Terremotos en Venezuela

 

A Venezuela continua mobilizando uma das maiores operações de resgate e assistência humanitária de sua história após os terremotos que atingiram o país na última semana. O desastre já provocou cerca de 1.430 mortes até o momento desta publicação, mais de 3.200 feridos, aproximadamente 3.100 desabrigados e quase 69 mil desaparecidos, segundo os números mais recentes divulgados pelas autoridades e organismos internacionais.

As operações de busca seguem em ritmo intenso, embora especialistas alertem que a chamada “janela crítica” para localização de sobreviventes esteja se encerrando. Apesar disso, equipes de resgate conseguiram registrar resultados positivos nos últimos dias. Um menino de 11 anos foi retirado com vida dos escombros em Caraballeda, enquanto as autoridades informaram que outras 33 pessoas foram resgatadas no sábado graças ao trabalho conjunto de equipes venezuelanas e estrangeiras.

Ajuda internacional cresce

A resposta internacional continua se expandindo. Mais de 1.600 socorristas estrangeiros já foram enviados ao país por nações como Estados Unidos, Brasil, França, Portugal, México, Colômbia, El Salvador, República Dominicana, Equador, Turquia, Reino Unido, Catar, Emirados Árabes Unidos e Holanda.

A União Europeia ativou seu Mecanismo de Proteção Civil, coordenando o envio de bombeiros, médicos, equipes de busca urbana e cães farejadores de diversos países do bloco.

Os Estados Unidos lideram a maior operação individual de assistência estrangeira. O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) ampliou significativamente sua presença no esforço humanitário, enviando aeronaves de transporte estratégico C-17 Globemaster III, helicópteros UH-1Y Super Huey, aeronaves de rotores basculantes MV-22 Osprey e posicionando helicópteros CH-47 Chinook em Curaçao para apoiar missões de transporte e evacuação. Além disso, imagens de satélite fornecidas pela Força Espacial dos EUA estão sendo utilizadas para auxiliar as operações de busca e avaliação de danos.

A Índia também ampliou sua participação por meio da Operação Amistad, enviando aeronaves C-17 com hospitais de campanha, equipamentos médicos e suprimentos emergenciais.

Infraestrutura ainda sob forte impacto

Os terremotos provocaram danos severos à infraestrutura nacional. Organizações das Nações Unidas relatam interrupções significativas nos sistemas de energia elétrica, abastecimento de água, telecomunicações e transporte.

Apesar disso, alguns avanços começam a surgir. Cerca de 60% do fornecimento elétrico já foi restaurado nas áreas afetadas e o principal aeroporto internacional de Caracas retomou operações parciais, permitindo a chegada contínua de voos humanitários.

As autoridades também anunciaram o restabelecimento gradual dos sistemas de metrô em Caracas, Valencia e Maracaibo após inspeções de segurança.

Na área de comunicações, a operadora Movistar Venezuela, em parceria com a Starlink, disponibilizou um serviço emergencial gratuito de mensagens via satélite para moradores de La Guaira, uma das regiões mais devastadas.

ONU estima prejuízos bilionários

As Nações Unidas estimam que os danos econômicos possam atingir US$ 6,7 bilhões, valor equivalente a cerca de 6% do Produto Interno Bruto venezuelano.

Ao mesmo tempo, a ONU calcula que entre 6,7 e 6,8 milhões de pessoas tenham sido afetadas direta ou indiretamente pelo desastre.

O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) continuam ampliando as operações de assistência, enquanto a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou um apelo emergencial para atender aproximadamente 300 mil pessoas.

Novas doações reforçam operações

Além da ajuda governamental, empresas e organizações privadas também passaram a contribuir para os esforços de socorro.

A empresa energética Shell anunciou uma doação de US$ 5 milhões, destinada principalmente a programas de alimentação, água potável e abrigo coordenados pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

Paralelamente, uma campanha internacional de arrecadação liderada por Antonela Roccuzzo já ultrapassou os US$ 4 milhões, destinados ao fornecimento de alimentos, medicamentos, transporte e kits de higiene para as populações afetadas.

Enquanto a ajuda continua chegando ao país, milhares de militares, bombeiros, policiais e voluntários permanecem mobilizados em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes e iniciar a reconstrução das regiões devastadas. A dimensão da tragédia já faz do terremoto um dos desastres naturais mais graves da história recente da Venezuela.■

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14 dias atrás

Essa movimentação para ajudar renova a fé na Humanidade.

naval762
naval762
14 dias atrás

Têm surgido denúncias de desaparecimento/sequestro de crianças na Venezuela enquanto os resgates ocorrem.

Hamom
Hamom
14 dias atrás

E os números continuam aumentando, além dos até agora mortos e feridos confirmados, 69 mil desaparecidos.

Dos soterrados; “a maioria esmagadora dos resgates ocorre nas primeiras 24 a 72 horas. Especialistas indicam que cerca de 90% das pessoas encontradas com vida são salvas nos primeiros três dias”, hoje é 4º dia pós-terremoto…

Ainda deve haver muita gente embaixo dos escombros, que os parentes e amigos próximos tenham muita força neste momento.

Nativo
Nativo
Responder para  Hamom
13 dias atrás

Com tantos desaparecidos.o número de mortos vai chegar aos milhares, infelizmente.

Tallguiese
Tallguiese
14 dias atrás

Cara olha como ficou Caracas! E como se tivesse jogando uma arma nuclear ali. Que louco!

Última edição 14 dias atrás por Tallguiese
Filipe Prestes
Filipe Prestes
Responder para  Tallguiese
14 dias atrás

Se vc considerar a energia liberada pelo terromoto, não fica mesmo muito longe disso não.

Em tempo, o pior problema que os venezuelanos enfrentarão ainda está por vir nos próximos dias que é a crise habitacional. Há muitos prédios que não desabaram mas estão condenados. Muitos mais ficarão desabrigados e migrarão para as zonas não afetadas do país e países limítrofes, incluindo o nosso.

Wagner
Wagner
Responder para  Filipe Prestes
14 dias atrás

Sem contar a crise social, na decada de 70 aconteceu o mesmo na nicaragua, e deu uma guerra civil.

Plínio Jr
Plínio Jr
14 dias atrás

É uma catástrofe assustadora, nenhum país está preparado para algo desta magnitude em áreas densamente povoadas…. toda ajuda será muito útil e bem vinda …..

sub urbano
sub urbano
13 dias atrás

Como citado por outros foristas, uma catastrofe natural pode levar a mudanças radicais de regime ou guerras civis.

O ultimo exemplo foi o terremoto sírio de 2023. Um ano depois do terremoto q teve 10 mil mortos na Siria, a oposição depôs o ditador Assad em uma campanha relampago em 2024.

Imagino q os americanos já estão pesando as consequencias do terremoto. Saques ja começaram a acontecer em Caracas. É possível q o governo da Chiquinha já esteja por um fio. Poderemos ver em breve uma situação tragicômica, do governo Trump apoiando o regime bolivariano de Delcy Rodrigues contra uma junta de militares.

Aguardemos os proximos capítulos.

Comenteiro
Comenteiro
Responder para  sub urbano
13 dias atrás

Bem que eles poderiam usar os fundos congelados e seus militares para ajudar a reconstrução do país.

Abymael
Abymael
Responder para  sub urbano
13 dias atrás

Ou os EUA devolvendo o Maduro e dizendo “toma aí de volta, nem me viu, vocês que se virem”.

Kornet
Kornet
Responder para  sub urbano
13 dias atrás

Rússia,China e Irã mandaram alguma ajuda? Aproveitaram tanto da Venezuela e no momento de precisão não aparecem.

comenteiro
comenteiro
Responder para  Kornet
12 dias atrás

De onde menos se espera, é que não sai nada mesmo.