Brasil classifica tarifaço dos EUA como interferência indevida e prepara socorro a empresas afetadas
Governo prevê linhas de crédito e apoio aos exportadores, avalia medidas pela Lei da Reciprocidade e recorrerá à OMC; ex-embaixador Rubens Barbosa recomenda cautela e afirma que decisão de Washington é uma imposição, não uma negociação
BRASÍLIA — O governo brasileiro classificou como uma “interferência indevida externa” a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre milhares de produtos do Brasil e anunciou que preparará medidas financeiras para proteger empresas, empregos e cadeias produtivas afetadas.
A sobretaxa norte-americana entrará em vigor em 22 de julho de 2026 e atingirá produtos como móveis, máquinas, calçados, açúcar, etanol, papel e equipamentos elétricos. Café, carne bovina, produtos energéticos, aeronaves e componentes aeronáuticos estão entre as principais exceções incluídas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR.
Segundo estimativa apresentada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, aproximadamente 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos — cerca de US$ 7 bilhões anuais — serão atingidas pela nova tarifa. Madeira, máquinas, móveis e calçados aparecem entre os setores mais expostos.
Governo vê pressão econômica e política
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida deve ser entendida como uma interferência externa que procura constranger o Brasil, seus trabalhadores e seu setor produtivo.
Na avaliação do governo, as tarifas não podem ser separadas das pressões políticas exercidas por integrantes da administração Donald Trump sobre instituições brasileiras e de manifestações relacionadas à política interna do país. Durigan declarou que esse tipo de interferência, seja econômica ou política, é inadmissível.
O Palácio do Planalto afirmou que 15 de julho ficará marcado como um dia “lastimável” nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Em nota, o governo sustentou que não existe justificativa econômica para a ação unilateral e lembrou que os norte-americanos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil durante os últimos 15 anos.
A Presidência também rejeitou as críticas norte-americanas ao Pix, à regulação das plataformas digitais e à atuação brasileira contra o desmatamento. O sistema de pagamentos instantâneos foi definido como patrimônio público e referência internacional de infraestrutura digital.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a decisão possui motivação política e criticou declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo fracasso das conversações. Vieira classificou a manifestação de Rubio como ofensiva e reiterou que o Brasil permaneceu aberto ao diálogo durante o processo.
Linhas de crédito e apoio aos exportadores
O Ministério da Fazenda prepara linhas de crédito e outros mecanismos de apoio aos segmentos atingidos. Segundo Durigan, as medidas deverão ser apresentadas até o início de agosto e aproveitarão a estrutura de um programa criado durante a primeira rodada de tarifas norte-americanas.
O governo pretende utilizar o Plano Brasil Soberano para preservar empregos, capital de giro e capacidade produtiva. O pacote poderá incluir crédito subsidiado, garantias para financiamentos, apoio à exportação e estímulos à abertura de mercados alternativos. Os detalhes financeiros ainda não foram anunciados.
Durigan indicou que o volume de recursos públicos deverá ser menor do que o mobilizado na crise tarifária anterior, uma vez que a atual lista de exceções reduziu o número de setores diretamente afetados. O ministro garantiu que as medidas serão compatíveis com as metas fiscais.
A estratégia oficial será desenvolvida em três frentes: apoio financeiro aos exportadores, diversificação dos mercados de destino e utilização de instrumentos jurídicos contra a decisão norte-americana.
Lei da Reciprocidade poderá ser acionada
O presidente Lula determinou o início dos procedimentos para aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional. A legislação permite ao Brasil responder a medidas estrangeiras consideradas unilaterais, discriminatórias ou prejudiciais aos interesses nacionais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a lei não deve ser tratada simplesmente como instrumento de retaliação, mas como mecanismo legítimo de defesa da economia, das empresas e dos consumidores brasileiros. A decisão sobre quais medidas serão adotadas caberá ao presidente.
Entre as opções em estudo estão restrições às remessas de dividendos e royalties de companhias audiovisuais norte-americanas e a suspensão temporária de determinadas proteções de patentes nos setores farmacêutico e de sementes agrícolas. As propostas ainda estão em avaliação e não foram formalmente aprovadas.
O governo considera que atingir direitos de propriedade intelectual ou interesses específicos de empresas norte-americanas poderá exercer pressão sobre Washington sem encarecer produtos importados consumidos no Brasil.
Uma elevação generalizada das tarifas contra mercadorias dos Estados Unidos poderia aumentar a inflação, prejudicar cadeias industriais brasileiras e afetar empresas que dependem de máquinas, componentes e insumos norte-americanos. Por isso, Brasília procura construir uma resposta que imponha custos políticos e econômicos sem transferi-los diretamente aos consumidores nacionais.
Brasil voltará à Organização Mundial do Comércio
Outra frente será a retomada do contencioso na Organização Mundial do Comércio. O governo pretende questionar a legalidade das tarifas e acelerar o estabelecimento de um painel de solução de controvérsias.
Uma decisão favorável ao Brasil poderia fortalecer juridicamente eventuais contramedidas e demonstrar que a resposta brasileira está amparada pelas regras multilaterais, e não apenas por uma reação política.
O problema é que o sistema de solução de controvérsias da OMC enfrenta limitações desde que os Estados Unidos bloquearam a nomeação de integrantes de seu Órgão de Apelação. Mesmo assim, Brasília considera importante registrar formalmente sua oposição e construir respaldo internacional.
Rubens Barbosa vê pouca margem para reversão
O ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa avalia que a iniciativa norte-americana não deve ser compreendida como uma negociação comercial convencional.
Em entrevista publicada antes da decisão final do USTR, Barbosa afirmou que o procedimento da Seção 301 era uma investigação unilateral conduzida pelos Estados Unidos e que as autoridades brasileiras possuíam pouca margem para alterar substancialmente seu resultado.
“Não é uma negociação.”
Segundo o diplomata, o Brasil apresentou em Washington argumentos sobre o superávit comercial norte-americano, o Pix, as plataformas digitais e as políticas ambientais, mas os esclarecimentos dificilmente mudariam uma decisão orientada pela estratégia tarifária mais ampla do governo Trump.
Barbosa reconheceu que os argumentos brasileiros possuem fundamento, mas recomendou que o país continue defendendo seus interesses por meios diplomáticos e evite uma retaliação que possa agravar o conflito ou prejudicar a própria economia.
Para o ex-embaixador, a melhor resposta passa pela diversificação dos parceiros comerciais, pela mobilização das empresas brasileiras e norte-americanas afetadas e pela continuidade do diálogo, ainda que Washington mantenha uma postura impositiva.
Washington diz permanecer aberto ao diálogo
O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as conversações realizadas ao longo do último ano não resolveram as divergências, mas declarou que Washington permanece disposto a negociar.
O governo norte-americano acusa o Brasil de práticas consideradas prejudiciais às empresas dos Estados Unidos em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual, etanol e proteção ambiental. Brasília rejeita essas alegações.
A administração Trump também advertiu que poderá rever suas ações caso o Brasil adote contramedidas. A ameaça aumenta a preocupação de exportadores brasileiros com uma possível escalada tarifária.
Além da tarifa de 25%, o Brasil está incluído em outra investigação norte-americana relacionada à presença de trabalho forçado nas cadeias internacionais de fornecimento. O processo poderá resultar em uma sobretaxa adicional de 12,5%, elevando para 37,5% a carga aplicada a alguns produtos brasileiros.
Desafio será reagir sem ampliar os prejuízos
O governo brasileiro enfrenta agora um equilíbrio delicado. Uma reação considerada fraca poderá ser interpretada como aceitação de pressões externas. Uma retaliação indiscriminada, por outro lado, poderá elevar preços, interromper cadeias produtivas e provocar novas medidas dos Estados Unidos.
A estratégia anunciada combina assistência financeira imediata, busca de novos mercados, contestação jurídica e preparação de contramedidas seletivas.
As exceções concedidas a café, carne, energia e aviação diminuem o impacto agregado, mas não eliminam os riscos para setores industriais intensivos em emprego e com forte exposição ao mercado norte-americano.
Para Brasília, a prioridade imediata será impedir que a tarifa provoque fechamento de fábricas, cancelamento de encomendas e demissões. No plano diplomático, o desafio será preservar canais de diálogo com Washington enquanto o governo denuncia aquilo que considera uma tentativa de utilizar instrumentos comerciais para influenciar decisões políticas internas do Brasil.■

BNDES está solicitando R$ 7,25 bilhões para socorrer empresas atingidas por barreira tarifária dos EUA.
O que mais a assesoria passou para vc? Precisamos de mais detalhes.
E qual vai ser o proximo passo? vc que e ligado a esse gente deve ter noiticas direto da fonte.
Esta em vários jornais do Brasil rsrsr
https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/bndes-pede-r-725-bilhoes-a-fazenda-para-reforcar-socorro-a-setores-afetados-por-tarifas-dos-eua/
Faz o seguinte, petista, pega essa grana dos empréstimos feitos pelo PT para as ditaduras de Cuba e Venezuela. Socorre todo mundo e ainda sobra.
Tem que respeitar a SOBERANIA americana.
Veem tudo sob a óptica política, até mesmo jogadores e times na Copa, e agora choram que alguém lhes contraponha e também possa ter algum tipo de motivação política?
Não gostam de bancar os sabichões da geopolítica? Tem que se bancar agora..
“um tal de Marco Rúbio” manda salve institucional e democrático.
O Brasil arde mas só atinge quem paga impostos, não aos milhões de quem deles vive; enquanto só atingir os primeiros, os demais vão continuar brincando de geopolítica, demogracinha, com opiniões inconsequentes e desconexas da realidade.
Ocorre que os comentários do Marco Rubio, não foram profissionais também né?
” …o governo brasileiro poderia optar por uma ação retaliatória limitada, apenas para sinalizar sua oposição e marcar posição..”
Até economista Monica de Bolle no Brasilagro assumi.
https://www.brasilagro.com.br/conteudo/qual-o-impacto-do-tarifaco-de-trump-no-brasil-deve-ser-restrito-diz-economista.html
Os comentários de Marco Rubio não aliviaram à pessoa que tanto o desqualificou nos microfones e que usou até lobistas do monopólio da carne para lhe deslegitimizar dentro do governo de seu país. Diplomacia tem vários tons, quem fala o que quer pode escutar o que não quer. Quem eventualmente cogite critica-lo por isso deveria antes ter criticado o Sr. Luís da Silva
Há, porém, 107 páginas de documento técnico do USTR embasando sua decisão e que o governo brasileiro, ao contrário por exemplo do britânico, preferiu ignorar e optou por resposta política. Daí tanto diferem os resultados para ambas as nações, porém, comprar a versão da Globo e Itamaraty é mais fácil, não precisa nem pensar.
Itamaraty, aliás, jogado na lama, instituição de Estado reduzida a braço partidário. O laranja do Celso Amorim inclusive se recusou a comparecer a uma CONVOCAÇÃO do Congresso, não era um convite.
Assim entendem respeito às instituições democráticas, assim entendem relações internacionais, eis os resultados do que plantam.
Meu caro todos os ministérios , em TODOS OS GOVERNOS E PAÍSES, são partidários, inclusive o de relações exteriores, acha que o Trump tem algum democrata no seu governo. Pelo amor de Deus.
Pensei… Lembre-se de que, no governo anterior, o chanceler era um terraplanista e olavista. Era alguém que, para o staff da Casa, soava como Shrek.
Primeiramente vamos ao fato, o documento da USTR não foi técnico, e sim poilitico, e nem sequer considerou o Superavit Comercial que temos. Outro ponto, nenhum outro governo mandou representantes governamentais para as apurações na USTR, o mundo inteiro considera as investigações como carta marcada considerando a decisão anterior da Suprema Corte dos EUA.
O documento técnico de “107” páginas, no qual você possivelmente não leu, considera o Pix como barreira a empresas de cartões de crédito, mesmo quando Visa e Mastercard continuam operando no Brasil, e mesmo quando Bancos Brasileiros também perderam a receita com tarifas de TED e DOC, argumento que foi apresentado e ignorado pela USTR.
O documento técnico de “107” páginas, desconsiderou inclusive de que a subretaxação do comércio Brasil e EUA vai afetar SUBSIDIÁRIAS de empresas dos EUA, tanto é que General Motors, Coca-Cola e diversas empresas dos EUA se mostraram contra a taxação, até mesmo a Tesla se manifestou contra por causa do niobio e do niquel.
Então eu não comprei versão de ninguem, eu literalmente apenas sei, e pensei que a investigação da USTR é carta marcada, como o mundo inteiro está levando assim.
E antes de acusar alguem de comprar versão de X ou Y, saiba que a USTR exigiu que o Brasil diminuisse o imposto de importação de veiculos, sendo que tal setor é abarcado pela tarifa externa comum do Mercosul, no qual o Brasil não tem o controle individual de negociar.
Então leia e interprete o contexto do documento supostamente técnico de 107 páginas, e o Marco Rubio, não vem sendo profissional desde antes de Julho do ano passado.
E ademais, tem que deslegitimizar o Rubio mesmo, ele está brigando por influencia com o J.D Vance e ele fez o mesmo ano passado no Brasil
Teu último paragrafo apaga qualquer aparência de seriedade que tenta emular.
Ok João do Caminão volta para o grupo de WhatsApp de onde veio, e volta aqui apenas quase saber diferenciar quais setores são abarcados pela “Tarifa externa comum do Mercosul” e quando entender o conceito de “Ironia e Sarcasmo”
Nível DCE.
Traduzindo: Eu não passei no vestibular, e por isso tenho uma aversão a quem estuda e estudou.
Nível EAD de faculdade Uniesquina. Não tira 500 numa dissertação estilo Enem ou Fuvest.
Acho que o colega que põe os USA antes do próprio país deve ser lá do Hoje no Mundo Militar. É típico a viralatice desse povo. Quinta coluna total.
Diga João do Caminhão, o que é a tarifa externa do Mercosul, que impede negociações individiuais??
Pergunta pro Milei
Qual, sobre aquele Memorando de Entendimento não vinculante e com nenhuma aplicação prática?
O objetivo do Pix é expropriar o dinheiro das pessoas e rastrear tudo. Na verdade o Pix é mais uma forma de crédito social que de dinheiro. A Briga é: os EUA acham que eles é quem tem que ter o controle do bovino brasileiro, já o governo brasileiro acha que é ele, em comum acordo os dois acham que o individual não deve ter controle sobre nada.
Você tem a liberdade de não fazer Pix e usar dinheiro físico. Hoje ninguém mais tem troco. O Pix é de longe a maior inovação no Brasil dos últimos tempos. Inclusive o Brasil avançou no ranking de inovação internacional graças ao Pix. Eu gostaria de parabéns os responsáveis pelo Pix.
Aliás antes do Pix o Quênia criou o mpesa que é como um Pix que é operado como se fosse crédito de celular pela empresa de telefonia. É um ótimo case de avanço, que revolucionou a vida das pessoas por lá.
“ O Pix é de longe a maior inovação no Brasil dos últimos tempos. Inclusive o Brasil avançou no ranking de inovação internacional graças ao Pix”.
Foi uma grande invenção!
Se o PiX não tivesse valor e importância, o Banco Central do Brasil não estaria assinando termos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais( entre eles os Estados Unidos…) ao redor do mundo para a transferência de tecnologia do mesmo…
China, Índia, Singapura e o bloco de países da Europa estão interessados.
De onde vc tirou isso?! Vc se refere a DREX?
“Documento técnico” kkkkkkkkkkkk tão técnico que convenientemente deixou produtos agropecuários de fora enquanto criticava justamente o desmatamento ilegal.
Citar os britânicos que andam na coleira dos americanos há décadas é uma piada.
E também deixou a celulose de fora…
Então… A Inglaterra é um caso fenomenal para estudos. Trata-se de um ex-império que possui características de bipolaridade: perante os EUA, assume uma desconcertante vassalagem; perante os demais, falta-lhe o chá de revelação de que já não é tão relevante.
“Veem tudo sob a óptica política, até mesmo jogadores e times na Copa, e agora choram que alguém lhes contraponha e também possa ter algum tipo de motivação política”.
Por acaso o Trump está agindo de forma diferente? Agindo até contra cartão vermelho na copa.
Será que ele vai entregar o troféu se a Espanha ganhar?
è uma possibilidade. Os EUA possuem um governo disfuncional e ideológico.
mas a vaia será grande e longa….
É que o nosso país foi agredido por outro país, por meio de seus representantes legais. Então, isso pode caminhar para um problema diplomático.
Para além dessa observação, há uma constatação: o país possui uma quinta-coluna que, de forma aparentemente despretensiosa, conta com um representante no Senado que também tramou contra os interesses brasileiros.
Em um sentido patriótico e nacionalista, o lugar onde temos as nossas raízes e a nossa cultura tem como primeiro elo a preservação daqueles que nos rodeiam. É muito desconcertante perceber que, em outro momento histórico, haveria consequências.
Bibliotecas de universidades públicas são abertas a visitação. Em algumas você inclusive pode pegar um livro e estudar o dia inteiro lá. Garanto que é melhor que o Brasil Paralelo e a Jovem Pan.
Toda ação tem a sua reação, essa é a base da lei da reciprocidade.
.
O governo tem que ser astuto e prudente para aplicar a lei e mostrar que somos um país soberano….mesmo que o império ameace e os seus suditos…os MAGAs venham defender o agressor imperiador Trump e seus vassalos.
E diga-se de passagem, de Julho de 2025 até Julho de 2026, a participação dos EUA nas exportações Brasileiras, caiu de 12.3% a 9.1%, se isso continuar a Holanda ou a Espanha vão passar os EUA, como o nosso quarto maior parceiro comercial.
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/um-ano-apos-tarifaco-fatia-dos-eua-nas-exportacoes-do-brasil-atinge-minima-historica.shtml
Rádio Itatiaia
https://www.itatiaia.com.br › Política
há 2 horas — O governo Lula optou por adiar a aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta aos novos “tarifaços” dos EUA, priorizando a negociação para …
Não temos cacife para aplicar lei de reciprocidade. Bonito bater no peito e falar soberania, mas na prática se aplicarmos essa lei vamos sair perdendo.
Curiosidade, o Canadá que é mais dependente aos EUA retaliou, cadê a depressão na economia Canadense como muitos falavam?
Voltaram atrás. O único que retaliou e tem bala na agulha pra fazer isso foi a China.
Voltaram atrás quando o Trump parou de falar em anexar o Canadá, ou você não percebeu isso?
A decisão ocorreu após os EUA concordarem em isentar bens canadenses compatíveis com o acordo de livre-comércio. O Canadá também suspendeu um imposto sobre serviços digitais para avançar nas negociações. Acha que alguem realmente levou a sério que EUA invadiria Canadá? Brasil não é Canadá. se usar reciprocidade vai levar mais tarifas. Isso não torcida de jogo de futebol pra reagir com o fígado. A hora é de negociar.
Negociar com o outro lado que quer o impossivel? eu vejo que você não leu a outra matéria aqui no forte. E diferentemente de você eu trabalho na area de comércio, se o Brasil taxar os EUA quem vai perder é os EUA por causa do superavit no qual vocês nem sequer consideram no seu cálculo.
Ademais, um Senador no congresso dos EUA argumentou a mesma coisa…
Sim, negociar. Como adultos fazem. Até o governo, que esta louco pra comprar essa briga por causa da reeleição já pisou no freio. O ministro da Fazenda, afirmou que o governo não estuda uma retaliação aos Estados Unidos.
“Não cabe falar em retaliação. Retaliação é uma palavra que está fora do nosso escopo e está fora do nosso trabalho”, Talvez vc precise mudar de área.
Por que não cita o restante da fala?
“Segundo Durigan, o governo segue avaliando junto empresários opções de reciprocidade, conforme medida aprovada pelo Congresso Nacional.
Ele afirmou que a medida deve ser usada “na medida de no tempo correto”.
“Estamos tomando muito cuidado com isso. E o cuidado não é em relação aos Estados Unidos, e sim em relação à nossa economia. A gente não pode entrar nessa ótica de usar o momento político-eleitoral para fazer ataques político-eleitorais, prejudicando a economia”, afirmou.”
ué..mas é o que estou falando. Esta certo.
“Estamos tomando muito cuidado com isso. E o cuidado não é em relação aos Estados Unidos, e sim em relação à nossa economia. A gente não pode entrar nessa ótica de usar o momento político-eleitoral para fazer ataques político-eleitorais, prejudicando a economia”..perfeito.
Ocorre que você, não tem a capacidade de interpretar texto. O que ele quis dizer, é que o governo NÃO, estuda retaliar com tarifas, e sim de outra forma.
E inclusive, se você tivesse lido a máteria de onde tirou na integra, tem isso aqui no final:
“A Lei Nº 15.122, de 11 de abril de 2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano passado, determina critérios proporcionais em caso de barreiras comerciais a produtos brasileiros.
Na prática, a legislação prevê a possibilidade do Brasil oferecer o mesmo tratamento dado à ele e, conforme previsto em lei, a reciprocidade pode ocorrer de três formas:
Retaliação direta por meio de tarifas: quando o Brasil impõe tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos, atingindo setores estratégicos dos EUA, como o agronegócio. Ações multilaterais: o Brasil pode recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) para contestar as tarifas, o que pode resultar em uma articulação com os outros países, também taxados pelos EUA, segundo Lula. Revisão de isenções comerciais: o país pode rever acordos bilaterais que beneficiem os EUA, seja no campo tributário, logístico ou consular.No entanto, após a fala de Durigan nesta manhã, o primeiro método não deve ser uma das opções avaliadas neste momento.”
E antes que você venha encher o saco, consultas ao setor privado sobre retaliação, é o primeiro passo para a aplicação da lei, conforme fica claro.
Art. 5º As etapas para a implementação do disposto nos arts. 2º e 3º serão estabelecidas em regulamento, que deverá prever, entre outras disposições: I – a realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;
Então, interprete.
Ocorre que você, não entendeu o que ele disse. O que ele quis dizer, é que o governo NÃO, estuda retaliar com tarifas, e sim de outra forma.
E inclusive, se você tivesse lido a máteria de onde tirou na integra, tem isso aqui no final:
“A Lei Nº 15.122, de 11 de abril de 2025, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ano passado, determina critérios proporcionais em caso de barreiras comerciais a produtos brasileiros.
Na prática, a legislação prevê a possibilidade do Brasil oferecer o mesmo tratamento dado à ele e, conforme previsto em lei, a reciprocidade pode ocorrer de três formas:
Retaliação direta por meio de tarifas: quando o Brasil impõe tarifas equivalentes sobre produtos norte-americanos, atingindo setores estratégicos dos EUA, como o agronegócio. Ações multilaterais: o Brasil pode recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) para contestar as tarifas, o que pode resultar em uma articulação com os outros países, também taxados pelos EUA, segundo Lula. Revisão de isenções comerciais: o país pode rever acordos bilaterais que beneficiem os EUA, seja no campo tributário, logístico ou consular.No entanto, após a fala de Durigan nesta manhã, o primeiro método não deve ser uma das opções avaliadas neste momento.”
E antes que você venha encher o saco, consultas ao setor privado sobre retaliação, é o primeiro passo para a aplicação da lei, conforme fica claro.
Art. 5º As etapas para a implementação do disposto nos arts. 2º e 3º serão estabelecidas em regulamento, que deverá prever, entre outras disposições: I – a realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;
Então, interprete.
ah..agora não é mais sobre tarifas..engraçado, pq vc começou a discussão dando como exemplo o Canadá; “A retaliação do Canadá contra os Estados Unidos incluiu tarifas de 25% sobre bilhões de dólares em produtos americanos”..acho que me confundi tb..ainda mais com essa outra- “E diferentemente de você eu trabalho na area de comércio, se o Brasil taxar os EUA quem vai perder é os EUA por causa do superavit no qual vocês nem sequer consideram no seu cálculo.”..acho que essas referencias de taxa me deixaram confuso sobre o foco NÃO ser sobre taxas.
Sim, vocês não consideram. Já que o Durigan deu a entender que não querem aumentar a inflação. Eu recomendo a ler sempre a matéria toda… como o seu presidente favorito disse “Vocês não deram o complemento” o complemento está lá… a retaliação, vai vir.
Acho que o que concordamos que o Brasil não deve sair perdendo dessa. Mas claro, tem que usar a cabeça.
Ahh, e esqueceu de interpretar o “neste momento”…
É só a gente proibir a exportação de um mineral no qual controlamos 90% do mercado, e quebrar umas patentes de medicamentos e sementes agricolas que os EUA desiste rapidinho….
Também temos a opção de vender uns 168 bilhões em titulos do tesouro americano, já que somos o oitavo maior credor… fazer isso de uma vez, não seria nada bonito.
Acredito que não seja por meio da aplicação de tarifas. Lembremos que a maioria do mundo ainda rende vassalagem irrestrita. Mas existem outros meios que não envolvem taxação.
Pode-se incrementar as importações de países com os quais possuímos acordos. Isso reduziria a nossa demanda por produtos norte-americanos, equilibrando a balança comercial. Caberia ao governo avaliar os mecanismos disponíveis dentro das regras do comércio internacional.
Falando em estados unidos, nesta noite os persas atingiram uma base americana na Jordania e uma suposta bateria de Himars no Kwait. A briga está esquentando.
lendo os comentários a galera criticando a taxação dos EUA, mas sem dar um piu sobre as restrições da China e União Europeia.
Outra galera reclamando das restrições da China e União europeia e celebrando as ações dos EUA.
No fundo, a politização virou apenas cegueira ideológica.
ACORDEM…PAREM DE VOTA EM POLITICOS POPULISTAS igual Lula e a família Bolsonaro. Vivemos em pais onde metade a população odeia a outra metade e vice e versa.
Veja só a realidade que está aí….bem cristalina….tem um governo externo que quer porque quer impor os interesses deles aqui…FATO.
.
Se uma parte da população apoia o agressor e a outra fica indignada com a agressão e o governo atual tem a obrigação de defender o país….É constitucional…manda a lógica e a lei..
Então…nos diga …com esse papo de polarização…3 via …nos diga então…O quê você faria se fosse o presidente …baixava a cabeça e submetia a nação toda …ou procurava defender a nação?
..
e fomos taxado pelo nossos 3 maiores compradores EUA, China e União Europeia. Vc ainda quer defender seu politico de intimação???? Isso explica muito pq o Brasil do futuro que nunca chegar afff
Apenas um adendo, no caso da UE e da China foi apenas na carne bovina, e em ambos as negociações estão em andamento. Nenhum dos três tomou uma ação como dos EUA no qual mira mais de um setor econômico, é falsa simetria.
Quem esses gringos pensam que são para reclamar de censura, ameaças e investigações feitas por agentes estatais brasileiros contra cidadãos e empresas estadunidenses por atos feitos em território estadonidense? Um país soberano?
Eu quero que o governo censure as redes sociais porque eu sei que ele faz isso pensando no meu próprio bem. Só um fascista pode ser contra a censura.
Onde já se viu querer tarifas iguais a que aplicamos ao México e a Índia? Querem igualdade de consições? É o que faltava!
Combate à corrupção? Se não combatêssemos a corrupção não teríamos como presidente a alma mais honesta do país!
Trabalho escravo e desmatamento? No outro governo isso era errado e até denunciamos a organizações internacionais pedindo intervenção mas agora é feito com amor.
Pirataria e demora no registro de patentes? Como eles querem que o brasileiro adquira esses produtos com a nossa carga tributária? Quem vai fazer o registro de patentes? As pessoas contratadas para fazer isso? Eles não tem idéia do trablho que dá trabalhar.
“Onde já se viu querer tarifas iguais a que aplicamos ao México e a Índia? Querem igualdade de consições? É o que faltava!”
É, o Groosp nunca ouviu falar no conceito de ratamento Especial e Diferenciado (TED) conforme regulamentação da OMC, já que México e India são considerados como Paises em Desenvolvimento.
https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento/download/3dda9ef4-be49-4f57-8ff8-4af7e2738d52
Privilegio no qual um presidente retirou o Brasil em 2019, na tentativa de entrar na OECD sendo que em 2020 os EUA não endossou o Brasil….
“Quero pagar mais caro porque o governo sabe gastar o meu dinheiro melhor que eu.”
O Brasil ainda não cumpre as regras exigidas para admissão na OCDE. Como esse país iria funcionar com regras básicas de transparência e anticorrupção? Se é para roubar só USD 20K, o corrupto brasileiro nem sai da cama.
Falou, falou, falou e não falou nada e não bateu no ponto principal;
pare de idolatra politico populista
O Lula é populista, o Bolsonaro e familia são populistas. Qual politico populista você está falando? Eu estudo comércio desde 2017.
E até agora o Sr. ali, não rebateu o ponto de que India e México são classificados na OMC como paises privilegiados, o que justifica a tarifa menor.
Caro perde tempo, esse é aquele que de eleição em eleição sempre tem um candidato limpinho, é assim desde Collor de Melo passando pelo moti do “gestor”, como em SP “o gestor”, tudo ramela do mesmo olho da usura.
Eu só sei de uma coisa, como alguém que TRABALHA, com comércio, ainda mais sendo advogado na area, eu fico P da vida com tanta informação errada que esse pessoal acredita.
vc e aquele que há 20 anos acredita na mesma narrativa populista e acha que o cara merece mais 4 anos afff…acorda e pare de idolatra politico
China, União Europeia e EUA nos taxaram, estamos lascados na mão de um senhor de 80 anos semianalfabeto….
Isso tudo tem varios motivos, JBS e seu monopolio corrupto finaciado por dinheiro roubado do povo via impostos, a censura promovida pelo corte suprema federal, as perseguições politicas, as tramoias que o brasil pratica contra qualquer coisa importada, o estado cobra praticamente 100% em imposto sobre um produto, e reclamam das taxas dos americanos. Isso são os motivos principais alem das promessas vazias do lula para o trump sobre tirar parte da corte suprema do cargo, o lula nunca vai cumprir com esse combinado. E agora vez as tarifas para punir os empresarios brasileiros no geral.
Imagine quando você descobrir que os EUA também cobra tarifa de 100% em diversos produtos kkkkkkkkkkkkkkkk. Tenta exportar alho para os EUA e veja o pagamento de 250% de tarifa, apenas a titulo de exemplo.
O governo Brasileiro deveria vender esses produtos com taxa de 25%,ãlguns produtos não são taxados porque fazem parte do dia a dia do americano comum.
produtos que estão fora do tarifaço
Produtos de origem animal e carnes
Carne bovina: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; carcaças; meias-carcaças; cortes com e sem osso; cortes de alta qualidade; carnes processadas.
Produtos vegetais e alimentos preparados
É mera politicagem daquele rato cubano, o americano do Paraguai, Marcos Rúbio…
Eles fazem Taxação Seletiva! Tudo aquilo que atinge a barriga, o prazer alimentício, o Breakfast do americano comum, eles retiraram da lista.
Portanto, o povo americano deveria ser o alvo! Um povo descontente é problema em qualquer lugar, seja nos EUA, Brasil ou até mesmo em
Tuvalu, Nauru e Kiribati…
Estados unidos é como aquele garoto, jogador do time de Basketball e que adora fazer bullying com todo mundo.
Que adora fazer Bullying Social com suas vítimas, destruindo a reputação delas, disseminando inverdades(Fake news e dados economicos incorretos…), ameaças para diminuir e intimidar o alvo com provocações constantes.
e por fim o Bullying Físico, envolvendo o uso da força física ou danos à propriedade do estudante, empurrões nos corredores, rasteiras ou chutes, além de roubar, chantagear e extorquir as vítimas.
O problema é quando aparece alguém “fora da curva”,aquele “aluno” que discorda do status quo, que não aceita as coisas “porque sempre foram feitas assim”. que age diferente da maioria dos Bullied e apresenta resistência para não “abaixar a cabeça”.
Fez isso com o Canadá e agora os produtores de bebida americanos perderam grande parte do espaço no mercado canadense,o volume geral de álcool importado dos EUA despencou significativamente.
As exportações para o Canadá despencaram cerca de 85% em valor, impulsionadas por quedas drásticas que incluem uma redução de mais de 70% nos destilados e de até 96% nos vinhos norte-americanos.
Nesse jogo,quem for frouxo e abaixar a cabeça está frito!