Uma aeronave E-3 AWACS destruída em ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan

Uma aeronave E-3 AWACS destruída em ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan

Uma análise estratégica das negociações iraniano-estadunidenses no contexto da Terceira Guerra do Golfo

Por Walter da Costa Ferreira
Oficial da Reserva do Exército Brasileiro

Introdução

As negociações de paz atualmente conduzidas entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã constituem um dos episódios mais relevantes da conjuntura geopolítica contemporânea. Inseridas no contexto da Terceira Guerra do Golfo, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, tais tratativas diplomáticas transcorrem em um ambiente estratégico marcado pela competição sistêmica global, pela instabilidade crônica do Oriente Médio e pela crescente assertividade de potências revisionistas.

A análise do supracitado processo exige uma abordagem fundamentada nos estudos estratégicos. Segundo Ferreira e Teixeira Júnior (2021), a grande estratégia do Estado deve ser compreendida como uma ferramenta destinada à consecução de objetivos políticos por meio da articulação integrada e sincronizada dos diversos instrumentos do poder nacional. A guerra, portanto, não constitui um fim em si mesma, mas um empreendimento humano subordinado à política. Essa concepção é convergente com o pensamento de Colin Gray (2010), para quem a estratégia representa a ponte entre os fins políticos e os meios disponíveis para alcançá-los.

Sob essa perspectiva, as negociações iraniano-estadunidenses, atualmente em curso, não podem ser interpretadas como simples esforços diplomáticos voltados ao encerramento das hostilidades armadas. Em verdade, constituem o prosseguimento da disputa estratégica por meios não violentos, na qual cada ator busca converter os resultados no campo militar em vantagens políticas.

Nesse sentido, o presente artigo tenciona explicitar a progressiva erosão da liberdade de ação norte-americana e o robustecimento da posição iraniana, evidenciados no processo diplomático, assim como revelar o dilema estratégico de Tel Aviv. Em consequência, a negociação tende a resultar em um armistício ou na cessação dos embates violentos, sem a celebração de um acordo de paz, o que absolutamente não será suficiente para promover a estabilização do Oriente Médio.

A erosão da liberdade de ação norte-americana

Um dos aspectos mais significativos da supracitada guerra consiste na diferença entre os objetivos políticos originalmente perseguidos pelos Estados Unidos e os resultados efetivamente alcançados até o presente momento. Entretanto, é preciso considerar que o memorando de entendimento, anunciado pelas partes em 14 de junho, trata-se tão somente de um acordo preliminar. Não obstante, o citado documento sinaliza uma grande vulnerabilidade norte-americana: sua reduzida liberdade de ação, tanto no plano doméstico quanto na esfera internacional.

Ferreira e Teixeira Júnior (2021) ressaltam que a liberdade de ação constitui fator estratégico fulcral para a vitória nas situações conflitivas do Estado. Como demonstrado por Beaufre (1998), a concepção estratégica depende, para além das capacidades militares e econômicas, da avaliação precisa da liberdade de ação para a aplicação da violência, dos aspectos morais – especialmente a vontade política e a motivação nacional — e da necessidade de rapidez, associada ao fator tempo. Em outras palavras, a superioridade bélica, por si só, não garante a consecução do propósito político.

Ao longo do conflito, observou-se uma progressiva erosão da liberdade de ação norteamericana. Os gastos crescentes com as operações militares, os impactos econômicos globais derivados do bloqueio do Estreito de Ormuz, as tensões com aliados tradicionais e os custos políticos domésticos passaram a impor progressivamente restrições à capacidade de atuação estratégica de Washington. Em consequência, a continuidade das hostilidades armadas tornouse gradualmente mais onerosa do que a busca por uma solução negociada. E, mesmo para a superpotência planetária, há limites para a aplicação do poder militar.1

Em reforço à argumentação pregressa, cabe destacar um dos eventos marcantes que revelaram a precária liberdade de ação norte-americana no conflito em tela. Ao solicitar auxílio aos “aliados” europeus, para cooperarem com a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu respostas negativas. Consoante Mearsheimer (2001), os Estados buscam garantir sua sobrevivência e segurança; por conseguinte, alianças não constituem relações permanentes de solidariedade, mas instrumentos de promoção dos interesses nacionais. Em outras palavras, cada governo pondera seus próprios interesses antes de definir o grau de engajamento considerado aceitável.

Destarte, a situação referida evidencia sérias deficiências da política externa estadunidense. De acordo com Joseph Nye (2011), smart power combina o emprego da persuasão pela atração, da indução mediante estímulos positivos, da coerção e do uso direto da força, articulando recursos típicos do soft power e do hard power, na medida adequada a cada conflito. Por essa razão, as escolhas estratégicas do estadista devem estar alicerçadas em um criterioso assessoramento diplomático e militar.

Nesse contexto, é plausível inferir que o presidente Trump, pressionado pela proximidade das eleições legislativas de novembro de 2026, pelos aliados árabes do Golfo e pela comunidade internacional, necessitava alcançar, no curto prazo, algum tipo de acordo preliminar. Isso explicaria as concessões realizadas a Teerã, reforçando a posição de força iraniana nas negociações. Nenhum dos objetivos políticos estadunidenses, prévios ao início das hostilidades, foi alcançado, nem há boa expectativa de sê-lo.

A resiliência estratégica iraniana

O tempo costuma ser um fator adverso para quem busca alterar o status quo e frequentemente favorece quem necessita apenas resistir. Ao sobreviver à intensiva campanha militar da coalizão israelo-americana, o Irã assegurou sua soberania, a continuidade de suas instituições políticas e preservou parcela relevante de suas capacidades estratégicas, obtendo um resultado que extrapola a dimensão militar. A manutenção do regime representa, por si só, um importante êxito político-estratégico. Ademais, a supressão do fluxo petrolífero no Estreito de Ormuz deflagrou uma crise energética mundial e asfixiou a economia das nações árabes do Golfo Pérsico, gerando uma crescente pressão internacional sobre o governo norte-americano. A correta exploração da geografia local, entre outros aspectos, proporcionou grande efetividade à estratégia militar iraniana.

Apesar dos severos danos impostos pela coalizão, Teerã foi capaz de manter acentuada pressão sobre as bases americanas, localizadas nos países parceiros dos EUA no Oriente Médio, bem como de negar o uso do mar nos arredores do Estreito de Ormuz. A adoção do conceito operacional de defesa em mosaico2, a descentralização dos ativos militares e a fortificação prévia de suas bases de lançamento de drones e mísseis, para fins de ataque a alvos terrestres e de defesa costeira, associadas às táticas assimétricas de antiacesso e de negação de área, produziram efeitos estratégicos expressivos em amplitude regional e global.

Consequentemente, por ocasião das negociações diplomáticas, Teerã adotou uma postura de resistência aos objetivos políticos estadunidenses.3 Contudo, para além da resiliência estratégica, a renitência de Teerã deriva, também, da complexa dinâmica do poder político iraniano. A disputa interna entre os principais grupos de pressão4 da sociedade iraniana ainda está indefinida. Existe uma boa possibilidade de que o Irã esteja se transformando, gradualmente, de uma teocracia dominada por clérigos para um sistema em que a IRGC desempenhe uma influência preponderante no controle político do país. Decerto, tal transição de poder configura um fator complicador para as negociações do acordo de paz entre Washington e Teerã, porquanto resulta em uma liderança iraniana mais radicalizada.

O dilema estratégico israelense

Para além da dinâmica iraniano-estadunidense, as negociações também revelam um dilema estratégico para Israel: maximizar ganhos militares imediatos ou preservar condições políticas essenciais para objetivos de longo prazo. É cabível afirmar que o apoio político-militar norteamericano constitui um dos principais centros de gravidade do poder nacional israelense, para a solução de conflitos no seu entorno estratégico. Nesse sentido, infere-se que a campanha militar israelense no sul do Líbano está condicionada às tratativas diplomáticas entre Washington e Teerã. Em outros termos, nota-se que a continuidade das operações militares israelenses no Líbano pode entrar em choque com a prioridade atribuída pelos Estados Unidos à estabilização regional e à consolidação de um acordo político com o Irã. Essa tensão demonstra que a guerra não é conduzida em um vácuo político. Mesmo os sucessos militares mais expressivos permanecem subordinados às limitações impostas pelo ambiente estratégico.

Sob essa perspectiva, caso Tel Aviv opte pelo prosseguimento da ofensiva contra o Hezbollah, visando à conquista de todo o sul do Líbano — região considerada estrategicamente necessária à segurança do norte de Israel —, colocará em sério risco sua parceria político-militar com Washington. Por outro lado, a interrupção das operações militares israelenses no Líbano inviabilizará a desarticulação das forças insurgentes do Hezbollah, o que manterá no horizonte a ameaça permanente representada por essa organização terrorista. A manutenção da faixa de segurança conquistada (5 a 10 km), cuja profundidade se mostra insuficiente para a consecução dos objetivos estratégicos israelenses, permanece incerta em razão dos termos ainda indefinidos do acordo de paz em negociação.

Agrega-se às premissas anteriores o entendimento de que o isolamento internacional de Israel constitui elemento central da geoestratégia iraniana no contexto da disputa pelo poder regional no complexo de segurança do Oriente Médio. Nesse cenário, uma eventual ruptura da parceria estratégica entre Washington e Tel Aviv configuraria um significativo revés geopolítico para Israel, comprometendo um dos pilares de sua segurança nacional. Por sua vez, Teerã procura enfraquecer a coesão da coalizão EUA-Israel ao vincular os termos do cessar-fogo à situação militar no Líbano, explorando o principal ponto de atrito entre os dois aliados.

Considerações finais

As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã constituem uma demonstração contemporânea da interação permanente entre guerra, política e estratégia. A atual rodada de negociações não indica necessariamente uma convergência de interesses entre Washington e Teerã. Pelo contrário, tudo sugere que as divergências fundamentais permanecem inalteradas.

Em função do que foi apresentado, conclui-se que a liberdade de ação dos Estados Unidos sofreu uma notável erosão ao longo da campanha militar, ao mesmo tempo que o Irã conseguiu preservar suas instituições políticas e capacidades estratégicas, o que fortaleceu sua posição negociadora. Sob outro enfoque, Israel passou a enfrentar um delicado dilema entre seus objetivos militares imediatos e sua parceria político-militar com Washington. Ademais, as causas estruturais do conflito permanecem presentes, limitando as perspectivas de uma paz duradoura.

A cessação das hostilidades, mesmo sem a celebração de um acordo de paz formal, aparenta ser o desfecho mais provável do conflito, pois não há vontade política do governo americano para prosseguir com a guerra, tampouco motivação nacional no âmbito da sociedade estadunidense. Caso a opção estratégica dos EUA fosse retomar as hostilidades armadas, a necessidade de rapidez, com o intuito de mitigar a crise energética mundial e os prejuízos econômicos impostos aos aliados americanos no Golfo, exigiria o emprego de uma força militar significativamente superior à utilizada até o momento. Tal esforço envolveria a condução de operações terrestres em larga escala, algo que o presidente Trump não demonstra disposição para executar.

A Terceira Guerra do Golfo reafirma, portanto, uma das lições mais relevantes dos estudos estratégicos: sucesso militar não se confunde com vitória política. O desafio estratégico reside na conversão do poder em resultados políticos favoráveis, capazes de sustentar uma paz duradoura. Nesse sentido, as negociações de paz em curso podem ser interpretadas como um reconhecimento tácito dos limites do poder militar. O conflito em tela configura um exemplo clássico da distinção entre possuir poder e conseguir transformá-lo em influência efetiva.

Referências

  • BEAUFRE, André. Introdução à estratégia. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1998.
  • FERREIRA, Walter da Costa; TEIXEIRA JÚNIOR, Augusto W. M. Estratégia militar aplicada: metodologia de emprego. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2021.
  • GRAY, Colin S. The strategy bridge: theory for practice. New York: Oxford University Press, 2010.
  • MEARSHEIMER, John J. The tragedy of great power politics. New York: W. W. Norton, 2001.
  • NYE, Joseph S. The future of power. New York: PublicAffairs, 2011.

  1. A aplicação do poder militar norte-americano fundamentou-se em uma estratégia de ação indireta, tanto no nível da grande estratégia quanto no âmbito da estratégia militar. Segundo tal método, a vitória decorre dos efeitos políticos, econômicos e psicossociais produzidos pelas ações estratégicas empreendidas, apoiadas por uma campanha de atrição militar, forçando a submissão do inimigo. Trata-se de uma abordagem inadequada para a consecução de objetivos maximalistas, como a mudança do regime iraniano. De qualquer forma, a história militar demonstra que o emprego combinado da coerção e da violência limitada para compelir o adversário a aceitar as demandas do coator nem sempre alcança os resultados pretendidos, pois seu êxito depende da magnitude dos efeitos produzidos sobre a estrutura de poder do oponente.
  2. Doutrina aplicada pela Guarda Revolucionária (IRGC), baseada na descentralização do comando, na autonomia dos escalões subordinados e na capacidade de continuar combatendo, mesmo após a neutralização de lideranças e centros de comando.
  3. O propósito político dos EUA no conflito incorpora os seguintes objetivos: eliminar o programa nuclear iraniano; limitar a capacidade iraniana de lançamento de mísseis balísticos; e interromper o apoio financeiro e militar de Teerã a seus atores proxies no Oriente Médio, como o Hezbollah, os Houthis e o Hamas. A mudança de regime no Irã, traduzida pela queda da teocracia dos aiatolás, figurou entre os objetivos políticos cogitados pelo presidente Donald Trump no início das hostilidades, mas foi abandonada ao longo do conflito em razão de limitações estratégicas.
  4. Os principais centros de poder do sistema político iraniano são: a ala militar, representada pela Guarda Revolucionária (IRGC); a ala clerical, de natureza teocrática; e a ala tecnocrática, de perfil pragmático.■

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Antunes 1980
Antunes 1980
25 dias atrás

Resumo de tudo isso: O Irã não mudou de regime, o Estreito de Ormuz ainda está sob controle total de Teerã e o programa nuclear iraniano não recuou sequer um milímetro.

Irã 3 x 0 EUA.

wilhelm
wilhelm
Responder para  Antunes 1980
24 dias atrás

Existe outro aspecto que também merece ser citado: essa guerra acabou fragilizando as relações entre EUA e Israel, sobretudo em relação a percepção pública americana sobre o apoio econômico e militar aos últimos. Mesmo entre os republicanos, especialmente os mais jovens, não existe mais apoio incondicional.

Se isso vai evoluir para algo maior no futuro, é difícil falar; mas sem dúvidas hoje a relação é pior do que era até alguns meses atrás.

Jacinto Fernandes
Jacinto Fernandes
Responder para  wilhelm
24 dias atrás

A Gallup fez uma pesquisa em fev/2026 apontando que, hoje, mais americanos têm simpatia pelo palestinos do que pelos israelenses (41% palestinos, 36% Israel). Entre os independente é 41% para palestinos e 30% para Israel. Entre os que têm menos de 35 anos, é 53% palestinos, 23% Israel.

O que a pesquisa mostra é que absolutamente todos os grupos pesquisados, a simpatia a Israel cai substancialmente a partir de 2018.

A discussão sobre a qualificação acerca da natureza da conduta de Israel – se é genocídio ou “apenas” crime de guerra – é coisa para os juristas. Mas há um fato claro: cada vez mais cresce a percepção de que Israel ultrapassa os limites. Até mesmo dentro da sociedade israelense cresce o incômodo com o que anda acontecendo por lá.

Hoje, no Haaretz, foi publicado um artigo com o seguinte subtítulo:

Dozens of high-ranking Israeli officials, including former prime ministers Ehud Barak and Ehud Olmert and ex-IDF chiefs of staff, charge that Netanyahu and his far-right government ‘have done nothing and are doing nothing to eradicate Jewish terror’

Ehud Barak, lembrem-se, o mais condecorado soldado israelense vivo, está reconhecendo que o governo israelense não combate o que eles (não eu) chamam de “terrorismo judeu.”

Salim
Salim
Responder para  Jacinto Fernandes
24 dias atrás

Lembrando que Haaretz e o jornal extrema esquerda Israelense, Gallup perdeu credibilidade faz tempo por forjar pesquisas , inclusive aqui Brasil. A verdade e que vão continuar sangrando economias com petróleo caro e ganhos astronomicos para financiadores de Trump, Putim, Lula, Irá., Sauditas…. todos Unidos pela indústria petróleo. Eletrificação e inevitável, vão tentar ganhar máximo possível . Aqui se paga ipva, impostos iguais para elétricos e gasolina, Petrobras da muita grana para poucos , muitos deles investidores internacionais. Israel como sempre vai se virar sozinha, lembrando que até 67 EUA era contra Israel, so virou após Israel ameaçar indústria bélica Israelense.isto também explica apoio Trump ao Putim

Paulo
Paulo
Responder para  Salim
23 dias atrás

O jornal Haaretz não é de extrema esquerda. No máximo, de centro esquerda, como o The Guardian, ou o Le Monde. Se fosse de extrema esquerda não daria espaço do jornal à Ehud Barak. O neo fascismo empurrou o espectro ideológico do mundo todo para a direita. Quem era no passado de centro, virou esquerda, e quem era de centro esquerda virou extrema esquerda por comparação com tomadores de detergente. O Neo fascismo, que abrange tambem nuances, vide as rusgas de Meloni com Trump, tem em suas alas mais extremas, figuras como Steve Bannon, luminares supremacistas, ou galeras francamente neo nazistas. Aliás, Trump se elequilibra precariamente entre estas alas que o apoiam. O endurecimento recente de Trump em relação à Netanyahu, reflete as alas mais radicais dos trumpistas, que não escondem sua aversão histórica aos judeus, mas também desprezam os palestinos e os árabes em geral.

Renato B.
Renato B.
Responder para  Paulo
22 dias atrás

De fato, não dá para pensar em lado político sem considerar o contexto. Seguindo a idea da janela do Overton, creio que o extremismo de direita moveu a janela e quem não se rende é considerado inimigo. Outro resultado é a polarização de que tanto reclamam.

Nesse aspecto Israel está numa sinuca, os radicais, como o pessoal dos assentamentos e ortodoxos, dominam o governo. Preferem Israel como um pária a perder poder e duvido que vão cedê-lo pacificamente. Criaram os assentamentos e agora são reféns deles. Tanto que já tem propostas de grupos da extrema direita de Israel para criar colônias na fronteira Libanesa.

O extremismo precisa manter a base sempre mobilizada, então sempre trabalha com altas apostas.

Renato B.
Renato B.
Responder para  wilhelm
22 dias atrás

O gasto de “crédito político” que Israel tinha com o povo americano e europeu foi imenso. Provavelmente essa fatura será cobrada no futuro, independente do Nethanyahu estar no poder.

JuggerBR
JuggerBR
25 dias atrás

O problema todo foi entrar no conflito, sem qualquer planejamento estratégico, sem objetivos alcançáveis, depois disso foi tudo consequência do ato inicial…

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  JuggerBR
22 dias atrás

Pior que se parar para pensar, já era que meio previsível que em uma campanha total contra o Irã, não iriam derrubar o regime com bombardeios aéreos. A campanha contra os Houthis no passado era uma prova disso. Os americanos não conseguiram muita coisa contra esse grupo só com bombardeios e tiveram que suspender os bombardeios por que os gastos estavam saindo de fora do controle. Deveriam ter colocado isso na ponta do lápis e calculado que com Irã seria centenas de vezes pior. Eu ainda acho que o plano acabou saindo errado por que americanos tinham colocado no seu planejamento que os Curdos iriam participar do conflito, mas sabiamente acabaram não entrando no conflito.

Marcos
Marcos
25 dias atrás

As duas superpotências (Russia e EUA) foram surpreendidas pelos drones de países mais fracos militarmente. Quem imaginava anos atrás Moscou em chamas? Quem imaginava anos atrás americanos assinando um acordo desfavorável? Garantindo uma saída rápida de um conflito antes do “caldo engrossar”. Novos tempos, nem Sun Tzu contava com essa.

Nativo
Nativo
25 dias atrás

Se os EUA quisesse acabar com o regime do Iran, só teriam duas opções nessa guerra, as armas nucleares, que deixariam o Putin ara fazer o mesmo na Ucrânia, o Kim no extremo oriente e o mundo, iria pro vejo.

Ou os EUA iriam para uma guerra convencional total, aí os custos financeiro s e humanos seriam imensos.

pois seria contra um país de mais de um milhão de km quadrados e uma força militar de grande porte..

Logo, o melhor foi ficar nas fanfarronices, já que isso funciona com muitos dos seus seguidores.

Bueno
Bueno
25 dias atrás

A diplomacia sem poder militar é como um pinscher latindo contra um cane corso: é apenas saliva sem pólvora.

Essa premissa se aplica perfeitamente ao conflito entre Rússia e Ucrânia na Europa, assim como se aplicou historicamente contra a Alemanha. No caso do Golfo, o Irã claramente levou a pior. O país enfrenta uma conta estimada em quase 300 bilhões de dólares para reconstruir sua infraestrutura destruída, além do custo imensurável de vidas humanas. Politicamente, o recuo representa uma redução drástica da influência iraniana no Oriente Médio, a necessidade de reconstruir sua capacidade militar do zero e uma possível quebra na influência da China sobre o petróleo da região.

Pode-se colocar nessa conta, inclusive, a própria Rússia. Ao neutralizar o Irã, os EUA cortam uma linha vital de fornecimento de mísseis e drones que abastecia o arsenal russo.

Os Estados Unidos investiram pesado nessa guerra. Eles não projetaram seu poder militar na arena do Oriente Médio de graça; não foi um jogo amistoso como as tensões com a Venezuela, mas sim um embate pesado contra um oponente duro. O programa nuclear e a natureza do regime de Teerã funcionaram apenas como uma cortina de fumaça ,narrativas enlatadas entregues ao público geral para mascarar o verdadeiro jogo de xadrez geopolítico.

Sergio
Sergio
Responder para  Bueno
25 dias atrás

Não adianta dizer isso pra gente que torce desesperadamente, para qualquer um que seja inimigo ” dus americanu malvadau”.

Textos recheados – não o seu – de pedantismo, intelectualismo inviesado e supostamente isento para defender a qualquer custo gente ameaçadora e que tivesse os recursos necessários varreria o mundo ocidental da face da terra.

É preciso estômago.

Bueno
Bueno
Responder para  Sergio
25 dias atrás

Acho prematura qualquer análise definitiva sobre este conflito e sobre este memorando. O próprio texto deixa claro que este é apenas um passo inicial, estabelecendo um prazo de 60 dias para que o acordo final seja formalmente estruturado e assinado junto ao Conselho de Segurança da ONU.
Até lá, muita coisa pode mudar no tabuleiro geopolítico. O memorando define as intenções, mas as armadilhas sempre moram nos detalhes que serão negociados nesses próximos dois meses sob o escrutínio das grandes potências.
O que realmente salta aos olhos é o fato de este memorando ter sido assinado na Europa, em território da OTAN especificamente na França.
Isso ocorre diante daqueles que, no passado, criticaram duramente e não apoiaram as ações de Trump na região.
Fica a questão: trata-se de uma armadilha política para Emmanuel Macron ou de um profundo cinismo estratégico por parte de Trump, que agora colhe os frutos de sua postura de força justamente no quintal de seus críticos europeus?
Nota: Esta é apenas uma mera observação de um entusiasta do tema.

Última edição 25 dias atrás por Bueno
Rosi
Rosi
Responder para  Sergio
24 dias atrás

O que tem de torcedores que vibram por regimes tirânicos e segue a narrativa de vencedores é um absurdo.
Onde que o Irã venceu ?
Irã errou em armar , treinar apoiar o Hamas, Ienem, Hezbola , Síria e insurgentes no Irã.
Errou em atacar Israel em apoio ao Hamas
Me digam, onde está a Síria e seu exército?
Onde estão os soldados do Hamas?
Onde está o poderoso Irã na atual conjuntura? Qual sua atual condição de fazer valer sua vontade no oriente médio…
O Irã si está de pé porque não teve seu exército atacado,os EUA não atacou e nem permitiu Israel atacarem exército, a guarda revolucionária que foi destroçado.
Aguardem os 60 dias e voltemos em uma nova matéria.

Última edição 24 dias atrás por Rosi
Nativo
Nativo
Responder para  Bueno
24 dias atrás

Meu nobre creio que você, está analisando apenas a relação entre dois países nesse conflito é não fator dramático dessa região, que é a religião.
Mesmo os persas seguindo a corrente minoritária do islã, ainda assim são islâmicos e terem conseguido pressionar os EUA, com ataques sobre suas bases na região e depois fechando ozmuz, para boa parte deles, foi uma vitória.
O Iran mesmo muito prejudicado em sua infraestrutura, acredito que vai sair com moral entre os demais muçulmanos e a China e Rússia dificilmente vão recuar de sua influencia nesse canto, por que já são parceiros históricos dos persas e outros povos da região.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Bueno
24 dias atrás

Os russos não precisam mais dos “drones iranianos”. Eles criaram suas próprias versões, derivadas dos mesmos e outros modelos que nem mesmo o Irã possuí ainda.
A Rússia só é dependente de uma país, e ele se chama China.

Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
Responder para  Vinicius Momesso
23 dias atrás

Não precisam do irá, Ibirá co aliado regional e mais importante que a sitia, pois tem o controle de um dos principais estreitos comerciais do mundo, faz fronteira com a Rússia,e está próximo de alvos americanos na região!
Aliás, na época da guerra fria, antes da revolução islâmica, os EUA davamais apóio militar ao Irã que a Israel justamente pelos motivos opostos, o Irã era cabeça de ponto na porção inferior da Rússia!

Última edição 23 dias atrás por Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
Responder para  Bueno
23 dias atrás

Reconstruir a capacidade militar do zero onde amigo, você não viu os informes da inteligência americana não, 2 terços dos lançadores e metade ou mais dos mísseis e drones intactos, aliás, eles já voltaram a fabricar mais!

Lucena
25 dias atrás

Os USA é interessante no que tange a guerra ….assim como foi com a guerra do vietnã…onde o USA army ganhou todas as batalhas mas …perdeu a guerra.
.
Invadiu, trucidou a população local …fez dali um inferno…saiu fugido daquele jeito como as imagens da época mostra…. da mesma forma como foi no Afeganistão.
.
Da mesma forma está sendo com o Irã …trucidou, explodiu uma escola de crianças ….pontes…estardas…edifícios …..fez o inferno e agora …rsrsrs…tem que pagar para saír daquele atoleiro onde o carniceiro sionista Bibi os colocaram lá.
.
Trump …realmente …foi usado e enganado como um idiota é pelo espertalhão.
.
Diz o ditado popular :
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“(…)Dou um boi para não entrar em uma briga e uma boiada para não sair (…)” ..rsrs..o trouxa do laranjão…gastou uma boiada na guerra e está dando uma boiada…das grandes !! …. para sair dela …rsrsr

comenteiro
comenteiro
Responder para  Lucena
25 dias atrás

Ele está mais preocupado redecorando a Casa Branca e com um lago que teima em ficar cheio de algas.

Jacinto Fernandes
Jacinto Fernandes
25 dias atrás

Na minha opinião, o Irã venceu a guerra.
E venceu a guerra porque compreendeu que o calcanhar de Aquiles dos EUA é o bolso do americanos. Meu avô já dizia que a parte mais sensível do corpo de qualquer homem é seu bolso.
Os iranianos conseguiram tornar a guerra custosa, não para o governo dos EUA, mas para a população americana. Fez isso via aumento do custo de energia e, consequentemente, do aumento da inflação. A guerra se tornou extremamente impopular e um problema eleitoral.
E quando uma guerra eletiva se torna um problema eleitoral, ela faz o político perder votos em vez de ganhar. Isso acaba com o incentivo político para a sua continuidade. Foi o que ocorreu no Vietnam, no Iraque, no Afeganistão e agora no Irã.

Douglas Dos Santos
Douglas Dos Santos
Responder para  Jacinto Fernandes
24 dias atrás

Nunca li tanta besteira na minha vida 😂😂😂😂,os Estados Unidos mataram o tal líder supremo que se dizia super poderoso, mais só vivia escondido,matou mais umas 40 lideranças junto no processo, já o Irã não matou nem 1 liderança. Pior ainda é os otários acreditando mesmo que os Estados Unidos vão pagar 300 bilhões para o Irã 😂😂😂

JHF
JHF
Responder para  Douglas Dos Santos
24 dias atrás

Eles trocaram um Khamenei doente e moribundo por um mais novo e radical. Deram ao Khamenei a honra de ser morto pelo seu aniversário em combate, fator importante na cultura Persa. O regime.continua em pé até a próxima tentativa.

António Rodrigues
25 dias atrás

Honestamente está figura do presidente dos EUA faz lembrar l as figuras dos imperadores Nero misturada com a do Caligula.
Até a melómania de vitórias imagináveis as artes da Casa Branca com aquelas obras e afins.
Falta mandar as tropas atirar se ao mar e declarar vitória contra o deus dos mares……
Triste queda de um império às mãos de idiotas….

Hamom
Hamom
Responder para  António Rodrigues
24 dias atrás

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Luciano
Luciano
24 dias atrás

O mundo mudou, por mais distantes que as ideologias e países estejam, as cadeias de todo tipo estão entrelaçadas. Qualquer ato bélico contra adversários, tem consequências em aliados e em si mesmo. Não é como na Guerra Fria. O Irã tirou proveito disso, e bastou alguma especialização em certas áreas militares, para conseguir se manter de pé e com poder de negociação.

Por exemplo, uma guerra convencional contra a China, em defesa de Taiwan, seria um desastre monumental na economía global. Digo, desastre mesmo, na Europa e nos EUA, quebradeira e desespero.

Até mesmo no Brasil, um ato de guerra de alguma potência contra nosso território, demandaria uma crise global. A Argentina, por exemplo, seria a primeira vítima. A China também. Complicado.

Macgarem
Macgarem
24 dias atrás

Essa guerra foi aquele meme do sapo na boca da Garça e os dois braços dele para fora enforcando a Garça.

Lição que EUA e Russia estão aprendendo nesses ultimos anos: se for entrar em uma guerra entre com todo o poderio, “operações” não resolvem nada.

Última edição 24 dias atrás por Macgarem
José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Macgarem
24 dias atrás

Essa foi uma das raríssimas vezes em que concordo com vc…

Sergio Machado
Sergio Machado
24 dias atrás

Em suma:
EUA no OM erodiu.
Israel está numa sinuca entre o péssimo e o altamente arriscado.
Irã agora tem uma nuke não radioativa: Ormuz.
Mas Netanyahu talvez fique no poder e escape da cana graças a guerra que inventou a das outras guerras decorrentes da principal. Não se pode dizer que o homem não é esperto. Burro é quem o segue.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Sergio Machado
24 dias atrás

Perfeito! Um doce pra quem adivinhar quem é o burro que o segue, hehe.

sub urbano
sub urbano
24 dias atrás

Oq ngm mencionou foi a propaganda ocidental q pintou Israel e EUA como vitoriosos invencíveis. Agora a verdade aparece e choca os minions.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
24 dias atrás

Acho que o Trump esqueceu a regra número 1 do manual “Como derrubar um governo”:
Governos totalitários (militares, teocráticos, ditaduras, etc) só caem de dentro para fora. Com o Irã não seria diferente, pois no mundo árabe (ok, Irã não é árabe, mas é muçulmano) o poder SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE está na mesquita e/ou no quartel. Esse tipo de poder é praticamente invencível, ainda mais quando se adiciona o fator cultural e histórico, ou seja, o Irã SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE foi um país totalitário e SEMPRE será!
Outro ponto: hoje em dia guerras não se vencem da maneira clássica do século passado, quando o exército vencedor fazia desfile militar na capital vencida, ocupava o pais e matava todo mundo.
Guerras hoje são vencidas com uso de ferramentas econômicas, financeiras e logísticas, isolando economicamente, travando negócios, barrando acesso a bens, sabotando esforço administrativo, sancionado reservas e ativos ou simplesmente privando uma nação de serviços essenciais.
O que o Irã tem de tão especial? Simplesmente as maiores reservas de petróleo e gás natural do planeta, um negócio bilionário! E por enquanto a Guarda Revolucionária está sentada em cima disso, usando essa grana para financiar grupos terroristas no Oriente Médio e África.
Uma nova equação de poder se impõe, e um mau acordo é pior do que acordo nenhum.

Última edição 24 dias atrás por Dr. Mundico
PETROLA J.F.
PETROLA J.F.
23 dias atrás

Dilema aqui é entender quais os objetivos Estratégicos elencados. E não adianta ser ingênuo e achar que os objetivos Estratégicos foram levantados por Trump e seus militares. Isso foi orquestrado por todas as expressões do poder nacional americano.

1. Troca de regime – por óbvio esse objetivo não foi alcançado.
2. Obliteração do Programa Nuclear Iraniano: Pelo número de cientistas e lideranças mortas como também estruturas nucleares atingidas eu creio que foi plenamente atingido.
3. Liga de Abraão Fortalecida: Se eu fosse uma liderança Árabe hoje eu não flertaria com as potências orientais. Aqui temos duas questões – os mísseis que defenderam Riad, Abu Dabi e Doha eram dos EUA. – os mísseis norte americanos sentenciaram o Aiatolá e as principais lideranças do Irá. É como se Bolsonaro e Lula fossem para o Além e o governo caísse no colo de uma terceira via.
4. Hezbolah, Hamas e Houthis degradados – cumprido com excelência.

Por óbvio temos efeitos colaterais que na minha opinião não afetam Israel ou os EUA, mas sim a UE e a China.