Espionagem e golpe: como a disputa por petróleo mudou a história do Irã
Mohammad Mosaddegh
A nacionalização da Anglo-Iranian Oil Company transformou Mohammad Mosaddegh em símbolo da soberania iraniana. Em resposta, o Reino Unido impôs um cerco econômico e organizou, com a CIA, a operação clandestina que derrubou o primeiro-ministro em agosto de 1953 e fortaleceu a monarquia dos Pahlavi
Na manhã de 19 de agosto de 1953, grupos favoráveis ao xá ocuparam as ruas de Teerã, unidades militares mudaram de lado, edifícios públicos foram tomados e a residência do primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh acabou cercada e atacada. Ao fim do dia, o governo constitucional iraniano havia caído e o general Fazlollah Zahedi apresentava-se pelo rádio como o novo chefe de governo.
A derrubada não foi um acontecimento isolado. Representou o desfecho de uma disputa iniciada décadas antes, quando a descoberta de petróleo transformou o Irã em peça central da estratégia imperial britânica. O caminho até o golpe passou pela queda da dinastia Qajar, pela ascensão dos Pahlavi, pela ocupação anglo-soviética durante a Segunda Guerra Mundial, pela nacionalização do petróleo e por uma campanha clandestina conduzida pelo MI6 britânico e pela CIA norte-americana.
O petróleo que abasteceu o Império Britânico
Em 1908, após anos de prospecção financiada pelo empresário William Knox D’Arcy, foi encontrado petróleo em Masjed Soleiman, no sudoeste da então Pérsia. A descoberta deu origem, no ano seguinte, à Anglo-Persian Oil Company, antecessora da atual BP.
O valor estratégico da empresa cresceu rapidamente. Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, a Marinha Real Britânica acelerava a transição do carvão para o petróleo, combustível que proporcionava maior autonomia, velocidade e facilidade de reabastecimento aos navios de guerra. Em 1914, o governo britânico adquiriu participação majoritária na Anglo-Persian e obteve poderes especiais sobre suas decisões, além de assegurar combustível a preços favoráveis para a Royal Navy.
A companhia tornou-se, assim, uma organização comercial com importância militar e geopolítica. Seus campos e a refinaria de Abadan passaram a ser vistos em Londres não apenas como investimentos no exterior, mas como ativos indispensáveis à segurança do Império Britânico.
Para os iranianos, entretanto, a concessão era cada vez mais associada à perda de soberania. A maior parte da administração, da tecnologia e dos lucros permanecia sob controle estrangeiro, enquanto os pagamentos ao governo iraniano não acompanhavam a expansão da produção e dos preços internacionais.
A queda dos Qajar e a ascensão de Reza Khan

O petróleo ganhou importância num momento em que a dinastia Qajar, no poder desde o fim do século XVIII, enfrentava crescente fragilidade política. A Pérsia sofria forte interferência de britânicos e russos, além de problemas fiscais, rebeliões regionais e dificuldades para consolidar a autoridade do governo central.
Em fevereiro de 1921, o oficial Reza Khan entrou em Teerã à frente de tropas da Brigada Cossaca Persa. O golpe derrubou o gabinete existente e colocou Reza Khan no centro do poder militar. Nos anos seguintes, ele acumulou os cargos de ministro da Guerra e primeiro-ministro, fortaleceu o Exército e reduziu a autonomia de chefes tribais e autoridades provinciais.
Em 1925, o Parlamento depôs Ahmad Shah, último monarca Qajar. Uma Assembleia Constituinte entregou a coroa a Reza Khan, que adotou o nome de Reza Shah Pahlavi e fundou uma nova dinastia.
Seu governo promoveu uma ampla modernização estatal: criou uma burocracia mais centralizada, ampliou o sistema educacional, reformou a Justiça, estabeleceu o serviço militar obrigatório e investiu em estradas, indústrias e na Ferrovia Transiraniana. O projeto modernizador, porém, veio acompanhado de autoritarismo, repressão política, censura e imposição estatal de mudanças sociais.
Em 1933, Reza Shah renegociou a concessão petrolífera. A área reservada à Anglo-Persian foi reduzida e os pagamentos ao Estado iraniano foram reformulados, mas a empresa obteve o direito de continuar operando por mais 60 anos. Com a posterior valorização do petróleo, o acordo passou a ser condenado pelos nacionalistas como uma nova concessão excessivamente favorável aos britânicos.
A invasão de 1941

Quando a Alemanha invadiu a União Soviética, em junho de 1941, o Irã adquiriu importância ainda maior. Londres precisava proteger os campos petrolíferos do sul, enquanto britânicos e soviéticos buscavam estabelecer uma rota segura para o envio de armas e suprimentos ao Exército Vermelho.
Reza Shah havia declarado neutralidade, mas mantinha relações econômicas estreitas com a Alemanha e resistia às exigências aliadas para expulsar técnicos e cidadãos alemães. Em agosto de 1941, tropas britânicas e soviéticas invadiram o país pelo sul e pelo norte.
A resistência iraniana foi rapidamente vencida. Em 16 de setembro, Reza Shah abdicou em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, então com 21 anos. O antigo monarca foi enviado ao exílio, enquanto o Irã permaneceu ocupado e se transformou no chamado Corredor Persa, uma das principais vias de abastecimento da União Soviética.
A ocupação enfraqueceu temporariamente o poder da monarquia e abriu espaço para partidos, sindicatos, jornais e movimentos políticos. Entre eles estava o Tudeh, partido de esquerda com forte presença no movimento operário, e a Frente Nacional, coalizão nacionalista e constitucionalista liderada por Mohammad Mosaddegh.
Abadan, símbolo da desigualdade
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, a Anglo-Persian — rebatizada Anglo-Iranian Oil Company, ou AIOC — havia se tornado uma das maiores petrolíferas do planeta. A refinaria de Abadan figurava entre as maiores instalações industriais de seu tipo e abastecia mercados civis e forças militares britânicas.
A prosperidade da companhia contrastava com as condições de boa parte dos empregados iranianos. Os britânicos ocupavam os cargos superiores, viviam em bairros separados e recebiam salários e benefícios muito superiores. Muitos trabalhadores locais moravam em comunidades com saneamento e serviços precários.
Também crescia a percepção de que o Estado britânico recebia mais dinheiro em impostos sobre os lucros da AIOC do que o Irã obtinha em royalties. Dados históricos mostram que, entre 1945 e 1947, as receitas iranianas permaneceram relativamente modestas diante do crescimento da produção e dos ganhos da companhia.
O contraste tornou-se ainda mais difícil de justificar quando a Aramco, controlada por empresas norte-americanas, aceitou dividir igualmente com a Arábia Saudita os lucros da produção. A Anglo-Iranian resistia a conceder ao Irã uma participação semelhante, insistindo durante anos num sistema de pagamentos fixos e em manter seu controle operacional.

Mosaddegh e a nacionalização
Mohammad Mosaddegh era um aristocrata, advogado e veterano parlamentar conhecido pela defesa da Constituição e pela oposição à interferência estrangeira. Em 1950, assumiu a presidência da comissão do Majlis encarregada de examinar o acordo suplementar proposto pela AIOC.
A crise acelerou-se em março de 1951, quando o primeiro-ministro Ali Razmara, contrário à nacionalização imediata, foi assassinado por um militante do grupo islamista Fada’iyan-e Islam. Dias depois, a comissão parlamentar recomendou que toda a indústria petrolífera fosse nacionalizada.
O Majlis aprovou a medida em 15 de março e o Senado confirmou-a cinco dias mais tarde. Em 29 de abril, Mosaddegh foi escolhido primeiro-ministro; em 1º de maio, o xá promulgou a legislação que transferia os ativos da AIOC para a recém-criada National Iranian Oil Company.
A nacionalização provocou uma onda de entusiasmo no país. Para seus defensores, não se tratava apenas de obter mais receitas, mas de encerrar uma estrutura colonial que permitia a uma empresa estrangeira controlar o principal recurso econômico do Irã.
Mosaddegh, contudo, também precisava preservar a monarquia constitucional, enfrentar adversários no Parlamento, administrar a mobilização popular e manter sob controle tanto o Tudeh quanto setores conservadores e religiosos que inicialmente apoiavam a nacionalização.
A resposta britânica
O governo britânico recusou-se a aceitar a perda da AIOC. Os administradores e técnicos britânicos deixaram Abadan, a refinaria interrompeu grande parte das atividades e Londres organizou um boicote internacional ao petróleo iraniano.
Companhias petrolíferas, seguradoras, bancos e transportadoras foram pressionados a não negociar com a nova empresa estatal. O Reino Unido sustentava que o petróleo exportado pelo Irã havia sido ilegalmente expropriado e ameaçava compradores com processos judiciais. A Royal Navy reforçou sua presença no Golfo, enquanto carregamentos passaram a enfrentar apreensão ou contestação jurídica.
O resultado foi devastador. Embora o Irã conservasse os poços e a infraestrutura, perdeu acesso aos mercados, aos petroleiros, à rede comercial e a parte do conhecimento técnico necessário para manter a produção em grande escala. As exportações despencaram e o governo ficou praticamente sem sua principal fonte de divisas.
Londres também tentou reverter a nacionalização em fóruns internacionais. Levou o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e à Corte Internacional de Justiça, argumentando que o Irã havia violado a concessão de 1933.
Mosaddegh compareceu pessoalmente às Nações Unidas para defender que o caso dizia respeito à soberania iraniana e não constituía um conflito entre dois Estados. Em 22 de julho de 1952, a Corte de Haia concluiu que não possuía jurisdição para julgar a disputa — uma importante vitória diplomática para Teerã.
Do cerco econômico à guerra clandestina

Depois do fracasso das negociações, dos processos e da pressão econômica, setores do governo britânico passaram a defender abertamente a derrubada de Mosaddegh.
O MI6 possuía uma extensa rede no Irã. Entre seus principais contatos estavam os irmãos Rashidian, empresários ligados à monarquia, a políticos, comerciantes, religiosos, oficiais e organizadores de manifestações. O agente Norman Darbyshire, fluente em persa e experiente na política local, participou da estruturação dessas operações.
Em relato posteriormente recuperado e publicado pelo National Security Archive, Darbyshire descreveu pagamentos a intermediários, tentativas de influenciar parlamentares e contatos com o general Fazlollah Zahedi, escolhido como possível substituto de Mosaddegh. O testemunho deve ser lido como a versão de um participante direto, mas coincide em pontos centrais com documentos norte-americanos desclassificados sobre a preparação britânica.
Em outubro de 1952, Mosaddegh rompeu relações diplomáticas com o Reino Unido e fechou a embaixada britânica em Teerã. Os agentes do MI6 tiveram de deixar o país, mas continuaram dirigindo contatos por meio do Chipre e de intermediários iranianos.
Sem capacidade para realizar sozinho o golpe, Londres procurou Washington. Documentos do Departamento de Estado mostram que, no fim de 1952, autoridades britânicas propuseram formalmente uma operação conjunta para substituir Mosaddegh por um governo considerado mais confiável.
O argumento comunista
A administração do presidente Harry Truman ainda tentava mediar a disputa do petróleo e mostrava-se reticente diante de uma intervenção. Funcionários norte-americanos criticavam a rigidez da Anglo-Iranian e temiam que uma tentativa de golpe fracassada produzisse exatamente o resultado que Londres dizia querer evitar: o fortalecimento do Tudeh e da influência soviética.
A mudança ocorreu com a posse de Dwight Eisenhower, em janeiro de 1953. A nova administração interpretava crises regionais principalmente através da lógica da Guerra Fria. O secretário de Estado John Foster Dulles e o diretor da CIA Allen Dulles estavam mais dispostos a considerar operações clandestinas contra governos vistos como vulneráveis à expansão comunista.
Os britânicos adaptaram sua apresentação. Em vez de enfatizar a recuperação da companhia petrolífera, concentraram-se no risco de o Tudeh aproveitar a crise econômica e o enfraquecimento político para tomar o poder. Registros desclassificados confirmam que a ameaça comunista foi usada como argumento central para conquistar o apoio norte-americano.
Avaliações produzidas dentro do próprio governo dos Estados Unidos eram menos alarmistas. Elas reconheciam a força organizacional do Tudeh, mas também descreviam Mosaddegh e a Frente Nacional como nacionalistas contrários tanto à dominação britânica quanto à soviética.
Operação Ajax
Em 1953, CIA e MI6 prepararam a operação conhecida pelos norte-americanos como TPAJAX e pelos britânicos como Operation Boot. O plano combinava propaganda, suborno, pressão política, mobilização de protestos e utilização de oficiais favoráveis ao xá.
Kermit Roosevelt Jr., chefe da divisão da CIA para o Oriente Próximo, viajou secretamente ao Irã para coordenar a operação. A agência financiou jornais e políticos contrários a Mosaddegh, espalhou acusações de que o primeiro-ministro seria simpatizante do comunismo e apoiou a organização de manifestações destinadas a criar a impressão de caos crescente.
A peça jurídica do plano era um decreto real pelo qual Mohammad Reza Shah dispensaria Mosaddegh e nomearia Zahedi primeiro-ministro. A Constituição concedia ao monarca alguma autoridade sobre as nomeações, mas a legalidade de uma destituição sem apoio parlamentar era profundamente contestada.
Na noite de 15 para 16 de agosto, oficiais tentaram entregar o decreto a Mosaddegh e prendê-lo. O governo havia sido avisado, porém, e a primeira tentativa fracassou. O coronel encarregado da missão foi detido, enquanto o xá fugiu do país, passando pelo Iraque antes de se refugiar em Roma.
A operação parecia derrotada. Washington chegou a considerar a retirada de seus agentes, mas Kermit Roosevelt decidiu continuar. Nos dias seguintes, recursos clandestinos foram usados para mobilizar grupos nas ruas, influenciar líderes políticos e convencer unidades militares a aderirem a Zahedi. A documentação oficial norte-americana registra tanto o planejamento quanto a implantação dessa campanha.
Em 19 de agosto, manifestações inicialmente dispersas transformaram-se numa ofensiva política e militar. Grupos pró-xá ocuparam pontos de Teerã, receberam o apoio de unidades do Exército e tomaram a estação de rádio. Tanques e soldados atacaram a residência de Mosaddegh, que conseguiu escapar antes de se entregar no dia seguinte.
Zahedi assumiu o governo e o xá regressou triunfalmente ao Irã. Em seu diário, Eisenhower reconheceria posteriormente que os Estados Unidos haviam ajudado a restaurar o monarca e a eliminar Mosaddegh do poder.
O fortalecimento do xá
Mosaddegh foi julgado por um tribunal militar, condenado a três anos de prisão e depois mantido em prisão domiciliar até sua morte, em 1967. Muitos integrantes da Frente Nacional foram presos, afastados da política ou forçados ao exílio, enquanto o Tudeh sofreu uma dura repressão.
O golpe alterou o equilíbrio interno da monarquia. Mohammad Reza Shah, que antes disputava poder com primeiros-ministros, parlamentares e lideranças religiosas, retornou muito mais dependente dos Estados Unidos, mas também mais poderoso dentro do país. As Forças Armadas tornaram-se um dos principais pilares do regime.
Em 1954, um novo acordo criou um consórcio internacional para retomar a produção e a comercialização do petróleo. A nacionalização foi formalmente preservada, mas empresas estrangeiras voltaram a controlar a operação e a venda durante décadas. A antiga Anglo-Iranian, posteriormente denominada British Petroleum, perdeu o monopólio, embora permanecesse como participante central.
Relatórios norte-americanos posteriores reconheceram que o golpe restaurou o xá ao centro da estrutura política e devolveu influência às elites que haviam dominado o Irã antes da crise da nacionalização.
Um golpe estrangeiro com atores iranianos
A derrubada de Mosaddegh não pode ser explicada apenas como uma operação executada de fora. O primeiro-ministro havia perdido parte de sua coalizão, entrado em conflito com o xá, rompido com antigos aliados religiosos e acumulado adversários entre oficiais, proprietários de terras, comerciantes e parlamentares.
O golpe somente foi possível porque CIA e MI6 encontraram parceiros iranianos dispostos a agir. Oficiais militares, integrantes do clero, políticos conservadores, redes monarquistas e organizadores de rua desempenharam papéis decisivos. Documentos desclassificados indicam inclusive o pagamento de grandes somas a intermediários e figuras religiosas durante a ofensiva contra o governo.
Mas a existência de oposição interna não elimina a responsabilidade estrangeira. Os governos britânico e norte-americano planejaram, financiaram e coordenaram ações destinadas a remover um primeiro-ministro constitucional que havia nacionalizado uma indústria controlada pelo exterior. A própria documentação oficial dos Estados Unidos registra a proposta britânica, a autorização da operação e a participação de Washington no resultado.
A longa sombra de 1953

Para o Reino Unido, o golpe evitou uma derrota completa de seus interesses petrolíferos. Para os Estados Unidos, demonstrou que operações clandestinas poderiam alterar governos considerados estratégicos sem uma intervenção militar convencional.
O aparente sucesso ajudou a transformar a ação secreta numa ferramenta recorrente da Guerra Fria. Pouco depois, a CIA utilizaria métodos semelhantes contra o governo de Jacobo Árbenz, na Guatemala.
No Irã, porém, o golpe deixou uma herança muito mais duradoura. O fortalecimento do xá, a repressão aos adversários e a crescente associação da monarquia aos interesses norte-americanos contribuíram para o ressentimento que explodiria na Revolução Islâmica de 1979.
Décadas depois, a memória de Mosaddegh continua ligada à defesa do controle nacional dos recursos naturais. Para muitos iranianos, 1953 permanece como a prova de que, quando a soberania petrolífera entrou em conflito com os interesses das grandes potências, Londres e Washington preferiram derrubar um governo a aceitar a decisão tomada pelo Parlamento iraniano.
A crise de Abadan começou como uma disputa sobre concessões, royalties e administração industrial. Terminou como um dos acontecimentos mais importantes da Guerra Fria no Oriente Médio — e como uma ferida histórica que ainda influencia a forma como o Irã interpreta o Ocidente.■




Esse tipo de matéria deixa fanboy patriota longe, mas bem longe da área de comentários.
Excelente artigo, em nenhum momento golpes são arquitetados somente com agentes externos, mais com agentes internos, insuspeitos, eleitoralmente eleitos ou em cargos oficiais e mantidos pela estrutura do Estado
Comentei sobre isso na reportagem anterior, ao responder à posição de um comentarista que se referiu aos chamados “terroristas iranianos”. É preciso compreender como nascem os sentimentos nacionalistas e quais são os motivos históricos, políticos e sociais que levam os povos a agir da forma como agem.
Tem muita gente que prefere viver no mundo de Nárnia.
Eles são um caso a ser estudado pois já vivem nesse estado de dissonância cognitiva há bastante tempo.
O golpe estrangeiro sempre encontram traidores da pátria $$ para ajudar na sua execução.
Sem traidores da pátria o golpe estrangeiro não da certo.
O Xá da Pérsia tinha o poder constituional de destituir Mossadegh (ou qualquer o primeiro ministro). Então, essa história de que Mossadegh foi removido através de um golpe não é verdade, pode se dizer que a recusa de Mossadegh de aceitar sua destituição foi o início de um golpe.
A forma que se deu a nacionalização foi no mínimo desastrosa, com a perda de 80% da produção. Isso iria levar ao colapso do estado persa e ninguém sabe como iria terminar.
“O golpe somente foi possível porque CIA e MI6 encontraram parceiros iranianos dispostos a agir.”
Este trecho aqui encontra eco aqui no Brasil, onde supostos patriotas fazem acordos com os americanos. Para a sorte do nosso país, estes agentes são do nível intelectual e operacional mais baixo que pode ser encontrado…
E os neopatriosta foram fazer com a China pedindo dinheiro mes passado.