British Steel

A empresa havia sido privatizada pelo governo Thatcher em 1988 e retornou ao controle estatal em julho de 2026, sob a justificativa de preservar uma capacidade industrial estratégica

LONDRES — O governo do Reino Unido colocou oficialmente a British Steel sob controle estatal nesta quinta-feira, 16 de julho, concluindo a nacionalização da companhia anteriormente pertencente ao grupo chinês Jingye. A medida foi apresentada como necessária para preservar a capacidade britânica de produzir aço, proteger milhares de empregos e assegurar o fornecimento de um material considerado essencial para a infraestrutura e a segurança nacional.

A transferência ocorreu imediatamente após a sanção da Steel Industry (Nationalisation) Act, aprovada pelo Parlamento e promulgada em 15 de julho. A legislação autorizou o governo a assumir ações ou ativos de empresas siderúrgicas quando a medida fosse considerada necessária ao interesse público.

O secretário de Negócios e Comércio, Peter Kyle, afirmou que a British Steel “agora pertence ao povo britânico” e que as prioridades serão estabilizar a empresa, manter a produção, apoiar as comunidades dependentes da siderúrgica e construir uma operação comercialmente sustentável e de baixo carbono.

Última produtora britânica de aço primário

O principal ativo da British Steel é o complexo de Scunthorpe, no norte da Inglaterra, que abriga os últimos altos-fornos em operação no Reino Unido capazes de produzir aço primário a partir de minério de ferro e carvão metalúrgico.

A instalação emprega diretamente cerca de 2.700 trabalhadores e sustenta milhares de outros postos de trabalho em fornecedores, empresas de logística e indústrias consumidoras. A produção abastece setores como ferrovias, construção civil, indústria automotiva, energia e defesa.

O governo considera que a perda dos altos-fornos deixaria o Reino Unido dependente de importações para determinadas categorias de aço. Segundo Peter Kyle, o desaparecimento dessa capacidade colocaria o país à mercê dos mercados internacionais e das decisões de produtores estrangeiros.

A preocupação aumentou diante da instabilidade geopolítica, das interrupções nas cadeias logísticas e da crescente disputa entre governos pelo controle de matérias-primas e capacidades industriais estratégicas. Na avaliação oficial, manter uma indústria siderúrgica doméstica é necessário para sustentar grandes obras públicas, redes de transporte, infraestrutura energética e projetos militares.

Governo já controlava as operações desde 2025

A nacionalização encerra um processo iniciado em abril de 2025, quando o governo britânico convocou extraordinariamente o Parlamento e aprovou legislação emergencial para assumir o controle operacional da siderúrgica.

Na ocasião, o grupo Jingye preparava a interrupção dos altos-fornos depois de rejeitar uma proposta de apoio financeiro apresentada pelo governo. Londres concluiu que o fechamento poderia provocar uma paralisação desordenada da produção, destruir milhares de empregos e eliminar a última capacidade britânica de fabricar aço primário.

Embora o Estado passasse a dirigir as operações e garantisse matérias-primas para manter os fornos funcionando, a propriedade formal da British Steel permaneceu com a Jingye. Durante mais de um ano, o governo tentou negociar uma solução comercial, incluindo a busca por investidores ou compradores privados.

As conversações não produziram um acordo que assegurasse o futuro da empresa e, ao mesmo tempo, fosse considerado aceitável para os contribuintes. Com a ausência de uma solução privada, o governo apresentou, em maio de 2026, a legislação que abriu o caminho para a nacionalização definitiva.

Operação custa mais de £1 milhão por dia

A preservação da British Steel tem exigido elevados recursos públicos. Segundo Peter Kyle, o governo vinha gastando mais de £1 milhão por dia para manter a siderúrgica funcionando e já havia destinado aproximadamente £640 milhões à operação até julho.

Dados apresentados anteriormente ao Parlamento indicavam que, até 14 de maio de 2026, o Estado havia fornecido £484 milhões em capital de giro desde a intervenção emergencial de abril de 2025. Os gastos posteriores incluíram a aquisição de matérias-primas, energia e apoio às operações industriais.

O governo argumenta que o custo deve ser comparado com as consequências econômicas e estratégicas do fechamento: perda de empregos especializados, impacto sobre fornecedores, interrupção de contratos e dependência permanente de aço estrangeiro.

Representantes da indústria apoiaram a nacionalização, mas advertiram que o controle estatal, por si só, não resolverá os problemas estruturais da empresa. A UK Steel afirmou que será necessário um plano de longo prazo capaz de devolver sustentabilidade comercial à siderúrgica.

Futuro de baixo carbono ainda precisa ser definido

Uma nova equipe de dirigentes não executivos foi nomeada para supervisionar a British Steel. As primeiras tarefas serão estabilizar as operações, manter padrões de segurança, assegurar a continuidade da produção e preparar propostas para tornar o negócio economicamente viável e menos intensivo em carbono.

O governo ainda não anunciou o projeto industrial definitivo para Scunthorpe. Entre os principais desafios estão o elevado custo da energia no Reino Unido, a necessidade de modernizar instalações antigas e a competição com produtores estrangeiros que operam com custos mais baixos ou recebem apoio estatal.

A transição para tecnologias de menor emissão poderá envolver novos fornos elétricos a arco, maior utilização de sucata metálica e outras formas de produção. Entretanto, Londres terá de decidir como preservar a capacidade de fabricar tipos de aço que dependem de matérias-primas primárias e são necessários para aplicações industriais específicas.

O Estado também poderá procurar novos investidores privados. O comunicado oficial afirma que a propriedade pública cria uma plataforma imediata para estabilizar a companhia, mas não exclui futuras parcerias ou participação do setor privado.

Compensação à Jingye será avaliada

A legislação determina a nomeação de um avaliador independente para decidir se a Jingye terá direito a compensação pela transferência da companhia ao Estado. O mecanismo de indenização deverá ser regulamentado durante o outono britânico.

O grupo chinês comprou a British Steel em 2020 e afirma ter investido mais de £1,2 bilhão para manter a empresa em funcionamento. O governo, porém, concluiu que não poderia chegar a um acordo com o antigo proprietário que protegesse simultaneamente a produção e os recursos públicos.

Com a nacionalização, a British Steel retorna ao controle estatal pela primeira vez desde sua privatização, em 1988, durante o governo de Margaret Thatcher.

Estratégia industrial e segurança nacional

A incorporação da empresa ao Estado integra uma política mais ampla de reconstrução da indústria siderúrgica britânica. A estratégia publicada em março prevê até £2,5 bilhões em investimentos e estabelece como ambição produzir domesticamente até 50% do aço consumido no Reino Unido.

O governo também reduziu em 51% os volumes de aço que podem entrar no país sem tarifas dentro das cotas comerciais. Produtos importados acima dos limites previstos poderão enfrentar uma tarifa de 50%, numa tentativa de conter os efeitos do excesso de capacidade produtiva global e da entrada de aço vendido a preços considerados artificialmente baixos.

Para Londres, o caso da British Steel deixou de ser apenas uma questão empresarial. A siderúrgica passou a ser tratada como parte da infraestrutura estratégica do país — uma capacidade industrial que o mercado, sozinho, não conseguiu preservar.

A nacionalização garante a sobrevivência imediata da produção em Scunthorpe. O desafio seguinte será transformar uma companhia deficitária e dependente de recursos públicos em uma indústria moderna, competitiva e capaz de fornecer o aço necessário para a infraestrutura, a transição energética e a defesa britânica.■


NOTA DA REDAÇÃO: A nacionalização da British Steel representa um movimento no sentido oposto ao adotado pelo governo de Margaret Thatcher, que privatizou a empresa em 1988 sob o argumento de que a propriedade pública restringia o espírito empresarial e de que, nas mãos do setor privado, a siderúrgica teria maior liberdade para crescer e prosperar.

Quase quatro décadas depois, o Estado britânico volta a assumir o controle da companhia porque considera a produção doméstica de aço indispensável à infraestrutura, à defesa, à energia e à segurança nacional.

O episódio demonstra que o discurso neoliberal sobre a superioridade absoluta do mercado tende a ser relativizado quando estão em jogo capacidades industriais estratégicas. Quando a dependência externa passa a ameaçar a autonomia nacional, até governos de economias tradicionalmente liberais reconhecem que determinadas atividades não podem ser avaliadas apenas por sua rentabilidade imediata. Em setores essenciais, o Estado continua sendo, em última instância, o garantidor da soberania econômica e da segurança nacional.



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deadeye
deadeye
23 dias atrás

“O episódio demonstra que o discurso neoliberal sobre a superioridade absoluta do mercado tende a ser relativizado quando estão em jogo capacidades industriais estratégicas. Quando a dependência externa passa a ameaçar a autonomia nacional, até governos de economias tradicionalmente liberais reconhecem que determinadas atividades não podem ser avaliadas apenas por sua rentabilidade imediata. Em setores essenciais, o Estado continua sendo, em última instância, o garantidor da soberania econômica e da segurança nacional.”

Complementando esse discurso, é importante ressaltar de que esse discurso vem sendo questionado desde 2008, diversas medidas protecionistas no mundo inteiro – inclusive nos EUA e Europa vem sendo tomadas desde 2008, inclusive com diversas privatizações sendo relativizadas no mundo todo. A pandemia em 2020 acelerou mais ainda esse processo, e ao que parece, o segundo mandado do Trump, irá acelarar mais ainda.

A globalização, praticamente, está morrendo aos poucos.

Hamom
Hamom
23 dias atrás

Ainda no Reino Unido, mais um caso de reversão de ´privatização:

“Segundo a BBC, em 31 de maio/2026, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer declarou:

“Prometi que restauraríamos o sistema ferroviário britânico em ruínas. A partir de hoje, a Southern Railway, a Thames Link, a Great Northern Railway e o Gatwick Express serão devolvidos ao Estado.”
(…)
Os internautas britânicos aplaudiram essa ação de forma esmagadora; eles realmente não aguentam mais.

Com os preços de bilhetes mais altos da Europa, atrasos, cancelamentos e falta de ar condicionado nos comboios… e, mais grave ainda, frequentes acidentes de segurança como descarrilamentos e colisões. Esta é a realidade ferroviária britânica.
(…)
Outras ferrovias privadas também serão nacionalizadas após o término de seus contratos, com conclusão prevista para 2027.
(…)
Em 20 de novembro de 2024, o Parlamento do Reino Unido aprovou a Lei de Serviço Ferroviário de Passageiros (Propriedade Pública).

Este projeto de lei representa o fracasso total da trajetória de mais de 40 anos da Grã-Bretanha rumo à “privatização ferroviária”.

Última edição 23 dias atrás por Hamom
Hamom
Hamom
Responder para  Hamom
23 dias atrás

As empresas ferroviárias privadas não protestaram nem gritaram; aceitaram tudo em silêncio.

Como já fizeram fortuna lucrando sem investir, sucateando o sistema ferroviário, podem facilmente se livrar do problema, deixando-o para o governo.

Daqui a 15 ou 20 anos, depois que o governo botar dinheiro público e restaurar e modernizar as ferrovias… certamente surgirão novas campanhas de publicidade caluniando os serviços ferroviários públicos (pra comprar a preço de banana) e pregando a “eficiência da privatização”…

deadeye
deadeye
Responder para  Hamom
23 dias atrás

E como eu comentei anteriormente, isso não está acontecendo apenas no Reino Unido. E sim no mundo todo, porém aqui temos politicos no sentido de que o Estado não deve fazer “nada” na economia.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  deadeye
23 dias atrás

O que você sugere que seja feito?

deadeye
deadeye
Responder para  Palpiteiro
23 dias atrás

O contrário do que estamos fazendo.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  deadeye
23 dias atrás

E o que seria?

J L
J L
Responder para  deadeye
23 dias atrás

Aqui eles querem usar e abusar e depois pedir para o estado intervir para ajustar e acertar a saúde da empresa como ocorreu recentemente com o banco Master e que tava na bica para o Banco de Brasília entrar restaurando o rombo. Como ocorre em várias empresas onde é necessário a intervenção do governo para não deixar o contribuinte na mão ou ressarci-lo do patrimônio investido. No final quem paga o preço desse vai e volta é o povo.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Hamom
23 dias atrás

Em 1988 havia o dobro de empresas no mercado e o país produzia quase 4 vezes mais aço que hoje. A narrativa da redação não analisa que em 1988 fazia sentido privatizar e por isso foi feito. A desindustrialização no reino unido é enorme, não são competitivos e tem inserido taxas de emissões de carbono que estrangulam sua indústria. Muitas siderúrgicas fecharam pela falta de competitividade. Importando minério, queda da oferta interna de carvão, custo e capacidade chinesa absurdo, queda do consumo interno e taxa de carbono. A única coisa que sobrevive é forno elétrico de sucata, mas esses não produzem a especificação de aços planos. Como o texto diz é algo deficitário e vai dar prejuízo. Se o país quer garantir a capacidade de produzir navios com seu aço terá que bancar o preço. Mas não vai ter capacidade de exportar os produtos devido ao alto custo. Algo similar ocorre com as refinarias que foram fechadas e a exploração de petróleo no mar do Norte. É a curva do sorriso, todo o mundo foi esperto e transferiu a manufatura para a China pois é a etapa de menor margem e maior investimento, agora descobriram que perderam seus mercados por falta de capacidade de manufaturada. Mas enxergam o bolso passando o osso para os chineses.

Rsantos
23 dias atrás

O que é essencial tem que ficar na mão do povo do governo,o neo- liberalismo está chegando no seu ponto finalíssima fique de exemplo pros apoiadores destruidores vendedores da pátria discípulos de Paulo Guedes.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Rsantos
23 dias atrás

É preciso fortalecer uma política industrial. A indústria é o setor que mais emprega e mais gera imposto mas demanda capital. Como tem margem menor, foram espertos e transferiram tudo para a China.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
23 dias atrás

Protecionismo para os países desenvolvidos e neoliberalismo para os países em desenvolvimento.

BraZil
BraZil
Responder para  Dagor Dagorath
23 dias atrás

Melhor comentário… a panela Atlanticista ditando normas para os outros e fazendo o que é melhor para eles…

J L
J L
Responder para  BraZil
23 dias atrás

Verdade, vidi as tarifas impostas pela União Europeia e até mesmo a China agora impôs uma tarifa a ser paga depois que as importações passarem de um determinado quantitativo, e agora chegou na vez dos USA.

Luiz Antônio
Luiz Antônio
23 dias atrás

Livre mercado no país dos outros é refresco.

deadeye
deadeye
Responder para  Luiz Antônio
23 dias atrás

“Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”

Nilo
Nilo
Responder para  deadeye
23 dias atrás

Casa os rentistas? Sumiram

Farias
Farias
Responder para  deadeye
22 dias atrás

No caso deles, eles realmente fizeram o que falaram pra fazer, só perceberam depois de muito tempo que foi uma grande merda mesmo.

Wagner
Wagner
23 dias atrás

A mãe do neoliberalismo clássico retirou o véu da hipocrisia, sempre foram intervencionistas estatal.
Na maldade também ensinaram Hitler como se fazia campos de concentração e limpeza etinica.
Mas ficaram chocados quando seu aluno empregou que aprendeu dentro da Europa.

Palpiteiro
Palpiteiro
23 dias atrás

O setor petroquímico britânico também afundou. Agora estão pagando a conta. Impostos altos, juros altos, mercados em baixa. Não é a toa que primeiro ministro não dura 6 meses seja de qual partido for. Os trabalhistas agora terão de comer crédito de carbono.

Lucena
23 dias atrás

O neoliberalismo tão propagado pelo “thcatchissismo” e o “Reaganismo” …. acabaram com a força econômica da Inglaterra e dos USA a longo prazo … hoje estão recolhendo o que plantaram.
.
No Brasil …. o neoliberalismo ….. detonou a sua indústria …principalmente a de base… graças com a ajudinha do famigerado plano demoníaco…”lava-jato” …com aquela bandeira falsa de combater a corrupção …rsrsr .
.
O juiz agente com seu comparsa no trama …um promotor agente …estão abraçados com o que há de mais corrupto da politicagem brasileira…basta verificar os escândalos que afloram no pântano do congresso nacional …. que eles defende tanto . .

Andromeda1016
Andromeda1016
23 dias atrás

Estamos testemunhando o jogo preferido dos neoliberais que é o jogo de gangorra entre o intervencionismo estatal da economia de Keynes vs o livre mercado de Hayek, ou seja, o célebre duelo “Keynes vs Hayek”. Quando querem quebrar os mercados defendem o livre mercado de Hayek e quando conseguem quebrar defendem o intervencionismo de Keynes para socorrer a economia com o dinheiro dos impostos (o famoso “privatizar os lucros e socializar os prejuízos”). Parece que está na hora deles começarem a rezar os mantras dos livros de Keynes agora … Onda de nacionalismos pelo mundo à vista ….

NBS
NBS
23 dias atrás

A nota da redação é perfeita na análise e na síntese. Para os mais jovens do canal, foi nesse período que se formulou o chamado Consenso de Washington: um conjunto de dez recomendações econômicas defendidas por instituições sediadas em Washington, como o FMI, o Banco Mundial e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, especialmente para os países da América Latina.
Privatizações, abertura comercial, disciplina fiscal, desregulamentação e redução da atuação direta do Estado eram praticamente impostas como condição para o acesso a empréstimos do FMI. Na prática, essa agenda ficou conhecida principalmente pela austeridade fiscal, pelas privatizações, pela abertura da economia, pela redução da intervenção estatal e pela maior liberdade concedida ao capital estrangeiro.
A promessa era controlar a inflação, atrair investimentos e gerar crescimento. Entretanto, em vários países, sua aplicação também foi criticada por aumentar o desemprego, reduzir os serviços públicos, enfraquecer a indústria nacional e ampliar as desigualdades.
Naquela época, a China tinha uma economia menor que a brasileira. A grande diferença é que o país não seguiu integralmente o receituário do Consenso de Washington: manteve empresas estatais, bancos públicos, controle sobre o sistema financeiro, planejamento econômico, política industrial e uma abertura gradual e seletiva ao capital estrangeiro. Isso ajuda a explicar por que sua trajetória posterior foi tão diferente da de muitos países latino-americanos.
Aqui, empresas foram privatizadas e o mercado foi aberto de forma acelerada, em um cenário no qual muitas empresas nacionais não possuíam capital suficiente nem acesso a financiamento barato. É nesse contexto, por exemplo, que morre a Engesa.

Cassini
Cassini
Responder para  NBS
18 dias atrás

Perfeito comentário!

Engesa, Companhia Brasileira de Tratores, Gurgel, Cobrasma e uma infinidade de empresas expressivas do setor industrial brasileiro desapareceram na década de 90. Fora as empresas que fecharam ou foram absorvidas por multinacionais ao longo das décadas seguintes.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
23 dias atrás

O governo do Reino Unido colocou oficialmente a British Steel sob controle estatal nesta quinta-feira, 16 de julho, concluindo a nacionalização da companhia anteriormente pertencente ao grupo chinês Jingye”.

Somente retaliação econômica! Acontecesse algo semelhante no Brasil, certamente patriotas iriam se revoltar contra tal atitude do governo Brasileiro e cobrar explicações na CRE&DN…

GFC_RJ
GFC_RJ
22 dias atrás

Acho maravilhoso (#sqn) mais esse FlaxFlu entre privatização x estatização como se fosse uma formuleta pronta e datada.

Enquanto isso a “estratégica” estatal ECT consome uns (pelo menos) 15BB BRL de recursos públicos por ano para cobrir déficit e a privatizada Embraer segue literalmente voando.

Enfim… o problema deve ser que eu sou “néuliberau” e sou “escravo da mão invisível”! Aliás… em blog militar pode-se chamar de “mão stealth” ou “mão furtiva”. 

deadeye
deadeye
Responder para  GFC_RJ
22 dias atrás

Nos EUA os Correios são estatais e no Reino Unido também foi até 2013

Última edição 22 dias atrás por deadeye
Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  GFC_RJ
22 dias atrás

É necessário gestão profissional e estratégia solida em qualquer que seja a empresa. Entendo que uma empresa como os correios tem que competir ativamente com um mercado livre e Amazon sem ganhar overhead, já o Correios arca somente com a logística, sendo obrigado operar em localidades remotas, assim como a burocrática caixa econômica. Que político dessas localidades irão aceitar fechar essas agências. É o mesmo caso dessas siderúrgicas britânicas, se quer ter, vai ter que pagar o prejuízo operacional. Sem contar que precisam de concursos e seguir as regras administrativas da lei que as rege. As regras de operação estatal no Brasil tira muita competitividade. Para comprar um rolo de papel higiênico em caráter emergencial vai leva mais de mês.

NBS
NBS
Responder para  GFC_RJ
21 dias atrás

É necessário pesquisar no Google como funcionam os serviços de correios pelo mundo, especialmente nas principais economias. Você vai se surpreender com os resultados financeiros. Essas empresas ainda são estratégicas para fortalecer o sentimento de pertencimento de um povo ao seu país.
Os Correios dos Estados Unidos dão um prejuízo colossal. Porém, o que está em jogo no Brasil é o escopo das atividades que foram retiradas da empresa. Os Correios perderam o filé do seu negócio, mas, por obrigação, continuam tendo que atender localidades remotas e de baixa demanda

h.saito
h.saito
21 dias atrás

Não tem nada a ver com liberalismo, isso é uma briga entre divergências socialistas.
Socialistas chineses contra socialistas ocidentais., a exemplo da briga entre o socialista Stalin e o socialista nazista Hitler.
Os socialistas quando brigam entre si costumam se matar como animais.
O atual governo britânico responsável pela estatização é socialista.
Trump é apenas um tonto dando ouvidos a idiotices alheias.
Liberalismo deixaria a empresa com os chineses ou a deixaria falir.

rui mendes
rui mendes
Responder para  h.saito
21 dias atrás

Só falta dizer que Hitler era da extrema-esquerda.

deadeye
deadeye
Responder para  rui mendes
18 dias atrás

Ou que Stalin ia entrar no eixo

Cassini
Cassini
Responder para  h.saito
18 dias atrás

Socialistas… kkkkkk

Cassini
Cassini
18 dias atrás

Ótimo exemplo, britânicos.

Que façam o mesmo e com muito mais frequência aqui.