Ataques aéreos contra o Irã

O Irã está prestes a retornar gradualmente à ordem ocidental liderada pelos EUA, dentro de certos limites, exatamente como a facção moderada iraniana há muito deseja; sua facção linha-dura conseguiu preservar as forças armadas e seu estoque de mísseis, enquanto Israel não alcançou nenhum de seus objetivos em sua derrota mais épica de todos os tempos

Por Andrew Korybko*

Irã e EUA planejam assinar um  memorando de entendimento (MoU) inspirado em Zarif para encerrar a Terceira Guerra do Golfo nesta sexta-feira na Suíça. Os detalhes exatos ainda não são conhecidos, e a Fortune informou que havia pelo menos três textos concorrentes, mas todos eles “incluem elementos semelhantes sobre a reabertura da vital via navegável do Estreito de Ormuz, concedendo alívio das sanções ao Irã e abrindo a porta para negociações de longo prazo em torno de seu programa nuclear.” Isso já é suficiente para chegar a várias conclusões muito importantes.

Para começar, reabrir o estreito sem a cabine de pedágio petroyuan do Irã durante a guerra  representaria uma concessão significativa da República Islâmica, cujos representantes da mídia celebraram esse modelo como um marco histórico multipolar. O mesmo vale para retomar as negociações sobre seu programa nuclear politicamente sensível. No entanto, o alívio das sanções em troca pode, de fato, valer a pena, a julgar por esta estimativa  aqui sobre o profundo dano econômico-financeiro causado pelo bloqueio (imperfeito) dos EUA.

Sobre esse tema, foi explicado aqui no final de março que “Os EUA terão perdido a Terceira Guerra do Golfo se a China ainda puder contar com o Irã como um fornecedor confiável e de baixo custo, ao mesmo tempo em que transforma o yuan em uma moeda de reserva global que desafie o petrodólar”, portanto, evitar ambos é imperativo do ponto de vista dos EUA. Com o petroyuan supostamente fora de cena, isso deixa a dependência do Irã sobre exportações de petróleo da China, mas o alívio das sanções pode ajudar a redirecionar gradualmente suas vendas (como para a Índia) sem atrapalhar o mercado.

Da mesma forma, se os relatos sobre um fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares para o Irã forem verdadeiros (mesmo que o valor final seja muito menor, mas ainda assim dezenas de bilhões de dólares), então os investimentos dos EUA e do Golfo na indústria energética iraniana poderiam levá-los a controlar suas exportações. Foi avaliado em janeiro que “Os EUA Querem Replicar o Modelo Venezuelano no Irã“, o que estaria no caminho para implementação nesse cenário. A interdependência resultante poderia avançar a segurança coletiva e facilitar a retirada regional dos EUA.

As facções moderadas (“reformistas”) e linha-dura (“principalistas”) do Irã, portanto, alcançariam alguns de seus objetivos, o primeiro em relação ao alívio das sanções e o segundo em relação à preservação das (possivelmente desgastadas) forças armadas do país, bem como seu estoque de mísseis, sem falar no sistema político. No entanto, o equilíbrio das facções teria mudado a favor dos moderados, já que os EUA não assinariam um MoU se os moderados não conseguissem controlar os linha-dura “rebeldes”, que poderiam potencialmente reacender a guerra.

Pode-se, portanto, concluir que os moderados venceram os linha-dura na luta pelo poder do Estado profundo iraniano, mas isso se deveu ao assassinato dos EUA e Israel de dezenas de figuras radicais de alto escalão, após o que suas respectivas instituições (especialmente o IRGC) foram enfraquecidas e, por fim, domadas pelos moderados. É verdade que os linha-dura “desonestos” – independentemente de sua relação com o IRGC – ainda poderiam sabotar o MoU, mas o Trump 2.0 se sente confortável o suficiente para não o fazer, caso contrário não seria aprovado com a assinatura.

Uma nova era regional está surgindo, na qual a Terceira Guerra do Golfo pode muito bem levar à reincorporação gradual do Irã à ordem ocidental liderada pelos EUA, ainda que dentro de limites, o que lança as bases para melhores laços com seus vizinhos do Golfo. Nesse cenário, Israel teria a perder, já que não poderia mais dividir e governar o Irã e o Golfo, nem os EUA apoiariam se Israel retomar as hostilidades com o Irã devido ao recente renascimento da possivelmente irreconciliável divisão Trump-Bibi. Israel, portanto, é o maior perdedor da guerra.■

LEIA TAMBÉM:

Acordo entre EUA e Irã prevê reabertura do Estreito de Ormuz e alivia mercado global de energia


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Brunox
Brunox
27 dias atrás

Quem não estava levando bomba na cabeça, lá do outro lado do oceano…

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Brunox
27 dias atrás

EUA tentou alcançar objetivos políticos pela força, os conseguiu ? Faça essa pergunta a vc mesmo.

Brunox
Brunox
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
27 dias atrás

Quantas casas, infraestrutura e civis americanos foram mortos? Objetivos políticos mudam conforme a gestão, os que morreram e o que foi destruído não.

Felipe
Felipe
Responder para  Brunox
27 dias atrás

Todas as bases e radares dos EUA no OM foram atingidas, até as dentro da Arabia Saudita…faça as contas

João
João
Responder para  Felipe
27 dias atrás

Neutralizadas?

Guerra é guerra.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Brunox
27 dias atrás

Por esse raciocínio eles tbm venceram no Vietnã…

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
27 dias atrás

Por esse raciocínio os EUA nunca perderam uma única guerra.
É a prova cabal que os caras tem no marketing a arma militar mais eficiente.

NEMOrevoltado
NEMOrevoltado
Responder para  Sergio Machado
27 dias atrás

No romance Sahara, Rommel diz algo parecido…

Devíamos, todos nós retirar os exércitos do campo e deixar para os marketing decidir o vitorioso.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Sergio Machado
27 dias atrás

Hollywood.

Hamom
Hamom
Responder para  Comte. Nogueira
26 dias atrás

Resta pouca coisa para admirar na “ex-terra da liberdade”…

O conceito de tratar com dignidade os participantes de eventos esportivos, independente de serem adversários ou não, como no espírito olímpico moderno… já morreu nos EUA

Mauro Beting: nem Hitler faz o que os EUA fazem com a seleção do Irã

ln(0)
ln(0)
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
26 dias atrás

Militarmente venceu, os vietnamitas do norte pediram para negociar um cessar fogo, mas isso não se traduziu em vitória política, pois um ano depois o Vietnã do Sul caiu, provavelmente por ter sido um governo fraco.

deadeye
deadeye
Responder para  Brunox
27 dias atrás

Alguem precisa ler Clausewitz.

sub urbano
sub urbano
Responder para  Brunox
27 dias atrás

Vc precisa primeiro saber oq é uma vitoria estrategica. Vou refazer seu argumento, portanto… Quem venceu a segunda guerra greco persa? É essa mesmo, a guerra dos 300. do Xerxes, etc. Os gregos venceram, mesmo q em nenhum momento o territorio persa tenha sido atacado. Exemplos nao faltam: primeira guerra púnica, guerra do vietnã, guerra dos cem anos, revolução americana, guerra russo japonesa, etc

Paulo
Paulo
Responder para  sub urbano
27 dias atrás

Quem efetivamente invadiu a Persia e a conquistou foi Alexandre. Mas o cara foi o maior general de todos os tempos. Até Julio Cesar lamentava que não tinha chegado aos pés do macedônio, que conquistou todo mundo conhecido antes dos 30 anos. Ele não apenas conquistava, mas refazia o mundo sob a cultura grega. De certa forma o cristianismo surgiu sob influência de sábios judeus helenizados de Alexandria.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Paulo
26 dias atrás

Paulo, a guerra que o sub urbano se refere foi aproximadamente 100 anos antes das campanhas de Alexandre o Grande. Nessa guerra os gregos inicialmente estavam na defensiva em grande desvantagem numérica e enfrentando a primeira super potencia da historia.

Concordo sobre Alexandre ter sido o maior general de todos os tempos. Um detalhe que é pouco citado sobre o rei macedônico e sua grande habilidade na arte do cerco (ele é mais conhecido por suas vitorias em batalhas campais). Na antiguidade, era muito difícil sitiar e conquistar uma cidade fortificada (Aníbal mesmo tinha dificuldade em conquistar cidades fortificadas), Alexandre fazia isso com maestria, provavelmente ele foi o maior sitiador da historia também .

sub urbano
sub urbano
Responder para  Augusto Cesar
26 dias atrás

Bem lembrado, o fracasso de Aníbal se deu mais devido a incapacidade dos cartagineses de cercarem as cidades romanas. Ele chegou a sitiar Roma por um breve período, uma cidade q à época já tinha quase 2 milhões de habitantes. Ele a cercou com 15 mil homens apenas. Ambos rivalizam em termos de genialidade tática, talvez Anibal superando Alexandre nas batalhas campais e o contrario nos cercos. Mas é preciso considerar q as tropas de Aníbal eram de qualidade inferior a dos romanos.

O cartaginês é meu comandante preferido. Mas não haverá outro Alexandre. É um produto único da história. Foi o unico ser humano a governar todo o mundo conhecido (por eles). Ele foi aluno do próprio Aristóteles kkk vê se pode…

João
João
Responder para  Brunox
27 dias atrás

A matéria começa com uma afirmação em negrito equivocada… além da próprio título.

Considerando a atual concepção de Guerra Híbrida.
A terceira guerra do golfo acabou? Quando começou?

Forças Armadas preservadas? Nem de muito longe…

Estoque de mísseis preservados? Nem de perto…: embora ainda os tenham.

Dito isso.

Os EUA e Israel não atingiram os obj principais que disseram. Mudar o regime e acabar com a capacidade nuclear do Irã.

Sem “Boots on the ground” é quase impossível, como é de se esperar.

Mas, diminuiu a ameaça? Bastante.
É um regime mais moderado? Melhor.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  João
27 dias atrás

Resta saber de onde parte a ameaça… Qual regime se refere e o que é moderação.

André E.
André E.
27 dias atrás

Texto cheio de conclusões precipitadas.

sergio 02
sergio 02
Responder para  André E.
27 dias atrás

Ele e Russo Eplica muita coisa.

Rodrigo Maçolla
Rodrigo Maçolla
27 dias atrás

Não vejo vencedores vejo objetivos alcançados Num primeiro momento parece que o IRÃ embora tenha tido perdas sai por cima pois mantem seu regime, suas forças amadas ainda fortes e mostram sua força com relação ao estreito de Ormuz . para os EUA e pro Trump é um alivio agora que terminou porque tiveram que mexer em um vespeiro chamado IRÃ criado por presidentes e politicas Americana anteriores que poderia ter degringolado para uma guerra geral na região…. mas conseguiram sem duvida atrasar e provavelmente encerrar o programa Nuclear do IRÃ, e quanto a Israel não acho que acreditavam mesmo que os EUA iam marchar sobre Teerã acabando com seu principal inimigo, Então continua com seu “estato quo” de potencia militar e de bônus eliminaram vários malvados da Lista , mas continuam tendo que dormir com um olho no gato e outro no peixe. Mas antes que digam que a Dilma previu o resultado dessa guerra lá em 2015 “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder.” eu diria que o F-14 tomcat ganhou porque embora tenha sido destruído alguns no Irã , agora nos EUA ele vai voltar a voar….

Scudafax
Scudafax
27 dias atrás

Israel continua como uma fonte de instabilidade, crimes de guerra e atividades deletérias em toda a região.

O Bennet já indicou que investirá em um esforço de derrubar o governo iraniano. Isto é, Israel e seus asseclas comprados pela AIPAC, se acham no direito de matar inocentes, e fomentar instabilidade desde que sirva ao objetivo declarado de domínio regional.

João
João
Responder para  Scudafax
27 dias atrás

Menos DCE, por favor….

Hamom
Hamom
Responder para  João
26 dias atrás

Cita tanto o DCE que parece que vc que nunca saiu de lá…

gordo
gordo
Responder para  Scudafax
27 dias atrás

Se o Irã for esperto, prepara seu artefato de urânio e deixa guardado, porque exemplos de perfídias não faltam nessa história aí. A coisa começa lá no primeiro mandato do Trump, rasgando o acordo assinado pelo Obama. Uma coisa fica clara, no campo econômico os EUA estão enfraquecidos e o fracasso das sanções contra a Rússia mostram isso. Os termos iranianos só foram aceitos por causa da economia fragilizada dos EUA. Vale a pena lembrar que alguns anos antes da falência a URSS ela tinha um arsenal de dar inveja até nos EUA. Deu no que deu. No mais, a China agradece.

André E.
André E.
Responder para  Scudafax
26 dias atrás

Israel é o cachorro de briga dos EUA no oriente médio. E me parece que não foi vacinado contra a raiva.

GeneralSofá
Responder para  Scudafax
25 dias atrás

Será que o problema é mesmo Israel? Os países árabes que reconheceram o estado de Israel, não tem problema com o mesmo, porque será? O que leva Israel atacar Síria, Irã, Líbano e não atacar Egito, Arábia Saudita e Jordânia?

Sergio
Sergio
27 dias atrás

Israel, ” derrota catastrófica ?” Pelo amor de Deus!

Foi o maior desfile de capacidade militar, tecnológica e de inteligência que o mundo já viu nos últimos tempos e o sujeito me vem com uma dessas?

Sobre o acordo trump sabe jogar e tem conselheiros poderosos no stablishment…

Fez o que nenhum outro teve coragem e deixou o Irã para sempre com uma espada apontada pra cabeça.

Duvido que antes de outubro de 2023, qualquer um, seja à direita ou esquerda imaginaria que o Irã pudesse ser atacado dessa maneira.

Agora só o tempo dirá.

Scudafax
Scudafax
Responder para  Sergio
27 dias atrás

Israel e os EUA perderam a guerra, e quem fala, além de mim: The Jerusalem Post, Ynet, The Times of Israel, Haaretz…

Para mitigar uma derrota ainda mais brutal, o governo terrorista de Israel já informou que vai ocupar terras libanesas, sírias e em Gaza, INDEFINIDAMENTE. Com este acordo, rezemos para o Irã teor e multiplicar por 1000 a quantidade e a precisão de seus mísseis balísticos.

João
João
Responder para  Scudafax
27 dias atrás

Vc e fontes ideologicamente comprometidas? Sei…

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  João
27 dias atrás

Há necessidade de poluir o debate com essas teoria de zap dos bebedores de detergente?
Seria demais pedir para guardar para si?

comenteiro
comenteiro
Responder para  João
27 dias atrás

Realmente. A maior parte dos jornais que ele citou são de direita ou centro-direita.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Scudafax
27 dias atrás

“o governo terrorista de Israel já informou que vai ocupar terras libanesas, sírias e em Gaza”

E justamente por isso que acredito que Israel não saiu derrotado, aos poucos o objetivo sionista de criar a “grande Israel” vai tomando forma. Eles não precisam destruir agora o regime do Irã, com a injeção de capital, a ala mais moderada vai gradativamente tomando conta do pais. Os sionistas esperaram por séculos para conseguirem um estado judeu na palestina, podem esperar mais alguns anos para derrubar o regime dos Aiatolás. O atual regime americano foi o que saiu mais prejudicado dessa situação toda, Israel precisa desse pessoal comandando o pais, se Trump for derrotado nas eleições desse ano não será útil para os sionistas que governam Israel. Não duvido que as hostilidades não possam começar novamente depois das eleições parlamentares americanas.

Na minha opinião, o maior vencedor desse confronto foi o Irã (mesmo com todo o nível de destruição que o pais sofreu), mesmo que o regime dos Aiatolas tenha saindo muito enfraquecido. Mostrou que pode colocar de joelhos todas as monarquias sunitas na região e terão boa parte das sanções levantadas o que pode trazer mais estabilidade econômica para o pais. O custo foi que não terão a bomba atômica pelo menos a curto e médio prazo. Só devem tomar cuidado de não deixarem todo esse fluxo de capital não os tornarem dependentes economicamente dos EUA. Não devem confiar de jeito nenhum em Israel que como você disse e o maior fator de instabilidade na região. Devem fortalecer suas forçar convencionais com o levantamento das sanções, antes de tentarem se aventurar novamente com armas nucleares.

Creio que o cenário nos próximos anos seja uma espécie de “guerra fria” na região entre Israel e o Irã, com cada um desses países disputando o espaço deixando pelos americanos, que depois dessa guerra irão deixar gradativamente a região, pois seu prestigio saiu muito prejudicado.

André E.
André E.
Responder para  Augusto Cesar
26 dias atrás

Israel tem muito poucos amigos no mundo depois dessas últimas guerras.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  André E.
26 dias atrás

E verdade, isso e um fato, mas eles e os sunitas tem um inimigo em comum, e acredite o ódio entre xiitas e sunitas e maior que o ódio dos arabes contra os sionistas.

wilhelm
wilhelm
Responder para  Sergio
27 dias atrás

Quando eu digo que os filmes de guerra do Rambo causaram um dano cognitivo seríssimo nos tiozões que cresceram assistindo eles na Sessão da Tarde, é nesse tipo de comentário que eu penso.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
27 dias atrás

A antiga visão romantica de terra arrasada, milhares de mortos e ocupação de regiões não existe mais. Hoje não se “vencem” mais guerras, atingem-se objetivos geo-políticos.
Emboram tenham demolido a estrututura logística, isolado economicamente o Irã e atrasado seu programa nuclear por alguns anos, os EUA não atingiram seu objetivo de derrubar o regime teológico, e a Guarda Revolucionária continua mandando no país e sentada em cima das maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo.
Se o objetivo era asfixiar o regime, deu errado. Mas pelo menos conseguiu colocar um pé na porta e estabelecer um acordo que certamente tratará de energia nuclear e petróleo por muito tempo. E um mau acordo é melhor do que acordo nenhum.
Aproveitando a deixa, seria o caso de perguntar qual o “vencedor” da guerra RússiaxUcrânia, que já entra no seu quarto ano de tiroteios.

Última edição 27 dias atrás por Dr. Mundico
wilhelm
wilhelm
Responder para  Dr. Mundico
27 dias atrás

Em relação a questão do enriquecimento de urânio, é importante notar que o acordo nuclear feito durante a administração Obama já previa que o Irã não desenvolveria armas nucleares durante sua vigência. Na prática, esse acordo que talvez (coloco “talvez” porque acho bem provável que Israel, sendo o que é, tente melar ele) seja assinado é apenas o cadáver ressuscitado do JCPOA — o mesmo que foi duramente criticado e abandonado pelo Trump.

Os EUA voltaram à estaca zero. Não duvido que daqui alguns anos ou meses ocorra outra guerra, dado que boa parte da elite americana atual é formada por retardados e populistas.

João
João
Responder para  Dr. Mundico
27 dias atrás

Pela sua ótica.
Então vamos.
Diminuiu a radicalidade do regime.

Tirou do Irã a capacidade de agir com suas FFAA de forma contundente na Arábia.

Sem Força Aérea e Marinha, e com sua capacidade de C2 arrasada, eles só podem se defender. Mesmo q atacando com mísseis e drones, não trás resultado definitivo contra seus vizinhos pra impor sua vontade, caso ofensiva, como sempre foi.

Suas Black Ops, estão extremamente abaladas, o q diminui ainda mais sua capacidade de interferência regional.

Não conseguem mais impor vontade nas entradas do mar vermelho e mar Mediterrâneo e Ormuz está condicionado a vontade dos EUA também.

Geopoliticamente perdeu bastante.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  João
27 dias atrás

Essa sua analise até faria sentido até o final do ano passado.

Sem força aéreo e sem uma marinha, os iranianos quase colocaram as monarquias sunitas de joelhos. Mostrou para eles que os EUA não conseguem defender seus aliados árabes da região. Se tivessem ficado apenas com os bombardeios do ano passado a posição do Irã nas negociações estaria muito pior do que está agora.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Augusto Cesar
27 dias atrás

Exatamente, Augusto!

Irã não depende de uma Força Aérea pra atingir os seus inimigos, os mísseis balísticos de curto, longo e médio alcance fazem o trabalho bem feito.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  João
27 dias atrás

Força Aérea e Marinha o Irã já não tinha antes dos ataques de Israel e EUA. Eram pouquíssimos meios obsoletos ou irrelevantes.

Mesmo assim bloquearam o estreito de Ormuz. Os EUA também bloquearam e foi ruim para o Irã também? Foi, mas eles já estão lascados mesmo. Vejo os EUA mais pressionado a liberar Ormuz do que o Irã por conta dos preços do petróleo, gás e fertilizantes que impactam na inflação americana.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Rafael Oliveira
26 dias atrás

“Força Aérea e Marinha o Irã já não tinha antes dos ataques de Israel e EUA. Eram pouquíssimos meios obsoletos ou irrelevantes.” Imagina se tivessem isso também.

Exatamente, por isso insisto que se as sanções forem levantadas, o Irã deveria investir no fortalecimento dos seus meios convencionais (sistemas defensivos e aviação de caça) e deixar de lado (pelo menos por enquanto) de suas ambições nucleares. Também deveriam por ora parar de antagonizar Israel, para evitar novos ataques e novas sanções durante o processo de reaparelhamento de suas forças convencionais.

O Irã se trabalhar direito, tem tudo tudo para se tornar uma potencia quase imbatível na região. Eles tem um pais grande, uma população considerável e ainda possuem recursos minerais em abundancia. Se deixarem o extremismo de lado, tem tudo para serem uma grande nação.

Hamom
Hamom
Responder para  João
26 dias atrás

A força aérea do Iran sofreu perdas, mas continua lá, inclusive os F14…
Como não seriam capazes de confrontar os EUA e Israel, a aviação foi ocultada desde o começo, inclusive com muitos caças indo se refugiar no Paquistão.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
27 dias atrás

Como dizia a profecia antiga de quem estocava vento:

“Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder.”

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Dagor Dagorath
27 dias atrás

Essa era uma sábia além do seu tempo…

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
Responder para  JuggerBR
27 dias atrás

Pior que essa “profecia” é cabivel em muitos exemplos, desde a ficção de Game of Thrones até a realidade dos conflitos no Irã e Ucrânia.

Comte. Nogueira
Comte. Nogueira
Responder para  Dagor Dagorath
27 dias atrás

Viva a mandioca!

sub urbano
sub urbano
27 dias atrás

O estreito de Ormuz se tornou um segundo canal de suez, desta vez sob o controle do Irã. As bases americanas na região se mostraram inuteis contra o adversário persa. O Irã também, negou o uso do mar a frota de superficie americana em um raio de 900 km. A bomba atomica é questão de tempo.

Só uma outra guerra com boots on the ground para tirar esses ganhos do Irã.

Mas discordo q foi uma derrota israelense. Israel conseguiu enfraquecer as relações entre árabes e americanos, bem como acabar com a inercia dos americanos em atacar o Irã. Mas voltando aos árabes, sempre foram adversarios de Israel, a suposta aliança árabe e israelense era uma utopia e uma bobagem inocente. Todo o mundo islamico odeia Israel, não existem exceções nesse sentido.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  sub urbano
27 dias atrás

“Só uma outra guerra com boots on the ground para tirar esses ganhos do Irã.”

Seria uma catástrofe para quem se atravesse invadir um pais grande e com a geografia do Irã. Os americanos tentaram fazer os curdos fazerem o serviço sujo deles, mas sabiamente eles ficaram de fora para a fúria do Laranjão.

Quando aos Árabes (os sunitas), concordo que nunca irão gostar dos israelenses, mas seu ódio maior sempre será contra os xiitas. Serão obrigados a terem que engolir um aliança com os sionistas quando os americanos deixarem o Oriente Médio, o ódio deles contra os xiitas irá falar mais alto. O próprio Catar já vem costurando uma aliança com Israel.

O que ainda pode desequilibrar essa balança entre Irã e Israel são os Turcos (poucos estão levando eles em consideração). Creio que com os iranianos focados em reconstruir seu pais, os turcos podem preencher o espaço deixado pelos iranianos (como eles já vem fazendo na Síria). Isso pode ser um problema para Israel dominar a região e prosseguir seu projeto de “Grande” Israel.

George A.
George A.
27 dias atrás

O Irã e a China, isso aí foi o fim da ilusão das ditaduras do Golfo de segurança provida exclusivamente pela vassalagem aos EUA, cravou de vez Israel como elemento desestabilizador da região e empoderou o cada vez mais aliado chinês do sul da Ásia para questões nela, o Paquistão.
Sei lá o que esperava o Trump com essa aventura, mas só colheu prejuízo bombardeando montanhas.

Bueno
Bueno
27 dias atrás

Empate!
Em relação ao conflito entre Irã e Estados Unidos, quem perdeu de verdade foram apenas os que torciam por um lado ou por outro e, sobretudo, os mortos dessa operação. Afinal, uma guerra entre as duas nações nunca foi oficialmente declarada.

Última edição 27 dias atrás por Bueno
JuggerBR
JuggerBR
27 dias atrás

Quem disse que a Guerra acabou? Bibi vai seguir bombardeando o Líbano, aí resta saber se o Irã vai retaliar ou não. Nada é definitivo naquela região. O fim nunca é o fim, é apenas uma virgula na história.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  JuggerBR
27 dias atrás

Também acho, só estão ganhando tempo para o Trump não ser massacrado nas eleições desse ano. Não duvido se os combates não voltem a acontecer depois disso.

Wagner
Wagner
Responder para  Augusto Cesar
26 dias atrás

São 43 milhoes de estadunidense em situação vuneravel,a guerra é um sitoma mas não é a causa que esmagará o laranjão.

Nativo
Nativo
27 dias atrás

Quem venceu? As empresas petrolíferas e seus acionistas.

Comenteiro
Comenteiro
Responder para  Nativo
27 dias atrás

Netanyahu, pois escapou de cumprir uma etapa na cadeia por corrupção.

wilhelm
wilhelm
Responder para  Comenteiro
27 dias atrás

O Trump também, já que ganhou bastante dinheiro manipulando o mercado durante essa guerra e, principalmente, fazendo o escândalo do caso Epstein ser esquecido.

Os países deles podem até ter se dado mal, mas eles saíram muito bem.

Nativo
Nativo
Responder para  wilhelm
27 dias atrás

Malandro é malandro mesmo.

NEMOrevoltado
NEMOrevoltado
27 dias atrás

O que Clausewitts diria?!

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  NEMOrevoltado
27 dias atrás

Há batalhas que não precisam ser lutadas hoje, melhor manter o inimigo sob controle e deixá-lo numa situação passiva e controlada.
Sai até mais barato…

Última edição 27 dias atrás por Dr. Mundico
Sergio Machado
Sergio Machado
27 dias atrás

Creio que o questão está além dos resultados militares, onde todos os atores obtiveram ganhos e perdas em diferentes proporções sem que a perda afetasse o resultado.
Políticamente será a maior mudança.
Irã mostrou ao estados árabes que a presença americana na regiāo além de tóxica não garante qualquer defesa. Foram atacados pesadamente sem que ninguém pudesse evitar.
Netanyahu começou o conflito com o objetivo de tirar Teerã do seu caminho. Ganhou nada, naturalizou pesados contra-ataques do Irã a Israel e agora terá que conviver com a chantagem iraniana chamada Ormuz. Entendo ser o maior perdedor. Não ganhou nada, foi pesadamente atacado apesar da censura e terá que conviver com um Irã fortalecido geopolitcamente, agora mais alinhado e apoiado por Rússia e China.
Irã, apesar de ter apanhado muito, obliterou a maioria das bases dos EUA no OM, normalizou que Israel terá resposta imediata caso ataque, Ormuz sob seu controle e dentro da equação dos seus interesses, seu programa de mísseis fortalecido e continuará seu programa nuclear até a bomba. De quebra, a ascensão da IRGC ao comando do país. Não obstante, fez os EUA convergir aos seus interesses perante ao mundo com esse acordo que mais se parece com um cessar fogo até as midterms americanas.
O conflito entre os atores é inevitável.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Sergio Machado
27 dias atrás

“e agora terá que conviver com a chantagem iraniana chamada Ormuz”

De todos os atores, o que mais está pouco se lixando para o estreito de Ormuz e justamente Israel. E do interesse de Israel o enfraquecimento das monarquias Sunitas.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Augusto Cesar
27 dias atrás

A chantagen iraniana com Ormuz não é para Israel, mas quem o sustenta.
EUA.

Calypso
Calypso
27 dias atrás

A China.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Calypso
27 dias atrás

Como o resto do mundo, a China passou 3 mêses apertada sem petróleo.
Alguma coisa eles devem ter aprendido…

Matheus
Matheus
27 dias atrás

Taticamente? EUA & Israel.
Estrategicamente? Irã, sem sombra de dúvidas.

Jacinto Fernandes
Jacinto Fernandes
27 dias atrás

Leiam os jornais israelenses e a resposta será óbvia.

Pedro
Pedro
27 dias atrás

Acho que essa frase define bem: Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder

Luiz Paulo
Luiz Paulo
27 dias atrás

Era assim:

-Irã está enriquecendo uranio…
-Irã diz que vai varrer Israel do mapa…
-Irã fica armando Hezbolla, patrocinando terrorismo no mundo todo…
-Barack Obama, “vamos fazer um acordo…”
-UE “vamos fazer um acordo…”
-Acordo feito…

-Irã continua falando que vai varrer Israel, armando Hezbolla e terrorismo internacional, e enriquecendo Urânio….
-UE “precisamos ser diplomaticos, força não resolve..”

-Irã ataca Israel diretamente 2025…
-Irã continua falando e fazendo…
-UE “precisamos ser diplomaticos…”

-Laranjão, “toma aqui algumas MOABS de diálogo”,

Resultado.

-Maior parte da Elite militar linha dura, morta…
-Capacidade Militar do Irã muito reduzida…
-Bomba nuclear mais distante…

Imprensa internacional e militantes “Derrota dos EUA”

Temos que rir muito do pessoal Anti-Ocidente…

comenteiro
comenteiro
Responder para  Luiz Paulo
27 dias atrás

E ainda fizeram uma boa grana!

sub urbano
sub urbano
Responder para  Luiz Paulo
27 dias atrás

Péssima analise. A opinião de um apaixonado pelos americanos.

João
João
Responder para  Luiz Paulo
26 dias atrás

Perfeito!

Seu texto deixou cristalina a tendência dos anti.

Eromaster
Eromaster
27 dias atrás

O grande vencedor foi Irã.

1- Resistiu a um confronto brutal contra a máquina de guerra mais poderosa do mundo sem ceder um centímetro da sua soberania.
O Irã não só se defendeu, mas também contra atacou, destruindo inúmeras Bases do Império no Oriente Médio.

2- Todas as sanções foram retiradas contra o Irã. O pais vai poder voltar a crescer rapidamente e vai poder negociar com todos os países sem restrições.

3- O Irã se mostrou um país resiliente,mesmo com assassinatos da sua liderança, país não se desorganizou e a população não se voltou contra o país.

Wagner
Wagner
27 dias atrás

O Irã sai como potência hegemônica regional, graça ao laranjão.
A Turquia sonhava com esse posto.

Renato
Renato
27 dias atrás

Ganha a guerra quem atinge seus objetivos ao final da mesma. Vamos recapitular:

Objetivos EUA/Israel:

  • Derrubar o governo Iraniano, para que assumisse um novo mais ameno aos interesses EUA/Israel.
  • Resultado: Não atingido.Regime continua forte e ainda mais radical com liderenças “mais jovens” e mais ligadas a IRGC;
  • Reduzir a capacidade do Irâ em ameaçar militarmente a região.
  • Resultado: Não atingido. Apesar dos ataques sofridos. Irã provou que ainda é capaz de infligir danos a bases militares em toda a região, que não foram capazes de repelir integralmente seus ataques de saturação com drones e mísseis. Sem falar que mostrou ser capaz de fechar o estreito de Ormuz.
  • Eliminar a força o estoque de urânio enriquecido do Irã.
  • Resultado: Não atingido. Irã continua com seu urânio e capacidade de em pouco tempo voltar a produzir (conhecimento não se destrói, instalações podem ser reconstruídas). EUA voltou a mesa de negociação da qual havia saído já antes do conflito.

Objetivos Irã:

  • Manter o seu regime de governo.
  • Resultado: Atingido. Ainda que com novos nomes, o regime continua com lideranças mais jovens e vinculadas a ala mais radical (IRGC) e fortalecido por ter sobrevivido ao ataque da maior potencia militar mundial;
  • Manter sua integridade territorial.
  • Resultado: Atingido. A presença das forças iranianas foi suficiente para dissuadir uma invasão terrestre em qualquer parte do território iraniano.
  • Manter sua capacidade de se defender e atacar seus adversários regionais.
  • Resultado: Atingido. A despeito dos ataques sofridos, ao longo de todo o conflito o Irã se demonstrou capaz de infligir danos a maior potencia mundial com seus drones e mísseis. E mostrou ser capaz de fechar Ormuz.
  • Manter sua ameaça de capacidade nuclear como moeda de troca nas mesas de negociação.
  • Resultado: Atingido. EUA agora volta a mesa de negociação da qual estava fora.
  • Redução das sanções.
  • Resultado: Ainda indefinido mas provavelmente atingido. Antes do conflito estava sob sérias sanções, após as negociações em curso deve acabar com menos sanções do que existiam antes do conflito.

A resultado final parece óbvio.

Claudio Muller
Claudio Muller
26 dias atrás

Quem venceu não sei, mas quem perdeu e muito foi a população iraniana

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Claudio Muller
26 dias atrás

Se as sanções forem levantadas, então a população sairá ganhando também.

Macgaren
Macgaren
26 dias atrás

EUA perderam poder regional já que os países da região que despejavam dinheiro em troca de defesa pouco foram protegidos, se ligaram que o perigo é maior. Fora o prejuízo material alto de bases e equipamentos destruídos dos EUA e soldados mortos.
Alias prejuízo politico e de popularidade brutal para o Laranja, baita de um erro estratégico.

Irã teve boa parte da infraestrutura destruída mas conseguiu se impor mesmo para a maior potência militar. Ainda que os EUA não entraram em uma guerra full power.
E ainda botaram todos arabes de joelho, o que eu achava difícil. Se consolidou como a segunda potencia de região.

Israel atraiu os EUA para essa furada e saiu fora deixando a bomba para o laranja resolver, meteu bomba em todo mundo próximo e continua lá no Libano fazendo o que quer.

Libano só se lascou na mão dos outros.

China ficou só de fora vendo e comendo pipoca como o Michael Jackson.

Última edição 26 dias atrás por Macgaren
Wagner
Wagner
Responder para  Macgaren
25 dias atrás

Irã não se consolida como segunda potência,e sim como a principal potência hegemônica regional.
Com o fim das sanções será também a principal potência hegemônica econômica, com monopólio do capital chinês, interessante que o chineses vem expandindo seu bloco de capital sem da um tiro e ameças de sanções, hoje a China derruba qualquer governo do dia no terceiro mundo e espetou o laranjão dentro dos EUA.

curisco
curisco
26 dias atrás

Quem ganhou:

Trump faturou horrores especulando com informações que ele mesmo tinha

O regime do.irã vai ser ainda mais duro com sua população e se gabar que encarou a águia

China atraindo mais parceiros já que os eua enlouqueceram

Russia ficou mais esquecida na ucrânia

Netanyahu invadiu libano

Cassini
Cassini
26 dias atrás

Indubitavelmente, o Irã.

Guga
Guga
25 dias atrás

A CNN publicou hoje 14 pontos do acordo.

A menos que o Irã entre na esfera de influência americana, me parece uma derrota para os EUA.

Wagner
Wagner
Responder para  Guga
25 dias atrás

Creio que o Irã nao entrara em esfera de influencia nem dos eua nem da china,mesmo em situação de isolamento nunca ofereceu seu territorio para bases estrangeiras,em relação a capital de investimento,os chineses tem mais vantagens.