Exército Português volta a ter helicópteros com aquisição de UH-60L Black Hawk
A NATO Support and Procurement Agency (NSPA) assinou um contrato com o Sahar Group, em Miami, na Flórida, para o fornecimento e a modernização de helicópteros Sikorsky UH-60L Black Hawk destinados ao Exército Português.
O acordo integra o programa Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação (HAPE), iniciativa que marcará o retorno de uma capacidade orgânica de asa rotativa ao Exército, com base prevista em Tancos.
O contrato foi formalizado durante uma cerimônia realizada em Miami, com a presença de representantes da NSPA e do Sahar Group.
Pelo programa, células de UH-60L Black Hawk provenientes de antigos estoques do US Army serão recondicionadas e atualizadas nos Estados Unidos antes da entrega a Portugal. As aeronaves deverão ser configuradas para missões de transporte tático, evacuação médica, apoio a operações especiais, busca e salvamento, resposta a desastres e combate a incêndios florestais.
A responsabilidade pela execução dos trabalhos de recondicionamento e integração de sistemas de missão caberá ao Sahar Group, sob gestão contratual da NSPA.
O programa HAPE representa um marco importante para o Exército Português. A força deixou de contar com uma capacidade própria de aviação após a extinção da Unidade de Aviação Ligeira do Exército, em 2015. A unidade nunca chegou a atingir capacidade operacional plena, apesar de planos anteriores para introdução de helicópteros EC635 e NH90.
Com os UH-60L, o Exército passará a dispor de uma plataforma robusta e amplamente empregada internacionalmente, capaz de atuar em missões militares e de apoio civil. O Black Hawk é conhecido pela versatilidade, capacidade de transporte, resistência operacional e possibilidade de adaptação a diferentes perfis de missão.
A escolha do UH-60L também aproxima o Exército de uma plataforma já em processo de incorporação pela Força Aérea Portuguesa, que opera e receberá helicópteros da mesma família.
Em 2022, a Força Aérea assinou um contrato com a Arista Aviation Services para seis UH-60A Black Hawk recondicionados. Em setembro de 2024, foi celebrado novo contrato, desta vez com a Ace Aeronautics, para três UH-60L modernizados. As entregas ocorrem entre 2025 e 2026, elevando a frota planejada da Força Aérea para nove aeronaves.
Essas aquisições são majoritariamente financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal.
A entrada dos Black Hawk no Exército permitirá ampliar a capacidade nacional de resposta em cenários militares e de emergência. Além do emprego tático, os helicópteros poderão ser usados em evacuação sanitária, transporte de tropas, apoio a forças especiais, operações de proteção civil e combate a incêndios, uma das prioridades nacionais em períodos de elevada ameaça florestal.
Com o contrato assinado pela NSPA, Portugal avança para reconstruir uma capacidade de aviação do Exército que vinha ausente há mais de uma década. A futura operação dos UH-60L em Tancos deverá recolocar o Exército Português no domínio da aviação tática, complementando os meios da Força Aérea e reforçando a resposta conjunta das Forças Armadas.■


Quais são as vantagens do Sikorsky UH-60L Black Hawk em relação ao Airbus H215M?
Valor mais baixo da hora voo, diferença de hora parado para check’s, manutenção mais barata, e por aí se vai.
Hélicoptoros que ja mostraram o que valem em tudos os terrenos possiveis do mundo, queriam ou nao o Black e o Mi-8 sao as lendas dos hélicoptoros
Que loucura um exército sem helicópteros em pleno século 21.
É estranho, mas deve-se considerar que o exército português é muito pequeno.
Tudo bem, mas tem que ter mobilidade. Sei que deve depender da força aérea (como aqui no Brasil que o exército já tem tempo que quer avião para mobilização ou transporte de cargas, mas fica a cargo da FAB), mas pelo menos o mínimo.
Forças Armadas pequenas como as portuguesas, penso que o mais racional seria não ter Força Aérea como ramo próprio, mas sim como uma arma integrante do Exército (e da marinha).
Como se o Brasil fosse um exemplo a seguir em equipamento militar. 🙂
O RU tem o Joint Aviation Command
https://en.wikipedia.org/wiki/Joint_Aviation_Command
A questão não é se tem ou não mas quem faz a gestão da frota.
A FAP tem Merlins, Koalas e BH, equipamentos mais do que capazes para a missão militar. O problema talvez seja o apoio civil que diminui a disponibilidade destas plataformas.
Até preferia que não tivesse nenhum se for somente para duplicar estruturas e formar pessoal que já existe na Força Aérea.
Se os Ramos não conseguem trabalhar em conjunto, então o problema é muito maior do que a distribuição do equipamento e financiamento…
Não confundir em ter helicópteros nas forças armadas ou ter helicópteros no exército e muito provavelmente a opção até recentemente 1991, foi ter nas forças armadas para não haver duplicação de estruturas porque para tua informação Portugal operou com 140 Aluette III em simultâneo na guerra em África e podes ver imagens no vídeo com o titulo “50 anos de Alouette III na Força Aérea Portuguesa”, poderás ver imagens que fazem recordar um filme sobre o Vietnã.
Além do Aluette III, Portugal também operou o SA 330 PUMA e opera o Lynx, o Merlin, o Koala e o BH. A primeira arma, sem ser a Força Aérea, a operar helicópteros foi a Marinha, mas o hangar base da esquadrilha ficava na Base Aérea nº6.
Quer em Portugal, quer no Brasil, deveria ter-se -proposição e visão propria – de força armada para Defesa e desarmada para atribuições de “Defesa Civil” .
A “Armada” englobaria para atividades únicas belicistas de terra, mar e ar, (englobando o que conhecemos hoje como Marinha, Exército e Força Aérea – decretando o fim dos comandos independentes) onde a demanda por equipamentos mais onerosos e logística própria tem objetivos específicos para ações guerreiras.
A “Defesa Civil” teria meios menos especializados ( e mais baratos de aquisição e manutenção) para essa finalidade, com atividade de: combate a incêndios, apoio a calamidades, transporte de órgãos e medicamentos / vacinas, busca e salvamento.
Ainda existe um outro ramo de atividade, a “Policial”, que também teríamos o emprego de material específico e um pouco mais sofisticado que o anterior.
Hoje em dia com o desenvolvimento avançado dos meios de ISR – vigilância / reconhecimento / observação – fornecendo informações através de câmeras, sensores e drones todas as atividades seriam abraçadas com essas tecnologias mais objetivas e menos dispendiosas.
Temos que sair da “caixinha”.