelo FULGUR da MBDA

Última edição 1 mês atrás por Hamom
Dretor
Dretor
Responder para  João
1 mês atrás

foi refutado pelo Ramom em 3 segundos kkkkkk

Silva
Silva
Responder para  João
23 dias atrás

Não e nem questão de ser desfasado, e meio ainda moderno e relevante, a questões e preço 330 milhões e ITAR que vem junto (para reforçar a segurança contra crime organizado) amarrada da venda ai

Jibóia
Jibóia
1 mês atrás

E lá vamos nós, gastar U$$ 330 milhões em 100 mísseis que estão sendo substituídos no seu país de origem.

Não seria mais vantajoso comprar sistemas portáteis 9K333 Verba da Rússia, ou então Mistral 3 da França, ou quem sabe mais alguns RBS 70 NG da Suécia?

João
João
Responder para  Jibóia
1 mês atrás

Não, não seria, se não, assim teria sido feito.

RDX
RDX
Responder para  Jibóia
1 mês atrás
Última edição 1 mês atrás por RDX
Silva
Silva
Responder para  RDX
23 dias atrás

Sim ja e a logística que operamos, 2 se aproximar da Índia e da Turquia em defesa e sobrevivência estrategista para boas parcerias da base industrial de defesa

RDX
RDX
1 mês atrás

A Itália está substituindo o Stinger pelo FULGUR da MBDA.

Exclusivo: Novo míssil portátil de defesa aérea FULGUR para equipar o Exército Italiano substituindo o Stinger dos EUA até 2028

“Comparado ao Stinger, o FULGUR oferece melhorias tecnológicas e operacionais significativas. Ele incorpora um míssil supersônico com maior alcance efetivo de 5 quilômetros e desempenho muito mais rápido no tempo até o alvo. Enquanto o Stinger depende de guiamento infravermelho tradicional, o FULGUR utiliza um buscador eletro-óptico de nova geração baseado em infravermelho de imagem, proporcionando reconhecimento aprimorado de alvos e resiliência contra contramedidas. Sua orientação de fogo e esqueça é complementada por processamento avançado e uma capacidade integrada de IFF, reduzindo drasticamente o risco de fogo amigo. Além disso, o FULGUR foi projetado desde o início para integração multiplataforma, incluindo veículos e helicópteros, enquanto a flexibilidade do Stinger é limitada por seu design legado. Isso confere ao FULGUR uma aplicação tática mais ampla e garante interoperabilidade dentro das redes digitais modernas de campo de batalha.”

https://www.armyrecognition.com/templates/yootheme/cache/73/New_FULGUR_portable_air_defense_missile_to_equip_Italian_Army_replacing_U.S._Stinger_by_2028_Exclusive_1920_001-73479051.webp

Mauricio R.
Responder para  RDX
1 mês atrás

O contrato para o desenvolvimento do míssil “Fulgur”, foi assinado em Junho de 2025.
A ideia é somente um pouco melhor, do que qualquer coisa que possa sair do arquivo morto da Mectron, de posse da SIATT.
Mas até 2028 que é qndo espera-se que esse míssil entre em serviço ativo, quem segura o rojão, ainda é o Stinger.

Ezequiel
Ezequiel
1 mês atrás

Por isso que vão vender 100 pro Brasil kkk depois dizem que não compram só coisa ultrapassada dos EUA…

Colombelli
Colombelli
21 dias atrás

Ate começarem produzir vai anos. E 10 anos é a vida util de um missil produzido hoje. Ou seja, isso nao desmerece o stinger e certamente se volta a no a realidade do drone

h.saito
h.saito
17 dias atrás

Se não me engano as empresas de armas russas ainda estão sob sanções ocidentais…