O que os CEOs podem aprender com o Partido Comunista Chinês
Antes que alguém entenda mal esta publicação, aprender com alguém não significa concordar com seu sistema político.
Como líderes empresariais, nosso trabalho é estudar o que funciona — mesmo quando isso vem de um concorrente.
Uma lição é o pensamento de longo prazo. Enquanto muitas empresas de capital aberto estão sob pressão constante para entregar os resultados do próximo trimestre, a China frequentemente executa planos que abrangem 10, 20 ou até 30 anos. Grandes empresas também precisam de uma visão que vá além do próximo relatório de resultados.
Outra lição é construir ecossistemas em vez de apenas produtos. A China não se limitou a fabricar veículos elétricos. Ela investiu em baterias, cadeias de suprimentos, infraestrutura, talento em engenharia e logística. Vantagem competitiva sustentável raramente é construída de forma isolada.
Uma terceira lição é a execução. Uma vez escolhida uma direção estratégica, os recursos são alinhados e as decisões avançam rapidamente. Nos negócios, muitas vezes a velocidade supera a perfeição.
Por fim, a China investiu de forma consistente em manufatura, engenharia e educação técnica. Esses investimentos podem não maximizar os lucros de curto prazo, mas constroem capacidades que os concorrentes não conseguem replicar facilmente.
Isso não significa que as empresas devam copiar tudo. A inovação exige debate aberto, transparência, responsabilidade e liberdade para que os funcionários possam questionar premissas. Esses continuam sendo pontos fortes essenciais das organizações bem-sucedidas.
Como CEOs, devemos separar práticas de gestão de ideologia política. Aprenda com todos os concorrentes. Adote aquilo que torna sua organização mais forte. Ignore o que entra em conflito com seus valores.
Os melhores líderes não têm medo de estudar a concorrência — têm medo de subestimá-la.
FONTE: Japan Talk

a dar chicotadas nos funcionários?
Ah, isso rola em toda parte. E os CEOs ainda ganham bonus e contratos com o governo.
EDITADO:
2 – Mantenha o respeito: não provoque e não ataque outros comentaristas.
O sucesso da China não pode ser explicado apenas pelo mercado, mas pela combinação entre planejamento estatal, disciplina política e visão estratégica de longo prazo.
O Partido Comunista Chinês utilizou o Estado para orientar investimentos, proteger setores essenciais e impulsionar empresas nacionais em áreas de tecnologia de ponta.
As estatais tiveram papel central na infraestrutura, no crédito, na energia, nas telecomunicações e na criação de bases industriais sólidas.
Ao mesmo tempo, empresas privadas chinesas cresceram apoiadas por financiamento, escala de mercado, formação técnica e integração com metas nacionais de desenvolvimento.
Assim, a China transformou planejamento, soberania tecnológica e capacidade produtiva em instrumentos de poder econômico e geopolítico. As empresas do Ocidente não possuem a mesma sinergia entre essas capacidades. Penso que a China mostra, pela primeira vez, um caminho para a evolução do capitalismo.
Quase tudo verdade. Mas o Partido Chinês não orienta, ele manda. Eles chegaram nesse nível a força, não com plena liberdade. A pergunta é, vale a pena?
Pedro, você fez uma bela provocação. Para mim, alguns anos atrás, a resposta seria simples e rápida. Mas os tempos atuais não são simples. As democracias estão em crise de representatividade, e grande parte dessa crise é multifacetada.
Os eleitos, para além da individualidade, não representam os interesses genuínos de seus eleitores. Fazem de seus mandatos balcões de negócios para o grande empresariado, corporações e bilionários. Estes, desde a queda do feudalismo, souberam apropriar-se dos mecanismos de poder em benefício próprio.
Autores sérios apontam essa crise de não se sentir representado pela democracia como um dos grandes motores dos movimentos da ultradireita, do nacionalismo e da xenofobia atuais.
Outro ponto é a existência de mecanismos criados para a tomada de decisões que excluem os interesses do povo. Isso expandiu um tipo peculiar de movimento reacionário de extrema direita pelo mundo. É quase constante o perfil do homem branco, de meia-idade, desempregado ou em emprego com baixo status social, que antes possuía um bom emprego, ou de um falido. Em comum, eles conseguiram transformar problemas reais, como desemprego, precarização, queda de renda, crise habitacional, medo do futuro e descrédito nas instituições, em uma narrativa política simples: “o povo foi traído por elites corruptas, imigrantes, minorias, globalistas e governos fracos”. Em essência, trata-se de um frustrado em busca de respostas. Os reacionários apontam para o lado errado. E, então, nós nos deparamos com a crise de representação da democracia.
Essa visão não esta correta. Esse rótulo de xenofobia e racismo foi colocado para tentar tirar a legitimidade de um direcionamento político válido. Vc mesmo comprava isso. Agora a narrativa é ultradireita. Simplesmente esse direcionamento é a favor de um Estado menor, menos intrusivo que deixe de ser somente focado em assitencialista e de cndições do povo se desenvolver. Corrupção não preciso nem falar, esta mais do que provado.
Caro NBS,
Sua tentativa de explicar a realidade para algumas pessoas é louvável.
Seu comentário é perfeito e irretocável.
Infelizmente algumas pessoas vivem em negação da realidade e preferem ser iludidas por político populistas com bravatas e jargões ao invés de tentar compreender a complexidade do contexto atual.
Mas isso seria pedir demais para essa gente, já que isso iria requerer uma autocritica profunda e rever as próprias convicções, um exercício doloroso que nem todos estão dispostos a fazer.
Sem estado não há desenvolvimento.
E o Estado desenvolve o que exatamente?
As tecnologias do iPhone, por exemplo, foram desenvolvidas com investimento estatal:

Praticamente toda tecnologia que você usa durante o dia a dia só existe graças ao investimento de pesquisa de base que foi gerada ou fomentada pelo Estado, já que as empresas raramente investem em coisas que possuem retorno financeiro incerto.
Essa dicotomia entre Estado e mercado não existe no mundo real. O único lugar onde isso existe é em panfleto liberal.
Investimento para guerra. E só por potências ou superpotências. Internet, motor a jato, corrida espacial.Fora isso a grande maioria não passam de elefantes paralisados por burocracia e corrupção.
Uma simplificação bem grosseira da realidade. É fato que a pesquisa de base relacionada a indústria militar sempre teve um foco muito grande ao longo da história, até porque é uma das principais áreas de atuação do Estado, mas isso não significa que o Estado também não tenha um papel muito relevante em outras áreas que não estão relacionadas diretamente a defesa e nem muda o que eu disse na minha mensagem inicial (afinal de contas, tendo origem militar ou não, os resultados estão aí e você mesmo usufrui deles).
O fato é o seguinte: se vc pegar os dados reais, longe dos cortes e lacradinhas das redes sociais, vai ver que os governos investem de maneira pesada em diversas áreas da ciência, sobretudo aquelas onde o custo é muito elavado e o retorno nem sempre é certo para as empresas. Se você quer ver um exemplo disso, é só olhar para a nossa Embrapa, que é praticamente a responsável pelo Brasil ser a potência do agro que é hoje em dia. Outro exemplo tá na medicina: tivemos uma epidemia enorme uns anos atrás e o que ajudou o mundo sair disso foram os anos de pesquisa e investimentos feitos por agências estatais como a National Institutes of Health e a DARPA.
Se você procurar em outras áreas como física, química, matemática, agricultura, energia, computação, meteorologia, geologia, etc, vai encontrar o dedo do Estado em todas elas também, em maior ou menor escala.
Fora isso, a sua mensagem parece mais uma piada do que algo realmente sério.
“E só por potências ou superpotências”?
Você estava esperando exatamente o quê? Que a Zâmbia ou o Congo investissem em ciência de base? É óbvio que só faz pesquisa quem tem grana pra bancar.
Dizer também que “a grande maioria não passam de elefantes paralisados por burocracia e corrupção” é mero achismo seu e serve, no máximo, como frase de efeito para redes sociais. Talvez sirva pra um ou outro tiozão que se viciou em política de uns anos pra cá, mas pra analisar a realidade não presta.
Se o mundo dependesse de empresário, ainda estariamos no século 15 tecnologicamente.
ta certo..kkkk…correios mandam lembranças…mas claro que mandar cartas é uma “tecnologia” super atual.
Embraer então..estava melhor quando era estatal…Henry Ford, Taiichi Ohno, Elon Musk, Steve Jobs, Larry Page, Sergey Brin, Travis Kalanick, Brian Acton, Jan Koum….todos inúteis sanguessugas….esse setores de inovação nas empresas…besteira
Que malabarismo dialético para uma inteligência tão tímida!
Pode se dizer o mesmo do seu comentário, com a diferença que não acrescentou nada a discussão. A minha inteligência “tímida” me permite ter um ponto de vista e defende-lo sem medo de agradar. A sua permite apenas ofender de forma “elegante”. Para mim o Estado não eh fonte de desenvolvimento. Ele apenas pode colaborar (ou não atrapalhar) para o desenvolvimento de um ambiente mais propício para isso.
Tá, vai dizer isso lá na China…..
la não tenho liberdade pra dizer o que quero.
Obvio que tem, só não reclamar do estado, mas reclamar dos problemas do estado os chineses podem
e vc acha que não poder reclamar do Estado esta ok?????
piada..só pode.
Caro Pedro,
A sua segurança nos comentários, com tão pouco embasamento, é algo realmente impressionante. Está lhe faltando um pouco de timidez, diria eu.
Para mim esta faltando vergonha na cara de muitas pessoas.
kkkk
Comunismo corrói não só a moralidade, mas o cérebro
Patentes com universidades publicas,infra estrutura.
Todo estado tem seu capitalismo de compadril, Amazon por exemplo seu maior cliente é o estado estadunidense,no terceiro mundo com capitalismo tardio contaminados pelo discurso barato do neoliberalismo nao constroi nada.
São uma classe de empresarios parasitas que vão para praia,abre uma sonbrinha e espera os preços flutuarem em bolsa de valor.
vc ta certo…vamos acabar com os empresários malvados então e viver do Estado assistencialista. Deu bastante certo na Rússia. Todos de Lada que tá bom demais, pra que mais que isso? whats app pra que se temos correios? Besta é quem tenta empreender, se esforça, tenta criar algo novo pra competir com os outros, fica pagando imposto e ainda é o malvado da história. Se esforçar pra que? Esquema é virar funcionário fantasma.
Na sua opiniao o “empreendedor” motorista de Uber é capaz de gerar riquezas para nação? Correios do mundo todo são deficitários, na “meca do capitalismo” EUA é US$ 9 bilhões de prejuizo dos correios estadunidense e é estatal,infelizmente governos serviçal ao capital especulativo abriu o monopólio do correios que é era as entregas, o osso ficou com o contribuinte que é entrega de cartas.
o funcionalismo publico federal caiu 22% desde 1994 e continua em declinio melhorou o que?
Motorista de uber tem que gerar riqueza para ele, não para ele. Sei que os correios do mundo todo são dão prejuízo. É exatamente o que estou falando. Problema não é capital especulativo. Cade a inovação do Estado?? Cade a evolução tecnológica?? Empresa que da prejuízo se adapta aos tempo novos, inova, ou fecha as portas. Governo da prejuízo e nós pagamos. Funcionalismo público não vai melhorar. Pq melhorar? sobrevivência deles não depende de inovação, competição e lucro. Se correios não melhorar acontece o que? Nada.Claro que tem muitos funcionário públicos competentes e engajados, mas toda lógica do sistema não fecha a conta.
EDITADO:
2 – Mantenha o respeito: não provoque e não ataque outros comentaristas.
Na pandemia,fiquei usando Uber por 2 anos,gostava de ouvir motoristas de uber sonnhador,a tal ponto de se acharem que podia chegar ao nivel de riqueza do Silvio Santos.
Que Ilusoes perdiadas de Balzac foi tão atual na pandemia.
Esse é o problema desse país..vc cresce se pendurando no Estado, sendo desonesto, ou os dois. Empreender, ser honesto, inovar e trabalhar a sério por aqui não da resultado. Por isso somos o que somos e não vamos mudar. O objetivo que compensa aqui é ser servidor público e não empreender. Vamos sempre ser o gigante adormecido.
Melhor é ser dono das Americanas ou do banco Master.Dois grandes exemplos da honestidade empresarial.
melhor é ser presidente.
Sim. Tem tanta gente querendo ser presidente de algo. Até de time de futebol.
Essa ideologia neo-liberal que vive no mundo da lua: Americanas provocou um rombo de 40 BILHÕES de reais e quase afunda a bolsa brasileira; Banco Master provocou também um escândalo que criou uma crise sistêmica que quase levou o Fundo Garantidor de Crédito para o buraco. Mas claro, o culpado disso tudo é o Estado malvado, feio e bobo cara de ovo.
Claro, pq o Estado não é corrupto. Esqueceu INSS, petrolão, rombo nos correios em todas estatais, lava-jato, contrato com ministro do Supremo de milhões. A diferença é que quando a corrupção é no setor público é nosso dinheiro que roubam.
Que mentira. Muitos dos países hoje desenvolvidos enriqueceram num tempo que o Estado era muito menor e depois que viraram estados de bem-estar social estagnaram. Inclusive a china comunista usa um capitalismo bem selvagem para se desenvolver.
Boa sacada. O modelo industrial chinês copiou sistemas ocidentais e soube adaptá-los a sua própria conveniência, sem maneirismos nem remorsos.
Importou fábricas, criou mão de obra e soube evoluir dentro da cadeia de produção de produtos ocidentais. Aprendeu do zero com quem sabia fazer.
Os líderes políticos e industriais chineses nunca se preocuparam em serem “gênios” nem inventarem nada de novo, mas apenas replicar processos da maneira enxuta, criativa e flexível.
Claro que sempre surgirão problemas ou falhas, mas o sistema já mostrou que funciona dentro de limites definidos.
De certa forma, podemos dizer que os chineses souberam criar seu próprio vocabulário quando o resto do mundo apenas repete o que os outros falam.
Vale lembrar que a produção industrial é a etapa do produto que trazem as menores margens, maiores riscos e maiores investimentos. O ocidente foi “esperto” e passou tudo que era osso para a China a ponte de a concentração da manufatura na China ser tão grande a ponto de agora conseguirem dominar as cadeias de abastecimento de todos os mercados e entrarem com vantagem nas demais etapas de valor
Que viagem essa matéria. O objetivo do CEO é alavancar o valor da empresa ao máximo para maximizar o seu bônus.
A matéria resgata algo que estava nos primeiros passos do capitalismo, criação de valor de empresa, e não de balanço. Viver de trimestre em trimestre, como as empresas de capital aberto fazem hoje, é algo muito danoso a longo prazo. Muitas empresas muito grande morreram por só olhar o amanhã, e não o ano que vem, a década que vem…
Mesmo que a empresa tome prejuízo ou até mesmo feche, os ganhos deles são garantidos por contratos.
“Uma lição é o pensamento de longo prazo. Enquanto muitas empresas de capital aberto estão sob pressão constante para entregar os resultados do próximo trimestre, a China frequentemente executa planos que abrangem 10, 20 ou até 30 anos. Grandes empresas também precisam de uma visão que vá além do próximo relatório de resultados.” Basicamente admitindo que essa praga dos CEOs de visão de curtíssimo prazo, que apenas enxergam o balanço trimestral, só trouxe problemas para as empresas. Antes tarde do que muito mais tarde.
Aprendão, importem o chicote da China.
Até porque não se fabricam mais em outro lugar.
A função do Estado deve ser o de criar meios para o desenvolvimento da indústria, da agricultura, do comércio, do ensino, do desenvolvimento tecnológico. O Estado não pode ser o poder decisório do que, onde e quando. A URSS quebrou por esse erro básico e a China acertou ao promover as empresas privadas, permitindo que a China se tornasse o que é hoje. Errou (e erra), ao produzir cidades inteiras, que agora estão sendo demolidas, construir ramais ferroviários que vão a lugar nenhum. Muitos aqui não vão lembrar, nem sabem: Maria da Conceição Tavares, economista, vai a TV e chora pelo Plano Cruzado, e como muitos outros, um plano econômico que destruiu a economia de milhares de famílias. Ela não chorou pelos pobrinhos, não chorou pela inflação, ela chorou pelo Estado interventor. Essa crença, criada pela CEPAL, se mantém viva até hoje, passando pelo pensamento econômico das esquerdas e das “dereitas”. Entender isso, é entender o fracasso do Brasil.
A URSS quebrou devido a burocracia e a não renovação os quadro políticos.
Produção militar desenfreada, não registrou patentes, como redes móveis e celulares. Foram pioneiros nessas áreas,quando Leonid Kupriyanovich pediu dinheiro para expandir essa tecnologia para uso civil,foi negado.
A Rússia quebrou por má alocação de recursos.
Isso só funciona com a redução tributária que beneficiem tanto a indústria quanto o consumidor.
De nada adianta investir em escola e universidades se os formandos não conseguem encontrar emprego e nem empreender abrindo uma empresa de tecnologia.