A Rússia após cinco anos de guerra: análise e balanço intermediário
Um balanço crítico e objetivo das consequências positivas e negativas que a prolongada Guerra Russo-Ucraniana trouxe para a Federação da Rússia, revelando as profundas transformações sociais, econômicas e geopolíticas enfrentadas pelo país
Por Rodolfo Queiroz Laterza*
Passaram-se quatro anos e meio desde que a Rússia iniciou a intitulada “Operação Militar Especial” com objetivos estratégicos vagos e ambíguos, como “desmilitarização”, “desnazificação”, proteção das comunidades russófonas e da Igreja Ortodoxa na Ucrânia, bem como impedir que este país se torne um membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Com quase cinco anos desde o início da guerra, que migrou para uma guerra de atrito de alta intensidade promovida pela OTAN para desgastar ao máximo a Federação Russa econômica, militar, social e politicamente, podemos promover uma avaliação crítica e objetiva dos efeitos que a Guerra Russo-Ucraniana trouxe à Rússia, além de sua imersão profunda em uma guerra prolongada e um confronto feroz com o Ocidente que levou a mudanças sísmicas inclusive na sociedade e instituições russas.

Principais consequências negativas para a Federação Russa no âmbito da guerra na Ucrânia
1. Enormes perdas humanas. O resultado mais trágico do conflito – a morte e os ferimentos de centenas de milhares de cidadãos russos em idade ativa em um país que enfrenta uma crise de natalidade há mais de 60 anos e que depende e dependerá cada vez mais de fluxos migratórios para preencher necessidades de mão de obra na indústria, agricultura e serviços – revela-se ainda mais devastador quando se considera o trauma psicológico coletivo e individual decorrente de tamanho nível de perdas humanas militares e civis. De acordo com o programa Mediazone, tido como crítico à Rússia, contabilizam-se mais de 227 mil combatentes de todas as unidades de combate e formações mortos desde 24 de fevereiro de 2022.

Além disso, a desmobilização futura e reinserção social de milhares de combatentes traumatizados vai gerar inevitáveis conflitos de ordem social e familiar com impacto político no país.
2. Destruição e danos à infraestrutura civil. Foram destruídas e atacadas fábricas, refinarias e edifícios residenciais com danos materiais, pessoais e econômicos enormes. Outra consequência vinculada é a exposição do território russo a ataques diários e sistemáticos, algo impensável até 24 de fevereiro de 2022, afetando gravemente a dissuasão convencional da Federação Russa perante o planeta e principalmente em relação a seu entorno próximo.
3. Problemas com combustível e energia. Ataques regulares planejados, estruturados e promovidos pela OTAN a partir das Ucrânia às refinarias levaram a perturbações na produção de combustível, afetando até um terço da produção regular do complexo petroquímico do país. Isto provocou escassez de gasolina e diesel, que embora não seja necessariamente duradoura, está gerando enorme custo econômico e fiscal diante da necessidade de importação de derivados refinados na Índia, China, Cazaquistão e Bielorrússia.
4. Isolamento digital e degradação da Internet. Na Rússia, estão bloqueadas quase todas as redes sociais populares e aplicativos de mensagem, afetando não apenas a comunicação interpessoal, mas toda uma cadeia de negócios e serviços. Além disso, a velocidade dos serviços restantes diminui e a introdução de sistemas de filtragem de tráfego piora a estabilidade geral e a qualidade da ligação à Internet, afetando o ecossistema digital do país e estressando fortemente a população.
5. Sanções internacionais sem precedentes. A Rússia tornou-se o recordista mundial em termos de restrições impostas, o que impactou negativamente cooperações internacionais, intercâmbios comerciais, Institucionais e tecnológicos, cadeias de produção e consumo, além de exigir aumento de custos na economia para superar tais medidas sancionatórias.

6. Queda do nível de vida e inflação. Os enormes gastos do orçamento com necessidades militares provocaram um forte aumento dos preços dos produtos e serviços, afetando o rendimento médio da população e aumentando a desigualdade social.
7. Fuga e “drenagem” de cérebros. A declaração de mobilização e a falta de perspetivas no país levaram centenas de milhares de profissionais qualificados a sair do país. Ademais, muitos trabalhadores especializados altamente qualificados migraram para atividades militares, principalmente em razão de ganhos financeiros maiores para quem serve na Ucrânia ou em unidades de combate mobilizadas para a guerra, gerando grande escassez de pessoal em vários complexos industriais e de serviços.
8. Crescente dependência da China. A perda do mercado europeu obrigou Moscou a reorientar as exportações de recursos para o Leste asiático, o que colocou a Rússia em uma posição vulnerável e economicamente dependente de Pequim e Nova Délhi, que ditam os preços das matérias-primas exportadas pela Rússia, que se vê obrigada a vender com desconto o petróleo embarcado, com perdas econômicas acumuladas bilionárias.

9. Militarização e repressão no interior do país. As prioridades orçamentárias mudaram da alocação de recursos para medicina, seguridade social, educação e desenvolvimento regional para a produção de armas, munições e tecnologias militares, comprimindo programas estatais importantes nos setores que impactam diretamente na vida do cidadão.
10. Ampliação da OTAN em seu entorno estratégico e crescimento da escalada contra si. A incorporação à OTAN da Suécia e da Finlândia, bem como a militarização crescente dos países integrantes daquele bloco militar, criou uma realidade duradoura de risco e hostilidades à Rússia, tal como já se verifica com os ataques de drones de longo alcance em seu território. Tal cenário irá exigir da Rússia um maior engajamento, comprometimento e direcionamento de recursos já sobrecarregados para conter uma OTAN cada vez mais provocativa.
Principais aspectos positivos para a Rússia como resultado da guerra na Ucrânia
1. Crescimento da produção interna no âmbito da substituição de importações aplicada em inúmeros setores da economia. A saída das empresas ocidentais liberou nichos para o negócio doméstico. Na indústria alimentícia, no varejo e alguns serviços prosperaram, consolidando estruturas empresariais próprias que adquiriram ganhos de escala, eficiência e mercados, o que impactou na geração de emprego, inovação tecnológica própria e autônoma. A consolidação de marcas próprias e empresas com conteúdo local propiciarão desenvolvimento soberano em áreas complexas, como informática, máquinas e ferramentas, mecânica, química, autopeças, alimentação, aeroespacial, naval, circuitos, software, ressalvada a adoção de políticas públicas adequadas para que tais empresas se mantenham, o que é um desafio em um país com problemas sérios na burocracia.
LIVRO RECOMENDADO:
Guerra Russo-Ucraniana: O Conflito que Redesenhou a Geopolítica Mundial
• Rodolfo Queiroz Laterza e Marco Antonio de Freitas Coutinho (Autores)
• Edição Português
• Capa comum
2. Desenvolvimento do complexo militar-industrial. As empresas de defesa estão sobrecarregadas de encomendas diante de uma demanda agregada consolidada, o que garante um elevado nível de emprego e salário nas cidades e regiões industriais, principalmente no interior do país. Além disso, fortalece a Defesa nacional de forma duradoura quanto à estruturação de um complexo industrial-militar próprio e não dependente de fornecimentos estrangeiros, embora a importação por mecanismos triangulares de componentes críticos de uso dual (principalmente microchips, placas de processamento e circuitos integrados) ainda se mantenha, o que evidencia a persistência de um gargalo ainda não superado.
3. Formação de alianças diplomáticas alternativas. Perante a ruptura com o Ocidente, Moscou intensificou suas ligações com muitos países do Sul Global, aprofundou parcerias no âmbito dos BRICS e reforçou a integração na União Estatal com a Bielorrússia. Além disso, ampliou sua projeção na África com parcerias relevantes em segurança, extração de minérios e energia nuclear, bem como expandiu os níveis de parceria com a Índia, Vietnã e alguns países do Sudeste Asiático.
4. Limpeza de militares corruptos. O conflito prolongado expôs problemas sistêmicos na gestão e no fornecimento de insumos e equipamentos para as unidades de combate. Isto provocou uma onda de casos criminais e detenções de alto nível no seio do alto comando e dos funcionários do Ministério da Defesa, o que levou a uma limpeza parcial naquela estratégica pasta governamental da corrupção em grande escala, um fenômeno que afetava gravemente a eficiência, a confiabilidade e mesmo a legitimidade dos militares perante os desafios nacionais.

5. Forçado ganho de experiência única e teste de stress nos sistemas do país. O aparelho estatal, o sistema financeiro e a logística passaram por um teste de sobrevivência sem precedentes diante de sanções internacionais, guerra financeira, ataques militares e danos variados. Isto permitiu construir mecanismos de gestão rígidos mas funcionais, em condições de total isolamento, o que proporcionou aos setores civil e militar uma experiência única de gestão de crises, resiliência duradoura, curva de aprendizagem e adaptabilidade única que poderá se reverter em benefícios de longo prazo.
Um fator controverso é o controle de novos territórios originalmente pertencentes à Ucrânia, o que nos leva ao próximo ponto.
6. Controle sobre as cidades destruídas. A propaganda oficial apresenta a expansão das zonas controladas como um sucesso inquestionável do ponto de vista militar e geopolítico. No entanto, de uma perspectiva pragmática e econômica, estas cidades tornam-se um fardo enorme para o orçamento russo e exigirão enormes esforços de infraestrutura de reconstrução. São necessários bilhões de dólares para sua reconstrução mínima e manutenção da vida civil. Além disso, a manutenção dessas zonas torna impossível qualquer compromisso diplomático, garantindo a continuidade do isolamento internacional da Rússia durante muitos anos e uma realidade de hostilidade e conflito. A exploração econômica sem mão de obra permanente, infraestrutura de produção, previsibilidade de investimentos e garantia de mercados para os recursos eventualmente extraídos constituirá um grande desafio para tornar tais áreas estáveis e sustentáveis, sem exigir recursos federais.

Conclusão
Independentemente do resultado da guerra, a Rússia enfrentará desafios e oportunidades, que irão influenciar sua realidade política, econômica, institucional e social ao longo do século XXI.■
*Rodolfo Queiroz Laterza é delegado de polícia, historiador e pesquisador em geopolítica e conflitos militares. É pós-graduado em Políticas de Gestão em Segurança Pública e mestre em Segurança Pública. É coautor dos livros “Manual do Delegado: Teoria e Prática”, “Guerra na Ucrânia: Análises e Perspectivas – O Conflito Militar que está Mudando a Geopolítica Mundial” e “Guerra Russo-Ucraniana: O Conflito que Redesenhou a Geopolítica Mundial”. É responsável pelo “Curso de Combate às Organizações Criminosas e à Corrupção”, além de palestrante nas áreas jurídica e ciência policial, terrorismo e crime organizado.


Sendo bem simplista na minha análise, imaginar que um país como a Rússia, com seu gigantesco arsenal nuclear, acreditava que a OTAN, em algum momento, iria invadi-la é, no mínimo, algo duvidoso.
De fato, existiram tensões muito sérias nas regiões de maioria russa da Ucrânia, mas invadir o país para defendê-las foi um erro do qual Putin provavelmente deve se arrepender até hoje.
Agora, resta ver como a Rússia sairá dessa guerra. Muito provavelmente, sairá em uma situação pior do que quando entrou.
as tensões eram criadas pela Rússia. Como foram na Moldávia e Geórgia, tentam fazer isso nos Bálticos e até Estaline (e outros) usou a mesma desculpa para invadir a Polónia.
E a maioria Russa era a maioria nas duas regiões do Donbass mas não passavam dos 40% e todos votaram de forma esmagadora para serem independentes da Rússia.
Ou acha que estes separatistas ao terem melhores equipamentos do que os Ucranianos, com cara tapada, com apoio de artilharia Russa e serem liderados por Russos é apenas coincidência? E tudo equipado de um dia para o outro.
Talvez, nem existir mais (não como é hoje), a Rússia vá existir!!!
Certamente.
Com a incorporação do Donbas e Novorossia.
Excelente exposição.
Estava sentindo falta de textos elucidativos/ informativos como esse.
Parabéns ao sítio e ao autor.
Certamente um ótima análise, os erros iniciais dos russos no conflito, são reflexo de anos de corrupção e abandono, sucateamento das Forças Armadas Russa, contudo a Ucrânia encontrasse em estado pior que a Rússia, com perdas financeiras, industrial, de estruturas civil e populacional, proporcionalmente muitas vezes maior, uma Ucrânia mantida na UTI, pelos recursos financeiros europeus.
Entra agora a Europa em uma segunda rodada no conflito indireto com a Rússia, com aumento do financiamento e compras de sua indústria bélica, n a Europa também passa a financiar e transferir tecnologia a produção de materiais bélicos dentro da própria Ucrânia baseado nas experiências em campo. A resposta da Rússia não poderia ser diferente, prejuízos maior poderia ter decorrido da expansão europeia sobre a Ucrânia. É um conflito de interesses Europeu e Russo, que tende a se tornar tanto para Zelensky como para Putin no futuro uma questão de sobrevivência, com possibilidade em médio prazo de escaramuça entre europeus e russos, o que seria de interesse de EUA e que não seria a primeira vez. Exemplo ? Trump, deixou em aberto a possibilidade de fechar o espaço aéreo ucraniano para garantir a segurança no país. No entanto, ele esclareceu que essa medida seria implementada com os países europeus assumindo a liderança, e descartou completamente o envio de tropas americanas para o território ucraniano.
O Czar Putin jogou a Rússia numa aventura que deixará o país aleijado pelas próximas gerações. Não se trata apenas de calcular perdas e “ganhos” ou comparar com conflitos entre outros países, como num “campeonato mundial de guerras”.
A Rússia está perdendo gente, meios, estrutura logística, investimentos, cultura e o que é pior, esperança. Apesar da torcida a favor, o país está isolado economicmente e tornou-se refém da China para abastecimento, reposição de consumo industrial e créditos para despesas correntes. Usando uma imagem bem brasileira, a Rússia entrou no cheque especial e agora é cliente do SPC da China. Está pagando juros por dinheiro que ainda vai ganhar, e se ganhar…
Hoje em dia guerras são avaliadas e medidas pela régua da Geopolítica econômica, essa nova vertente que define interesses e conveniências nas áreas da mineração, energia e controle de transferências financeiras. Quem não fizer parte dessa equação, não vale um drone usado.
Enquanto isso, a Mãe-Rússia segue trucidando seus jovens no atacado, além de milhares de mercenários africanos (olha o neo-escravagismo aí…) e de milhares de franqueados norte-coreanos quem mal sabem o nome do país onde são enviados para morrer, afinal o camarada Kim Jong-Un não aceita devoluções.
No barato os corpos de uns 250 mil homens russos estão servindo de adubo no solo da Ucrânia. Parece que não fazem a menor falta para o Czar e seus oligarcas do petróleo e gás. Vai ver ele está promovendo um descarte de “excedentes” a baixo custo, afinal isso sempre foi vendido como heroísmo e bravura desde a época dos Czares.
Isso tudo velará a pena para os russos com a eliminação de um inimigo em suas fronteiras e a própria expansão de seu território.
Não não valerá. Putin cometeu um erro terrível ao invadir a Ucrânia, ainda mais da forma que os russos invadiram o pais.
Putin tinha duas opções, ou ia mantendo o conflito no Donbass continuando com o apoio material para os insurgentes, mantendo o conflito de forma indefinida e com isso mantendo a Ucrânia longe de entrar na Otan. Biden e Zelenski não iriam ficar para sempre em suas respectivas presidências, e ele (Putin) poderia abrir negociações com seus sucessores.
A segunda opção foi a pior, e justamente a que ele fez, se os russos tivessem mandado tudo o que eles tinham e encerrado rapidamente o conflito ai sim seria justificável a invasão, mas dados a notória ineficiência logística russa no inicio do conflito, dificilmente os russos iriam conseguir suprir um exercito maior que 200 mil homens na Ucrania.
Agora os russos estão presos nesse conflito de desgaste sem um oportunidade de sair enquanto não conseguirem uma vitória, caso isso não aconteça o regime interno pode estar bem ameaçado. Eles precisam no mínimo para justificar uma “vitória”, pelo menos completar a conquista do Donbass, mas devido estagnação dos avanços esse ano nessa frente, parece que não vão conseguir isso esse ano. A cada ano que passa nesse confronto, mais a Rússia perde aquilo que tem de mais importante, sua força de trabalho, com todos os km² conquistados, isso dificilmente conseguiram suprir nesse século essas perdas.
Segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), a Rússia tem perdas estimadas em 1,4 milhão de soldados, desses, cerca de 450 mil foram para o além. As perdas ucranianas e russas estão na ordem de 1×8.
Esse número é completamente sem fundamento e não é ser torcedor da Rússia, é porque contraria fontes ocidentais como o Mediazone, que computa 230 mil soldados russos mortos. Essas fontes desses think tanks britânicos são totalmente manipulados.
CSIS é Britânico? acho que não é desde 1776…
Realmente não da para acreditar nesses números (de 450mil mortos). Do lado ucraniano a mesma coisa.
Por favor, sem torcida!
Eu tenho uma curiosidade quando o número de baixas de ambos os Países.. Sendo a proporção de 1×8, por que em todas as trocas de corpos de soldados caídos no campo de batalha a proporção e sempre 1 X 5 em favor da Rússia ?
Já chegou casos da Ucrânia devolver 52 corpos de soldados Russos e receber 1000 corpos de soldados Ucranianos…
E levando em consideração que a artilharia e os ataques de longo alcance sempre foi maior do lado Russo, não tem como acreditar nessa taxa de 1X8…
Até hoje, passados anos e anos de guerra, querem nos convencer de que há paridade de perdas entre Rússia e Ucrânia.
Adoram falar da questão demográfica russa – que é observada na Europa e outros cantos do planeta -, ao passo que ignoram que um terço da Ucrânia foi embora do país e sem intenção alguma de voltar.
O único beligerante que tem o futuro comprometido é a Ucrânia.
Hackers ucranianos invadiram os arquivos oficiais do próprio país e contabilizaram 2,4 milhões de soldados ucranianos mortos.
Não é à toa que estão caçando ‘voluntários’ pelas ruas e convocando deficientes físicos para a linha de frente.
Se fosse 2,4 milhões de mortos ucranianos, as linhas de batalha ucranianas teriam entrado em colapso. Numero totalmente irrealista. Seria comparável as duas guerras mundiais.
Haverá alguma diferença entre estes pontos e o que levou ao colapso da União Soviética, do Czar, etc.?
É a Rússia a ser a Rússia…
e lembro que os países de leste entraram para a OTAN em 2004…
Só para efeito de curiosidade …. você sabe o que são performas de sílica ? …são bastões de sílicas que só os USA e a China produz…não sei se mais países produz.
.
Dessas performas de sílica … é dela que se produz os cabos de fibras óticas…algo muito estratégico para as futuras guerra … esse produto estará para as futuras guerras …assim como foi a borracha na segunda guerra mundial.
.
O Brasil deveria entrar nesse mercado … o governo deveria fomentar aquele empresário a investir nessa área …que será uma verdadeira mina de ouro.
.
Tai uma dica para os empreendedores de plantão do blog.
OBS:
.
Perdão … é ( … ) …pré-forma de sílica
O Brasil possui domínio tecnológico e histórico na área, com pesquisas de ponta realizadas em instituições como a Unicamp.
Mas a produção nacional uns 30% é dominado por empresa estrangeiras, que importam insumos enquanto o restante 70% importado, com dominância chinesa.
Sentado com pipoca e refrigerante esperando o show e o choro começar.
Parabéns pela qualidade do artigo.
Eu disse a época e volto a repetir, as consequências virão no longo prazo. Uma população que ja vinha diminuindo ano após ano fruto da baixa natalidade e agora com perdas massivas para a guerra e imigração e fuga dos mais jovens vão custar caro a Rússia, as sanções serão levantadas em algum momento,a economia pode ser construída, mas as perdas humanas são irreparáveis …
A análise feita acima é baseada em nada, apenas no que o autor acha que deve ter acontecido.uma perda de tempo. A Rússia foi formada a invadir a Ucrânia pela ameaça dela entrar para otan. Já que a otan violou todos os acordos com a Rússia, Minsk 1, Minsk 2 etc. a Rússia já ganhou a guerra no primeiro dia ao atacar toda a Ucrânia. A otan está gastando bilhões em cash, armas e homens e não recuperou nada.
Já morreram
Mais de um milhão de cada lado. Ninguém fala da escassez de soldados ucranianos, o que faz os recrutadores sequestrarem jovens e velhos nas ruas.
A Rússia almwnrounanproducaonbekica, o rublo ficou mais forte, laços com a China foram reforçados. Trump sabe que é uma guerra perdida e por isso tentou encerrá-la com tapete vermelho para o Putin. A otan está se fragmentando e enfraquecendo e os States já querem
Pular fora. Zelensk arrasou o país confiando que Biden/trump iriam mandar tropas. A mídia ocidental nunca explica os motivos reais da guerra e a situação atual. Vcs são e quando a o tempo todo. Por isso falam tanta besteira. E ainda tem uns manés aqui que vem falar de czar, revolução russa etc pra parecer intelectual. Taquiparil! Vai se informar fora do zap.
Poisé, tudo favorecendo, queiram ou não, o lado e os números pra Russia e o povo insiste em defamar e puxar a sardinha pro ZéRuelensk ,camarada que levou o país pra destruição após prometer o contrário nas eleições e agora insiste na guerra pra não ter novas eleições e se fu depois pois a cabeça vai rolar e nisso massacra seus jovens,velhos e afins por uma guerra estúpida que não tinha motivo pra acontecer.
Isso e verdade, Zellensk não cumpriu aquilo que prometeu nas eleições, ao contrario de tentar entrar em um acordo com os russos violou sistematicamente os acordos de Minsk, isso eu fato. Combate a corrupção? bem quantos escândalos o seu gabinete não foi alvo desde que essa guerra começou?
Zellensk pode ter agido de má fé nas negociações com os russos, isso e um fato, mas Putin escolheu a pior alternativa ao invadir a Ucrânia, já que os ucranianos não cumpriram os acordos de Minsk, era só ele reforçar o apoio aos insurgentes no Donbas e com isso manter inviável qualquer adesão da Ucrânia na Otan.
Quando essa guerra acabar, a Ucrânia (ou o que restar dela) será uma espécie de Paraguai.
Despovoada e empobrecida.
Hackers ucranianos entraram nos arquivos oficiais de seu país e contabilizaram 2,4 milhões de registros de baixas.
É muita coisa para um país que já apresentava queda acelerada da população.
Paralelo a isso, os russos vão avançando para o oeste tomando cada vez mais terras do inimigo.
Pior para os russos então, pois irão conquistar um Paraguai empobrecido e destruído.
Como vão incorporar a Ucrânia à Rússia, terão de consertar tudo que destruíram.
Procure e encontrará vídeos de algumas regiões controladas pelos russos na Ucrania os quais já foram arrumados em sua infraestrutura.
Acredito que a incapacidade da VVS de conquistar e manter a supremacia aérea, além de apoiar adequadamente as tropas em solo, especialmente nos primeiros meses da guerra (quando o apoio internacional ainda era meia bomba para Ucrânia),foi um dos fatores mais decisivos para o fracasso russo. O apoio da VVS seria fundamental pra contrabalançar a desvantagem que a Russia tem ao atacar posições reforçadas e bem defendidas.
No ano passado, Israel (com ajuda dos EUA, mas muito por méritos próprios) conseguiu estabelecer superioridade aérea sobre o Irã, operando a mais de 1.000 km de seu território. Já a Rússia, apesar de possuir uma força aérea maior, não conseguiu fazer o mesmo na Ucrânia, um país vizinho.
Durante o assalto a Hostomel, os ucranianos conseguiram transportar tropas de helicóptero para reforçar a defesa do aeroporto. O fato de a VVS não ter sido capaz de impedir esse reforço demonstra um nível de incompetência impressionante.
.
Lutaram contra a defesa aérea mais poderosa da Europa, idem para a força blindada, a Ucrânia não era esse cachorro morto que se fala por aí
Mais poderosa onde? No início da invasão não tinham Patriot, não tinha SamP/T, o que a Ucrânia dispunha era um punhado de SAM Russos/soviéticos, S300, Buk,e Manpads. Os radares viraram alvos nas primeiras horas da guerra. Hoje em dia, com certeza a Ucrânia tem um defesa aérea robusta, mas em 2022 não tinham.
Acompanho a guerra da Ucrânia diariamente desde o início dela. Sou amante da cultura e do militarismo russo, porém minha vida não vai mudar em nada se a Rússia perder.
Dito isso, agora vamos aos fatos. A Rússia pegou toda a doutrina soviética que funcionava e jogou no lixo. Trocou pela BTG: muito mecanizada e equipada, porém sofrendo com o problema de pouca infantaria. De 800 soldados, cada BTG tinha apenas 150 a 200 de infantaria.
Diferente do que muita gente acredita, a Ucrânia já estava em guerra havia 10 anos, já estava bem mobilizada e herdou estoques gigantescos do pós-URSS.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 com 150 a 190 mil homens, e desse número apenas cerca de 1/4 era infantaria. Já sabemos o que a falta de infantaria causou.
A Rússia começou o conflito de um jeito estúpido, invadindo o segundo maior país da Europa sem infantaria suficiente. E agora, se quiser terminar essa guerra, vai ter que terminar do jeito certo: declarando guerra e fazendo as mobilizações necessárias.
Agora, se tratando da Ucrânia, a coisa é realmente triste. De uma população de 45 milhões em 2014, hoje, sob domínio ucraniano, existe algo em torno de 19 a 25 milhões de pessoas. Desse número, temos 10 a 11 milhões de aposentados, 4 a 6 milhões de jovens abaixo dos 18 anos e apenas 10 a 11 milhões de pessoas economicamente ativas.
Isso deixa algo próximo de 4 a 5 milhões de homens em idade militar. E, desse número, temos quase 2 milhões em evasão militar, sem contar a deserção.
Matematicamente, não vejo a Ucrânia vencendo essa guerra, ainda mais se houver uma declaração formal de guerra e novas mobilizações russas.