Pentágono torna obrigatória triagem de deficiência de testosterona para militares com 30 anos ou mais
Exames serão incorporados às avaliações anuais de saúde de integrantes da ativa e da reserva; eventual terapia de reposição hormonal continuará sendo voluntária
WASHINGTON — O Pentágono anunciou a implementação imediata de um programa obrigatório de triagem para deficiência de testosterona entre militares norte-americanos com 30 anos ou mais. A medida abrangerá integrantes da ativa e dos componentes da reserva das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Os exames passarão a fazer parte da Periodic Health Assessment (PHA), avaliação médica periódica exigida dos militares. Integrantes com menos de 30 anos não serão testados automaticamente, mas poderão solicitar a realização do exame durante a própria avaliação de saúde.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, apresentou o programa como uma iniciativa destinada a preservar a saúde, a resistência física e a prontidão operacional das tropas. Em mensagem divulgada nas redes sociais, ele afirmou que o objetivo é garantir que os militares tenham níveis hormonais adequados para operar em sua “capacidade máxima”.
Segundo Hegseth, o programa não pretende promover o uso de hormônios como forma de aumento artificial de desempenho. A proposta, afirmou, é identificar deficiências e oferecer meios para restaurar as capacidades naturais dos militares, protegendo sua longevidade e sua aptidão para suportar as exigências físicas e psicológicas do combate moderno.
Tratamento permanecerá voluntário
Militares diagnosticados com níveis reduzidos poderão receber a oferta de terapia de reposição de testosterona. A realização da triagem será obrigatória para a faixa etária estabelecida, mas a adesão ao tratamento hormonal será voluntária, segundo Hegseth.
O memorando assinado em 15 de julho determina que o subsecretário responsável por pessoal e prontidão atualize as normas médicas até 15 de agosto de 2026. Os comandos militares e a Agência de Saúde da Defesa também deverão ajustar procedimentos internos, instruir profissionais de saúde e garantir que os testes estejam disponíveis em todo o sistema médico militar.
O Pentágono informou ainda que criará um conselho consultivo formado por especialistas externos para orientar as políticas de saúde e otimização do desempenho humano. Até o momento, porém, não foram divulgados os valores hormonais que serão considerados deficientes, o método exato de triagem ou os critérios para recomendar a reposição.
“Síndrome do Operador”
O documento relaciona a iniciativa ao combate à chamada “Síndrome do Operador”, expressão utilizada para descrever uma combinação de problemas de saúde observados inicialmente entre integrantes das forças de operações especiais. Segundo o memorando, o quadro foi identificado em 2020 durante pesquisas realizadas pelo Pentágono em parceria com instituições acadêmicas.
Militares de operações especiais podem ser submetidos durante anos a privação de sono, estresse crônico, lesões, concussões, jornadas irregulares e elevado desgaste físico. O Pentágono pretende aplicar à totalidade das Forças Armadas algumas das práticas desenvolvidas para acompanhar e tratar esses profissionais.
A triagem hormonal integra um programa mais amplo denominado Warfighter Performance Optimization — Total Force Fitness. A estratégia prevê maior uso de dados, dispositivos vestíveis e tecnologias de monitoramento para acompanhar desempenho físico, saúde cerebral, resistência cognitiva e capacidade de tomada de decisão dos militares.
Diretrizes médicas recomendam cautela
A testosterona contribui para a manutenção da massa muscular, da densidade óssea, da produção de glóbulos vermelhos, da energia e da função sexual. Seus níveis podem diminuir com a idade, mas também são influenciados por obesidade, doenças crônicas, medicamentos, distúrbios do sono e problemas nas glândulas responsáveis pela produção hormonal.
Especialistas ressaltam, entretanto, que um resultado isolado não é suficiente para diagnosticar deficiência hormonal. As diretrizes da Associação Americana de Urologia recomendam a confirmação por duas medições realizadas em manhãs diferentes, juntamente com a presença de sintomas compatíveis. Os níveis de testosterona variam ao longo do dia e podem ser temporariamente afetados por sono, alimentação, estresse e condições clínicas. (AUA)
A terapia pode beneficiar homens com hipogonadismo clinicamente comprovado, mas as evidências são menos conclusivas para pessoas saudáveis que apresentam apenas o declínio hormonal associado ao envelhecimento. A medida do Pentágono, portanto, deverá depender dos protocolos complementares que ainda serão divulgados para diferenciar uma deficiência médica de variações naturais.
Política provoca reação no Congresso
O anúncio também gerou críticas de parlamentares democratas. A senadora Tammy Duckworth, veterana da Guerra do Iraque, e a deputada Chrissy Houlahan, veterana da Força Aérea, questionaram se o Pentágono oferecerá avaliações hormonais equivalentes às mulheres militares, incluindo exames relacionados ao estrogênio, fertilidade e menopausa.
Embora o comunicado oficial mencione todos os integrantes da ativa e da reserva com 30 anos ou mais, o Pentágono ainda não explicou como a exigência será aplicada às mulheres, que também produzem testosterona, mas apresentam níveis e referências clínicas diferentes dos homens.
Para a administração de Hegseth, a iniciativa representa um investimento direto no combatente individual como elemento central da capacidade militar norte-americana. Sua implementação, porém, colocará o Pentágono diante do desafio de conciliar prontidão operacional, privacidade médica, evidências científicas e o risco de transformar uma triagem preventiva em incentivo ao uso excessivo de reposição hormonal.■

Off, mas ainda relacionado a área de saúde militar nos EUA…
…
“Departamento de Assuntos de Veteranos (VA) e Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) lançam nova parceria em terapia psicodélica que impactará mais de 1 milhão de veteranos.
(…)
Quase 6 milhões de veteranos convivem com doenças mentais ou transtornos por uso de substâncias. Cerca de um milhão deles têm doenças mentais graves, disse o secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), Robert F. Kennedy Jr, durante a cerimônia de assinatura do programa.
(..)
“Temos MDMA (ecstasy), psilocibina (“cogumelos mágicos”) e ibogaína em nosso portfólio…”
…
Rapaz, essa fixação pela testosterona dos homens, sei não kkkkk
Me parece outra coisa….
Deveria haver teste de sanidade mental para Secretários de Defesa.
Se fizerem essa triagem na alra cúpula do Governo dos EUA dá ruim para muita gente.
Aliás, acima dos 40 anos, a testosterona alta atua como facilitador de tumores de próstata em homens com predisposição ao câncer.
Isso é que dá colocar apresentador de programa matinal na TV como Secretário de Defesa.
Se bem que por aqui, há poucos anos, as forças armadas andaram comprando grandes quantidades de implantes penianos…
E gastaram uma grana com Viagra. Cada um com as suas prioridades…..
Faça amor, não faça a guerra.
Não sei qual o ganho prático, deve haver algum. Tendemos a achar estranho, por ser medida do Governo Trump, mas lembrem que o desgoverno anterior, de esquerda, defendia aplicação de hormônio feminino em crianças do sexo masculino…sem nenhum objetivo prático relacionado à saúde, apenas para agradar a turma do “summer of 68”. Em resumo, os EEUU vão de mal a pior, como aqui
“mas lembrem que o desgoverno anterior, de esquerda, defendia aplicação de hormônio feminino em crianças do sexo masculino…sem nenhum objetivo prático relacionado à saúde, apenas para agradar a turma do “summer of 68”.
Sai do Whatsapp filho, é melhor para sua saúde mental…
O governo brasileiro nunca defendeu ou autorizou a aplicação de hormônios femininos em crianças do sexo masculino!
O que diz a legislação e as normas medicas
A terapia de hormonia cruzada (como o uso de estrogênio ou testosterona) nunca foi permitida para crianças.
No Brasil, o uso de hormônios para transição de gênero é regulamentado de forma rígida.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece que o início de terapias hormonais cruzadas só pode ocorrer na maioridade.
Esses medicamentos não são hormônios femininos ou masculinos; eles servem apenas para pausar temporariamente o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários.
Atualmente, o CFM proíbe essa prática para menores, embora o tema ainda enfrente disputas judiciais específicas.
O desenvolvimento de caracteres sexuais secundários refere-se às mudanças físicas que ocorrem durante a puberdade.
Elas diferenciam o corpo masculino do feminino, mas não estão diretamente envolvidas no sistema reprodutivo (como ovários e testículos).
Essas transformações são impulsionadas por hormônios como testosterona e estrogênio.
No corpo feminino:
No corpo masculino:
Deve ser um sonho ser militar nos EUA, tu é respeitado, não ganha mal, viaja tem várias rotações, tem incentivo pra treinar e agora tem reposição hormonal pra ganhar força e ficar no shape. Isso que é vida!
Quem está achando ruim deve ter mais progesterona que testo no corpo.
O chato deve ser depois que sai das forças armada. Veterano lá sofre o pão que o excomungado amassou…
O que eu sei vendo de longe é que os salários não são bons, permitem apenas viver acima da linha da pobreza, e que há zero assistência pós a baixa. A estrutura de veteranos não dá conta de mante-los saudáveis e empregados. Claro que isso tudo pra base, pros engravatados do Pentágono a coisa é diferente…
Mais duas linhas no comentário e tu se entregava..
“Ganha bem”.
Anham
https://www.wral.com/archive/20979764/
Uma rotação não é essa uva toda, vou te provar.
Podemos considerar q o RJ é um dos piores lugares do mundo para ser policial. Vc seria policial no RJ? Imagino q não. Vamos a alguns números comparando.
Policiais feridos ano passado no RJ: 100 (tem sido a média anual de policiais baleados no RJ em serviço, q fique claro baleados em serviço).
Soldados americanos feridos em 20 anos de guerra do Afeganistão: 21.000. Se dividir por ano dá mais de 1.000 por ano. É um número 10x maior q o RJ, e olha q o Afeganistão foi uma guerra light na história americana. O Iraque foi pior.
Lembrando q isso é tiro de fuzil, explosivos IED, lança rojão, é lesão pra perder parte de corpo, pra não conseguir jogar futebol na quinta feira a noite, não conseguir pegar o filho no colo, levantar um copo de cerveja, etc.
É como eu disse, a guerra para um soldado americano não é essa uva toda.
O mais engraçado é q o resultado é previsível. Vão testar um operador top dos Seals depois de meses na zona de combate e a testo do cara vai estar quase zerada kkk por motivos óbvios: alto stress, privação de sono e comida.
Já o cara q é um mero praça fazendo a segurança da base, vão medi-lo e a testo vai estar 1000, só na sombra e agua fresca, comendo o rancho da base, indo na academia 5x por semana, dormindo as 22:00.
A realidade é diferente das fantasias dos fanboys. Os heróis mesmo sao carecas, meio barrigudos, com joelho lascado e 5 bicos de papagaio na coluna.
Sinais bem claro do desespero na elite de um império em plena decadência….assim como foi com o império romano.
Imagine quando o Peter descobrir, que o Pentagono e as forças armadas no geral, focam em atividades fisicas cadiovasculares como corridas, caminhadas e etc, e essas atividades DIMINUEM, o nivel de testosterona (ao contrário do treino de força).
Ele vai ter uma bela surpresa.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/1899423/
O setor de estaleiros basicamente inexistente e essa é a prioridade dos caras. É tão absurdo que eu não estaria impressionado se isso fosse uma sátira do Porta dos Fundos