Brigada chinesa no Tibete realiza manutenção em carros de combate leves Type 15
Imagens divulgadas em redes sociais mostram carros de combate leves Type 15, também conhecidos como ZTQ-15, pertencentes ao 1º Batalhão da 54ª Brigada Combinada Pesada do Comando Militar do Tibete, subordinado ao Comando do Teatro Ocidental do Exército de Libertação Popular da China, durante uma sessão de manutenção sazonal.
As fotos são relevantes por mostrarem não apenas a presença contínua dos Type 15 em unidades blindadas chinesas no planalto tibetano, mas também indícios da organização interna da subunidade. Observadores identificaram uma estrutura aparente de 14 viaturas, possivelmente distribuída em arranjos do tipo 4+3 / 4+3, com outros veículos do batalhão visíveis nos hangares ao fundo, também submetidos a tarefas de manutenção. A publicação original foi compartilhada por observadores militares em fóruns e redes sociais especializados.
A 54ª Brigada Combinada Pesada já havia sido associada anteriormente à operação de carros Type 15 no Tibete. Em 2020, a Army Recognition informou que o ZTQ-15 estava em serviço na então 54ª Brigada Combinada Pesada Blindada do Comando Militar do Tibete, destacando sua adequação para áreas de planalto, florestas e regiões onde carros de combate mais pesados teriam dificuldade de mobilidade.
O Type 15 foi projetado justamente para esse tipo de ambiente. Com peso estimado entre 33 e 36 toneladas, dependendo do pacote de blindagem, o veículo é significativamente mais leve que carros de combate principais como os Type 96 e Type 99. Segundo a Army Recognition, o tanque combina mobilidade elevada com armamento principal de 105 mm, carregador automático, blindagem modular e velocidade máxima em estrada de cerca de 70 km/h.
A vantagem do Type 15 no Tibete está ligada à combinação de menor peso, boa relação potência-peso e adaptação para altitude. O Janes informou que versões entregues ao Comando Militar de Xinjiang foram equipadas com motores de “planalto” e sistemas de geração de oxigênio, destinados a melhorar o desempenho de veículos e tripulações em altitudes superiores a 4.300 metros. A mesma análise observa que o Type 15 também é operado pelo Comando Militar do Tibete, responsável por setores sensíveis do planalto tibetano.
A manutenção sazonal vista nas imagens tem importância operacional. Em ambientes de grande altitude, frio intenso e baixa concentração de oxigênio, motores, transmissões, sistemas hidráulicos, sensores, esteiras e conjuntos de suspensão sofrem maior desgaste e exigem inspeções regulares. Em outubro de 2025, o Defence Blog já havia registrado uma grande atividade de prontidão envolvendo dezenas de Type 15 no Tibete, a mais de 4.500 metros de altitude, atribuída à 54ª Brigada Combinada Pesada.
Outro ponto relevante nas novas imagens é a presença de outras viaturas nos hangares, com numeração visível, sugerindo que a manutenção não se limitava aos carros de combate em primeiro plano. Isso aponta para uma rotina mais ampla de preparação de meios mecanizados da unidade, provavelmente envolvendo veículos de combate de infantaria, apoio logístico e viaturas de suporte do batalhão.
O Type 15 entrou oficialmente em serviço no Exército chinês no fim de 2018, conforme anúncio do Ministério da Defesa da China citado por veículos especializados. A plataforma foi apresentada como um carro leve de nova geração, voltado a missões em terrenos onde os carros de combate principais convencionais teriam desempenho limitado.
A imprensa estatal chinesa já havia destacado que o Type 15, armado com canhão de 105 mm e impulsionado por motor de alta potência, foi concebido para operar em áreas de planalto como o Tibete, além de regiões montanhosas e cenários de desembarque anfíbio. Analistas chineses citados pelo Global Times apontaram que o menor peso do veículo permite melhor mobilidade em terrenos difíceis e facilita seu deslocamento estratégico.
Do ponto de vista estratégico, a presença dos Type 15 no Tibete tem relação direta com a geografia militar da fronteira sino-indiana. O planalto tibetano e as áreas próximas à Linha de Controle Real impõem restrições severas a blindados pesados. Em uma região de estradas estreitas, altitudes elevadas e terreno acidentado, um carro de combate mais leve, porém ainda dotado de canhão de 105 mm e sistemas modernos de controle de tiro, oferece à China uma opção de resposta rápida e maior flexibilidade tática.■







Putz !! Eles ainda tem uma brigada inteira no Tibet funcionando como ponta de lança na fronteira com a Índia, que bem pode ser uma “reserva estratégica” em caso de conflito em Taiwan. Isto tudo sem contar com a capacidade industrial e grande disponibilidade de reservistas.
Enfim, seria uma nova guerra dos cem anos – desde que ninguém apele para as nukes, é claro.
Blindado “leve” entre 35 – 40 ton; moderno (não modernizado/atualizado); contudo o canhão é de 105mm que é considerado suficiente para o cenário principal onde se propõe sua atuação – fora deste, a quantidade de blindados deve compensar.
Tudo isso faz lembrar o Brasil que precisa resolver a questão do seu novo mbt, talvez partindo do modelo de aquisição da MB (submarinos classe Riachuelo e fragatas classe Tamandaré) “brasilizando” (leia-se tirando peso) naquilo que for possivel para compensar a existência de um 120mm.
O rival indiano é o light tank Zorawar também armado com canhão 105 mm.
Salve RDX !
Certamente com as mesmas características pelos mesmos motivos chineses.
Mas focando no BR, o que será ?
Vamos esquecer mbt e focar nos centauro?
Vamos de CV-90 + Centauro ?
Vamos de Leo-1A5 com torre 120 + Centauro ?
Enfim, é esse ausência de sinais que dá agonia.
O Brasil não tem grana para equipar 4 RCCs e 4 RCBs com tanques modernos. Fato!
Nem faz sentido manter tal estrutura na era dos drones.
Aliás, os 52 Leopard 1 que o EB quer revitalizar mal preenchem 1 RCC e o Centro de instrução.
Salvo engano, a calejada Ucrânia desmantelou suas unidades de cavalaria blindada em favor da cavalaria mecanizada.
Essa poderia ser a solução para o EB.
Já cansei de defender a destinação dos Centauros para os RCBs e a desativação de pelo menos 2 RCCs.
Este e aqueles comentários pessimista. O Brasil tem cacife para injetar em até mais regimentos, o problema se chama congresso/governo e a necessidade. É importante? Sim de fato, mas vejo com cautela as aquisições. O Brasil precisa de números e tecnologia embutida.
O que a Ucrânia fez é o que aparentemente o Brasil deseja com esses novos CC e IFV que estamos tentando comprar. Eles formaram Brigadas Mecanizadas Pesadas, integrando CC e IFV como Stryker e o Bradley
Inclusive recentemente sai a noticia da modernização dos Leopard 1A5 ucranianos com a torre Cockerill 3105
Deixa pra lá. Isso é para país sério.
O problema do Leo 1A5 são as peças de manutenção e a pequena quantidade desses CC que temos. Modernizar exigiria trocar quase tudo, ai o preço já ficaria muito próximo dos concorrentes que o EB está observando e que tem mais capacidade de sobrevivência mesmo não sendo um CC puro sangue
É praticamente do tamanho do leopard brasileiro. Armamento similar, pore´m mais automação já que leva apenas 3 tripulantes.
Mas não é um MBT e nunca será. É um tanque para um cenário de guerra de montanha contra a India. Na altitude do himalaia, esse pequeno tanque é um apoio e tanto para a infantaria. O cenário é de adversários posicionados em pontos fortes com barricadas e trincheiras, posições de artilharia rebocada (muitas delas em lombo de burro, obuses pequenos, pack howitzer). Os indianos sabem lutar em montanha.
Detalhe q ele pode ser lançado de paraquedas pelos Y20. A india tbm tem um projeto de tanque leve mas q ainda não está sendo produzido em massa. Se a guerra ocorresse hj a India utilizaria IFVs como o BMP2 e sua metralhadora de 30mm e o ATGM Konkurs. Lembrando q a India comprou 15.000 unidades de mísseis do Konkurs e ainda montou uma fabrica para produzir localmente. Mesmo assim o BMP2 é um blindado muito mais leve se comparado ao Type 15
As tropas de montanha do exército indiano utilizam, principalmente, blindados 4×4 Kalyani M4, obuseiros 105 mm e obuseiros M777 155 mm aerotransportados pelo Chinook.
Na última vez que se enfrentaram,foi na trocação de socos e pauladas.
Kkkkkk…
Tipo, “quem cuspir no chão primeiro xingou a mãe do outro.”
KKKKKK,sim, mas teve mortes, 63 baixas.
“Por um acordo bilateral, os dois exércitos evitam o uso de armas de fogo na fronteira para conter escaladas. Isso resultou em confrontos incomuns com paus, pedras e barras de ferro, que deixaram baixas severas em combates corpo a corpo.”
Eu vi imagens de barraco nas margens de um lago de águas azul-esverdeadas. O tamanho das pedras era para matar alguém, e o uso de bambu e punhos era bem convincente. Pela quantidade de pessoas envolvidas, 60 mortos foi pouca coisa.
Os 2 têm nukes, mas a China está com um plano de ter 1500 nukes até 2035, a India esta aumentando significativamente o seu Arsenal, talvez chegue as 400 nukes , mas basta apenas uma única nuke para devastar de forma irreversivel qualquer um dos países… O melhor é haver paz para todos os povos do mundo.
Bom carro de combate, para os Fuzileiros Navais
Cairia como uma luva.
Melhor não, logística completamente diferente da nossa e ninguém sabe a vida útil desses carros. Veja o mais pesado VT4 que está concorrendo no EB, Tailândia teve problemas com tubos do canhão e baixa vida útil, além de problemas com o motor, problemas eletrônicos e até dificuldades pós venda já que não é um CC usado pelos chineses
Rumores dizem que este blindado é uma “homenagem” que os chineses fizeram à tecnologia militar sul coreana ao copiar e desenvolver o veículo com base na tecnologia que eles roubaram do K21 IFV quando uma unidade do K21 foi apreendido por um mês no porto de Hong Kong, por onde ele estava em trânsito. Quando o K21 foi liberado notaram que ele havia sido desmontado para análise. Antes do Type 15 ser adotado, os chineses faziam uso de arcaico blindado de origem russa que não tinha fôlego para atuar na altura do Tibete.
https://www.taipeitimes.com/News/world/archives/2010/09/24/2003483613
Que nem o B29 que virou o Tupolev TU-4.
E o YAK38 que virou o F35. As homenagens não param rsrsrsrs
Assim caminha a humanidade. Acho que original mesmo só aquele cara que pintava cavernas.
Há controvérsias …. rsrsrsrs