ZALA afirma ter ampliado capacidade autônoma de engajamento da munição vagante Lancet
A desenvolvedora russa de sistemas não tripulados ZALA divulgou a introdução de uma capacidade aprimorada de processamento embarcado para sua munição vagante Lancet, com o objetivo de automatizar o engajamento de alvos móveis e parcialmente ocultos.
Segundo a empresa, a nova arquitetura utiliza processamento a bordo e algoritmos de visão computacional para executar funções de detecção, classificação, rastreamento e guiagem terminal sem necessidade de controle contínuo por parte do operador.
A capacidade faz parte de um conceito mais amplo de reconhecimento e ataque, integrando as munições Lancet ao drone de inteligência, vigilância e reconhecimento ZALA Z-16.
De acordo com informações divulgadas pela companhia, a plataforma Z-16 também recebeu o mesmo ambiente de processamento. Isso permitiria a exploração em tempo real de imagens eletro-ópticas e térmicas diretamente a bordo da aeronave, reduzindo a dependência de interpretação conduzida pelo operador.
A ZALA descreveu o novo conceito de operação como uma mudança no papel humano durante a missão. O operador passaria a atuar principalmente na confirmação do alvo e na autorização do engajamento, enquanto as funções de rastreamento e ataque seriam conduzidas pelo sistema embarcado.
Versões anteriores do sistema, segundo a própria empresa, dependiam mais da habilidade do operador durante ataques contra alvos em movimento.
A companhia afirma que o novo conjunto de buscador e processamento consegue manter o rastreamento de alvos em condições de baixa visibilidade e melhorar a detecção de veículos operando sob cobertura ou ocultação parcial.
A ZALA também reivindica maior resistência a ataques eletrônicos e execução mais confiável de missões em ambientes eletromagnéticos contestados.
Imagens operacionais divulgadas pela empresa e por unidades militares associadas aparentemente mostram o emprego da configuração atualizada contra alvos terrestres móveis e embarcações de superfície não tripuladas.
Representantes da companhia afirmaram que várias centenas de ataques bem-sucedidos já teriam sido registrados em operações de combate com a nova capacidade. No entanto, não há verificação independente disponível sobre essa alegação.
A atualização indica a continuidade do esforço russo para aumentar a autonomia embarcada em programas de munições vagantes, reduzindo a dependência de controle persistente pelo operador e de apoio externo de designação de alvos.
A integração mais estreita entre funções de ISR e ataque também reflete uma adaptação mais ampla a ambientes de comunicações degradadas e de intensa guerra eletrônica, nos quais a capacidade de detectar, decidir e engajar com menor dependência de enlaces externos pode oferecer vantagem operacional.■

Falando em IA, olha aí. Basicamente os soldados ukies e mercenarios estão sendo usados de cobaias para atualizar os bancos de dados do app dos drones russos.
Capacidade autonoma de engajamento é quando o drone é lançado e escolhe o próprio alvo baseado em imagens de bancos de dados, ele consegue diferenciar uma arvore de um caminhão, um cachorro de um soldado, uma peça de artilharia de uma trave de futebol, etc. Qual a vantagem disso? Reduzir a possibilidade de interferencia eletronica no sinal de um operador a quilometros de distancia, com o drone escolhendo o proprio alvo fica mais dificil jammear, as decisões são tomadas nao por um operador humano distante em um bunker, mas dentro do processador (retirados de chips de geladeira roubados pelos russos kk)
São os russos mostrando que com conhecimento, até mesmo um civil pode construir um drone altamente letal, usando peças recicladas.
Temos vários fabricantes nacionais e não temos reportagens dos diversos fabricantes e seus produtos.
Falta assessoria de imprensa, um escritório de relações públicas. Comunicação é mais que fazer post com IA no Instagram.
Na verdade esse artigo descreve o velho método de reconhecimento automático de alvo (ATR), já empregado há 20 anos.
Esse método ainda precisa de um humano no circuito para selecionar o alvo manualmente, nem que seja tocando na tela sensível e o drone faz o resto.
Por sua vez os ucranianos já empregaram drones totalmente autônomos na busca, reconhecimento e seleção de alvos.
Ao drone é demarcado uma área de vadiagem onde se sabe haver alvos válidos e ele faz a varredura da área com seus sensores até encontrar um alvo e aí se dirige a ele de forma autônoma, sem intervenção humana.
Vale salientar que contra alvos táticos móveis esse método só recentemente tem sido adotado (a bomba Storm Breaker o utiliza) , mas contra alvos fixos já é empregado há muito tempo, desde o Tomahawk na década de 80.
Um Tomahawk (só como exemplo) , há 50 anos , adquire um alvo fixo por conta própria (DSMAC), desde que tenha suas características instaladas em seu processador.
Também contra alvos navais esse método é empregado há muito tempo.
O problema de deixar uma IA escolher um alvo móvel em terra , sem confirmação humana, é que o ambiente é muito complexo e com alto potencial de causar danos colaterais ou fogo amigo, principalmente na época da “guerra a terror”, onde as ações se passavam em cidades habitadas por civis.
Com o retorno da moda da batalha “campal” entre forças militares antagonistas há uma menor chances de ocorrer danos colaterais ainda que persista a possibilidade de fogo amigo.
Recentemente a Xmobots a Stella apresentaram soluções nacionais para uso militar entre outras
Nauru 1000 ja esta sendo usado pelo EB
A Stella em parceria com a força aérea testa um drone que utiliza turbinas nacionais, a MB esta em teste com o Albatros tb da Stella
Cabe as forças comprarem os produtos Nacionais
Cabe as ffaa brasileiras adquirirem produtos que atendam a necessidade percebida, se concebidos, projetados ou feitos funcionar no Brasil, pouco importa.
O que importa são as ffaa estarem mobiliadas e disporem de plena capacidade operacional.
Dito isto, o Lancet ao lado do LUCAS, versão norte americana muito melhorada do Shahed iraniano, estão precisando de um clone brazuca, será que o cluster de drones da BID tem competência pra tal?
A verificar.
“pouco importa”. Sim, estamos vendo, na Ucrânia, como pouco importa ter capacidade nacional de produção. Depender de fornecimento externo é mesmo uma ótima estratégia.
Na verdade cabe ao poder político do país ordenar essa transição para drones, mas este é omisso e não guia as forças armadas, então ainda estamos nos preparando para uma guerra dos anos 80 com aviões de reconhecimento, paraquedistas, meios anfibios etc.
Acho que esse tipo de decisão as próprias forças armadas têm a capacidade de tomar, não?
Afinal, senão pq esses oficiais de um monte de estrelas ficam fazendo tanta pós-graduação, estágio, formação, estudos e projetos etc?
Pra esperar ouvir o óbvio de alguém de fora das forças?
O melhor da categoria. Há já centenas de vídeos de alvos sendo atingido já com está nova versão. Principalmente lanchas não tripuladas em alta velocidade.