US Brazil China

Proposta revelada pelo ICL Notícias teria exigido tarifa zero para produtos norte-americanos, proteção às big techs e limitações ao capital chinês nos setores de mineração e terras raras; conteúdo integral não foi divulgado nem autenticado publicamente pelos dois governos

BRASÍLIA — O governo do presidente Donald Trump teria condicionado uma eventual redução das tarifas impostas ao Brasil a um amplo conjunto de concessões comerciais, regulatórias e geopolíticas, incluindo restrições a investimentos chineses nos setores de mineração, refino e minerais críticos.

A informação foi publicada nesta sexta-feira, 17 de julho, pelo ICL Notícias, que afirma ter obtido uma carta de três páginas enviada ao governo brasileiro pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em 9 de janeiro de 2026.

Segundo a reportagem, o documento respondia a um rascunho de declaração conjunta encaminhado por Brasília em novembro de 2025. Washington teria rejeitado a proposta brasileira e apresentado como contrapartida um acordo provisório que exigia abertura do mercado, mudanças regulatórias e alinhamento do Brasil à estratégia norte-americana de reduzir a influência da China nas cadeias de minerais críticos.

Os registros públicos confirmam que Brasil e Estados Unidos mantiveram sucessivas negociações comerciais entre 2025 e 2026. Uma declaração conjunta divulgada pelo USTR em outubro de 2025 registrou conversações entre Greer, o secretário de Estado Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira, além do compromisso de criar uma agenda de trabalho. Os termos específicos revelados pelo ICL, entretanto, não aparecem nos documentos oficiais disponibilizados publicamente.

Restrições a investimentos considerados ligados à China

O ponto de maior alcance estratégico estaria no capítulo dedicado aos minerais críticos.

De acordo com os trechos publicados, o Brasil deveria adotar medidas para limitar investimentos de “atores não orientados pelo mercado” e de “entidades estrangeiras de preocupação” na mineração, no refino e em outros segmentos industriais considerados essenciais.

A linguagem não mencionaria diretamente a China, mas é interpretada pela reportagem como referência ao Estado chinês, a empresas públicas e a companhias apoiadas por Pequim.

A proposta também exigiria a revisão da venda das operações brasileiras de níquel da Anglo American e a garantia de um processo considerado justo para empresas norte-americanas interessadas em investir no setor mineral brasileiro.

Caso seja confirmada, a exigência demonstraria que a disputa comercial ultrapassava temas como tarifas, etanol e plataformas digitais. Washington estaria utilizando a possibilidade de reduzir as sobretaxas para tentar influenciar a escolha dos parceiros estrangeiros admitidos em um setor estratégico da economia brasileira.

Terras raras no centro da competição entre Estados Unidos e China

Terras raras

A pressão é compatível com a prioridade atribuída pelos Estados Unidos aos minerais críticos durante o segundo governo Trump.

Em janeiro de 2026, a Casa Branca afirmou que a dependência externa nesses insumos representa uma vulnerabilidade para a fabricação de armamentos avançados, infraestrutura energética e produtos industriais. O governo norte-americano também declarou que seus acordos com parceiros buscavam diversificar as cadeias globais e reduzir a dependência de países considerados adversários.

No mês seguinte, Washington promoveu uma reunião ministerial destinada a “remodelar o mercado global” de minerais críticos e terras raras. Autoridades norte-americanas apresentaram o Brasil como um parceiro potencial para a construção de cadeias de fornecimento mais resistentes.

O interesse decorre da posição brasileira nesse mercado. Um estudo lançado pelo Ministério de Minas e Energia em junho estima que o país possui cerca de 21 milhões de toneladas em reservas de terras raras, correspondentes à segunda maior reserva mundial. O relatório alerta, porém, que simplesmente exportar minerais brutos repetiria um modelo histórico no qual o Brasil não captura o valor industrial e tecnológico das etapas de processamento e fabricação.

Aceitar limitações dirigidas especificamente a investidores chineses poderia, portanto, afetar não apenas projetos de mineração, mas a estratégia brasileira de atrair tecnologia, financiamento e instalações de processamento.

Tarifa zero para etanol e bens industriais

A contraproposta norte-americana também teria exigido a eliminação das tarifas brasileiras sobre o etanol produzido nos Estados Unidos.

Na área industrial, Brasília deveria zerar impostos de importação sobre produtos químicos, veículos, autopeças, equipamentos médicos, produtos farmacêuticos e frutos do mar norte-americanos.

O Brasil também teria de aceitar automóveis fabricados segundo as normas federais de segurança dos Estados Unidos, sem exigir integralmente a adequação aos processos nacionais.

No setor de saúde, a proposta previa o reconhecimento de certificados eletrônicos e de autorizações emitidas pela Food and Drug Administration, a FDA, para dispositivos médicos e medicamentos produzidos nos Estados Unidos, sem exigências regulatórias brasileiras adicionais.

Na prática, isso significaria reconhecer decisões de uma agência estrangeira como suficientes para permitir a entrada de determinados produtos no mercado nacional — uma mudança que envolveria competências atualmente exercidas por autoridades brasileiras.

Jatos comerciais norte-americanos também seriam beneficiados

O capítulo aeroespacial teria exigido a retirada de todas as tarifas e barreiras não tarifárias incidentes sobre a venda de jatos comerciais dos Estados Unidos no Brasil.

Embora a proposta publicada não cite fabricantes, a medida beneficiaria diretamente empresas norte-americanas do setor e aumentaria a exposição da Embraer à concorrência estrangeira em seu próprio mercado doméstico.

A exigência chama atenção por envolver um segmento no qual o Brasil possui capacidade industrial própria, domínio tecnológico e presença no mercado internacional.

Uma abertura unilateral, sem contrapartidas equivalentes para a indústria brasileira nos Estados Unidos, poderia interferir nas condições de competição de um dos setores de maior valor agregado da economia nacional.

Proteção às plataformas digitais

Na área digital, Washington teria pedido que o Brasil apoiasse imediatamente e sem condições uma moratória permanente da Organização Mundial do Comércio sobre tarifas aplicadas às transmissões eletrônicas.

O documento também exigiria tratamento considerado justo para empresas norte-americanas diante de novas normas de concorrência e a consulta às partes interessadas — incluindo as próprias plataformas — durante a elaboração dessas políticas.

Outro ponto determinaria que medidas brasileiras relacionadas ao conteúdo publicado nas redes sociais fossem aplicadas de maneira considerada justa aos fornecedores digitais dos Estados Unidos.

Essas exigências tocariam diretamente em discussões brasileiras sobre responsabilização das plataformas, moderação de conteúdo, concorrência digital, tributação e cumprimento de decisões judiciais.

O USTR já havia criticado publicamente decisões de tribunais brasileiros contra redes sociais norte-americanas e políticas que, em sua avaliação, favoreceriam o Pix em relação aos serviços privados de pagamento.

Contrapartida norte-americana permanecia indefinida

Enquanto o Brasil deveria assumir compromissos específicos em diversos setores, a contrapartida oferecida pelos Estados Unidos teria sido apenas a redução da tarifa aplicada aos produtos brasileiros para uma alíquota ainda não definida.

No trecho divulgado pelo ICL, o percentual apareceria como “[XX]%”, indicando que o documento não estabelecia quanto Washington efetivamente reduziria da sobretaxa.

A ausência de um número definido reforça a percepção de assimetria: as concessões brasileiras seriam concretas e potencialmente permanentes, enquanto o benefício oferecido pelos Estados Unidos permaneceria sujeito a uma decisão posterior.

O ICL classificou o conjunto como uma tentativa de “capitulação” econômica. Essa avaliação pertence ao veículo e aos observadores consultados, não sendo uma caracterização formal presente nos documentos públicos norte-americanos.

Exigências extrapolariam a investigação oficial

A revelação apresenta uma diferença importante em relação ao processo oficialmente conduzido pelo USTR.

A investigação aberta sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana concentrou-se publicamente em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso do etanol ao mercado brasileiro e desmatamento ilegal. Minerais críticos, restrições a investimentos chineses e a venda de ativos de níquel não constavam entre os temas anunciados oficialmente.

Em 15 de julho de 2026, o USTR impôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Washington afirmou que as negociações realizadas durante aproximadamente um ano não solucionaram suas preocupações, mas declarou continuar aberto ao diálogo.

A presença de minerais críticos na carta revelada pelo ICL indicaria, portanto, que as condições apresentadas reservadamente ao Brasil eram mais amplas do que as justificativas utilizadas publicamente para a investigação tarifária.

Revelação contrasta com pedidos por maior disposição para negociar

A divulgação ocorre depois de a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo criticar a condução diplomática do governo brasileiro e afirmar que a nova tarifa poderia ter sido evitada por meio de negociações.

O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio Roberto Azevêdo também defendeu que o Brasil utilizasse suas reservas de terras raras como instrumento de negociação com Washington. Para ele, uma retaliação tarifária teria pouca utilidade e o país deveria manter abertos os canais comerciais.

A proposta revelada, entretanto, sugere que a negociação desejada pelos Estados Unidos não estaria limitada ao acesso de empresas norte-americanas aos minerais brasileiros. Ela envolveria restrições a concorrentes chineses, reconhecimento de normas estrangeiras, proteção às plataformas digitais e abertura de setores industriais.

Autenticidade ainda depende de confirmação oficial

O ICL publicou trechos e uma descrição detalhada da suposta carta, mas não disponibilizou sua reprodução integral.

Nos documentos públicos do USTR consultados, não há confirmação das exigências específicas relacionadas aos investimentos chineses, à operação de níquel da Anglo American ou à retirada de barreiras para jatos comerciais norte-americanos.

Também não havia, até a publicação desta matéria, uma manifestação oficial dos governos brasileiro ou norte-americano autenticando o conteúdo integral revelado.

A informação deve, portanto, ser apresentada como uma revelação jornalística baseada em um documento obtido pelo ICL, e não como um acordo reconhecido oficialmente pelas duas partes.

Se a carta for confirmada, contudo, ela alterará a interpretação da atual crise comercial. As tarifas deixariam de representar apenas uma disputa sobre acesso ao mercado e passariam a integrar uma estratégia destinada a condicionar escolhas regulatórias, industriais e geopolíticas do Brasil.

No centro da controvérsia estaria uma questão que deverá marcar as relações internacionais nas próximas décadas: quem terá acesso aos minerais estratégicos brasileiros e em que condições o país permitirá que esses recursos sejam transformados em poder industrial, tecnológico e militar.■



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George A.
George A.
26 dias atrás

Compensa mais ter as tarifas de 37% ou mais (já tem uma segunda rodada prevista) do que atender ao que querem.
Enquanto as eleições e a perspectiva do Flávio ser eleito e dar o que eles querem estiver no radar infelizmente não adianta muito negociar, até porque o Rúbio acabou voltando à frente de todo o processo com o Trump cada vez mais senil e o governo dele sendo tocado pelo secretariado maluco que ele nomeou, vide guerra no Irã.

deadeye
deadeye
Responder para  George A.
26 dias atrás

Ainda mais considerando de que os EUA vem perdendo espaço na balança comercial brasileira, há mais de 20 anos de forma continua. E agora se isso se confirmar (eu creio que vai), eu quero saber qual vai ser a reação dos “patriotas”

George A.
George A.
Responder para  deadeye
26 dias atrás

Vão defender dar as concessões, é o que está alarmando o agro, inclusive.

Última edição 26 dias atrás por George A.
deadeye
deadeye
Responder para  George A.
26 dias atrás

Eu quero ver a cara do Skaf se isso se confirmar. Pior presidente da FIESP.

Pedro
Pedro
Responder para  deadeye
25 dias atrás

só se for por falar averdade…..“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, informou a Fiesp em nota.

Nativo
Nativo
Responder para  Pedro
25 dias atrás

As ações do Trump cabem exatamente em todo esse cenário que atribuem ao governo do Brasil e ainda por cima com farta contribuição de um bandido traidor como Flávio rachadinha.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Nativo
23 dias atrás

Flavio é um crimonoso. Começou sendo funcionáro fantasma em um gabinete em Brasilia enquanto cursava faculdade no Rio e depois fez carreiria com rachadinhas e funcionários fantasmas em seu gabinente de vereador.

Eu tenho enorme dificuldade em entender com alguem com Flábio Bolsonaro pode representar a direita brasileira.

Sequim
Sequim
Responder para  Camargoer.
23 dias atrás

Eduardo Bananinha me deu “trote” na faculdade (2003). Desde aquela época já o achava estranho. O tempo só fez confirmar meu estranhamento inicial.

NBS
NBS
Responder para  Pedro
25 dias atrás

O presidente da Fiesp é um representante político que os industriais abraçaram como um dos seus. Ele não possui indústria. Ele representa uma elite do atraso que viceja neste país, um pessoal sem a menor preocupação com o Brasil. O que interessa são somente os seus ganhos financeiros. Esse povo costuma nem viver no Brasil. São como parasitas: o Estado é bem-vindo para socializar as perdas. No lucro, dizem que o Estado cobra muito imposto.
Se, com o que já se sabe, isso fosse aceito, os industriais o tirariam da Fiesp. Significaria a destruição do que ainda resta da indústria.
A Fiesp encarna bem essa elite sem pátria: fala em nome do Brasil, mas guarda patrimônio, negócios e lealdades nos Estados Unidos. Quando os interesses nacionais entram em choque com os seus, escolhe o lado de fora sem hesitar.
E os termos que agora vêm à tona não eram negociação: eram capitulação. Se aceitos, seriam uma pá de cal sobre a indústria brasileira. Não é o Brasil que está abrindo mão da amizade entre os povos. É o governo ideológico de extrema direita que está nos expulsando. Não há como resolver com negociação, ajoelhando-se e arriando as calças. É preciso coragem para fazer o que se acredita ser o certo para o país.

Luciano
Luciano
Responder para  NBS
24 dias atrás

Perfeito! É o imperialismo escancarado! E mais uma vez a elite quinta-coluna fica do lado dos inimigos de Brasil travestida de defensoras da pátria!

NBS
NBS
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Historicamente, a elite econômica brasileira enriqueceu mais pela proximidade com o Estado, pela exploração do trabalho e pela concentração da terra do que pela inovação. Modernizou seus negócios, mas preservou estruturas sociais herdadas da escravidão e do patrimonialismo. Defende o livre mercado quando lhe convém, mas recorre a subsídios, privilégios fiscais e proteção pública quando seus interesses são ameaçados. Seu maior fracasso foi construir riqueza sem construir uma nação menos desigual.
Esse cidadão apoiou o MAGA e o candidato que se movimentou nos Estados Unidos para produzir essa punição geopolítica contra o Brasil. Agora, critica o governo por “não negociar”. Mas negociar o quê? A rendição incondicional? A capitulação? Pelos termos que vieram à tona, aceitar as exigências significaria destruir, pela segunda vez, parte importante da indústria brasileira e ainda causar um enorme prejuízo ao agronegócio.
E quando ocorreu a primeira destruição? No governo FHC, sob a cartilha neoliberal do Consenso de Washington. Naquele período, o Brasil perdeu grande parte de seu parque industrial construído durante a Segunda Revolução Industrial. A mesma elite que apoiou aquele desmonte agora exige que o país se ajoelhe novamente — tudo em nome de um falso liberalismo que sempre termina em dependência, desnacionalização e atraso.

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  NBS
25 dias atrás

FHC fez uma presidência excelente. Não se deixe levar pelo lero-lero do pessoal do PT. Um governo que se preocupou em trabalhar questões estruturais para a modernização do país. Uma gestão muito estruturada e organizada. Dê uma olhada no seu programa de governo, “Avança Brasil”, e veja o quanto do proposto foi implementado em oito anos

NBS
NBS
Responder para  EduardoSP
25 dias atrás

Então, ele tem o mérito do Plano Real. Porém, é em seu governo que começa a grande desindustrialização nacional, com a adoção de parte do receituário do Consenso de Washington. Nesse período, a nossa base industrial ainda era maior do que a da China.
A abertura rápida expôs as empresas brasileiras à concorrência estrangeira, ampliou a importação de peças e insumos e provocou falências, fusões e perda de empregos. Muitas empresas nacionais foram adquiridas por grupos estrangeiros, e o país perdeu centros decisórios, marcas e tecnologias.
Houve ganhos de eficiência para algumas empresas, mas faltou uma política industrial, tecnológica e cambial. O resultado foi a perda de cadeias produtivas, empregos qualificados, autonomia tecnológica e capacidade de crescimento.
A China fez diferente: fortaleceu suas estatais estratégicas, concentrou investimentos em formação, adotou uma política de desenvolvimento nacional e não permitiu o câmbio totalmente flutuante nem a livre circulação de capitais.

Vitor
Vitor
Responder para  NBS
25 dias atrás

Direto no ponto

Brunow
Responder para  deadeye
25 dias atrás

“Brasil tentou abrir Mercado para evitar Tarifas dos EUA”..

Antes que digam que Brasil não quis negociar…

https://www.poder360.com.br/poder-governo/brasil-aceitou-abrir-mercado-para-tentar-evitar-tarifaco-dos-eua/

Deadeye
Deadeye
Responder para  Brunow
25 dias atrás

Sim. E mesmo nas questões no qual o Brasil era limitado pelo Mercosul como no setor automotivo o Brasil ofereceu pautar a revisão da Tarifa Externa Comum no Bloco. E mesmo assim o argumento foi ignorado.

Heli
Heli
Responder para  Brunow
25 dias atrás

Colega, infelizmente, vivemos a era da pós verdade. Informações precisas, estatísticas ou dados verídicos não importam mais nessa guerra de narrativas. O Brexit foi o primeiro experimento bem sucedido que deu início a essa treva cognitiva que vivemos.

fewoz
fewoz
Responder para  Brunow
23 dias atrás

Para alguns, isto ainda não será suficiente…

Marcelo
Marcelo
Responder para  George A.
24 dias atrás

EDITADO

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Não perdeu espaço nas exportações. Eu valor absoluto as exportações para o Brasil aumentaram bastante nos últimos 20 anos. A participação percentual é que caiu e isso passa um entendimento equivocado. As exportações para a China que cresceram muito, Agro, minério de ferro, petróleo, proteína… hoje praticamente o principal destino de exportação de todos os estados é a China. Vai para o Mato Grosso e fala mal da China para ver a sapatada que se leva.

deadeye
deadeye
Responder para  Palpiteiro
25 dias atrás

Em 1997 o Brasil exportou 8.7 bilhões de dolares para os EUA, em termos nominais, e em 2025 exportou 36.1 bilhões.

Eu atualizei pela inflação do DOLAR, os 8.7 bilhões em 1997 e o numero atualizado chegou em 17.45 bilhões, se consideramos que qualquer numero acima disso, é o aumento real, chegamos a conclusão de que o comércio entre os dois paises cresceu pouco, e os EUA vem sim perdendo relevância.

Edmilson
Edmilson
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Pelo tanto de negativaçao no seu comentário, acertado devo dizer, eles estão calados, mas ativos negativando.

deadeye
deadeye
Responder para  Edmilson
25 dias atrás

Era a reação que eu estava esperando, sendo sincero.

Heli
Heli
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Se dependesse de gente como Tarcínico MAGA, EnfiZema, Caiado e Flavinho Vorcaro, o Pedóf1lo da Casa Branca poderia era taxar mais. A grande ironia é que os dois estados que inicialmente sofrerão mais são SP e Santa Catareich.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  deadeye
24 dias atrás

Sim vem perdendo…

A participação norte-americana nas exportações do Brasil caiu para 9,4% no primeiro semestre do ano, uma mínima histórica para o período, enquanto a China consolidou sua liderança com quase um terço do total comercializado.

Você não compra se não quiser, mas sempre haverá alguém para substituir aquele que se acha imprescindível.

A Alemanha ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o principal destino do café brasileiro.
Os embarques para os EUA caíram drasticamente devido a guerra de tarifas imposta pelo governo americano, o que levou os alemães a liderarem as importações com 5,2 milhões de sacas (13,5% do total) na última temporada comercial.

Sempre haverá substitutos…



fewoz
fewoz
Responder para  Adriano Madureira
23 dias atrás

Perfeito, e esta substituição dos americanos é incrivelmente necessária. O governo já fez esforços no sentido, mas sempre há espaço para mais. Que reduzam a participação americana a quase zero. Já somos reféns deles em muitas áreas. Que sejamos no menor número de áreas possíveis.

Hamom
Hamom
Responder para  George A.
25 dias atrás

O que os EUA propõem ao Brasil é famosa parceria Caracu.

A tarifa zero para etanol dos EUA é um exemplo;
o Brasil até 2017 ou 2019…importava etanol de milho para cobrir o período da entre safra do etanol de cana, mas posteriormente começou a produzir etanol de milho também, aí o Brasil não precisou mais importar etanol dos EUA…

Mas os produtores de etanol norte-americanos não se conformam com isto e querem voltar a exportar pro Brasil. A solução? Sabotar a produção de etanol de milho brasileiro com tarifas zero pro etanol americano, enquanto sobretaxam por lá o etanol brasileiro…

Última edição 25 dias atrás por Hamom
Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Hamom
22 dias atrás

A tarifa zero para etanol dos EUA é um exemplo;
o Brasil até 2017 ou 2019…importava etanol de milho para cobrir o período da entre safra do etanol de cana, mas posteriormente começou a produzir etanol de milho também, aí o Brasil não precisou mais importar etanol dos EUA”…

E estupidamente continuamos a comprar…

Não temos de ser Baby-sitter de produtores americanos,o governo dele que empurre para algum Pet idiota: Javier Milei, Santiago Peña , Nayib Bukele (El Salvador) ou Laura Fernández (Costa Rica).

Temos que deixar de ter esse tom moderado e conciliador e tratar eles como eles querem nós tratar…
Quem são eles para querer que limitemos ou deixemos de nós relacionar com parceiros comerciais?!



Brunow
Responder para  George A.
25 dias atrás

Se essas notícias se confirmarem, isso é uma bizarrice.. Como um País pode obrigar outro ignorar suas próprias Agências Regulatórias em prol das suas..
Definitivamente Trump considera o Brasil um Porto Rico 2.0…

NBS
NBS
Responder para  Brunow
25 dias atrás

Essa é a arrogância de quando se é um império. São esses os motivos pelos quais o Sul Global deseja aumentar o comércio entre si, organizar meios de pagamento fora do SWIFT, realizar transações em moedas locais e se organizar em acordos comerciais entre blocos.
Um império em decadência ainda tem o poder de fazer o mal. A lástima é o medo de seus aliados. O torpor que paralisa a Europa impede que ela se una aos demais para pôr freios à sandice megalomaníaca de um governante.

fewoz
fewoz
Responder para  NBS
23 dias atrás

O caso da Europa é inexplicável. Eles possuem poder econômico e, até certo ponto, também tecnológico em MUITAS áreas, inclusive Defesa. Mas decidiram abaixar a cabeça e dizer “sim, senhor” aos americanos, cedendo em tudo. Este momento poderia ser o começo do processo de independência deles, mas preferem estar alinhados e submissos aos americanos. É impressionante o nível de vassalagem.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Brunow
25 dias atrás

E ainda somos obrigado a ouvir que são uma Democracia, imagina se não fossem….
Querem roubar riqueza de uma nação na cara dura, se baseando na pressão e na chantagem. Isso é terrorismo econômico.
Eles estão fazendo isso no mundo todo. Como diz o nosso amigo Brunow, acham que Brasil é um Porto Rico 2.0.

Sergio Machado
Sergio Machado
26 dias atrás

A tentiada é livre. Lidar com os americanos sempre foi complicado, para não dizer extremamente difícil. Querem tudo e sempre oferecendo pouco ou nada.
O que é surreal é um dito brasileiro, que pode vir a ser PR, ir aos EUA, implorar por uma foto com o PR americano e se por a disposição para facilitar o processo para os americanos. E não esconde isso.
E ainda assim, parcela considerável da população ignora e dá apoio a esse cidadão com esse comportamento, claramente um cavalo de Tróia do atual governo americano em solo nacional.
Surreal em várias dimensões.

NBS
NBS
Responder para  Sergio Machado
25 dias atrás

Então… Esse é um filme repetido na história brasileira. Temos um país que foi construído a partir da ideia de exploração comercial, das riquezas, do povo e dos escravos, com a lógica de que, depois de enriquecer, corre-se para mostrar na Europa a própria prosperidade.
Na literatura, há vários personagens icônicos que representam essa faceta da elite. A extrema direita segue o script dos norte-americanos, mas, diferentemente dos de lá, os daqui são entreguistas. Se você abrir qualquer coach financeiro, ele estará pedindo a rendição, pois possui posição montada na economia dos EUA.

Eromaster
Eromaster
Responder para  Sergio Machado
25 dias atrás

Isso mostra como tem milhões de brasileiros ignorantes que não amam o seus país. Simplesmente torcem contra seu país por uma ideologia fanática e burra.

fewoz
fewoz
Responder para  Sergio Machado
23 dias atrás

O seu comentário sensato possui 44 dislikes. Com base nisso conseguimos ver a quantidade de lunáticos na população brasileira que ainda apoia este cavalo de Troia e sua vassalagem. E pior: estamos num local onde, teoricamente, o nível de debate, conhecimento e consciência deveria ser maior do que outros lugares como YouTube e Facebook. É impressionante que considerável parte da população não veja a agenda entreguista daquela pessoa.

André Macedo
André Macedo
26 dias atrás

Segundo alguns a culpa foi do Brasil por não “ter empenho” kkkkkkkkkkkkkkkk os caras decidem nos “processar” ARBITRARIAMENTE e a culpa é do Brasil por não fazer parte desse circo.

Já era pra nossa embaixadora nos EUA estar aqui e o deles ter sido enxotado no momento do anúncio, uma pena que o governo “do amor” queira agradar a gregos e troianos e no final não agrada nenhum.

Enquanto o filho do mito agora diz que o Brasil não quis negociar, mas ele disse com todas as letras que trabalhava para que não houvesse diálogo do Brasil com os EUA.

Última edição 26 dias atrás por André Macedo
Pedro
Pedro
Responder para  André Macedo
25 dias atrás

Não teve empenho nesse caso e nem no da China que levamos 55%. O governo não foi nem audiência pública no USTR para tentar evitar isso.

deadeye
deadeye
Responder para  Pedro
25 dias atrás

Os 55% da China, são depois de esgotada a QUOTA, e se aplica apenas na Carne Bovina. Ademais os Chineses falaram que o Brasil vai poder usar a quota dos paises que não usarem.

Pedro
Pedro
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Sim, assim como a dos EUA não para todos os itens. A cota já foi esgotada. O governo brasileiro não negociou essa trava; a medida foi uma imposição unilateral chinesa para proteger sua produção interna.
O Ministério da Agricultura brasileiro propôs à China a possibilidade de assumir as cotas não utilizadas por outros países exportadores. No entanto, a medida ainda é alvo de tratativas e discussões entre os governos.

Última edição 25 dias atrás por Pedro
deadeye
deadeye
Responder para  Pedro
25 dias atrás

A China só aplicou na carne boniva, comparar ambos é burrice. Todas as outras exportações do Brasil com a China, continuam com a tarrifa convencional, e a quota não é pequena, e mesmo com a tarifa o Brasil continua exportando para a China, a sua comparação, é falsa simetria.

Pedro
Pedro
Responder para  deadeye
25 dias atrás

É “burrice” pq quebra sua narrativa e a do governo. Não rende votos e nem da pra colocar a culpa em outros. E Brasil vai continuar exportando para os EUA tb.

André Macedo
André Macedo
Responder para  Pedro
25 dias atrás

Você mesmo diz que há tratativas e discussões e inclusive uma proposta por parte do Brasil, mas antes alegou que o governo não tem empenho no caso da China, se decide aí cara… Kkkkkkkkkkkkkkkk

Última edição 25 dias atrás por André Macedo
André Macedo
André Macedo
Responder para  Pedro
25 dias atrás

Você leu alguma coisa do que eu disse? O Brasil não tem que ir em audiência ESTRANGEIRA nenhuma se “defender” como se fosse um réu por decisões NACIONAIS E SOBERANAS.

Valdez
Valdez
Responder para  Pedro
25 dias atrás

O timing dos americanos foi horroroso, nem q o governo quisesse iria se empenhar, pois a imagem de intransigente nas negociações fortalece a narrativa de soberania e nacionalismo.

Ainda mais com o Pix na jogada.

NBS
NBS
Responder para  André Macedo
25 dias atrás

A “negociação” era de cartas marcadas. Os relatórios da taxação falam textualmente que se tratava de uma orientação de Trump. Trata-se de um governo ideológico e de cunho mafioso. Não havia o que negociar sem uma rendição incontestável: acesso sem impostos para bens industriais norte-americanos, sem a menor perspectiva de que a taxação não fosse aplicada.
O importante são os encaminhamentos que o governo dará aos setores atingidos. Entendo que é necessário criar alternativas às importações de produtos norte-americanos para equilibrar a balança comercial a nosso favor. Isso poderia ocorrer por meio de uma maior importação de produtos da Europa e da Ásia, além de acordos com o Canadá.

deadeye
deadeye
26 dias atrás

Eu quero ver a reação dos patriotas a isso também:

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/sao-paulo-e-santa-catarina-concentram-impactos-do-novo-tarifaco-diz-apex/

Os dois estados mais a direita do país, serão os mais afetados.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Grande dia, disse o governador paulista…

deadeye
deadeye
Responder para  JuggerBR
25 dias atrás

*Carioca, ele nem deveria está no meu Estado natal.

Nilo
Nilo
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Importamos o modo de gestão do carioca, o tempo está demonstrando e o final é desastroso rsrsr

Nilo
Nilo
Responder para  JuggerBR
25 dias atrás

SP demora um ano e meio para reparar uma pista elevada da cidade, a China faz ponte em 24 horas.
Este é o gestor de SP rsrs

Pedro
Pedro
Responder para  Nilo
25 dias atrás

Pelo menos aqui vc pode reclamar desse governo. Não que va adiantar, pq felizmente ele vai ser reeleito.

Kornet
Kornet
Responder para  Nilo
25 dias atrás

O governo do ParTido e o mitonomo do desgoverno,inauguraram uma ponte na BA que não existe e que passou 4 governos na BA prometendo a maior ponte da AL,rs.
Esse é o modo PT de governar,enganar quem quer ser enganado.

Sequim
Sequim
Responder para  Kornet
23 dias atrás

Kd vc que não está em Brasília defendendo teu ex-presidente, o Capitão Soluço?

Hamom
Hamom
Responder para  JuggerBR
25 dias atrás

O governador MAGA está fazendo “grandes obras” em SP,
vai construir 37 novos postos de pedágio free flow ->(fluxo livre do dinheiro dos cidadãos pros cofres do estado…)

Última edição 25 dias atrás por Hamom
Nilo
Nilo
Responder para  Hamom
25 dias atrás

Pego sempre a rodovia, tenho o Sem
Para, pago para não pegar fila, eliminar, burocracia e dou acesso para descontar direto na minha c/c. Sabe o que aconteceu desde esse governo deste carioca, o serviço encareceu e estou pegando fila.

sub urbano
sub urbano
Responder para  deadeye
25 dias atrás

E daí? Não sou coveiro… Deixe q se explodam.

JuggerBR
JuggerBR
25 dias atrás

Meu porrete é longo, faça o que eu mando, ou sofra as consequências… disse o bully para o aluno fracote…
Só que o fracote disse não…

NBS
NBS
Responder para  JuggerBR
25 dias atrás

Há momentos em que não cabe fugir nem fingir demência. É necessário ter a coragem de fazer tudo ao seu alcance pelo Brasil e pelo povo, custe o que custar. Só resta lutar pelo que é correto. Mas é preciso deixar cristalina a traição de um candidato ao maior cargo da República, a parceria de representantes do Senado e do Congresso e de parte da elite econômica. Em outros tempos, certamente o povo saberia qual tratamento os traidores merecem.

Lucena
25 dias atrás

Vejam só vocês com o imperador Trump e seus vassalo veem o Brasil, como algo que está lá nos fundos do quintal deles…acham que somos iguais aos outros iguais como a Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia…e porque não também a Venezuela que virou um protetorado deles.
.
Eles nem se quer procuram dar uma alternativa econômica e comercial melhor que os chineses…fazem uma atuação igual a gangster….não é a toa que os gangstes tupiniquins tem feitiches com o Trump. 6

NBS
NBS
Responder para  Lucena
25 dias atrás

Sim. Do ponto de vista do que já se sabe dessa proposta, não haveria investimentos equivalentes aos que ocorrem com o maior parceiro do Brasil. Não há dinamismo econômico nos EUA que se iguale.

Okan
Okan
Responder para  Lucena
25 dias atrás

Gangster? Não se esqueça que o Mula é um dos maiores do país, inclusive já foi preso por ser um, então de acordo com seu raciocínio as negociações são de gangster para gangster. Eles que se entendam então

João Bosco
João Bosco
25 dias atrás

Boa tarde…..
Eu quero ver a cara de agropecuaristas e industriais, além dos bolsonaristas e politicos que se dizem patriotas que apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro, que teve o pedido de tarifaço atendido pelo Sr.Trump contra o Brasil.
Ótima atuação desses traidor da pátria e de seu irmão…

Última edição 25 dias atrás por João Bosco
Nilo
Nilo
Responder para  João Bosco
25 dias atrás

João, vc está vendo a todo momento, quer vez mais ainda, é o de sempre, cara pau, brilhando com óleo de peroba, rsrsrs

Última edição 25 dias atrás por Nilo
Pedro
Pedro
Responder para  João Bosco
25 dias atrás

Pode mostrar uma fonte desse pedido de tarifaço?

deadeye
deadeye
Responder para  Pedro
25 dias atrás

O seu colega Flávio só pediu para “adiar” até depois das eleições, conveniente você esquecer esse ponto que pegou mal.

Pedro
Pedro
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Ah..naquela reunião que o governo brasileiro nem foi, sei. E isso não é pedir para aplicar as taxas.

deadeye
deadeye
Responder para  Pedro
25 dias atrás

https://www.poder360.com.br/poder-internacional/embaixada-do-brasil-nos-eua-envia-observadores-a-audiencia-do-ustr/

Não foi? Ademais, você sabe que a maioria dos países decidiu apenas mandar observadores porque é vista como carta marcada?

deadeye
deadeye
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Ahh, e esqueci de citar. Dos 60 paises sob investigação, apenas Africa do Sul e Canadá compareceram pessoalmente.

Última edição 25 dias atrás por deadeye
Pedro
Pedro
Responder para  deadeye
25 dias atrás

observadores..kkkkkkk…claro, pq tentar se é carta marcada e seno final o governo arrecadaria votos com essas tarfifas?…conveniente vc esquecer desse ponto que pega mal.

Última edição 25 dias atrás por Pedro
deadeye
deadeye
Responder para  Pedro
25 dias atrás

Eu tenho fontes e dados, você só tem achismo. Vai lá com o seu populista favorito, Flávio.

Ele não tem um historico muito bom em falar em publico… deveria está suando lá.

https://www.youtube.com/watch?v=VlMj9t-C-jI

Última edição 25 dias atrás por deadeye
Pedro
Pedro
Responder para  deadeye
25 dias atrás

kkkkkkk..igual a Dilma…mas melhor isso do que chamar um de fascista, outro de latino frustrado, falar que negociou e esperar algum resultado diferente desse.Na verdade ninguém esperava um resultado diferente desse…ai não daria pra jogar a culpa na oposição…

George A.
George A.
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Não tem sentido NENHUM qualquer país ir oficialmente discutir aspectos de sua legislação interna em fóruns de um governo estrangeiro, isso seria praticamente uma declaração de submissão.
Negociações de pontos de discordância do tipo se dão em contatos oficiais entre iguais governo a governo, por isso a maioria absoluta dos países não mandam representantes a esse teatro da USTR e essas audiências viram espaço pra iniciativa privada apresentar sua visão.
O Itamaraty esteve longe de inventar a roda nisso, nem sei porque isso ganhou atenção da imprensa por aqui como se essas audiências fossem fazer alguma diferença em alguma coisa.

deadeye
deadeye
Responder para  George A.
25 dias atrás

É o que tento falar há horas aqui, mas não entendem. Nignuem praticamente mandou representantes, todos inclusive o Brasil enviaram apenas manifestações escritas as unicas exceções foram Canadá e Africa do Sul, porém eu de verdade, cansei.

NBS
NBS
Responder para  deadeye
25 dias atrás

Há um momento, uma fase de negação: tudo em que se acreditava está sendo destruído pelos fatos. É preciso, então, criar “entendimentos” não factuais.
Você fez uma observação importante. É por isso que muitos especialistas apontam o viés de confirmação e o uso de dados inverídicos ou não observados como práticas muito comuns na extrema direita. Essa pauta corrobora a defesa da liberdade de expressão sem limites e da ausência de controle das redes, criando um terreno fértil para as fake news e desviando a atenção daqueles que buscam os fatos para argumentar.

NBS
NBS
Responder para  George A.
25 dias atrás

Justo.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Pedro
25 dias atrás

E desde quando um governo tem de ir em reunião pública? Ela serve justamente para quem não é governo.
Estados negociam diretamente, entre ministros competentes dos 2 ou mais países, sempre reservadamente.
Sempre foi e será assim.
Aí, na boa. Zap patriota emburrece. Pula fora .

Okan
Okan
Responder para  João Bosco
25 dias atrás

Eu sabia que petista era mentiroso, mas não desse jeito

sub urbano
sub urbano
25 dias atrás

Grande dia! Bonoristas aplaudem de pé. “I love you Trump” kkkk

Okan
Okan
Responder para  sub urbano
25 dias atrás

Muito melhor do que dizer “i love you” para o PCC e CV.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
25 dias atrás

Trump, família Bolsonaro, Lula e outros não são imortais e nem perpétuos. Em algum momento, essas tarifas vão arrefecer ou cair.

Ao invés do embate econômico com os EUA, que as autoridades políticas e o setor produtivo brasileiros encontrem novos mercados e até deem mais atenção ao consumo interno. Com mais de 200 milhões de habitantes no Brasil, parte considerável da produção que será tarifada por Washington poderia muito bem abastecer o mercado interno.

Valdez
Valdez
Responder para  Dagor Dagorath
25 dias atrás

Naaada, conhecendo o nosso agro eh mais fácil eles derramarem o leite na estrada a ter q vender mais barato.

NBS
NBS
Responder para  Dagor Dagorath
25 dias atrás

Sim, mas, em terras de Pindorama, nada é fácil. Os líderes passarão. Que a amizade entre os nossos povos possa ser genuinamente construída. Que se consiga fortalecer o consumo interno mais rapidamente.
Porém, tenho uma observação da qual não posso me furtar: lembre-se de que a nossa elite econômica foi construída por meio da exploração de escravos e do trabalho. Essa elite tem como pilar de sua riqueza a exigência de baixos salários e a manutenção de empregos fragilizados, pois isso permite a plena contratação e a existência de uma reserva de trabalhadores. Essa é uma condição sine qua non e, por tabela, não permite o aumento da renda para melhorar o consumo.

lucena
Responder para  Dagor Dagorath
25 dias atrás

(…) Com mais de 200 milhões de habitantes no Brasil, parte considerável da produção que será tarifada por Washington poderia muito bem abastecer o mercado interno. (…)
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Todo os programas sociais do governo tem como ideia básica …a distribuição de renda….ideia essa …faz com que haja um aumento de poder de consumo interno e assim o mercado interno fica mais forte.
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Toda vez que se fala em fazer isso …. a extrema direita …demoniza …sempre buscaram a concentração de renda …. de aparelhar o estado para atender os interesses de uma ínfima parcela ( 1% ) …uma elite que é daquela época bem antiga … que criticou o estado por ter abolido a escravidão ( O Brasil foi o último a abolir a escravidão nas américas ).
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Hoje … até para fazer justiça na distribuição de renda, quando se fala em cobrar mais imposto nos mais abastados, ricos…extremamente ricos …. e aliviando nas camadas menos favorecidas economicamente ( Classe média e baixa) …quando se fala em diminuir a escala de trabalho e melhorar a qualidade de vida nas classes mais baixas, dando uma vida mais digna…vem aquela velha indignação … carregada de hipocrisia ….assim como foi quando se falavam em abolir a escravidão…a velha e esclerosada mental … a elite da “casa grande” com suas lágrimas de crocodilo .
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São por esses caminhos, fazendo com que o dinheiro circule em todas as camadas econômica…distribuindo a renda interna …ai sim ! …você terá uma nação mais prospera e justa e um mercado interno mais pungente.

JHF
JHF
25 dias atrás

Mamae eu quero…..

Luciano
Luciano
25 dias atrás

É um ataque sem precedentes contra o Brasil. Nenhum país havia feito nada parecido até hoje contra nós, pós segunda guerra.

Lembram daquele papo de que o “Brasil não é importante para os EUA, que eles estão nem aí pra nós, que o Brasil é irrelevante para o mundo”?

O ataque econômico é direcionado: China e Brasil.

Carlos Campos
Carlos Campos
24 dias atrás

Bom, a gente derruba tarifas daqui e eles de la, protegemos agumas coisas e eles também, a questão é que esse governo, tornou essas disputas em algo político, os EUA está em déficit a muito tempo e o Trump vê isso como um dos fatores que empobreceu os EUA, e ele não está errado, o que gente não pode sentar aqui ver as sanções e o nosso Presidente chorando em discursos, falando mal do Trump em qualquer discurso e oportunidade, além do nosso judiciário punir e obrigar empresas de tecnologia fazerem coisas ilegais.

Lucas
Lucas
24 dias atrás

Mas logo agora que vou comprar um BYD?

Cassini
Cassini
23 dias atrás

Todo e qualquer tarifaço ou sanção econômica dos EUA contra o Brasil é criminoso.

O comércio entre ambos é muitíssimo mais vantajoso aos EUA e a quantia de capital que sai do Brasil rumos aos EUA na forma de lucros das multinacionais estadunidenses, que dominam blocos inteiros da economia brasileira, não é brincadeira. Chega a ser vergonhosa tamanha discrepância entre os dois “parceiros históricos” e ainda querem mais…

Adriano Madureira
Adriano Madureira
22 dias atrás

“O que os EUA propõem ao Brasil é famosa parceria Caracu”.

Como aquele ditado popular deles diz:

“If you give a mouse a cookie, he’s going to ask for a glass of milk…”

Ou usando um ditado nosso:

“Quem muito se abaixa, o c* lhe aparece”

Aceitar demandas absurdas de alguém, só abrirá caminho para ele ter liberdade para mais demandas