Estados Unidos impõem tarifa de 25% a produtos brasileiros, mas preservam café, carne, suco de laranja e peças de aeronaves

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Nova sobretaxa entra em vigor em 22 de julho; Washington afirma que negociações com o Brasil continuarão, enquanto governo Lula prepara reação pela Lei da Reciprocidade e pela OMC

WASHINGTON — Os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre milhares de produtos importados do Brasil. A medida entrará em vigor em 22 de julho de 2026, mas exclui setores importantes da pauta brasileira, como café, carne bovina, laranjas, suco de laranja, determinados produtos energéticos, aeronaves e componentes aeroespaciais.

A decisão foi anunciada em 15 de julho pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, após determinação do presidente Donald Trump. A tarifa foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo norte-americano responder a práticas estrangeiras consideradas injustificáveis, discriminatórias ou prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos.

A sobretaxa deverá atingir produtos como açúcar, máquinas agrícolas, roupas, equipamentos elétricos, papel, aço e outros bens industriais e agropecuários. O alcance exato da medida será determinado pela classificação tarifária de cada mercadoria incluída no aviso publicado pelo USTR.

Produtos estratégicos e alimentos ficam isentos

Washington decidiu excluir produtos cuja tributação poderia elevar os preços para consumidores norte-americanos, prejudicar cadeias produtivas ou atingir mercadorias sem oferta doméstica suficiente nos Estados Unidos.

Entre as principais exceções estão:

  • café;
  • carne bovina;
  • laranjas e suco de laranja;
  • determinados produtos de petróleo, gás e energia;
  • aeronaves, peças e componentes aeroespaciais;
  • terras raras e alguns metais;
  • ferro-gusa;
  • mel orgânico;
  • algumas categorias de café solúvel sem sabor.

As exceções reduzem o impacto sobre alguns dos segmentos mais importantes das exportações brasileiras. O café e o suco de laranja, por exemplo, possuem grande participação no mercado norte-americano, enquanto a exclusão de aeronaves e componentes protege as operações da Embraer e de fornecedores integrados à indústria aeroespacial dos Estados Unidos.

A lista final manteve praticamente todas as isenções apresentadas na proposta divulgada em junho. Entre os produtos retirados da relação de exceções estão determinadas categorias de celulose solúvel de alta pureza e aplicações não farmacêuticas de alguns insumos químicos.

USTR acusa Brasil de práticas comerciais injustas

A tarifa é resultado de uma investigação iniciada pelo USTR em 15 de julho de 2025. O processo examinou políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro e desmatamento ilegal.

Segundo o governo norte-americano, algumas decisões de tribunais brasileiros teriam imposto obrigações excessivas a plataformas digitais dos Estados Unidos. Washington também argumenta que políticas brasileiras favorecem sistemas nacionais de pagamento — referência indireta ao Pix — em detrimento de empresas norte-americanas de cartões e serviços financeiros.

O USTR também questiona tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a mercadorias provenientes de países como México e Índia, a proteção considerada insuficiente à propriedade intelectual, as restrições ao etanol norte-americano e a alegada falta de fiscalização efetiva contra o desmatamento ilegal.

O governo brasileiro rejeita as acusações e sustenta que suas políticas respeitam a legislação nacional e os compromissos internacionais do país. Brasília também contesta o argumento de que o Brasil prejudica sistematicamente as empresas norte-americanas, lembrando que os Estados Unidos mantêm há anos superávit no comércio bilateral de mercadorias.

Washington afirma que negociações continuarão

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as negociações mantidas durante o último ano não foram suficientes para solucionar as divergências, mas declarou que Washington continua disposto a conversar com o governo brasileiro.

“Negociações extensas com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir com as negociações”, afirmou Greer, segundo comunicado do USTR.

Antes de adotar a tarifa, o governo norte-americano realizou consultas com representantes brasileiros, recebeu mais de 360 manifestações públicas e promoveu audiências nos dias 6 e 7 de julho, nas quais 77 testemunhas apresentaram posições sobre a medida.

A manutenção das exceções indica que Washington procurou pressionar setores específicos da economia brasileira sem provocar aumentos expressivos nos preços de alimentos e insumos considerados essenciais para o mercado norte-americano.

Brasil prepara reação pela Lei da Reciprocidade e pela OMC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão como injustificada e informou que o Brasil iniciará os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica. O governo também pretende levar o caso ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio.

A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil adotar medidas comerciais proporcionais contra países que imponham barreiras consideradas unilaterais ou discriminatórias. Sua aplicação, entretanto, deverá depender de avaliações técnicas sobre os produtos atingidos, os danos causados aos exportadores e os possíveis efeitos de uma retaliação sobre a economia brasileira.

Brasília poderá ainda intensificar as negociações para ampliar a lista de exceções antes ou depois da entrada em vigor da tarifa. A declaração do USTR de que o diálogo permanece aberto sugere que a medida também está sendo utilizada como instrumento de pressão para obter concessões comerciais e regulatórias.

Nova estratégia tarifária de Trump

A iniciativa contra o Brasil é uma das primeiras grandes aplicações da estratégia tarifária reformulada pelo governo Trump depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos limitou o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para a imposição generalizada de tarifas.

Em vez de estabelecer uma sobretaxa global por meio de poderes emergenciais, a Casa Branca passou a recorrer a investigações conduzidas sob a Seção 301, que exigem a identificação de práticas específicas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais norte-americanos.

O caso brasileiro poderá servir como precedente para ações semelhantes contra outras economias. O USTR conduz dezenas de investigações relacionadas a práticas comerciais, excesso de capacidade industrial e produtos associados ao trabalho forçado.

Para o Brasil, as exceções concedidas a café, carne bovina, suco de laranja, energia e componentes aeronáuticos evitam um choque sobre alguns dos principais setores exportadores. A tarifa de 25%, contudo, continuará representando uma barreira relevante para milhares de produtos industriais e agrícolas, podendo reduzir a competitividade brasileira, interromper contratos e acelerar a busca por mercados alternativos.

A entrada em vigor em 22 de julho estabelece uma janela curta para novas negociações. O resultado dependerá de eventuais concessões entre Washington e Brasília, da resposta brasileira e da possibilidade de ampliação — ou redução — da lista de produtos atingidos.■



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deadeye
deadeye
23 dias atrás

Esperado, essa investigação na Seção 301 é carta marcada pela decisão anterior da Suprema Corte dos EUA. Ademais, todos os paises do mundo estao sendo investigados pela Seção 301, ela visa a substituir a base legal do tarifaço pela declaração de inscontitucionalidade anterior.

Nilo
Nilo
Responder para  deadeye
23 dias atrás

Senador americano diz o que pensa sobre taxação contra o Brasil, só Flávio e Eduardo Bolsonaro estão a favor:
https://youtu.be/onaEKO2nT-s?is=ls91ajmGMbtAZoW9

João do Caminhão
João do Caminhão
23 dias atrás

SOBERANIA

Os senhores que tanto repetem o argumento de soberania e instituições democráticas não poderão abrir a boca contra ações do USA, que agem de forma soberana e segundo princípios de suas instituições.

PS: JBS nadando de braçada nos dois países…

Groosp
Groosp
Responder para  João do Caminhão
23 dias atrás

A China elevou de 12% para 67% a taxa da carne brasileira desde o final do ano passado.

Luciano
Luciano
Responder para  Groosp
23 dias atrás

Somente o que for acima da cota estabelecida em acordo anterior. A China atua para agradar a todos os seus parceiros. Eles não podem agradar 100% a todos.

deadeye
deadeye
Responder para  Luciano
23 dias atrás

E a quota, não é baixa diga-se de passagem.

MMerlin
MMerlin
Responder para  deadeye
22 dias atrás

Não é baixa, mas o consumo deles é alto.

Previsão de um 1/3 da carne exportada por ano será taxada.
Se distribuirmos a tributação, toda carne enviada será taxada em pouco mais de 18%.
A previsão é de uma arrecadação de US$ 1.5 bilhões por parte da China.

O país asiático não tem uma política de taxação, como fazem os EUA, devido a forte de dependência do mercado brasileira para importação produtos como carne bovina, minério de ferro e petróleo. Os dois últimos essenciais para o desenvolvimento de qualquer país.
Os dois primeiros representam um média de 20% do consumo interno.

Petróleo representa 5%. É muita coisa. Representa 350 milhões de barris e pouco mais de US% 70 bilhões anuais.
Uma pena que não exportamos produtos derivados diretamente. Traria muito mais retorno para a economia local do nosso país.

Nilo
Nilo
Responder para  João do Caminhão
23 dias atrás

Os parças da picanha de Goiás que rsrsr

Raphael
Raphael
23 dias atrás

Todo o americano que vem para o Brasil fica louco com o PIX (adora), quem não gosta são as empresas de cartão de crédito e de meios de pagamento eletrônico americanas (que, diga-se de passagem, são uma porcaria, transações caras e demoradas).
O PIX integrou ao mercado de pagamentos eletrônicos milhões de pessoas que sequer tinham acesso a cartão de crédito.
No fim, essas investigações foram mais para da um verniz de juridicidade para uma imposição de sobretaxas, cuja motivação, ao fim e ao cabo, é puramente política.
Enfim… a hipocrisia.

Última edição 23 dias atrás por Raphael
JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Raphael
23 dias atrás

Tem um video do Uol onde a repórter entrevistou um executivo da Visa, em que ele rebate que a empresa é compra o PIX, que desde a criação deste, a base de clientes da Visa dobrou. Então, aparentemente, nem aqui o Trump está certo.

Thiago Martins
Thiago Martins
23 dias atrás

Mais uma na conta dos irmãos Bolsonaro, Flávio Master e Eduardo Bananinha, que são patriotas da bandeira alheia. Imagina essa gente não Presidência? É ficar d4 para Trump, privatizar tudo e entregar de mãos beijadas as riquezas nacionais.

Pedro
Pedro
Responder para  Thiago Martins
23 dias atrás

Voltou a narrativa do COVID. Essas taxas foram aplicadas a diversos países que os EUA consideraram estarem com vantagens assimétricas no comércio com os EUA. Governo aqui, em toda oportunidade, criticou de forma pessoal os americanos e não procurou sentar a sério para negociar. Pelo contrário, tenta capitalizar isso para o ganho de votos. Continua com a mesma narrativa de soberania, mas a culpa é do Bolsonaro de novo.

Bjj
Bjj
Responder para  Pedro
23 dias atrás

Sim, as taxas foram aplicadas a vários países. Mas qual país, além do Brasil, tinha um parlamentar eleito negociando tarifas contra sua própria nação?

Pedro
Pedro
Responder para  Bjj
22 dias atrás

Menor idéia. Aqui não foi. Se tiver a fonte que diz isso é só mostrar.

Mauro Oliveira
Mauro Oliveira
23 dias atrás

Marco Rúbio disse que o lula colocou o ego a frente. Pra americano, tudo que não é submissão, é ego

deadeye
deadeye
Responder para  Mauro Oliveira
23 dias atrás

E sabe o engraçado? a União ofereceu diminuir as tarifas no etanol (ponto no qual encheram o saco) em troca dos EUA diminuirem na cana de açucar que entra nos EUA, e a proposta foi recusada. Até hoje eu tento entender porque os EUA quer proteger a “cana de açucar” quando os EUA praticamente não planta cana de açucar.

Última edição 23 dias atrás por deadeye
Luciano
Luciano
Responder para  deadeye
23 dias atrás

É o açúcar de milho. Eles extraem açúcar e etanol do milho.

deadeye
deadeye
Responder para  Luciano
23 dias atrás

Inicialmente eu acho retardado você extrair etanol do milho, a eficiencia energica é menor, porém mesmo assim eu não vejo prejuizo era cana de açuar em natura na negociação.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  deadeye
23 dias atrás

não, o milho é bom, pra nos chega a ser bom também, 3 safras de milho por ano vai ser possível aqui em Breve, além de que parte do que sobrar poderá ser ração de animal

deadeye
deadeye
Responder para  Carlos Campos
23 dias atrás

Ele continua a ter uma eficiência energica menor do que o etanol da cana de açucar. Sem contar que ninguem fala, que a adoção em massa do milho como etanol, pode ocasionar inflação de alimentos, mesmo com uso de ração animal.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  deadeye
23 dias atrás

Sobre a eficiência energética eu não entendo da onde tirou que uma mesma molécula pode ter eficiência diferente. O Brasil tem dificuldade de escoar a safra do centro oeste. Se em vez de exportar milho exportar etanol e proteína, se gasta menos com armazenamento, logística, emissões e gerando mais empregos e valor. Somasse a isso a constante redução da importação chinesa que tem reduzido o preço do milho.

André E.
André E.
Responder para  deadeye
23 dias atrás

O benefício de usar o milho é ter várias safras (até 3) e uma produção contínua ao longo do ano. O etanol de milho mantém os estoques na entressafra da cana de açúcar.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carlos Campos
23 dias atrás

Não sobra nada. DDG tem alto valor. As refinarias no Brasil ficam na costa e o uso de etanol reduz o custo logístico no interior. Agora está entrando motores a etanol substituindo o diesel na agricultura.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  deadeye
23 dias atrás

Hoje 30% do etanol do Brasil já é de milho com crescimento superior 20% ao ano. Os custos de produção hoje são muito menores que o da cana com subprodutos o DDG farelo de milho altamente protéico dá um bom dinheiro e já está sendo exportado. Graças ao DDG os EUA com um rebanho com metade do tamanho do brasileiro produz praticamente a mesma quantidade de carne. Aqui no Brasil temos a segunda safra que eles não tem. A produção da segunda safra é enorme. E observação a IMO reconheceu o uso do etanol brasileiro como combustível naval.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Palpiteiro
23 dias atrás

Consultando o Gemini, a produtividade de etanol com o milho é bem maior do que com a cana de açúcar, Milho produz 420 litros por tonelada de milho contra 90 litros por tonelada de cana. Então faz sentido produzir etanol com milho.
Tem também o uso das folhas, bagaços e espigas como geração de etanol de segunda geração.
Neste caso cana produz até 200 litros e o milho 150 litros.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  JuggerBR
23 dias atrás

Nessa conta você deve considerar a produção por hectare por ano, não o do insumo somente, aí o Etanol de milho ganha. Usinas de cana tendem a lucrar mais com açúcar. Etanol 2G é inviável economicamente, quem investiu quebrou. A grande inovação é o de milho que tem uma margem maior. O DDG traz ótimos ganhos. Um ponto de atenção no milho é necessidade fonte energética barata

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  deadeye
23 dias atrás

Eles são os maiores produtores mundial de etanol

Macgarem
Macgarem
Responder para  Mauro Oliveira
23 dias atrás

Ué nessa parte ele ta certo, esse presidente tem um ego inflado do tamanho do mundo só ver ela abrir a boca para falar.

Incrivel é ver pessoas defendederm o contrario kkkkkk

Nilo
Nilo
Responder para  Macgarem
23 dias atrás

É a patriotada defendo interesses do Marco Rúbio, “o latino”. Rsrs

Macgarem
Macgarem
Responder para  Nilo
23 dias atrás

Calma Lulinha, fica ai na espanha até a poeria baixar.

Pedro
Pedro
Responder para  Nilo
23 dias atrás

Qual o interesse do Marco Rubio? Pensei que o interesse fosse comercial e dos EUA. Critica patriotas, mas quem não quer sentar para negociar como adulto e apenas fica provocando cada vez mais prejudicando diversas empresas nacionais e gritando soberania. Qual a vantagem para o Brasil essa narrativa de soberania além do ganho de votos para o governo ?

Talisson
Talisson
23 dias atrás

O brasileiro tem que expurgar da politica dois tipos de politicos. Aquele que bater palma ou pedir por essas sobre taxas (em especial aquele que se beneficiar) e aquele politico que não souber lidar com elas.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Talisson
23 dias atrás

ou seja temos que nos Livrar do atual Presidiário e do Ex-Presidiário, acho que estamos indo no caminho certo para isso

Groosp
Groosp
23 dias atrás

O melhor cenário seriam essas taxas forçarem o governo brasileiro a reduzir os tributos e a burocracia para termos alguma competitividade.

deadeye
deadeye
Responder para  Groosp
23 dias atrás

As exportações já são menos taxadas que o mercado interno, incide em tese apenas o Imposto de IE, a unica forma seria zerando o IE.

Groosp
Groosp
Responder para  deadeye
23 dias atrás

Falta simplificar a burocracia então. Papelada gera custos. Não só a relacionada a exportaçção mas ao dia a dia da empresa.

Robson
Robson
Responder para  Groosp
23 dias atrás

Não existe papelada a uns bons anos, hoje é tudo certificado digital meu caro.

Nilo
Nilo
Responder para  Robson
23 dias atrás

Hoje a burocracia está digital, a cartorizacao está mais ágil no acharque ao bolso do cidadão, preveligiados e oportunistas eleitos a cada dia mais vorazes.

Última edição 23 dias atrás por Nilo
André E.
André E.
Responder para  Groosp
23 dias atrás

Pra reduzir tributos tem que reduzir a gastança do congresso nas emendas e as farras dos incentivos fiscais para certos setores produtivos (inclusive os subsídios ao agro).

Pedro
Pedro
Responder para  André E.
23 dias atrás

Do executivo não?

JuggerBR
JuggerBR
23 dias atrás

Imagino que a partir das mid-terms americanas a maré vá mudar, de alguma forma. Um Trump fraco pode levar a mudanças nestas tarifas.

Askindian
23 dias atrás

Don’t worry india will soon join in brasil
tariff list

Luciano
Luciano
23 dias atrás

É ação política, ideológica, e visa agredir o Brasil porque não se submete. Ponto.

Para o “azar” dos norteamericanos e de alguns empresários brasileiros(infelizmente), não dependemos das exportações para eles tanto assim. Então, a solução é abrir novos mercados, algo que já foi feito em boa medida.

Se nos prestarmos a ler sobre o comércio nas áreas em que os yanks se consideram afetados, fica bem claro que é um ação política. Eles literalmente querem nos ferrar, como puderem. A outra taxa de 12%, que pode nos atingir, é mas cretina e vergonhosa ainda.

Ninguém deseja essa situação, mas é um momento único na história,…e que sabe, uma oportunidade.

André Macedo
André Macedo
23 dias atrás

E ainda criticaram o governo por não ir se defender, os EUA arbitrariamente decidem “processar” o Brasil por decisões nacionais e soberanas e o Brasil tem que legitimar isso indo sentar no banco dos “réus”? Kkkkkkkkkkkkk

Pedro
Pedro
Responder para  André Macedo
23 dias atrás

Então vamos continuar com nossa soberania, eles continuam com a deles e nós saímos perdendo financeiramente. Mas com a nossa “soberania”.

Carlos Campos
Carlos Campos
23 dias atrás

Parabens PR, EUA e China estão nos sancionando…. agradeço também ao Itamaraty e ao Ministro das Relações Exteriores…. Menção mais que Especial ao Alexandre de Moraes.

Última edição 23 dias atrás por Carlos Campos
Luciano
Luciano
Responder para  Carlos Campos
23 dias atrás

Tipo,…tu estás culpando a vítima do estupro, e não o estuprador. Cara, onde tu estás te informando? Para eu saber onde não me informar.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Luciano
23 dias atrás

Onde tu se informa? Brasil 247? Esses embargos vem da incapcidade dos nossos embaixadores, vai dizer que a China também é comandado pelo Trump?

Luciano
Luciano
Responder para  Carlos Campos
23 dias atrás

Em todos os canais jornalísticos, e especializados em economia, abertos e fechados, da televisão brasileira. O que tem a China? Eles compram literalmente tudo de nós, tudo.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Luciano
23 dias atrás

Sobre taxa nossos Produtos, e não eles não compram tudo de nós, quem compra de tudo de nos é os EUA, nossos produtos de alto valor agregado e de baixo valor agredado, vão para os EUA, se os EUA não fossem importatante não existiria essa choradeira com as sanções.

Pedro
Pedro
Responder para  Luciano
23 dias atrás

Taxa de 55%….

Última edição 23 dias atrás por Pedro
Macgarem
Macgarem
Responder para  Luciano
23 dias atrás

Pela quantidade de joinhas e negativas dessa galera, 18 em varios post tem uma galera (bots) agindo nos comentários.

Moderação ta dormindo ai.

Thiago Santos
Thiago Santos
Responder para  Macgarem
22 dias atrás

Tem bot nenhum negativando, é só o pessoal que tem senso crítico discordando dos absurdos falados.

Pedro
Pedro
Responder para  Luciano
23 dias atrás

Ele está culpando a polícia que quando viu o estuprador vindo não fez nada. O estuprado foi o Brasil. A única coisa que o governo, “polícia”, fez foi provocar a cada oportunidade. Nunca sentou a sério para negociar. Fez isso para ganhar votos, não se importando com a perda financeira que vai trazer para muitos.

Última edição 23 dias atrás por Pedro
NBS
NBS
Responder para  Pedro
23 dias atrás

As pessoas não estão livres do seu lugar na história. O silêncio tem lado, comunica, fala, diz. Há ações diante das quais não cabe silêncio. É como um determinismo histórico. A história está repleta de déspotas como Trump. Eles fazem muito mal a milhões de pessoas, mas não podem passar pela vida sem enfrentamento, mesmo por meio de ações silenciosas. Você não é obrigado a facilitar a vida e a vitória. Veja, poderíamos ficar em silêncio e vender a nossa posição de 200 bilhões de dólares em títulos do governo americano de uma só vez. Alguém poderia dizer: “Mas vamos perder dinheiro.” É verdade. Mas é um tiro bem dado na economia. Então, como dizia a minha avó: “O remédio para doido é outro doido e meio na porta.” Mas podemos dormir em paz; não tenho esse poder.

Luciano
Luciano
Responder para  Pedro
23 dias atrás

Mas que bobagem. Estão negociando a mais de um ano. Te presta a ver a declaração do Ministro das Relações Exteriores de hoje. Os americanos “exigiram” coisas impossíveis, exclusividade, em temas que quebrariam nossa indústria, arm falar que são contra lei. Nem falar do Pix. Ninguém desmentiu ele.

Nativo
Nativo
Responder para  Carlos Campos
23 dias atrás

Vai ler um pouco mais sobre o assunto, antes de escrever tanta besteira, digna do Malafaia.

Macgarem
Macgarem
23 dias atrás

A reaçao do brasil vai ser mandar mais faccionados para eles como punição

NBS
NBS
23 dias atrás

A taxação era favas contadas. Ninguém com experiência acreditava que o desfecho seria diferente. Trump buscava a capitulação do Brasil, algo que não seria aceito pelo atual governo, que mantém uma posição nacionalista e de defesa da soberania.
O grupo de negociação foi constituído e cumpriu todo o rito necessário, justamente para que nem os Estados Unidos nem o empresariado brasileiro — incluindo a indústria e o agronegócio — dissessem que não houve apontamentos, item por item, sobre as demandas dos EUA.
Havia pontos inegociáveis e pontos para entendimento. A psique de Trump não contemplaria uma saída em que ele não aparecesse como vitorioso. Ele precisava retomar o aumento das tarifas com base na Seção 301, e não como foi feito.
Cabe ao governo analisar os setores afetados, ver o que deve ser feito para cada um deles e construir, com os empresários refratários, novas possibilidades de negócios com outros parceiros.
A extrema direita é ideológica e busca manter uma guerra cultural e econômica. O único desavisado, sem consciência de classe, é o pobre que vive do trabalho, inclusive os “PPPs”.

Pedro
Pedro
Responder para  NBS
23 dias atrás

A posição do governo foi de comprar briga a cada oportunidade para ganhar votos. Capitulacao, ninguém pediu isso. O intuito era negociação, coisa que o governo não fez. Na prática, vamos ter prejuízo financeiro, mas o importante é a narrativa.

NBS
NBS
Responder para  Pedro
23 dias atrás

Todos sabemos que não há negociação possível com alguém que apresenta sérios distúrbios, como Trump. Desde a sua posse, há muitas evidências desse comportamento e de seu perfil psicológico. A imprensa norte-americana também acompanha de perto o uso da Presidência para ampliar a riqueza pessoal de Trump e de seus familiares.
O silêncio e a submissão cobram um preço alto dos líderes, pois Trump tripudia sobre os bajuladores.
O Brasil precisa auxiliar os segmentos afetados e, no meu entendimento, acelerar o desenvolvimento de ferramentas que nos livrem das sanções econômicas: meios de pagamento alternativos, maior integração econômica com os BRICS e com os países com os quais mantemos acordos comerciais, além da redução de nossa exposição aos títulos do governo norte-americano.
O enfrentamento ocorre porque temos um candidato que, juntamente com seu irmão, foi pedir a interferência dos Estados Unidos e a taxação do Brasil, conforme matéria jornalística na qual ele próprio admite isso.
A elite brasileira é tradicionalmente apátrida e se curva aos interesses norte-americanos. Há um comportamento aviltante de arriar as calças de forma vergonhosa. Quando você observa as matérias jornalísticas com pretensos especialistas, percebe que são quase sempre pessoas que possuem negócios nos Estados Unidos e tiveram seus interesses contrariados.
Há ainda um fenômeno que merece atenção: a extrema direita europeia, diferentemente da brasileira, costuma se apresentar como nacionalista. A extrema direita daqui é entreguista.

Lucena
23 dias atrás

O governo Trump já entro de cabeça na eleição do Brasil ….. para defender os seus interesses com ajuda dos MAGAs tupiniquins .

Nilo
Nilo
Responder para  Lucena
23 dias atrás

Trump se comprometeu a não interferir na eleição do Brasil. Segundo “o latino” o presidente do Brasil é que “…. e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”.
O EUA está no mais alto nível de predestinação. Alemanha passou por isso.

Última edição 23 dias atrás por Nilo
Pedro
Pedro
Responder para  Nilo
23 dias atrás

Verdade. Negociou bastante. Chamou um de fascista, outro de latino frustrado. Grande negociação. E quando chegou a conta, botou a culpa no outro.

Pedro
Pedro
Responder para  Lucena
23 dias atrás

Soh se for pra ajudar o governo. Quem vc acha que está com uma retórica provocativa e vai ganhar votos com isso? Ou acha que isso ajudaria a oposição?

Última edição 23 dias atrás por Pedro
Adriano Madureira
Adriano Madureira
23 dias atrás

Estados Unidos impõem tarifa de 25% a produtos brasileiros, mas preservam café, carne, suco de laranja e peças de aeronaves“.

O governo Brasileiro deveria vender esses produtos com taxa de 25%,ãlguns produtos não são taxados porque fazem parte do dia a dia do americano comum.

produtos que estão fora do tarifaço
Produtos de origem animal e carnes

Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças; meias-carcaças; cortes com e sem osso; cortes de alta qualidade; carnes processadas.
Miudezas e preparados: línguas; fígados; outras miudezas bovinas; carne preparada ou preservada, como corned beef.
Peixes e crustáceos: tilápia (fresca, refrigerada ou congelada, exceto filés em alguns casos); atum albacora e patudo; cavala; espadarte; lagosta; lagostins-do-mar.
Outros produtos de origem animal: mel natural orgânico certificado; coral; conchas.
Produtos vegetais e alimentos preparados

Hortaliças e legumes: tomates (com períodos específicos de entrada); jicama; fruta-pão; chuchu; brotos de bambu; castanhas-d’água; alcaparras; cogumelos secos (orelha-de-pau e shiitake).
Raízes e tubérculos: feijão Bambara; mandioca (cassava); taro; inhame (yautia); dasheens; araruta.
Frutas e nozes: cocos; castanha-do-pará; castanha de caju; macadâmia; noz-de-cola; areca; pinhões; bananas; abacaxis; abacates; goiabas; mangas; mangostões; laranjas; limas; etrogs; papaias; marmelos; kiwis; duriões; bagas.
Café, chá e especiarias: café (torrado ou não, descafeinado ou não); café solúvel, chá verde; chá preto; erva-mate; pimenta; páprica; baunilha; canela; cravo; noz-moscada; macis; cardamomo; coentro; cominho; gengibre; açafrão; cúrcuma; louro; curry; endro.Cereais, moagem e bebidas: cevada; alpiste; fonio; triticale; amidos; farinhas; suco de laranja; sucos cítricos; suco de abacaxi; água de coco.

Todos os produtos que trariam impacto na mesa dos americanos foram protegidos por Washington e com supervisão do departamento de Estado que está a frente, ao invés do Departamento de Comércio…

É mera politicagem daquele rato cubano, o americano do Paraguai, Marcos Rúbio…

Hoje ao anunciar a decisão de aplicar tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados aos EUA, o secretário de Estado americano Marco Rubio afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro”.

Como se esse senhor soubesse alguma coisa do povo brasileiro e se solidarizasse conosco e nosso dia a dia…

Em suas redes sociais, o secretário que faz parte da ala ideológica do governo Trump e é conhecido por sua política linha-dura contra países na América Latina, disse que a taxação é o preço que o Brasil paga pelo comportamento de Lula.

Aceitável para ele seria Lula se abaixar e beijar a bunda de Trump como esse lixo argentino do Milei e do Armando Bukele, Presidente daquele Bananal chamado El Salvador…

Ele deveria ver que o Brasil não é uma colônia como Porto Rico.

A guerra desse verme com o Brasil é puramente ideológica!

Em uma postagem em abril de 2023, ele sugeriu que o presidente brasileiro seria um “radical antiamericano” devido a uma visita do presidente brasileiro à empresa de tecnologia chinesa Huawei.

Ele ainda questionou se Lula é um “aliado da democracia” após viagem à China. “Lula está pensando em si mesmo e no Brasil, mesmo que isso signifique se curvar ao regime genocida da China”, disse em publicação no X.

O comércio com os Estados Unidos representa atualmente cerca de 9,4% das exportações brasileiras, 
Quem fica arrancando os cabelos com medo dessas tarifas, superestima muito os EUA e subestima o Brasil.

O Brasil tem capacidade e certamente consegue redirecionar suas exportações e diversificar seus destinos para minimizar impactos de tarifas americanas.

O Brasil tem expandido suas vendas globais, impulsionado por acordos comerciais do Mercosul com a União Europeia, EFTA e Singapura.
O governo federal oferece apoio por meio de programas de crédito e incentivo a exportadores para acessar mercados alternativos na Ásia, Oriente Médio e Europa.

Para reduzir a dependência comercial dos EUA, o Brasil e o Mercosul aceleram negociações de livre comércio com o Canadá.

As negociações entre o Mercosul e o Canadá foram retomadas devido ao objetivo canadense de reduzir sua dependência econômica em relação aos Estados Unidos.
Em julho de 2026, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, reuniram-se em São Paulo para intensificar o tratado.
O potencial do acordo é de acessar um mercado da ordem de US$ 4,5 trilhões.